segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Quando nos arrependemos de abandonar alguma série!


O ano está acabando. Como passou rápido. Muitos problemas, mas estamos seguindo em frente. Nesse fim de ano, queria deixar textos mais leves, então, vou apenas escrever como se estivesse em um café com amigos. Sei que os comentários estão desabilitados, por conta do vexame de não ter percebido que amigos estavam escrevendo e eu não estava sendo avisado dos comentários deles. Foi bem vergonhoso para mim. Entretanto, acredito que ano que vem eu vou liberar o espaço novamente, pois vou colocar alguém para me ajudar nisso. Vamos, então, ao monólogo! 😊

Em cada temporada, eu deixo de assistir alguma série por causa do enredo. É sempre o enredo que me faz assistir a uma série ou deixar de assisti-la. Entretanto, essa decisão de abandonar uma série não se sustenta para sempre para algumas séries que eu abandono. Eu acabo dando uma segunda chance para algumas, muito por conta dos spoilers que eu acabo pegando aqui e acolá. É, até nisso os spoilers me ajudam! Pensei em escrever sobre séries que abandonei e acabei retornando. O texto vai ter spoilers de séries antigas. Não venha reclamar depois! Aqui estão três delas:

Sword Art Online



A primeira temporada contou com o enredo de um capacete que aprisionava jogadores em um mundo virtual e que fritava o cérebro de jogadores que morriam no jogo, fazendo com que morressem na vida real. Achei muito besta, pois existem contramedidas para cada caso de sequestro e isso era um caso de sequestro. Invasão do sistema, através de hackers, para liberar os jogadores, ou desabilitar a função “frita-cérebro.exe”, seria uma medida possível. Abandonei a série por conta de não ter engolido isso.

Retornei na segunda temporada e fiz maratona da primeira temporada. Foi uma excelente surpresa, pois compreendi o interior dos personagens, a profundidade de seus medos e da mensagem que o autor estava passando de crescimento. Adorei, e ainda adoro, a Asuna que se comportou como uma guerreia, mas sem deixar de lado seu lado feminino. E, agora, com Alicization estou incrivelmente satisfeito com o aspecto técnico do animê, bem como do enredo que está nos mostrando um lado mais frágil do Kirito, tornando o cara mais humano.

The Fruit of Grisaia



Abandonei a série quando o Yuuji enterrou viva uma amiga dele, para mostrar para ela que ela desejava viver. Primeiro, a forma como ele a obrigou a enfrentar a morte é desumano. A morte por asfixia em um caixão é horrenda. Segundo, todos que almejam a morte passam por momentos de dúvida, e isso não significa que todos no fundo desejam viver. Terceiro, não se obriga um personagem a viver o enterrando em um caixão. É cruel além da conta. O Yuuji virou, naquele momento, o personagem mais b*B*ca da história. Depois fui aceitar a mensagem que aquele capítulo queria passar, de que temos que suportar nossa dor e sofrimento até que sejamos chamados para junto de Deus, ou seja, temos que carregar a nossa cruz.     

Retornei à serie quando vi que o Yuuji tinha virado menininha de traficante. Foi um momento de apreciar uma vingança e vê-lo sofrer. Sim, fui sádico! Depois, fui apreciando a série pelas meninas que ele protege e acabei assistindo a tudo e até ajudando no Kickstart quando os produtores da série pediram para financiar um projeto deles.

Love Live



Acreditem, eu abandonei a série após o último capítulo da primeira temporada. Eu não gosto muito quando misturam comédia e drama. Para mim, é como misturar um sabor azedo a um sabor salgado. Não gosto mesmo!

Depois, fui jogar o jogo para celular e fui vendo cenas aleatórias pelo youtube. O negócio foi atraindo minha atenção.  O resultado é que retornei ao fim da segunda temporada e acabei fazendo uma maratona da primeira. Agradeço a mim mesmo ter retornado 😊 , pois acabei vendo um dos mais lindos clipes musicais da história!  

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Kirito

Estou sem a paz
Nesse verão em guerra
Estou incapaz


Um terceto, haicai, sobre o interior do Kirito.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Outros Papos em Revista 2019

Pensei em revitalizar o meu projeto de magazine, entretanto, a plataforma que eu usava teve alterações na categoria gratuita, que era a categoria que eu usava, e não permite mais a incorporação da revista em outras plataformas, como esse blog. O máximo que eles me oferecem agora é um link de direcionamento. 

Não estou disposto a pagar pelo uso da plataforma, então, vou deixar o link aqui para a leitura dos textos que selecionei para a criação da revista. Basta copiar o link abaixo e colar no navegador (ou clicar aqui) para ler a revista. Espero que gostem da leitura! 

  https://issuu.com/patrickrdemo/docs/outros_papos_2019

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Meme: Japan X USA!

O meme abaixo foi feito para criticar uma posição que observo em grande parte dos produtos culturais do Japão (quadrinhos, novels e animês principalmente). Apesar da boa relação dos dois países (clique), os autores não levam isso em conta na hora de criar histórias e transformam sempre os americanos em vilões. Sword Art Online é só mais um exemplo. 





Quero lançar um desafio: peçam que os autores e as empresas variem um pouco a lista de vilões e incluam a China, a Russia e a Coreia do Norte. Será que eles vão fazer isso? Ou será que o medo de levar uma contra-medida vai falar mais alto? Provavelmente, escolhem sempre os EUA para figurar de vilão por causa da boa tolerância dos americanos com a liberdade de expressão. Mas isso cansa! 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Goblin Slayer: Goblin's Crown

Saiu um novo trailer do filme de uma das séries que mais admiro no momento: Goblin Slayer e eu aproveitei a oportunidade para criar um meme sobre spoilers. Já perceberam que algumas aberturas estão começando a usar cenas "fakes" que nem sequer são usadas nas séries? Pois é, a coisa está ficando grave. Não vai demorar muito para que comecem a reclamar de spoilers em trailers. Em breve, nem mesmo trailers poderão mostrar a história.   Enquanto isso não ocorre, vou aproveitar e assistir ao máximo. Como sabem, eu gosto de spoilers e acredito no estudo "Spoilers Don't Spoil"! :)



Eis o trailer e digo que gostei bastante! Melhor que o anterior e tem muita informação visual interessante aqui, que me fez ficar ainda mais interessado no filme.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Ajudem a pequena Antonella!


Ajudem a Antonella!



Eu vi esse apelo na página de um amigo, o Nagado, e estou tentando ajudar, mesmo em minha pequenez. Antonella é um bebê de um ano e seis meses que descobriu ser portadora de AME e está internada em uma UTI para tratamento. Infelizmente, o remédio adotado no Brasil, segundo seus pais, não está tendo efeito em sua filha e o quadro de saúde da pequena guerreira está se complicando.

 “A Atrofia Muscular Espinhal (AME)[1] é uma doença rara, degenerativa, passada de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.

Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas.

Até o momento, não há cura para a Atrofia Muscular Espinhal (AME)”.

A única esperança da princesa é um tratamento recém aprovado pelo FDA. Segundo o site:

“ZOLGENSMA[2]® (onasemnogene abeparvovec-xioi) is a gene therapy approved by the US Food and Drug Administration (FDA) for children less than 2 years old with spinal muscular atrophy (SMA). ZOLGENSMA is:
A one-time-only dose
Given intravenously (IV)
An infusion that takes 60 minutes”.

Como ele funciona:

“As a gene therapy, ZOLGENSMA® (onasemnogene abeparvovec-xioi) is designed to target the genetic root cause of spinal muscular atrophy (SMA) by replacing the function of the missing or nonworking SMN1 gene with a new, working copy of a human SMN gene. ZOLGENSMA does not change or become a part of the child’s DNA.

To help you understand how this is possible, let’s look at how ZOLGENSMA works.”

O problema com esse tratamento é inicialmente seu alto custo. É preciso um exército de colaboradores para a pequena Antonelle conseguir iniciar seu tratamento. O outro problema é que o tratamento só é indicado para crianças de até 2 anos de vida e a Antonelle está perto de completar essa marca. É uma causa urgente, por isso, eu estou divulgando e convocando a todos para participarem nesse combate pela vida desse pequeno bebê e dar a ela, e seus pais, uma chance. Vamos ajudar! Sejamos todos um exército do bem, em prol da vida de uma pequena criança!

Link da Vakinha

Outras informações úteis: https://www.zolgensma.com/family-stories#


[1] Lido em: <http://saude.gov.br/saude-de-a-z/atrofia-muscular-espinhal-ame>
[2] Lido em: <https://www.zolgensma.com/what-is-zolgensma>

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Crise da masculinidade!


A masculinidade




A principal função do blog é iniciar um tema, expondo-o, para que o leitor use as fontes aqui apresentadas como base para uma pesquisa mais aprofundada. Dessa forma, cabe ao leitor se aprofundar nos temas apresentados, ler os livros e conhecer os autores.

Quando citei que não havia percebido a masculinidade em personagens da série de mangá (quadrinho japonês) Komi can’t communicate e que a ausência do elemento masculino se dá pela opressão à masculinidade, que dizem ser tóxica, eu citei o que é a masculinidade para a Bíblia, citei como fui ensinado sobre o tema e terminei com um vídeo sobre o problema da masculinidade quando ela é reprimida, tornado os homens covardes e mais agressivos. Passe lá e veja os vídeos. Em resumo, a masculinidade frágil, reprimida, torna o homem mais fraco, tirando-lhe o papel social que a natureza lhe impôs. Com isso, a feminilidade também é atacada, pois ela é alterada quando a masculinidade também é.

E isso é um dilema em quadrinhos, pois não se pode desaparecer com a masculinidade, portanto, algum personagem deve se portar de forma mais máscula e isso está transformando as personagens femininas em algo mais bruto. Temos séries como Sket Dance, Saintia Shô e Gintama, por exemplo, nas quais as personagens femininas estão fazendo o papel masculino. Essa inversão de valores só colabora para confundir a sociedade, afetando negativamente as mulheres, e está ficando chato demais.

Dessa forma, achei melhor reforçar o tema com a apresentação de um pouco mais de dados e vídeos. Começo com esse do Dois dedos de Teologia. Apesar das recentes polêmicas com o Bernardo e com o Olavo, eu respeito bastante o rapaz e esse vídeo é impecável na apresentação da masculinidade segundo a Bíblia. Ele também percebe que a ausência da masculinidade está transformando a feminilidade, deixando a figura feminina mais bruta.  




Nesse vídeo, Peterson chama os homens a assumirem o Logos. Para Peterson, Logos é uma representatividade para o próprio Cristo, portanto, ele anseia que os homens sigam a Cristo. Em suas palavras[1]: “You could think about it as the power of speech to transform reality. But even more importantly, more fundamentally, it’s the power of truthful speech to transform reality in a positive direction. We have this magical ability to change the future, and we do that through action, obviously. But action is oriented by thought, and thought is mediated by dialog. And so it’s speech, in particular, that’s of critical importance to this logos process. The logos is symbolically represented in the figure of Christ, who’s the word that was there at the beginning of time. So that’s a very complicated topic, but what it essentially means is that the West has formulated a symbolic representation of the ideal human being, and that ideal human being is the person who speaks the truth to change the world.”.





Acredito que o retorno dos olhares para a masculinidade bíblica é uma resposta adequada a essa onda de ataques à masculinidade. É de lá que temos o máximo exemplo a ser seguido (Cristo, Logos) e é de lá que podemos trazer bons exemplos, pois nossa cultura judaico-cristã a aceita com normalidade. A resposta não é oprimir a masculinidade, mas cultivá-la de maneira adequada para que os homens vejam seu verdadeiro potencial e cresçam em harmonia consigo e com a sociedade. Dessa forma,  acredito que a masculinidade mostrada nos quadrinhos citados seja um reflexo da confusão que nossa sociedade enfrenta.

Não é errado cultivar a boa masculinidade. Quando o tema é bem abordado em animês e mangás, temos cenas incríveis. Homem é aquele que se sacrifica primeiro, que não cai quando enfrenta um obstáculo e que defende o que ama, dando sua vida por isso! Por isso, alguns textos atrás, fiz a relação da figura do herói com a figura masculina. Por exemplo, no vídeo abaixo, isso acontece em 03:02. Nesse ponto, surge no personagem Shirou a masculinidade boa e o heroísmo para defender suas aliadas. São dois conceitos que se relacionam. Se houvesse covardia, Rin e Saber estariam mortas. Esse é um bom exemplo da masculinidade bem aplicada em cenas de animês.  





[1] Lido em <https://www.jordanbpeterson.com/transcripts/transliminal/>

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Komi: análise de três volumes!


Komi Can’t Communicate: Análise de três volumes


Fonte: Amazon! Link acima!

 
Em julho desse ano, analisei resumidamente o primeiro volume do mangá e você pode ver a análise aqui (clique). E eu continuei comprando os mangás e estou a refazer a análise, complementando-a um pouco com o que li nos volumes 2 e 3 da obra.

A sensação inicial continua a mesma, pois Komi é uma personagem que cativa por seu defeito de não conseguir se comunicar, entretanto, a obra parece que está perdendo o fôlego com o ritmo adotado. Com 3 volumes lidos, o que dá quase um ano de obra lançada, com dois volumes lançados em 2016 e o terceiro em 2017, o progresso é mínimo. Tanto o progresso para se fazer amizades, como o progresso da personagem em superar suas fraquezas (se é que um dia ela o fará), bem como o progresso nas relações entre Komi e Tadano. Tudo muito lento. Essa lentidão me deixou aflito. Considerando que Oresuki (série atualmente passando no Crunchyroll) resolveu um arco inteiro em 4 capítulos, ver a Komi estagnada assim é ruim.

O problema da masculinidade!



Além disso, não sei ao certo se o/a autor(a) sabe o que é a função feminina e masculina em obras. Explico: na minha época, era ensinado que um homem deve ser cavalheiro, protetor, vigilante guarda de sua casa, respeitoso marido, zeloso pai e forte trabalhador. O doutor Richard D. Phillips[1] resume o que é a masculinidade com base em Gênesis e afirma:

 “Cultivar e guardar: aqui está o como da masculinidade bíblica, o mandato da Escritura para os homens:
Cultivar. Cultivar é trabalhar para fazer com que as coisas cresçam. Envolve nutrir, cultivar, cuidar, construir, orientar e governar.
Guardar. Guardar é proteger e sustentar o progresso já alcançado. Envolve defender, proteger, vigiar, cuidar e manter”.

Em qualquer roteiro, o personagem precisa ser definido com exatidão. Nada de ficar patinando com os elementos psicológicos que compõe a estrutura do personagem. Por exemplo, se ele é medroso, que ele seja medroso até o roteiro decidir que ele não deve ser assim mais. E toda a mudança deve ser explicada ao leitor. É muito esquisito um personagem ficar mudando de comportamento. Em Komi, nos volumes que eu li, os personagens ficam bailando entre a figura feminina e a figura masculina, sem muita explicação ao leitor.

  Sim, uma hora o personagem com qualidades mais masculinas é o Tadano e, em outro momento, é a Komi. Existe uma dança da figura masculina na obra. E uma inversão em clichês da “donzela em apuros” que uma hora é o Tadano e, na outra hora, é a Komi. É como se o/a autor(a) não soubesse quem é quem. Não sei como o autor está desenvolvendo os personagens nos volumes mais recentes, porém, o desenvolvimento deles nesses três volumes iniciais está bem bagunçado. 

Com essa história de ideologia de gênero, é bem provável que a história seja criada nesse sentido, para confundir o leitor. Ou, talvez, o próprio autor tenha crescido sem o conhecimento da figura masculina e não sabe como retratá-la na obra. Pode ser, também, que o autor esteja confundindo a masculinidade de fato com o termo que veio para oprimir o homem (masculinidade tóxica) e, dessa forma, ele está com  medo de usar a figura masculina na obra. O fato é que não existe, até o terceiro volume da obra, uma identidade masculina forte. E isso irrita! E já vi imagens na internet do Tadano de “maid”. Provavelmente uma piada, porém, é um reforço da ausência da figura masculina. E não se engane, a Komi é, por vezes, mais masculina que o Tadano, porém, ela não é a figura masculina em si. Falta à obra esse elemento definido com exatidão.



Por tudo isso, não sei se vou continuar comprando mais volumes da obra. Talvez eu mude de ideia quando surgir uma figura masculina definida, que seja até o Najimi (😀). Entretanto, a Komi ainda é uma personagem bem desenvolvida e será a base de inspiração do poema dessa semana.    




[1] https://voltemosaoevangelho.com/blog/2019/10/quatro-fundamentos-da-masculinidade-biblica/

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

The Big Three: Otaku Cafe

Esse é o canal que indico nessa sexta-feira. O Otaku Cafe é um canal no Youtube com memes diversos sobre animês e mangás. Conheça e, se gostar do humor, se inscreva lá! Eu dou muita risada com ele! E comecei a fazer memes por conta dele. Aqui embaixo, antes do vídeo do canal propriamente dito, está um meme que fiz em homenagem! 




Agora sim, o vídeo do canal! Espero que gostem do humor!




quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Era dos covardes! Desabafo!

Que covardia

Enlameia a honra

Heróis em dia?



O haicai acima foi feito na indignação após assistir ao capítulo 04 da série Fate/Grand Order. Quando escrevi minha crítica a "Didn't I say to make my abilities average in the next life" eu me perguntei se estávamos na era dos covardes! Após assistir a esse capítulo, eu acredito que sim. Provavelmente, o problema está relacionado com o tema que irei abordar na segunda-feira que vem, e que continuo na  segunda-feira seguinte: crise da masculinidade. Pode ser bobagem, mas estou percebendo um problema quanto a imagem da figura masculina retratada em algumas obras. Os atos heroicos estão relacionados com o símbolo da masculinidade. Não interpretem isso como se fosse uma homenagem ao machismo: a masculinidade verdadeira nada tem a ver com a opressão da figura feminina. 

Nas duas próximas segundas, eu vou abordar o tema com mais calma. Agora, basta dizer que a imagem heroica está em crise. Heróis recuando porque estão enfrentando seres divinos, heróis evitando resgatar uma criança em perigo (Boku no Hero Academia), enfim, não se portam como heróis, ou seja, símbolos. Hoje em dia, herói está mais para personagem principal de uma aventura, a  ser aquele que se destaca por seus feitos, "Aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias, principalmente por feitos brilhantes durante a guerra." (Dicionário online)



Quando um Seiya de Pégasus iria recuar somente porque um adversário é um ser divino? Ele tratava de conseguir um milagre a cada episódio. Assim como o  Shirou (da mesma franquia Fate) quando enfrentou o rei dos reis! Imagina se ele fosse recuar ao ver o maldito Gilgamesh chegando? Não ia dar certo. E é isso que dá ao roteiro o brilho e que nos faz assistir! 



Enfim, espero que as empresas acordem para esse erro que empobrece a figura do herói e, por esse motivo, também retira do roteiro o brilho que teria. Um herói é aquele em quem podemos confiar, pois ele realiza milagres e não se consegue um milagre fugindo com a cueca suja. 



  Ainda bem que eu cresci com esse tipo de ensinamento, e não com os heróis de hoje! Desculpem o desabafo!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Melhor da temporada de verão de 2019!


O melhor na temporada de verão de 2019

A temporada de verão no Japão, que terminou recentemente, nos trouxe uma boa quantidade de animês interessantes. E eu fiquei em dúvida sobre qual deles eu escolheria para fechar a temporada como o melhor. Sem dúvida nenhuma, tivemos ótimos dramas, como o magnífico Vinland Saga, mas eu decidi escolher uma comédia. E por que uma comédia? É difícil de acertar o ponto do roteiro e trazer alguma coisa que realmente fique engraçado. Como agora estamos às voltas com “militantes virtuais”, até piadas estão ofendendo. Por isso, piadas ficaram mais importantes do que eram anteriormente. A diferença entre um militante virtual e uma pessoa com uma mera opinião, criando um texto opiniativo/crítico, é que o militante tenta oprimir o que é diferente através da força de seu grupo. Tenta tornar a sua opinião única. Já o texto meramente opinativo apenas expõe argumentos e opiniões sobre um assunto. Sem enrolar mais! 


E o vencedor é Machikado Mazoku- The Demon Girl Next Door!



Na série, uma garota (Yuko) desperta e descobre que é descendente do clã do Rei Demônio e precisa enfrentar uma garota mágica (Momo) para refundar a tirania de sua linhagem. Entretanto, nada sai como o esperado e ela acaba sendo treinada pela sua rival. Essa é a sinopse mais resumida possível.



A série é uma grande brincadeira com as bases de histórias do gênero. A série tira sarro dos demônios, das garotas mágicas (inclusive das transformações) e até mesmo da presença dos ancestrais. Ela brinca com a pobreza da família da Yuko e com a solidão da Momo. Nada é sagrado! As situações que elas vivem, em seus episódios semanais, vai ganhando ares de uma zoeira infinita com os clichês apresentados. E tudo isso é sempre mostrado de maneira kawaii, com a ajuda das dubladoras que fizeram um trabalho exemplar. As personagens são muito carismáticas e, na minha opinião, a ancestral da Yuko é a que melhor representa a série, pois é aquele mal inocente, de um personagem já derrotado, mas que ainda tenta, inutilmente, restaurar a glória do passado. E a série é assim: inocência sem maldade.

Como podem ver na imagem abaixo, a série, apesar do humilde orçamento, conseguiu até ficar no TOP 10 da temporada com uma boa consistência de notas por episódio. Não que isso me influencie, mas é bom saber que outros também consideraram essa série consistente. 



Você pode assistir via HIDIVE, de forma oficial, mas apenas em inglês. Apoie o serviço, pois aí teremos legendas em nosso idioma.



sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Pansy II

Esse foi um meme alternativo que fiz sobre uma cena do terceiro episódio de Oresuki. Como já havia mencionado, a Pansy lembra uma personagem de uma história hentai e o terceiro capítulo quase se tornou um hentai. Resolvi colocar aqui também. 


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Verão alegre!

Verão alegre
Seu sorriso é vida
Minha querida

*****

Divulgando séries através de suas aberturas.
O nome da série está inserido no respectivo vídeo.

Apesar de ter criticado a série no texto de sexta-feira, eu considero essa abertura uma das mais engraçadas e divertidas. E aproveito a chance para divulgar três séries pela qualidade de suas aberturas. 



Como de costume, a última temporada do ano é sempre a mais forte. Ótimas séries e muita felicidade! Estou acompanhando, com prazer, 20 novas séries! Que delícia! Aqui outras duas igualmente boas. A que eu apelidei de "filho do capeta" tem um ritmo interessante e a história é de um humor que te faz se sentir bem. "Ba bi ba bi ba bi ba bi  ruuuu!" :)



Já essa outra é de uma série que também está me fazendo bem assistir, pois lembra um pouco os contos do cavaleiro e a donzela que eu gostava de escrever. A série também lembra muito os contos de heróis de livros da era romântica da literatura. Já a abertura tem uma edição que torna os movimentos dos personagens erráticos, como se faltasse um quadro de movimentação. A movimentação começa com uma velocidade e, sem aviso, o diretor a desacelera.  Esse efeito visual de edição torna a abertura interessante visualmente.  Fiquei muito viciado nela!



Todas essas séries podem ser assistidas pelo portal Crunchyroll, de maneira oficial e ajudando as empresas que tanto gostamos.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Recomendando Touhou!


Melhores vídeos de Touhou

Fonte: https://liberproeliis.fandom.com/pt-br/wiki/Touhou_Project


Depois que terminei o poema sobre Bad Apple (Projeto Touhou), o Youtube começou a me recomendar muitos vídeos sobre o tema. Como fiquei impressionado com muitos destes vídeos, decidi colocar aqui alguns deles. O que me impressionou muito foi o carinho dos fãs da série de jogos e, também, a sensibilidade, criatividade, e a qualidade artística e técnica dos vídeos relacionados com o projeto. Os fãs de Touhou (ou Toho) são incríveis, por isso, selecionei alguns vídeos sobre assuntos relacionados com a série para mostrar a vocês e homenagear os fãs que, por um acaso, estejam lendo esse blog. Talvez alguém acabe se convertendo 😍! Sim, são trabalhos antigos, mas acredito que grande parte dos visitantes do blog não deve conhecer seu conteúdo. Se já conhecem, usem o tempo para relembrar essas maravilhas!
Bad Apple – Segunda Versão

Bad Apple- 11 de setembro de 2019

E eu não desejo dar nem mais um passo;
A luta tirou minhas forças. Cansaço!
Sem progresso, só penso em me retirar;
Não quero mais lutar, ou amar, ou clamar.

Eu já posso ir me deitar e ir sonhar?
Tudo preto no branco. Nem vou desenhar.
A maçã apodreceu. Sujou o paladar.
Eu posso ir me retirar e descansar?

Ouça a música que estão a cantar;
A letra vai terminar. Vou recuperar;
Leia a sua canção com um bom olhar;
Quando ela findar, vou me recuperar.

O primeiro vídeo a recomendar é uma versão de Bad Apple feita com slides cards, ou simplesmente slides. Como se não bastasse capturar em cartões cada frame do clipe musical, o criador desse vídeo soube dar asas à sua imaginação e complementou o trabalho com pequenas interações da parte dele. Um trabalho fenomenal e criativo!



UnderTale X Touhou

Imaginem um combate entre personagens dessas duas franquias de jogos? Undertale tem três finais possíveis, o pior deles é a extinção do próprio universo através da personagem Chara. Nesse vídeo, Chara exterminou o universo de seu jogo e migrou, junto com a Frisk, para dentro do universo de jogos Touhou. Vejam a criatividade e o combate, ora tenso, ora cômico, criado para esse encontro. Um crossover sensacional!


Flandre Scarlet

Não podia falar da maid mais famosa da franquia e não citar, ao menos, uma das donas da mansão na qual ela trabalha. Flandre é uma vampira de cerca de 500 anos, muito jovem e hiperativa. Tão maluquinha que sua irmã a deixou trancada alguns séculos em um quarto. 😁 O vídeo possui a música tema dela.




As bonequinhas da Alice

Alice é uma grande manipuladora de objetos (suas bonecas) e as cria à sua imagem e semelhança, para ajudar em diversas tarefas e, também, para se defender de ataques. Não nego que acho lindo ver a Alice junto de suas bonecas. A imagem, a cena dela com suas bonequinhas, me alegra. Um pessoal aproveitou algumas músicas e criou clipes nos quais a Alice interage com elas. Apesar de não ser uma maravilha de técnica, os dois vídeos transbordam de criatividade, humor e carinho.

Aqui elas cantam uma música de FatBoy Slim. Sim, achei melhor que o clipe original! :)



Nesse, elas cantam uma música de outro jogo (Loco Roco). Muito fofo! 



O que é Touhou?
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Touhou_Project)
Touhou Project (東方Project Tōhō Purojekuto), também conhecido como Toho Project e Project Shrine Maiden, é uma série de jogos com foco em shmups de bullet hell feitos por um único homem, conhecido como ZUN, que fez a maior parte dos gráficos, música e programação sozinho.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Autores, pesquisem!


Pesquisem! Autores, pesquisem!



Estou percebendo um erro recorrente nos autores japoneses. Coisa que me espanta. Nessa temporada, já percebi dois deles que não estão pesquisando para escrever. A pesquisa é essencial para se desenvolver uma história, pois insere no enredo a credibilidade necessária. Vou começar com um exemplo de uma série passada. Em “Monster Musume”, o autor pesquisou brevemente sobre os animais e inseriu, nas suas personagens, características próprias de suas metades animalescas. Dessa forma, com uma pesquisa breve, o autor justificou porque Miia (uma Lamia, ou seja, uma garota-serpente) seria tão ruim como cozinheira, pois seu paladar, como carnívora, seria menos sensível que o paladar de um herbívoro, ou de um onívoro. Foi um golpe de mestre que trouxe ao enredo um brilho próprio e trouxe profundidade aos personagens ao apresentar características únicas a elas. 

Retornando para essa temporada, as duas séries em questão são: “High School Prodigies Have It Easy Even In Another World”, que já foi alvo de crítica nesse blog, pois o autor não sabe o que é uma revolução e nem sabe o que é uma religião e, mesmo assim, tentou abordar os dois temas criando um vexame. O vexame dessa temporada até o momento. E  Didn't I say to make my abilities average in the next life”, no episódio dessa semana, tentou abordar 4 temas, sendo bem-sucedido em apenas um. Apesar dessa crítica, continuo assistindo a essa série.

Na questão dos militares, a conduta militar impede qualquer ação de um batalhão sem a autorização de um superior. Um militar que age sem a autorização de um superior é imediatamente punido, ou torna-se um mercenário. Se houve autorização de um superior, aí entramos na questão de política e seria um ato de guerra que colocaria os dois reinos em rota de colisão. Os militares nunca agiriam sem que lhes fosse determinada uma missão. Se o fazem, não são militares, mas mercenários. O que as garotas enfrentaram foi um grupo de mercenários, e não de militares. Todo mercenário é um militar, mas nem todo militar é um mercenário.

O enredo tocou nesses assuntos, mas não aprofundou. Ficou ruim. Faltou pesquisa. Foi um ato amparado por um superior? Então é guerra! Foi um ato isolado? Então, não são militares, mas mercenários. E militares não atacam inocentes e nem civis, a menos que seja ordem direta de um superior e, ainda assim, existe um código de ética militar e tratados militares internacionais, que impedem qualquer exagero em tempos de guerra e paz.  Então, se o autor tivesse pesquisado um pouquinho, ele teria revisto alguns pontos da história. Ficou péssimo! Horrível!

Outra questão que foi abordada muito mal foi a questão do ódio. A personagem principal reagiu melhor quando falaram de seus seios pequenos, do que quando a sua amiga explicou seu ódio por ter tido duas famílias mortas por criminosos. Não perdeu apenas uma família, mas DUAS. A personagem principal caiu naquela questão que mencionei no blog, sobre personagens que não reagem adequadamente ao que acontece ao seu redor. Ela passou um sinal de mesquinhez com essa reação fraca à dor da sua amiga. A personagem principal tornou-se egoísta e fria, pois seu ego ficou acima dos valores como amizade e família. Para ela, ter seios pequenos é mais grave do que duas famílias terem sido exterminadas.

Devo salientar um ponto positivo aqui. Na cena da conversa, já no final do capítulo, o diretor mostrou uma chama diminuindo de tamanho. Interpretei como o fogo do ódio da personagem. Sabendo que o ódio é um sentimento que não se desfaz apenas com uma conversa de uma noite, sendo um fogo que não se extingue, devo confessar que o diretor acertou. Isso ficou bom. O ódio é uma chama que deseja consumir o seu alvo e permanece ativa até conseguir seu objetivo. Ao mostrar esse fogo no interior do personagem, dessa forma, o enredo meio que se salvou, porém, o mesmo enredo, ao mostrar a personagem sofrida mudando sua posição, no capítulo seguinte, ficou muito ruim, pois não respeitou a dor do passado dela.

Enfim, faltou pesquisar sobre os militares, sobre política e sobre o ódio e não teria escrito coisas tão ruins e superficiais A única questão bem apresentada foi a questão do avô covarde que, pensando na neta, se escondeu no mato e não ajudou seus companheiros, enquanto eles eram mortos. A covardia o fez sobreviver. Apesar de tosco, é a primeira vez que vejo algum autor abordar a covardia como algo bom. Vivemos mesmo em tempos de covardes?  Na Bíblia está escrito que os mansos herdarão a Terra. Por dois motivos: eles não entram em confusão e, covardes, se escondem quando é preciso.

Apesar dessas derrapagens, ainda não abandonei a série, pois ela ainda consegue me fazer rir. E eu gosto bastante da abertura. Como uma comédia, ainda consegue ser boa, mas caiu muito em meu conceito. 

Então, autores, pesquisem! Não criem nada sem uma devida pesquisa sobre o tema e não deixem nenhuma abordagem de maneira superficial, ou isso vai ser interpretado como falha de roteiro.  

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Crossing Void


Crossing Void



Crossing Void é um jogo da Dengeki Bunko com personagens de 25 de suas novels  e que conta agora com um servidor internacional em uma grande Open Beta. Segundo o site: “The gate of the Void World is now open for you. When the anime universes intersect, dangers and challenges arise! Our most-loved anime characters from 25 masterpieces stand united and fight together! Are you ready to fight for your love? Crossing Void - Global is Officially Released on Nov.5th!



Eu estava procurando por um novo jogo, pois Otogi (já mencionado aqui no blog) parece que está sendo fechado aos poucos, pois não existe mais nem mesmo atualizações de histórias para ele. Tendo isso em vista, eu fui procurar um novo jogo, mas sem abandonar Otogi. Estarei com ele até o último momento, em agradecimento por toda a diversão que me proporcionou. Assim sendo, vi que o servidor desse jogo estaria aberto já em 05 de novembro e fiz meu download.

Não poderia deixar de jogar um game que une personagens de séries que gosto, como Sword Art Online, Oreimo, A certain..., e outras mais. Baixei meu jogo e gravei os primeiros minutos da minha gameplay. Como estou no começo do jogo, ainda me pergunto como irão equilibrar as forças dos personagens, pois, afinal, teremos uma Kuroneko lutando, ou dando suporte, a um outro personagem como o Kirito. Como isso pode ser possível? É algo que ainda não sei como eles farão.  Muitas séries são apenas comédias românticas, enquanto outras são séries de ação. Provavelmente, mais para frente irão esclarecer esse ponto.  Veja abaixo a minha gameplay.



Como deixei na descrição do vídeo, peço desculpas, pois o som ambiente vazou e quase poluiu a gameplay. Não acho que ficou algo muito ruim, por isso, mantive como está. Também preciso destacar que as cenas de corte estão apresentando alguns pulinhos, e o jogo dá algumas travadinhas, mas não sei se é por conta do peso do jogo, ou se isso ocorre por conta do processador do meu celular que não comporta as funcionalidades dele. Como não sei, não vou colocar isso como ponto negativo do jogo. Ele dá uma travada aqui e acolá, mas ele se mantém estável na maioria das vezes. Sim, o jogo é pesado. Fiz até uma brincadeira no começo, para destacar a espera que se precisa ter para baixar o jogo com mais de 1 Gb de conteúdo. O próprio site comenta: “Recommended Device *Android device with 2GB RAM or higher *Apple device: iPhone 6s or newer”.  O meu Galaxy J8 vem com 4GB de ram.

Fora essa questão, a jogabilidade é interessante. Lutas em turno estão com ótimas animações e vozes límpidas, com direito à dublagem oficial dos personagens. Visualmente, é um prazer ver as animações dos golpes e combos sendo aplicados. E você pode criar diversos combos de ataque. É preciso saber a hora de se defender, curar, ou tirar do adversário o seu buff de ataque. É um jogo de estratégia simples, mas bem divertido. Conta também com personagens de suporte, que atacam junto com seu personagem principal, ou dão a eles suporte como cura.

A história, até aqui, é bastante interessante. Existe uma anomalia que está unindo os universos dos personagens e esta anomalia está deixando a existência desse multiverso em perigo. Algo como “A Crise nas Infinitas Terras” da DC Comics. Obviamente, eles irão ter que resolver isso bem ao estilo animê de combate! O encontros estão repletos de humor e todos os personagens, pelo menos os que eu conheço, estão tendo suas características respeitadas. Como já afirmei, ainda não sei como a Kuroneko conseguiu virar uma garota mágica, mas acredito que irão explicar isso adiante.

O jogo tem uma lojinha, um ambiente para treino, um ambiente no qual você pode alterar características de seus personagens e outro para deixá-los mais fortes. Exatamente como todo jogo para celular. O interessante aqui é que você tem a possibilidade de conseguir uma Asuna, ou qualquer outro personagem das séries que você gosta. Isso é um agrado muito bom aos fãs.

No final, eu gostei muito do jogo e pretendo prosseguir jogando.  Confere mais informações nos links oficiais:

   

domingo, 10 de novembro de 2019

Nota de repúdio!


Minha nota de repúdio

A decisão do STF foi uma facada no ordenamento jurídico do Brasil e coloca em perigo toda a sociedade ao liberar condenados que já cumpriam pena por crimes diversos. É uma vergonha que um tribunal se vergue aos caprichos de um único réu condenado, e que rasgue sua própria história ao aceitar ir contra decisões anteriores e entendimento internacional, para que um único condenado venha a ser colocado em liberdade.



A Constituição Federal nada mais é do que a vontade soberana do povo transcrita em papel. Esse mesmo povo que foi às ruas, de maneira pacífica, pedir por justiça. Não foram pedir pela justiça do STF, mas pela justiça verdadeira, de sua alma transcrita, e que o tribunal parece ter esquecido. Apesar de não ter estado presente, eu apresento aqui meu apoio aos que foram às ruas pedindo a volta da prisão após condenação em segunda instância, e que medidas venham a ser tomadas contra aqueles que colocaram em risco a nossa sociedade, colocando em perigo o povo e o Direito.


Como um juiz já escreveu, e aqui repito, se existe o povo, existe o Direito. O povo é o soberano, com sua vontade transcrita nas palavras da Constituição Federal. Não respeitar o povo, a Constituição, e o próprio Direito, é o caminho para a ruína. E sobre o réu em questão, faço minhas as palavras do ministro Moro.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Direita Celular!


Direita XYZ

Vamos tratar da seguinte forma: quando um corpo está acometido por uma infecção, começa uma reação de medidas do organismo para manter o equilíbrio do sistema e a saúde do indivíduo. Uma dessas medidas é a criação de anticorpos que combaterão a infecção. Caso a infecção seja bacteriana, por vezes, é preciso um tratamento com antibióticos. Os antibióticos não fazem distinção entre células sadias, células do corpo, ou células invasoras e acabam com tudo. É uma tragédia!

Um país é exatamente como um organismo e nós somos as células. A política destrutiva que corrompe é a infecção e a corrupção é um sintoma, como a febre. A reação do organismo é a criação de células que possam combater essa política destrutiva. Podemos considerar, dada a situação anterior do país, que os anticorpos são células da Direita. O povo migrou suas esperanças no espectro político mais à Direita dada as investigações que revelaram um espectro político mais à Esquerda tomado pela corrupção. No entanto, um fato curioso está ocorrendo, pois os anticorpos começaram a atacar uns aos outros em uma resposta que pode ser interpretada como muita agressiva.

Dessa forma, temos glóbulos brancos atacando linfócitos, que atacam macrócitos, que atacam mastócitos, que atacam células T. A Direita começou a se comportar assim e começou a se dividir. E os termos genéricos começaram a aparecer, com uns chamando outros de “Direita Jujuba”, ou “Direita Isentona”, ou “Direita Nutela”, enfim, a babaquice se generalizou. Todos alegam que são a verdadeira Direita, enquanto o outro é um tipo de  “fake”. Todos os youtubers de Direita estão insuportáveis, pois carregam esse modelo agressivo e estão lutando uns contra os outros. E não está adiantando apelar para que eles parem. Já vi muitos tentando, mas sem resultado.

A situação parece piorar, pois um grupo está organizando uma defesa ao presidente, exatamente como um grupo que a esquerda está acostumada a organizar, para defender seu espectro político. Acho até que é uma reação muito natural, dada às pressões que o combate ideológico exige e, sim, acredito que seja importante no estágio atual da infecção. Todo grupo precisa de um comandante e de subordinados fiéis que o sigam. Mesmo que o comandante erre, o grupo estará lá para controlar os prejuízos e evitar dano à imagem do seu líder.  Entretanto, como iniciei o parágrafo, é uma situação que tende a piorar, pois demonstra uma visão intransigente de mundo, que impede que se veja a realidade como um todo. O líder sempre estará certo (será?)! Exatamente o que eu odeio no espectro político à Esquerda. Para a Esquerda, Lula é inocente e Bolsonaro quer vender a Amazônia para os Marcianos! É a ausência do livre pensamento que incomoda nesse cenário de cegueira.

É como um amigo já descreveu, “é a esquerda com os fios trocados”.  Por esse motivo, essa célula aqui vai deixar sua posição no campo de batalha, para assumir uma posição mais na retaguarda no batalhão. Observar antes de agir será meu objetivo.

E que venha o antibiótico!  





sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Notas rápidas! High School Prodigies Have It Easy Even In Another World


Notas rápidas

Estruturas de enredo: mudei meu gosto pessoal.

Uma estrutura de enredo que eu gostava muito era a escala de cinza na criação de personagens. Na escala de cinza, ninguém é totalmente bom e nem totalmente mau, ou seja, ela nega o maniqueísmo. Dessa forma, os personagens migravam de uma conduta para outra a depender de sua motivação e interesse do autor. Eu adorava, pois colocava os personagens em conflitos éticos interessantes. Entretanto, essa estrutura em cinza foi sendo usada demais para quebrar a imagem dos heróis e a tentar justificar a conduta dos vilões, fazendo uma espécie de justificativa para a disseminação de ideias muito erradas. Quais ideias? Algo como uma “bandidolatria” na qual o agressor torna-se a vítima. Um assassino torna-se vítima de uma sociedade que o reprimiu. Essas ideias que nos fizeram sofrer com a disseminação dos ideais bem vermelhos de proteção à bandidos e nos fizeram chegar a mais de 60 mil homicídios/ano. Números que, graças ao ministro Moro, estão em queda. Comecei a retomar meu gosto pelo maniqueísmo já em Goblin Slayer, pois existe o mal e ele não é fruto da sociedade. Existe o mal e isso deve ser sempre lembrado.

 Doutrina religiosa propagada por Maniqueu (Mani ou Manes) que, na Pérsia, durante o século III, concebia o mundo como uma fusão dualista do espírito e da matéria, respectivamente do bem (luz) e do mal (trevas).

High School Prodigies Have It Easy Even In Another World
DROPADO!

Eu sei que é apenas uma série, mas o enredo provocou em mim uma certa revolta. No episódio dessa semana, os personagens iniciaram um culto religioso para destruir uma sociedade, com a criação de um deus. Por que não falaram em nome de um deus existente daquela dimensão existencial? Por que a construção desse deus se pareceu muito com uma crítica ao cristianismo? O enredo ficou babaca e com furos. Provavelmente, o ambiente possuía uma divindade local. Não havia necessidade de se criar um deus. Foi aquele velho clichê que pode ser resumido na pergunta: "Deus criou o homem, ou o homem criou Deus?". Um clichê antigo e ultrapassado, que já era velho na época de Neon Gênesis Evangelion. Uma resposta simples para a pergunta acima está nesse vídeo. Segundo o entrevistado,  o "criador deixa suas marcas em sua criação".



Usar a fé religiosa para justificar uma revolução é não entender o que é uma religião e não entender o que é uma revolução. Toda as formas de revolução tiveram um ponto em comum: acabar com os pilares de uma sociedade, dentre eles a Igreja, a família, a educação e a cultura. O autor tenta se espelhar bastante na revolução Francesa mas, mesmo ela, não escapa da crítica acima. Veja esse vídeo abaixo. Religião é um religar com um ser superior, ela é baseada em ensinamentos como o amor e o perdão. Não se pode fazer uma revolução ao se perdoar seu inimigo e ao amar aquele que te fere.




Além disso, a criação desse deus foi a mais fajuta possível, pois o autor confundiu milagres com ilusão mágica e fez com que os fiéis fossem uns bobos, que não sabem distinguir um show de mágica de um milagre verdadeiro. Além disso, toda a religião que baseia-se em ensinamentos que te elevam e te fazem refletir é uma forma de evolução. Não se cria uma religião baseada na mentira. Isso não funciona! Quer dizer que, para o autor da série, as religiões não passam de mentiras? Foi o que deu para perceber em uma mensagem secundária nas letras do roteiro.





Um roteiro péssimo, que fere a nossa inteligência com uma argumentação rasa! Apesar de ser apenas uma animação, ela realmente me deixou irritado.

Nota ZERO!







quarta-feira, 30 de outubro de 2019

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Lei é lei?


Lei é lei?



Durante o conflito com a queda dos vetos do presidente, sobre a lei de abuso de autoridade, Bolsonaro disse que não levaria o caso para o STF e, segundo suas palavras: “lei é lei”. Isso me incomodou muito. Vou dar um exemplo ridículo e, depois, um exemplo mais sério.

O Congresso decide que todo homem, acima dos 18 anos, deve tatuar “My Little Pony” no traseiro. E toda mulher acima dos 18 anos deve raspar o cabelo. O presidente veta. O Congresso derruba os vetos. O presidente precisa sancionar. E agora? Vai tatuar? Vai raspar? Então, vamos para um exemplo mais sério. O Congresso torna o aborto, em qualquer momento da gestação, por qualquer desculpa, legal. O presidente, que já disse ser contrário ao aborto, tenta vetar. Derrubam os seus vetos. E agora? Lei é lei?

Oton Lustosa[1], em A Lei, o costume, o Direito: “Porém, algo inusitado chama-nos a atenção: feita a lei, ela é imposta à obediência geral. Pois bem: e se se cuida de uma lei má, que não espelha a realidade social e não busca os objetivos verdadeiros do povo? O julgador, aquele indivíduo a quem o povo incumbiu a missão de aplicar a lei, e, por conseguinte, aplicar o Direito, e restabelecer a paz e a harmonia, é que viverá esse grande dilema. Afinal, tal lei representa ou não representa o Direito? Para solucionar o conflito que se lhe apresenta à frente, capaz de abalar a harmonia entre os homens e comprometer os objetivos de todo o povo, um juiz - que não pode ir além do que lhe foi confiado, felizmente, ao seu dispor, não tem apenas a lei, que é a meta. Tem todo o plano, que é o Direito. Por isso que o juiz cumprirá a sua parte nessa melindrosa operação de promover o restabelecimento da paz social e da harmonia sobre a Terra, aplicando o Direito como um todo, que é o mesmo que aplicar a Justiça. Pois: "O Direito é mais que um agregado de leis. É o que torna as leis instrumentos vivos da Justiça".(4)

Se você se revoltou com qualquer um dos exemplos acima é porque eles bateram em um importante elemento de seu interior, que é a sua moral. O Direito é mais amplo do que um agregado de leis, pois ele está embasado em algo ainda mais antigo: os costumes morais de um povo e sua tradição. Antes mesmo da primeira lei ser redigida, os povos já se organizavam de acordo com seus costumes e sua moral. Portanto, o Direito também obedece a essa “mão invisível” de condutas não escritas.

[2]A moral não só orienta a conduta dos indivíduos em sociedade, como também a sociedade utiliza-se das regras morais para julgar os indivíduos, aprovando ou reprovando suas ações segundo seus imperativos morais (Dimoulis, 2003:97)

A moral do povo brasileiro, de maioria cristã, não aceitaria a concepção de uma lei que fosse contra seu costume primordial, amparado pelo respeito às leis divinas, portanto, a moral do povo brasileiro é contra o aborto, contra a impunidade, contra toda a forma de crime. Então, e se existir um conflito entre a moral do povo brasileiro e uma lei? Estamos presenciando, através do julgamento do STF, da prisão em segunda instância, o perigo de termos soltos inúmeros criminosos, por conta de um único ladrão, que um partido deseja ver livre. Lei continua sendo lei? Acredito que não, pois o Direito é, acima de tudo, a busca pela justiça. Ao meu ver, o povo precisa se posicionar contra as situações que coloquem em risco seu ordenamento social. Infelizmente, não vejo, no caso acima, uma forma serena de resolver essa questão. Não existe mais a possibilidade da estrutura do Estado, hoje corrompida, se mover positivamente pela manifestação popular pacífica.  É uma situação drástica! É uma situação lamentável! Se preciso for, apenas as Forças Armadas poderão fazer algo. É esperar e ver o que o STF decidirá: rasgar a CF mais uma vez, ou salvar o que resta de sua reputação.

Concluo com as palavras do juiz Oton Lustosa, já citado nesse texto: “Bem, leis corroídas pelo tempo ou leis novas elaboradas à revelia da vontade geral do povo não são leis boas; não representam o bom Direito e, portanto, não bastam, por si sós, para a realização da Justiça. (...) Se existe o Povo, existe o Direito!... Que está nas regras escritas ou nas regras não-escritas. O julgador, indivíduo a quem o povo confia a melindrosa tarefa de solucionar o conflito e restabelecer ou garantir a harmonia entre os homens, deve, antes de tudo, ter a capacidade de buscar na fonte o Direito. Bem, aplicá-lo ao caso concreto... é julgar com Justiça.


O Estado Brasileiro não pode estar, ou continuar, refém de uma quadrilha!




[1] Jus, lido em 26/10/2019, em : <https://jus.com.br/artigos/2113/a-lei-o-costume-o-direito>
[2] Jus, lido em 26/10/2019, em:
<https://adeilsonfilosofo.jusbrasil.com.br/artigos/236659547/direito-e-moral>

Atar-te!

  Atar-te firme; No verão desejo-te; Amordaçar-te! Um haicai bem “Cinquenta tons de cinza”. Um fetiche que, se conduzido com sabedoria e amo...