segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Komi: análise de três volumes!


Komi Can’t Communicate: Análise de três volumes


Fonte: Amazon! Link acima!

 
Em julho desse ano, analisei resumidamente o primeiro volume do mangá e você pode ver a análise aqui (clique). E eu continuei comprando os mangás e estou a refazer a análise, complementando-a um pouco com o que li nos volumes 2 e 3 da obra.

A sensação inicial continua a mesma, pois Komi é uma personagem que cativa por seu defeito de não conseguir se comunicar, entretanto, a obra parece que está perdendo o fôlego com o ritmo adotado. Com 3 volumes lidos, o que dá quase um ano de obra lançada, com dois volumes lançados em 2016 e o terceiro em 2017, o progresso é mínimo. Tanto o progresso para se fazer amizades, como o progresso da personagem em superar suas fraquezas (se é que um dia ela o fará), bem como o progresso nas relações entre Komi e Tadano. Tudo muito lento. Essa lentidão me deixou aflito. Considerando que Oresuki (série atualmente passando no Crunchyroll) resolveu um arco inteiro em 4 capítulos, ver a Komi estagnada assim é ruim.

O problema da masculinidade!



Além disso, não sei ao certo se o/a autor(a) sabe o que é a função feminina e masculina em obras. Explico: na minha época, era ensinado que um homem deve ser cavalheiro, protetor, vigilante guarda de sua casa, respeitoso marido, zeloso pai e forte trabalhador. O doutor Richard D. Phillips[1] resume o que é a masculinidade com base em Gênesis e afirma:

 “Cultivar e guardar: aqui está o como da masculinidade bíblica, o mandato da Escritura para os homens:
Cultivar. Cultivar é trabalhar para fazer com que as coisas cresçam. Envolve nutrir, cultivar, cuidar, construir, orientar e governar.
Guardar. Guardar é proteger e sustentar o progresso já alcançado. Envolve defender, proteger, vigiar, cuidar e manter”.

Em qualquer roteiro, o personagem precisa ser definido com exatidão. Nada de ficar patinando com os elementos psicológicos que compõe a estrutura do personagem. Por exemplo, se ele é medroso, que ele seja medroso até o roteiro decidir que ele não deve ser assim mais. E toda a mudança deve ser explicada ao leitor. É muito esquisito um personagem ficar mudando de comportamento. Em Komi, nos volumes que eu li, os personagens ficam bailando entre a figura feminina e a figura masculina, sem muita explicação ao leitor.

  Sim, uma hora o personagem com qualidades mais masculinas é o Tadano e, em outro momento, é a Komi. Existe uma dança da figura masculina na obra. E uma inversão em clichês da “donzela em apuros” que uma hora é o Tadano e, na outra hora, é a Komi. É como se o/a autor(a) não soubesse quem é quem. Não sei como o autor está desenvolvendo os personagens nos volumes mais recentes, porém, o desenvolvimento deles nesses três volumes iniciais está bem bagunçado. 

Com essa história de ideologia de gênero, é bem provável que a história seja criada nesse sentido, para confundir o leitor. Ou, talvez, o próprio autor tenha crescido sem o conhecimento da figura masculina e não sabe como retratá-la na obra. Pode ser, também, que o autor esteja confundindo a masculinidade de fato com o termo que veio para oprimir o homem (masculinidade tóxica) e, dessa forma, ele está com  medo de usar a figura masculina na obra. O fato é que não existe, até o terceiro volume da obra, uma identidade masculina forte. E isso irrita! E já vi imagens na internet do Tadano de “maid”. Provavelmente uma piada, porém, é um reforço da ausência da figura masculina. E não se engane, a Komi é, por vezes, mais masculina que o Tadano, porém, ela não é a figura masculina em si. Falta à obra esse elemento definido com exatidão.



Por tudo isso, não sei se vou continuar comprando mais volumes da obra. Talvez eu mude de ideia quando surgir uma figura masculina definida, que seja até o Najimi (😀). Entretanto, a Komi ainda é uma personagem bem desenvolvida e será a base de inspiração do poema dessa semana.    




[1] https://voltemosaoevangelho.com/blog/2019/10/quatro-fundamentos-da-masculinidade-biblica/

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

The Big Three: Otaku Cafe

Esse é o canal que indico nessa sexta-feira. O Otaku Cafe é um canal no Youtube com memes diversos sobre animês e mangás. Conheça e, se gostar do humor, se inscreva lá! Eu dou muita risada com ele! E comecei a fazer memes por conta dele. Aqui embaixo, antes do vídeo do canal propriamente dito, está um meme que fiz em homenagem! 




Agora sim, o vídeo do canal! Espero que gostem do humor!




quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Era dos covardes! Desabafo!

Que covardia

Enlameia a honra

Heróis em dia?



O haicai acima foi feito na indignação após assistir ao capítulo 04 da série Fate/Grand Order. Quando escrevi minha crítica a "Didn't I say to make my abilities average in the next life" eu me perguntei se estávamos na era dos covardes! Após assistir a esse capítulo, eu acredito que sim. Provavelmente, o problema está relacionado com o tema que irei abordar na segunda-feira que vem, e que continuo na  segunda-feira seguinte: crise da masculinidade. Pode ser bobagem, mas estou percebendo um problema quanto a imagem da figura masculina retratada em algumas obras. Os atos heroicos estão relacionados com o símbolo da masculinidade. Não interpretem isso como se fosse uma homenagem ao machismo: a masculinidade verdadeira nada tem a ver com a opressão da figura feminina. 

Nas duas próximas segundas, eu vou abordar o tema com mais calma. Agora, basta dizer que a imagem heroica está em crise. Heróis recuando porque estão enfrentando seres divinos, heróis evitando resgatar uma criança em perigo (Boku no Hero Academia), enfim, não se portam como heróis, ou seja, símbolos. Hoje em dia, herói está mais para personagem principal de uma aventura, a  ser aquele que se destaca por seus feitos, "Aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias, principalmente por feitos brilhantes durante a guerra." (Dicionário online)



Quando um Seiya de Pégasus iria recuar somente porque um adversário é um ser divino? Ele tratava de conseguir um milagre a cada episódio. Assim como o  Shirou (da mesma franquia Fate) quando enfrentou o rei dos reis! Imagina se ele fosse recuar ao ver o maldito Gilgamesh chegando? Não ia dar certo. E é isso que dá ao roteiro o brilho e que nos faz assistir! 



Enfim, espero que as empresas acordem para esse erro que empobrece a figura do herói e, por esse motivo, também retira do roteiro o brilho que teria. Um herói é aquele em quem podemos confiar, pois ele realiza milagres e não se consegue um milagre fugindo com a cueca suja. 



  Ainda bem que eu cresci com esse tipo de ensinamento, e não com os heróis de hoje! Desculpem o desabafo!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Melhor da temporada de verão de 2019!


O melhor na temporada de verão de 2019

A temporada de verão no Japão, que terminou recentemente, nos trouxe uma boa quantidade de animês interessantes. E eu fiquei em dúvida sobre qual deles eu escolheria para fechar a temporada como o melhor. Sem dúvida nenhuma, tivemos ótimos dramas, como o magnífico Vinland Saga, mas eu decidi escolher uma comédia. E por que uma comédia? É difícil de acertar o ponto do roteiro e trazer alguma coisa que realmente fique engraçado. Como agora estamos às voltas com “militantes virtuais”, até piadas estão ofendendo. Por isso, piadas ficaram mais importantes do que eram anteriormente. A diferença entre um militante virtual e uma pessoa com uma mera opinião, criando um texto opiniativo/crítico, é que o militante tenta oprimir o que é diferente através da força de seu grupo. Tenta tornar a sua opinião única. Já o texto meramente opinativo apenas expõe argumentos e opiniões sobre um assunto. Sem enrolar mais! 


E o vencedor é Machikado Mazoku- The Demon Girl Next Door!



Na série, uma garota (Yuko) desperta e descobre que é descendente do clã do Rei Demônio e precisa enfrentar uma garota mágica (Momo) para refundar a tirania de sua linhagem. Entretanto, nada sai como o esperado e ela acaba sendo treinada pela sua rival. Essa é a sinopse mais resumida possível.



A série é uma grande brincadeira com as bases de histórias do gênero. A série tira sarro dos demônios, das garotas mágicas (inclusive das transformações) e até mesmo da presença dos ancestrais. Ela brinca com a pobreza da família da Yuko e com a solidão da Momo. Nada é sagrado! As situações que elas vivem, em seus episódios semanais, vai ganhando ares de uma zoeira infinita com os clichês apresentados. E tudo isso é sempre mostrado de maneira kawaii, com a ajuda das dubladoras que fizeram um trabalho exemplar. As personagens são muito carismáticas e, na minha opinião, a ancestral da Yuko é a que melhor representa a série, pois é aquele mal inocente, de um personagem já derrotado, mas que ainda tenta, inutilmente, restaurar a glória do passado. E a série é assim: inocência sem maldade.

Como podem ver na imagem abaixo, a série, apesar do humilde orçamento, conseguiu até ficar no TOP 10 da temporada com uma boa consistência de notas por episódio. Não que isso me influencie, mas é bom saber que outros também consideraram essa série consistente. 



Você pode assistir via HIDIVE, de forma oficial, mas apenas em inglês. Apoie o serviço, pois aí teremos legendas em nosso idioma.



sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Pansy II

Esse foi um meme alternativo que fiz sobre uma cena do terceiro episódio de Oresuki. Como já havia mencionado, a Pansy lembra uma personagem de uma história hentai e o terceiro capítulo quase se tornou um hentai. Resolvi colocar aqui também. 


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Verão alegre!

Verão alegre
Seu sorriso é vida
Minha querida

*****

Divulgando séries através de suas aberturas.
O nome da série está inserido no respectivo vídeo.

Apesar de ter criticado a série no texto de sexta-feira, eu considero essa abertura uma das mais engraçadas e divertidas. E aproveito a chance para divulgar três séries pela qualidade de suas aberturas. 



Como de costume, a última temporada do ano é sempre a mais forte. Ótimas séries e muita felicidade! Estou acompanhando, com prazer, 20 novas séries! Que delícia! Aqui outras duas igualmente boas. A que eu apelidei de "filho do capeta" tem um ritmo interessante e a história é de um humor que te faz se sentir bem. "Ba bi ba bi ba bi ba bi  ruuuu!" :)



Já essa outra é de uma série que também está me fazendo bem assistir, pois lembra um pouco os contos do cavaleiro e a donzela que eu gostava de escrever. A série também lembra muito os contos de heróis de livros da era romântica da literatura. Já a abertura tem uma edição que torna os movimentos dos personagens erráticos, como se faltasse um quadro de movimentação. A movimentação começa com uma velocidade e, sem aviso, o diretor a desacelera.  Esse efeito visual de edição torna a abertura interessante visualmente.  Fiquei muito viciado nela!



Todas essas séries podem ser assistidas pelo portal Crunchyroll, de maneira oficial e ajudando as empresas que tanto gostamos.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Recomendando Touhou!


Melhores vídeos de Touhou

Fonte: https://liberproeliis.fandom.com/pt-br/wiki/Touhou_Project


Depois que terminei o poema sobre Bad Apple (Projeto Touhou), o Youtube começou a me recomendar muitos vídeos sobre o tema. Como fiquei impressionado com muitos destes vídeos, decidi colocar aqui alguns deles. O que me impressionou muito foi o carinho dos fãs da série de jogos e, também, a sensibilidade, criatividade, e a qualidade artística e técnica dos vídeos relacionados com o projeto. Os fãs de Touhou (ou Toho) são incríveis, por isso, selecionei alguns vídeos sobre assuntos relacionados com a série para mostrar a vocês e homenagear os fãs que, por um acaso, estejam lendo esse blog. Talvez alguém acabe se convertendo 😍! Sim, são trabalhos antigos, mas acredito que grande parte dos visitantes do blog não deve conhecer seu conteúdo. Se já conhecem, usem o tempo para relembrar essas maravilhas!
Bad Apple – Segunda Versão

Bad Apple- 11 de setembro de 2019

E eu não desejo dar nem mais um passo;
A luta tirou minhas forças. Cansaço!
Sem progresso, só penso em me retirar;
Não quero mais lutar, ou amar, ou clamar.

Eu já posso ir me deitar e ir sonhar?
Tudo preto no branco. Nem vou desenhar.
A maçã apodreceu. Sujou o paladar.
Eu posso ir me retirar e descansar?

Ouça a música que estão a cantar;
A letra vai terminar. Vou recuperar;
Leia a sua canção com um bom olhar;
Quando ela findar, vou me recuperar.

O primeiro vídeo a recomendar é uma versão de Bad Apple feita com slides cards, ou simplesmente slides. Como se não bastasse capturar em cartões cada frame do clipe musical, o criador desse vídeo soube dar asas à sua imaginação e complementou o trabalho com pequenas interações da parte dele. Um trabalho fenomenal e criativo!



UnderTale X Touhou

Imaginem um combate entre personagens dessas duas franquias de jogos? Undertale tem três finais possíveis, o pior deles é a extinção do próprio universo através da personagem Chara. Nesse vídeo, Chara exterminou o universo de seu jogo e migrou, junto com a Frisk, para dentro do universo de jogos Touhou. Vejam a criatividade e o combate, ora tenso, ora cômico, criado para esse encontro. Um crossover sensacional!


Flandre Scarlet

Não podia falar da maid mais famosa da franquia e não citar, ao menos, uma das donas da mansão na qual ela trabalha. Flandre é uma vampira de cerca de 500 anos, muito jovem e hiperativa. Tão maluquinha que sua irmã a deixou trancada alguns séculos em um quarto. 😁 O vídeo possui a música tema dela.




As bonequinhas da Alice

Alice é uma grande manipuladora de objetos (suas bonecas) e as cria à sua imagem e semelhança, para ajudar em diversas tarefas e, também, para se defender de ataques. Não nego que acho lindo ver a Alice junto de suas bonecas. A imagem, a cena dela com suas bonequinhas, me alegra. Um pessoal aproveitou algumas músicas e criou clipes nos quais a Alice interage com elas. Apesar de não ser uma maravilha de técnica, os dois vídeos transbordam de criatividade, humor e carinho.

Aqui elas cantam uma música de FatBoy Slim. Sim, achei melhor que o clipe original! :)



Nesse, elas cantam uma música de outro jogo (Loco Roco). Muito fofo! 



O que é Touhou?
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Touhou_Project)
Touhou Project (東方Project Tōhō Purojekuto), também conhecido como Toho Project e Project Shrine Maiden, é uma série de jogos com foco em shmups de bullet hell feitos por um único homem, conhecido como ZUN, que fez a maior parte dos gráficos, música e programação sozinho.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Autores, pesquisem!


Pesquisem! Autores, pesquisem!



Estou percebendo um erro recorrente nos autores japoneses. Coisa que me espanta. Nessa temporada, já percebi dois deles que não estão pesquisando para escrever. A pesquisa é essencial para se desenvolver uma história, pois insere no enredo a credibilidade necessária. Vou começar com um exemplo de uma série passada. Em “Monster Musume”, o autor pesquisou brevemente sobre os animais e inseriu, nas suas personagens, características próprias de suas metades animalescas. Dessa forma, com uma pesquisa breve, o autor justificou porque Miia (uma Lamia, ou seja, uma garota-serpente) seria tão ruim como cozinheira, pois seu paladar, como carnívora, seria menos sensível que o paladar de um herbívoro, ou de um onívoro. Foi um golpe de mestre que trouxe ao enredo um brilho próprio e trouxe profundidade aos personagens ao apresentar características únicas a elas. 

Retornando para essa temporada, as duas séries em questão são: “High School Prodigies Have It Easy Even In Another World”, que já foi alvo de crítica nesse blog, pois o autor não sabe o que é uma revolução e nem sabe o que é uma religião e, mesmo assim, tentou abordar os dois temas criando um vexame. O vexame dessa temporada até o momento. E  Didn't I say to make my abilities average in the next life”, no episódio dessa semana, tentou abordar 4 temas, sendo bem-sucedido em apenas um. Apesar dessa crítica, continuo assistindo a essa série.

Na questão dos militares, a conduta militar impede qualquer ação de um batalhão sem a autorização de um superior. Um militar que age sem a autorização de um superior é imediatamente punido, ou torna-se um mercenário. Se houve autorização de um superior, aí entramos na questão de política e seria um ato de guerra que colocaria os dois reinos em rota de colisão. Os militares nunca agiriam sem que lhes fosse determinada uma missão. Se o fazem, não são militares, mas mercenários. O que as garotas enfrentaram foi um grupo de mercenários, e não de militares. Todo mercenário é um militar, mas nem todo militar é um mercenário.

O enredo tocou nesses assuntos, mas não aprofundou. Ficou ruim. Faltou pesquisa. Foi um ato amparado por um superior? Então é guerra! Foi um ato isolado? Então, não são militares, mas mercenários. E militares não atacam inocentes e nem civis, a menos que seja ordem direta de um superior e, ainda assim, existe um código de ética militar e tratados militares internacionais, que impedem qualquer exagero em tempos de guerra e paz.  Então, se o autor tivesse pesquisado um pouquinho, ele teria revisto alguns pontos da história. Ficou péssimo! Horrível!

Outra questão que foi abordada muito mal foi a questão do ódio. A personagem principal reagiu melhor quando falaram de seus seios pequenos, do que quando a sua amiga explicou seu ódio por ter tido duas famílias mortas por criminosos. Não perdeu apenas uma família, mas DUAS. A personagem principal caiu naquela questão que mencionei no blog, sobre personagens que não reagem adequadamente ao que acontece ao seu redor. Ela passou um sinal de mesquinhez com essa reação fraca à dor da sua amiga. A personagem principal tornou-se egoísta e fria, pois seu ego ficou acima dos valores como amizade e família. Para ela, ter seios pequenos é mais grave do que duas famílias terem sido exterminadas.

Devo salientar um ponto positivo aqui. Na cena da conversa, já no final do capítulo, o diretor mostrou uma chama diminuindo de tamanho. Interpretei como o fogo do ódio da personagem. Sabendo que o ódio é um sentimento que não se desfaz apenas com uma conversa de uma noite, sendo um fogo que não se extingue, devo confessar que o diretor acertou. Isso ficou bom. O ódio é uma chama que deseja consumir o seu alvo e permanece ativa até conseguir seu objetivo. Ao mostrar esse fogo no interior do personagem, dessa forma, o enredo meio que se salvou, porém, o mesmo enredo, ao mostrar a personagem sofrida mudando sua posição, no capítulo seguinte, ficou muito ruim, pois não respeitou a dor do passado dela.

Enfim, faltou pesquisar sobre os militares, sobre política e sobre o ódio e não teria escrito coisas tão ruins e superficiais A única questão bem apresentada foi a questão do avô covarde que, pensando na neta, se escondeu no mato e não ajudou seus companheiros, enquanto eles eram mortos. A covardia o fez sobreviver. Apesar de tosco, é a primeira vez que vejo algum autor abordar a covardia como algo bom. Vivemos mesmo em tempos de covardes?  Na Bíblia está escrito que os mansos herdarão a Terra. Por dois motivos: eles não entram em confusão e, covardes, se escondem quando é preciso.

Apesar dessas derrapagens, ainda não abandonei a série, pois ela ainda consegue me fazer rir. E eu gosto bastante da abertura. Como uma comédia, ainda consegue ser boa, mas caiu muito em meu conceito. 

Então, autores, pesquisem! Não criem nada sem uma devida pesquisa sobre o tema e não deixem nenhuma abordagem de maneira superficial, ou isso vai ser interpretado como falha de roteiro.  

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Crossing Void


Crossing Void



Crossing Void é um jogo da Dengeki Bunko com personagens de 25 de suas novels  e que conta agora com um servidor internacional em uma grande Open Beta. Segundo o site: “The gate of the Void World is now open for you. When the anime universes intersect, dangers and challenges arise! Our most-loved anime characters from 25 masterpieces stand united and fight together! Are you ready to fight for your love? Crossing Void - Global is Officially Released on Nov.5th!



Eu estava procurando por um novo jogo, pois Otogi (já mencionado aqui no blog) parece que está sendo fechado aos poucos, pois não existe mais nem mesmo atualizações de histórias para ele. Tendo isso em vista, eu fui procurar um novo jogo, mas sem abandonar Otogi. Estarei com ele até o último momento, em agradecimento por toda a diversão que me proporcionou. Assim sendo, vi que o servidor desse jogo estaria aberto já em 05 de novembro e fiz meu download.

Não poderia deixar de jogar um game que une personagens de séries que gosto, como Sword Art Online, Oreimo, A certain..., e outras mais. Baixei meu jogo e gravei os primeiros minutos da minha gameplay. Como estou no começo do jogo, ainda me pergunto como irão equilibrar as forças dos personagens, pois, afinal, teremos uma Kuroneko lutando, ou dando suporte, a um outro personagem como o Kirito. Como isso pode ser possível? É algo que ainda não sei como eles farão.  Muitas séries são apenas comédias românticas, enquanto outras são séries de ação. Provavelmente, mais para frente irão esclarecer esse ponto.  Veja abaixo a minha gameplay.



Como deixei na descrição do vídeo, peço desculpas, pois o som ambiente vazou e quase poluiu a gameplay. Não acho que ficou algo muito ruim, por isso, mantive como está. Também preciso destacar que as cenas de corte estão apresentando alguns pulinhos, e o jogo dá algumas travadinhas, mas não sei se é por conta do peso do jogo, ou se isso ocorre por conta do processador do meu celular que não comporta as funcionalidades dele. Como não sei, não vou colocar isso como ponto negativo do jogo. Ele dá uma travada aqui e acolá, mas ele se mantém estável na maioria das vezes. Sim, o jogo é pesado. Fiz até uma brincadeira no começo, para destacar a espera que se precisa ter para baixar o jogo com mais de 1 Gb de conteúdo. O próprio site comenta: “Recommended Device *Android device with 2GB RAM or higher *Apple device: iPhone 6s or newer”.  O meu Galaxy J8 vem com 4GB de ram.

Fora essa questão, a jogabilidade é interessante. Lutas em turno estão com ótimas animações e vozes límpidas, com direito à dublagem oficial dos personagens. Visualmente, é um prazer ver as animações dos golpes e combos sendo aplicados. E você pode criar diversos combos de ataque. É preciso saber a hora de se defender, curar, ou tirar do adversário o seu buff de ataque. É um jogo de estratégia simples, mas bem divertido. Conta também com personagens de suporte, que atacam junto com seu personagem principal, ou dão a eles suporte como cura.

A história, até aqui, é bastante interessante. Existe uma anomalia que está unindo os universos dos personagens e esta anomalia está deixando a existência desse multiverso em perigo. Algo como “A Crise nas Infinitas Terras” da DC Comics. Obviamente, eles irão ter que resolver isso bem ao estilo animê de combate! O encontros estão repletos de humor e todos os personagens, pelo menos os que eu conheço, estão tendo suas características respeitadas. Como já afirmei, ainda não sei como a Kuroneko conseguiu virar uma garota mágica, mas acredito que irão explicar isso adiante.

O jogo tem uma lojinha, um ambiente para treino, um ambiente no qual você pode alterar características de seus personagens e outro para deixá-los mais fortes. Exatamente como todo jogo para celular. O interessante aqui é que você tem a possibilidade de conseguir uma Asuna, ou qualquer outro personagem das séries que você gosta. Isso é um agrado muito bom aos fãs.

No final, eu gostei muito do jogo e pretendo prosseguir jogando.  Confere mais informações nos links oficiais:

   

domingo, 10 de novembro de 2019

Nota de repúdio!


Minha nota de repúdio

A decisão do STF foi uma facada no ordenamento jurídico do Brasil e coloca em perigo toda a sociedade ao liberar condenados que já cumpriam pena por crimes diversos. É uma vergonha que um tribunal se vergue aos caprichos de um único réu condenado, e que rasgue sua própria história ao aceitar ir contra decisões anteriores e entendimento internacional, para que um único condenado venha a ser colocado em liberdade.



A Constituição Federal nada mais é do que a vontade soberana do povo transcrita em papel. Esse mesmo povo que foi às ruas, de maneira pacífica, pedir por justiça. Não foram pedir pela justiça do STF, mas pela justiça verdadeira, de sua alma transcrita, e que o tribunal parece ter esquecido. Apesar de não ter estado presente, eu apresento aqui meu apoio aos que foram às ruas pedindo a volta da prisão após condenação em segunda instância, e que medidas venham a ser tomadas contra aqueles que colocaram em risco a nossa sociedade, colocando em perigo o povo e o Direito.


Como um juiz já escreveu, e aqui repito, se existe o povo, existe o Direito. O povo é o soberano, com sua vontade transcrita nas palavras da Constituição Federal. Não respeitar o povo, a Constituição, e o próprio Direito, é o caminho para a ruína. E sobre o réu em questão, faço minhas as palavras do ministro Moro.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Direita Celular!


Direita XYZ

Vamos tratar da seguinte forma: quando um corpo está acometido por uma infecção, começa uma reação de medidas do organismo para manter o equilíbrio do sistema e a saúde do indivíduo. Uma dessas medidas é a criação de anticorpos que combaterão a infecção. Caso a infecção seja bacteriana, por vezes, é preciso um tratamento com antibióticos. Os antibióticos não fazem distinção entre células sadias, células do corpo, ou células invasoras e acabam com tudo. É uma tragédia!

Um país é exatamente como um organismo e nós somos as células. A política destrutiva que corrompe é a infecção e a corrupção é um sintoma, como a febre. A reação do organismo é a criação de células que possam combater essa política destrutiva. Podemos considerar, dada a situação anterior do país, que os anticorpos são células da Direita. O povo migrou suas esperanças no espectro político mais à Direita dada as investigações que revelaram um espectro político mais à Esquerda tomado pela corrupção. No entanto, um fato curioso está ocorrendo, pois os anticorpos começaram a atacar uns aos outros em uma resposta que pode ser interpretada como muita agressiva.

Dessa forma, temos glóbulos brancos atacando linfócitos, que atacam macrócitos, que atacam mastócitos, que atacam células T. A Direita começou a se comportar assim e começou a se dividir. E os termos genéricos começaram a aparecer, com uns chamando outros de “Direita Jujuba”, ou “Direita Isentona”, ou “Direita Nutela”, enfim, a babaquice se generalizou. Todos alegam que são a verdadeira Direita, enquanto o outro é um tipo de  “fake”. Todos os youtubers de Direita estão insuportáveis, pois carregam esse modelo agressivo e estão lutando uns contra os outros. E não está adiantando apelar para que eles parem. Já vi muitos tentando, mas sem resultado.

A situação parece piorar, pois um grupo está organizando uma defesa ao presidente, exatamente como um grupo que a esquerda está acostumada a organizar, para defender seu espectro político. Acho até que é uma reação muito natural, dada às pressões que o combate ideológico exige e, sim, acredito que seja importante no estágio atual da infecção. Todo grupo precisa de um comandante e de subordinados fiéis que o sigam. Mesmo que o comandante erre, o grupo estará lá para controlar os prejuízos e evitar dano à imagem do seu líder.  Entretanto, como iniciei o parágrafo, é uma situação que tende a piorar, pois demonstra uma visão intransigente de mundo, que impede que se veja a realidade como um todo. O líder sempre estará certo (será?)! Exatamente o que eu odeio no espectro político à Esquerda. Para a Esquerda, Lula é inocente e Bolsonaro quer vender a Amazônia para os Marcianos! É a ausência do livre pensamento que incomoda nesse cenário de cegueira.

É como um amigo já descreveu, “é a esquerda com os fios trocados”.  Por esse motivo, essa célula aqui vai deixar sua posição no campo de batalha, para assumir uma posição mais na retaguarda no batalhão. Observar antes de agir será meu objetivo.

E que venha o antibiótico!  





sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Notas rápidas! High School Prodigies Have It Easy Even In Another World


Notas rápidas

Estruturas de enredo: mudei meu gosto pessoal.

Uma estrutura de enredo que eu gostava muito era a escala de cinza na criação de personagens. Na escala de cinza, ninguém é totalmente bom e nem totalmente mau, ou seja, ela nega o maniqueísmo. Dessa forma, os personagens migravam de uma conduta para outra a depender de sua motivação e interesse do autor. Eu adorava, pois colocava os personagens em conflitos éticos interessantes. Entretanto, essa estrutura em cinza foi sendo usada demais para quebrar a imagem dos heróis e a tentar justificar a conduta dos vilões, fazendo uma espécie de justificativa para a disseminação de ideias muito erradas. Quais ideias? Algo como uma “bandidolatria” na qual o agressor torna-se a vítima. Um assassino torna-se vítima de uma sociedade que o reprimiu. Essas ideias que nos fizeram sofrer com a disseminação dos ideais bem vermelhos de proteção à bandidos e nos fizeram chegar a mais de 60 mil homicídios/ano. Números que, graças ao ministro Moro, estão em queda. Comecei a retomar meu gosto pelo maniqueísmo já em Goblin Slayer, pois existe o mal e ele não é fruto da sociedade. Existe o mal e isso deve ser sempre lembrado.

 Doutrina religiosa propagada por Maniqueu (Mani ou Manes) que, na Pérsia, durante o século III, concebia o mundo como uma fusão dualista do espírito e da matéria, respectivamente do bem (luz) e do mal (trevas).

High School Prodigies Have It Easy Even In Another World
DROPADO!

Eu sei que é apenas uma série, mas o enredo provocou em mim uma certa revolta. No episódio dessa semana, os personagens iniciaram um culto religioso para destruir uma sociedade, com a criação de um deus. Por que não falaram em nome de um deus existente daquela dimensão existencial? Por que a construção desse deus se pareceu muito com uma crítica ao cristianismo? O enredo ficou babaca e com furos. Provavelmente, o ambiente possuía uma divindade local. Não havia necessidade de se criar um deus. Foi aquele velho clichê que pode ser resumido na pergunta: "Deus criou o homem, ou o homem criou Deus?". Um clichê antigo e ultrapassado, que já era velho na época de Neon Gênesis Evangelion. Uma resposta simples para a pergunta acima está nesse vídeo. Segundo o entrevistado,  o "criador deixa suas marcas em sua criação".



Usar a fé religiosa para justificar uma revolução é não entender o que é uma religião e não entender o que é uma revolução. Toda as formas de revolução tiveram um ponto em comum: acabar com os pilares de uma sociedade, dentre eles a Igreja, a família, a educação e a cultura. O autor tenta se espelhar bastante na revolução Francesa mas, mesmo ela, não escapa da crítica acima. Veja esse vídeo abaixo. Religião é um religar com um ser superior, ela é baseada em ensinamentos como o amor e o perdão. Não se pode fazer uma revolução ao se perdoar seu inimigo e ao amar aquele que te fere.




Além disso, a criação desse deus foi a mais fajuta possível, pois o autor confundiu milagres com ilusão mágica e fez com que os fiéis fossem uns bobos, que não sabem distinguir um show de mágica de um milagre verdadeiro. Além disso, toda a religião que baseia-se em ensinamentos que te elevam e te fazem refletir é uma forma de evolução. Não se cria uma religião baseada na mentira. Isso não funciona! Quer dizer que, para o autor da série, as religiões não passam de mentiras? Foi o que deu para perceber em uma mensagem secundária nas letras do roteiro.





Um roteiro péssimo, que fere a nossa inteligência com uma argumentação rasa! Apesar de ser apenas uma animação, ela realmente me deixou irritado.

Nota ZERO!







quarta-feira, 30 de outubro de 2019

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Lei é lei?


Lei é lei?



Durante o conflito com a queda dos vetos do presidente, sobre a lei de abuso de autoridade, Bolsonaro disse que não levaria o caso para o STF e, segundo suas palavras: “lei é lei”. Isso me incomodou muito. Vou dar um exemplo ridículo e, depois, um exemplo mais sério.

O Congresso decide que todo homem, acima dos 18 anos, deve tatuar “My Little Pony” no traseiro. E toda mulher acima dos 18 anos deve raspar o cabelo. O presidente veta. O Congresso derruba os vetos. O presidente precisa sancionar. E agora? Vai tatuar? Vai raspar? Então, vamos para um exemplo mais sério. O Congresso torna o aborto, em qualquer momento da gestação, por qualquer desculpa, legal. O presidente, que já disse ser contrário ao aborto, tenta vetar. Derrubam os seus vetos. E agora? Lei é lei?

Oton Lustosa[1], em A Lei, o costume, o Direito: “Porém, algo inusitado chama-nos a atenção: feita a lei, ela é imposta à obediência geral. Pois bem: e se se cuida de uma lei má, que não espelha a realidade social e não busca os objetivos verdadeiros do povo? O julgador, aquele indivíduo a quem o povo incumbiu a missão de aplicar a lei, e, por conseguinte, aplicar o Direito, e restabelecer a paz e a harmonia, é que viverá esse grande dilema. Afinal, tal lei representa ou não representa o Direito? Para solucionar o conflito que se lhe apresenta à frente, capaz de abalar a harmonia entre os homens e comprometer os objetivos de todo o povo, um juiz - que não pode ir além do que lhe foi confiado, felizmente, ao seu dispor, não tem apenas a lei, que é a meta. Tem todo o plano, que é o Direito. Por isso que o juiz cumprirá a sua parte nessa melindrosa operação de promover o restabelecimento da paz social e da harmonia sobre a Terra, aplicando o Direito como um todo, que é o mesmo que aplicar a Justiça. Pois: "O Direito é mais que um agregado de leis. É o que torna as leis instrumentos vivos da Justiça".(4)

Se você se revoltou com qualquer um dos exemplos acima é porque eles bateram em um importante elemento de seu interior, que é a sua moral. O Direito é mais amplo do que um agregado de leis, pois ele está embasado em algo ainda mais antigo: os costumes morais de um povo e sua tradição. Antes mesmo da primeira lei ser redigida, os povos já se organizavam de acordo com seus costumes e sua moral. Portanto, o Direito também obedece a essa “mão invisível” de condutas não escritas.

[2]A moral não só orienta a conduta dos indivíduos em sociedade, como também a sociedade utiliza-se das regras morais para julgar os indivíduos, aprovando ou reprovando suas ações segundo seus imperativos morais (Dimoulis, 2003:97)

A moral do povo brasileiro, de maioria cristã, não aceitaria a concepção de uma lei que fosse contra seu costume primordial, amparado pelo respeito às leis divinas, portanto, a moral do povo brasileiro é contra o aborto, contra a impunidade, contra toda a forma de crime. Então, e se existir um conflito entre a moral do povo brasileiro e uma lei? Estamos presenciando, através do julgamento do STF, da prisão em segunda instância, o perigo de termos soltos inúmeros criminosos, por conta de um único ladrão, que um partido deseja ver livre. Lei continua sendo lei? Acredito que não, pois o Direito é, acima de tudo, a busca pela justiça. Ao meu ver, o povo precisa se posicionar contra as situações que coloquem em risco seu ordenamento social. Infelizmente, não vejo, no caso acima, uma forma serena de resolver essa questão. Não existe mais a possibilidade da estrutura do Estado, hoje corrompida, se mover positivamente pela manifestação popular pacífica.  É uma situação drástica! É uma situação lamentável! Se preciso for, apenas as Forças Armadas poderão fazer algo. É esperar e ver o que o STF decidirá: rasgar a CF mais uma vez, ou salvar o que resta de sua reputação.

Concluo com as palavras do juiz Oton Lustosa, já citado nesse texto: “Bem, leis corroídas pelo tempo ou leis novas elaboradas à revelia da vontade geral do povo não são leis boas; não representam o bom Direito e, portanto, não bastam, por si sós, para a realização da Justiça. (...) Se existe o Povo, existe o Direito!... Que está nas regras escritas ou nas regras não-escritas. O julgador, indivíduo a quem o povo confia a melindrosa tarefa de solucionar o conflito e restabelecer ou garantir a harmonia entre os homens, deve, antes de tudo, ter a capacidade de buscar na fonte o Direito. Bem, aplicá-lo ao caso concreto... é julgar com Justiça.


O Estado Brasileiro não pode estar, ou continuar, refém de uma quadrilha!




[1] Jus, lido em 26/10/2019, em : <https://jus.com.br/artigos/2113/a-lei-o-costume-o-direito>
[2] Jus, lido em 26/10/2019, em:
<https://adeilsonfilosofo.jusbrasil.com.br/artigos/236659547/direito-e-moral>

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Pansy, cuidado!

Pansy está sendo alvo de uma boa quantidade de memes, por ela parecer com uma personagem de uma outra série (hentai). Resolvi entrar na brincadeira e fazer o meu, principalmente por conta dessa última cena! Nuuussa, foi por pouco! :)


segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Oresuki e as máscaras sociais!


Oresuki e as máscaras sociais
ORESUKI Are you the only one who loves me?

https://oresukianime-usa.com/character/


O cenário para essa comédia é muito interessante. Joro é um típico aluno mediano, que tem como grande amigo o esportista Sun-chan, e se relaciona muito bem com sua vizinha Himawari. Ele possui uma certa quedinha pela presidente do conselho estudantil, Cosmos, e odeia a bibliotecária Pansy. É o típico cenário que nós vemos todos os dias. O problema começa quando Himawari e Cosmos pedem para sair com Joro e se declaram, durante o encontro, apaixonadas pelo.... Sun-chan. Sim, as duas pedem ajuda para Joro, na tentativa de conquistar o Sun.




Nesse momento, o roteiro engrena em um dos melhores arcos cômicos dessa temporada. Logo, percebemos que Joro não é o que parece, ele esconde seu verdadeiro “eu” com uma máscara social. O roteiro usa dos efeitos narrativos das máscaras sociais para começar esse duelo psicológico, que fica ainda melhor quando Joro descobre que a garota que ele odeia, Pansy, é a única que o ama de verdade e se declara para ele. O que são máscaras sociais? Apesar dos roteiros japoneses sempre trazerem esse elemento como um subterfúgio para mostrar que um personagem se esconde através de reações e comportamentos falsos, uma máscara social é algo mais interessante que isso e explico no próximo parágrafo.

 Hoje em dia, o termo mais usado é o de “papéis sociais”. Papéis sociais são comportamentos humanos quando uma pessoa está se relacionando com alguém. Quando um pai policial sai para trabalhar, espera-se que ele aja como um oficial da lei durante o seu serviço. Quando ele chega em casa, o seu papel social muda e ele passa a ser o pai e o esposo. Quando ele sai para se divertir, seu papel social é o de amigo ou de  consumidor, por exemplo. Ou seja os papéis sociais são interações, e comportamentos, que um indivíduo dispõe para se comunicar com outras pessoas. Para deixar mais claro, Eduardo Simões Martins[1] em THE SOCIAL ROLE IN THE FORMATION OF THE LANDSCAPE AND SOCIAL IDENTITY

 Nas ciências sociais o papel social define a estrutura social, basicamente como um conjunto de normas, direitos, deveres e expectativas que condicionam o comportamento humano dos indivíduos junto ao grupo ou dentro de uma organização. Os papéis sociais atribuídos ou conquistados têm em vista a interação social e resultam do processo de socialização. (...) Todos os comportamentos que se manifestam nos encontros sociais são chamados, na psicologia social, de papel desempenhado. Tais comportamentos, por sua vez, podem ou não estar de acordo com a prescrição social, isto é, as normas prescritas socialmente para o desempenho de um determinado papel. Isso gera uma tensão existencial, porque são muitas as situações a ser desempenhadas além das que se transformam e pressionam a adaptação”.

Joro, então, deixa seu papel social de “bom menino” se quebrar e vemos como ele realmente se sente com essa situação inusitada: com raiva, pois ele vai tentar ajudar duas amigas a conquistarem o seu melhor amigo e ainda descobre que a mulher que ele odeia é a que o ama de verdade.

O roteiro vai trabalhando com base nas funções sociais dos personagens em situações muito interessantes como, por exemplo, quando Pansy chama o Joro para ir à biblioteca e lá ela está segurando um livro e pede para falar com o outro Joro. Logo, Joro responde mostrando a ela o lado “menino mau” que ele tenta esconder dos outros. É uma cena que me arrepiou, posso dizer, pois ela se senta ao lado dele, segurando o livro “Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde”, em português, “O Médico e o Monstro”. A referência mais clara que existe! Aliás, o roteiro ainda brinca com os livros, nos dando pistas dos elementos do roteiro através dos títulos deles que vão aparecendo aos poucos. É uma delícia!

E as máscaras sociais vão caindo uma à uma, em um enredo muito bem elaborado e amarrado. Um enredo que vai brincando com as situações e, com uma dinâmica muito louvável, consegue encerrar esse arco em apenas três episódios, que podem ser vistos como um pequeno filme, totalizando 69 minutos de uma comédia amorosa das melhores. E, rapaz, como fiquei admirado com a Pansy! O comportamento dela é diferente de tudo que já assisti em roteiros desse tipo e ela é tão bem construída. A mulher é sensacional 😊 Assistam e vocês entenderão! Nota 10!

   https://www.crunchyroll.com/pt-br/oresuki-are-you-the-only-one-who-loves-me

Aliás, recomendo que vocês assistam ao terceiro episódio duas vezes, pois as revelações do final do arco fazem com que você compreenda de forma diferente (e até mais completa) o que estava acontecendo ali. A sensação é completamente diferente e, confesso, uma das cenas me arrepiou muito ao assistir pela segunda vez. Fica a dica!






[1] Lido em 18 de outubro de 2019 em:
<https://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/Kinesis/Ospapeissociaisnaformacao.pdf>

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Black Fox!


Black Fox
 


A nova animação do estúdio 3Hz é um filme original para a televisão. O roteiro conta a história de Rikka, que foi treinada pelo avô para ser sucessora da família que, tradicionalmente, recebe contratos e se coloca à disposição como ninjas, porém, a garota deseja seguir os passos do pai que é um cientista de renome. O pai de Rikka desenvolve um ótimo trabalho com robótica e cria robôs para ajudar humanos em tarefas de rotina. Infelizmente, o trabalho dele está visado e outras pessoas têm visões diferentes para o uso dos robôs (de forma não pacífica, digamos). Esse é o motivo pelo qual sua família é perseguida e morta. Rikka, então, jura vingança.

 
Roteiro
Vingança é o tema que o roteiro trabalha a todo o momento. Rikka se vê dividida entre a visão pacifista do pai e a missão e a vontade do avô, que a treinou para matar inclusive. O roteiro fica patinando, como se o autor estivesse em dúvida entre estimular a  vingança, ou dar uma mensagem sobre superação do ódio e perdão. A situação fica nesse vai e volta, até que a Rikka decide abraçar as duas situações. Em outras palavras, ela decide se a situação exige mais a visão do pai, ou o dever do avô. O curioso é que quando ela decide ser benevolente, sua benevolência quase a obriga a matar sua amiga. Ser benevolente com o mal, quase causou uma tragédia com uma vítima inocente. Existem males que, quando não destruídos, retornam para causar ainda mais desgraças. Eu gostei desse questionamento indireto que o autor inseriu nessa parte do roteiro, pois ser muito bonzinho com o inimigo sempre vai dar brecha para que o inimigo consiga se recuperar e te ferir. Que fique como reflexão: “O Mal Imediatamente Eliminado (Aku Soku Zan)”!
Essa questão me motivou a criar uma semana inteira com temas relacionados a vingança, morte, paz e benevolência. Teremos, então, a semana Black Fox!

 
Personagens
Existem pontos falhos na criação dos personagens em algumas cenas. “Eu te odeio! Mas te amo!” é uma das frases do início do filme e que reflete bem como os personagens conseguem ser bipolares. Uma hora estão rindo, e segundos depois, estão com a cara fechada mandando outro personagem se retirar. Esse desequilíbrio do comportamento chama a atenção, mas não afeta a história. Lógico, aqui não me refiro aos personagens que são realmente malucos, mas a lapsos de comportamentos que não são intencionais no roteiro. Fora isso, a história deles está bem contada.

 
Parte técnica e artística
 Fábio para o site Crunchyroll[1]: “Em uma entrevista ao site Anime News Network, um dos produtores e fundador da Infinite, Takayuki Nagatani, revelou que BLACKFOX era um dos seus grandes projetos de anime original com foco no público internacional ao lado de Sirius the Jaeger. O site oficial do anime conta com informações em japonês e inglês, o que é raro e já sinaliza que realmente estão preocupados com o público fora do Japão.
 
Uma animação bem bonita, com um 3D-CGI um pouco carente. Entretanto, como é um filme para a televisão, podemos ignorar as falhas do 3D. Ela segue bem a dinâmica das animações japoneses, o que é óbvio, e ainda nos traz referências às séries ocidentais, ao estilo Miami Vice. No mais, a produção tem um design muito bonito e um competente diretor que soube equilibrar a intenção do produtor em realizar um produto de apelo internacional, mas sem deixar os elementos japoneses de lado. Dessa forma, temos um bom resultado final, de um animê que quer ser visto como material mundial, mas com raízes nipônicas. Conseguiram alcançar esse objetivo com sucesso.
 
Quer assistir? Veja oficialmente via Crunchyroll no link abaixo!

https://www.crunchyroll.com/pt-br/blackfox/videos
 
 

[1] Crunchyroll: <https://www.crunchyroll.com/pt-br/anime-news/2019/07/26/blackfox-novo-projeto-de-anime-original-do-estdio-3hz-ganha-novo-vdeo-promocional-e-previso-de-estreia>


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Rapidinhas: NewPop Club!

A editora NewPop nos traz uma oportunidade de participar de um clube com brindes mensais. Com uma assinatura, de determinado valor, você ajuda a editora e ainda pode ganhar prêmios em sorteios. Segundo o próprio projeto: "Este é o clube de vantagens da NewPOP que nasceu para ligar ainda mais a editora e seus leitores. Com base na nossa última pesquisa, formulamos este clube e iremos testar esta ideia por três meses (até o último dia de dezembro). Ao término desse período faremos uma nova pesquisa para todos que apoiaram, perguntando a opinião de vocês, o que gostaram, o que não gostaram, sugestões e pesquisa de outros aspectos deste projeto."

É um projeto pioneiro que garantirá a continuidade de um grande trabalho que a editora está desenvolvendo e ainda a assinatura lhe dará brindes pela participação. Na imagem abaixo, você terá uma noção do que cada valor pode lhe proporcionar em termos de sorteios, brindes e recompensas mensais.  




Gostou? Pode saber mais clicando no link (clique aqui).

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Poderes da República!


Os Poderes da República

Politize: https://www.politize.com.br/separacao-dos-tres-poderes-executivo-legislativo-e-judiciario/


Vi alguns vídeos que alegam que o Bolsonaro não pode interferir em outros poderes por causa da Constituição Federal que diz: “Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Se fosse assim, o cargo de menor importância para o Brasil seria o de presidente da República, que nem poderia ser chamado de “rainha da Inglaterra”, pois essa, ao menos, tem o poder de destituir o parlamento. Seria melhor, nas eleições, votar em um Congresso e deixar o cargo vago. Eu destaquei o ponto principal desse artigo. De fato, quando existe uma função normal dos poderes da República, sendo que eles estão harmônicos e independentes, seria crime o presidente da República interferir nos demais poderes. E quando não estão harmônicos e independentes? E quando apresentam anomalias em seu funcionamento, que colocam em risco a própria República?

Oriana Piske de A. Barbosa *Antonio Benites Saracho: “O Sistema de Freios e Contrapesos consiste no controle do poder pelo próprio poder, sendo que cada Poder teria autonomia para exercer sua função, mas seria controlado pelos outros poderes. Isso serviria para evitar que houvesse abusos no exercício do poder por qualquer dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Desta forma, embora cada poder seja independente e autônomo, deve trabalhar em harmonia com os demais Poderes”.
 (https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/artigos-discursos-e-entrevistas/artigos/2018/consideracoes-sobre-a-teoria-dos-freios-e-contrapesos-checks-and-balances-system-juiza-oriana-piske)

Os poderes são independentes desde que sejam harmônicos. Já vimos o STF dar uma de “super corte” ao adotar, investigar, dar prosseguimento e julgar inquéritos instaurados de ofício, isto é, sem que se tenha sua origem natural no Ministério Público ou Polícia Federal. Na ocasião, o MP declarou[1]: “Raquel Dodge ressalta, ainda que a portaria e o inquérito do STF também violam princípios constitucionais da separação de Poderes e do juiz natural. Ela sustenta que, se o órgão que acusa é o mesmo que julga, não há garantia de imparcialidade e haverá tendência em condenar o acusado, ainda que lhe seja garantido o direito de defesa. Lembra ainda que, além de ter sido iniciado de ofício por magistrado, o Inquérito 4.781 tem sido conduzido diretamente pelo ministro-relator, escolhido pelo presidente da Corte, sem a participação do Ministério Público, e que diferentes meios de comunicação noticiaram a determinação judicial – sem a prévia intervenção da PGR – de medidas cautelares penais”. Já vimos o mesmo STF passando por cima do Legislativo e criando leis. Gazeta do Povo escreveu sobre isso:

“O ativismo judicial, desta vez, reveste-se de especial gravidade, e aqui destacamos o voto do ministro Ricardo Lewandowski. Ainda que em outras ocasiões o próprio ministro tenha demonstrado sua disposição para inventar regras legais, como no caso recente das privatizações, desta vez Lewandowski alertou para um ponto crucial: no caso da homofobia, o Supremo estava, ainda por cima, criando um novo tipo penal sem a existência de lei que o definisse, algo expressamente proibido pelo inciso XXXIX do artigo 5.º da Constituição. Marco Aurélio ainda acrescentou que “criar tipo penal provisório por decisão judicial” é incompatível com “qualquer Estado de Direito que se pretenda democrático”."
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/stf-criminalizacao-homofobia-liberdade-de-expressao/
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Voltando ao sistema de pesos e contrapesos, seria possível, através dos meios convencionais regulados em lei, provocar o Senado para que instaurasse processos de impeachment dos ministros, ou, talvez, uma CPI que investigasse o que está havendo. Entretanto, o Senado endureceu os ouvidos ao trâmite natural dos processos de controle do STF. Inúmeros pedidos de impeachment e de CPI estão sendo ignorados um a um. O Senado, dessa forma, contraria sua própria função e deixa o STF livre para fazer o que bem quiser. Caracterizando, com isso, uma função anormal da casa. Aos meus olhos, o Senado não parece estar independente do STF, mas cativo dele.

Pelos próprios atos, percebemos que os poderes da República não estão independentes e a harmonia parece não existir, firmando como normal uma anomalia institucional. O artigo segundo da Constituição Federal está em risco! Sem contar que é estranho que uma corte suprema fique refém, ela própria, de um partido político. Algo também anormal. O presidente poderia ignorar isso e continuar em suas atividades cotidianas, entretanto, alerto que isso seria danoso para a democracia e para a República, pois está afetando diretamente a vida dos cidadãos, em um efeito tão danoso quanto a corrupção.

"(...) decisão importa para casos que vão muito além da Lava Jato. Investigações sobre organizações criminosas, facções prisionais e milícias podem ser impactadas e sentenças podem ser anuladas a depender da decisão do STF. Atualmente, o Código de Processo Penal (CPP) prevê que a ordem de entrega das alegações finais é a seguinte: primeiro entrega o documento o Ministério Público; em seguida, o assistente de acusação; e, por fim, os réus. O CPP não faz distinção entre réus colaboradores e réus delatados."
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/stf-julgamento-alegacoes-finais-pode-beneficiar-faccoes-milicias-lava-jato/
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O que o presidente pode fazer?

Aqui volto a me referir a um comentário que ouvi, mas não conheço quem o disse, de que não se pode fazer nada por conta dos efeitos dessa ação no Brasil. Ora, se deixar como está, o nosso ordenamento jurídico não se salva, vai abalar a confiança do investidor, que perceberá que aqui é uma terra sem lei, e ainda afetará a vida do simples cidadão trabalhador de inúmeras maneiras, em um efeito cascata negativo. É como perceber que alguém entrou na sua casa e que ainda está lá dentro. Se você reagir, terá muitas consequências e incertezas, mas se não agir, o mal continuará a perturbar e a roubar e, quem sabe, a aniquilar sua vida. Se o presidente reagir, teremos muitas consequências, mas se não agir, a anomalia terá a tendência de crescer e pode tomar conta do poder da República como um todo. O famoso “parlamentarismo branco” ainda ronda. Não agir seria, ao meu ver, a escolha ruim.
O que o presidente pode fazer? Está assim escrito nas atribuições do cargo do presidente da República: “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República (...) X -  decretar e executar a intervenção federal; (...) XIII -  exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos;”


LEI Nº 7.170, DE 14 DE  DEZEMBRO DE 1983.

A Lei de Segurança Nacional ainda ampara o presidente, por isso destaquei o inciso XIII das atribuições do cargo do presidente da República. “Art. 30 - Compete à Justiça Militar processar e julgar os crimes previstos nesta Lei, com observância das normas estabelecidas no Código de Processo Penal Militar, no que não colidirem com disposição desta Lei, ressalvada a competência originária do Supremo Tribunal Federal nos casos previstos na Constituição.

Parágrafo único - A ação penal é pública, promovendo-a o Ministério Público.”
Quais são os crimes previstos nessa lei?  Art. 1º - Esta Lei prevê os crimes que lesam ou expõem a perigo de lesão: (...) Il - o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito;”.

Juntem o quebra-cabeça aí de cima, fazendo uma boa petição inicial. O presidente chamaria um ministro (Defesa, por exemplo), que acionaria o Ministério Público Militar para investigar essa anomalia, com base na lei de segurança nacional. Assim acredito que o STM, sendo provocado de maneira devida, para uma intervenção  pontual, (pesos e contrapesos) promovida pelo Ministério Público, as coisas entrem nos eixos sem a necessidade da intervenção federal. Seria algo pontual. E se as forças que controlam essas anomalias tentarem endurecer o jogo, será somente um passo a mais para uma intervenção federal.

*****

ATUALIZAÇÃO!

Se o presidente vai fazer? Não! No dia de hoje, 03/10/2019, o presidente em vídeo comentou sobre a possibilidade de uso da Lei de Segurança Nacional. Ao que parece, ele acredita que usar a lei o faria ser o agressor, ou seja, aquele que comete o crime, ao invés de ser o defensor da lei, ou seja, o protetor do ordenamento jurídico. O que mais vale nas palavras do presidente é o exemplo de um outro país que se complicou ao usar uma lei parecida. Infelizmente, o Brasil está desamparado e à mercê das forças que controlam o Congresso. Não existem mais freios naturais para os poderes em desarmonia. Não tem mais motivo para discutir política, ou defender posições. Nada pode ser feito. Somos todos "rainhas da Inglaterra".




Agora, algumas questões estão me martelando a cabeça. Quando o Congresso estava para implantar o parlamentarismo branco, deveríamos ter respeitado e permitido a sua implementação? Segundo o presidente, parece que sim. Então,  e se o Congresso decidir por um impeachment do presidente?  Simples, não devemos sair às ruas em sua defesa, como fizemos, mas respeitar a vontade do parlamento e votar melhor nas próximas eleições. 



[1] Ministério Público em: < http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/pgr-defende-nulidade-de-inquerito-de-oficio-aberto-pelo-stf-para-apurar-ameacas-a-corte>

Komi

Amizades? Cem A te recusar? Ninguém! A deusa além!