sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Autores, pesquisem!


Pesquisem! Autores, pesquisem!



Estou percebendo um erro recorrente nos autores japoneses. Coisa que me espanta. Nessa temporada, já percebi dois deles que não estão pesquisando para escrever. A pesquisa é essencial para se desenvolver uma história, pois insere no enredo a credibilidade necessária. Vou começar com um exemplo de uma série passada. Em “Monster Musume”, o autor pesquisou brevemente sobre os animais e inseriu, nas suas personagens, características próprias de suas metades animalescas. Dessa forma, com uma pesquisa breve, o autor justificou porque Miia (uma Lamia, ou seja, uma garota-serpente) seria tão ruim como cozinheira, pois seu paladar, como carnívora, seria menos sensível que o paladar de um herbívoro, ou de um onívoro. Foi um golpe de mestre que trouxe ao enredo um brilho próprio e trouxe profundidade aos personagens ao apresentar características únicas a elas. 

Retornando para essa temporada, as duas séries em questão são: “High School Prodigies Have It Easy Even In Another World”, que já foi alvo de crítica nesse blog, pois o autor não sabe o que é uma revolução e nem sabe o que é uma religião e, mesmo assim, tentou abordar os dois temas criando um vexame. O vexame dessa temporada até o momento. E  Didn't I say to make my abilities average in the next life”, no episódio dessa semana, tentou abordar 4 temas, sendo bem-sucedido em apenas um. Apesar dessa crítica, continuo assistindo a essa série.

Na questão dos militares, a conduta militar impede qualquer ação de um batalhão sem a autorização de um superior. Um militar que age sem a autorização de um superior é imediatamente punido, ou torna-se um mercenário. Se houve autorização de um superior, aí entramos na questão de política e seria um ato de guerra que colocaria os dois reinos em rota de colisão. Os militares nunca agiriam sem que lhes fosse determinada uma missão. Se o fazem, não são militares, mas mercenários. O que as garotas enfrentaram foi um grupo de mercenários, e não de militares. Todo mercenário é um militar, mas nem todo militar é um mercenário.

O enredo tocou nesses assuntos, mas não aprofundou. Ficou ruim. Faltou pesquisa. Foi um ato amparado por um superior? Então é guerra! Foi um ato isolado? Então, não são militares, mas mercenários. E militares não atacam inocentes e nem civis, a menos que seja ordem direta de um superior e, ainda assim, existe um código de ética militar e tratados militares internacionais, que impedem qualquer exagero em tempos de guerra e paz.  Então, se o autor tivesse pesquisado um pouquinho, ele teria revisto alguns pontos da história. Ficou péssimo! Horrível!

Outra questão que foi abordada muito mal foi a questão do ódio. A personagem principal reagiu melhor quando falaram de seus seios pequenos, do que quando a sua amiga explicou seu ódio por ter tido duas famílias mortas por criminosos. Não perdeu apenas uma família, mas DUAS. A personagem principal caiu naquela questão que mencionei no blog, sobre personagens que não reagem adequadamente ao que acontece ao seu redor. Ela passou um sinal de mesquinhez com essa reação fraca à dor da sua amiga. A personagem principal tornou-se egoísta e fria, pois seu ego ficou acima dos valores como amizade e família. Para ela, ter seios pequenos é mais grave do que duas famílias terem sido exterminadas.

Devo salientar um ponto positivo aqui. Na cena da conversa, já no final do capítulo, o diretor mostrou uma chama diminuindo de tamanho. Interpretei como o fogo do ódio da personagem. Sabendo que o ódio é um sentimento que não se desfaz apenas com uma conversa de uma noite, sendo um fogo que não se extingue, devo confessar que o diretor acertou. Isso ficou bom. O ódio é uma chama que deseja consumir o seu alvo e permanece ativa até conseguir seu objetivo. Ao mostrar esse fogo no interior do personagem, dessa forma, o enredo meio que se salvou, porém, o mesmo enredo, ao mostrar a personagem sofrida mudando sua posição, no capítulo seguinte, ficou muito ruim, pois não respeitou a dor do passado dela.

Enfim, faltou pesquisar sobre os militares, sobre política e sobre o ódio e não teria escrito coisas tão ruins e superficiais A única questão bem apresentada foi a questão do avô covarde que, pensando na neta, se escondeu no mato e não ajudou seus companheiros, enquanto eles eram mortos. A covardia o fez sobreviver. Apesar de tosco, é a primeira vez que vejo algum autor abordar a covardia como algo bom. Vivemos mesmo em tempos de covardes?  Na Bíblia está escrito que os mansos herdarão a Terra. Por dois motivos: eles não entram em confusão e, covardes, se escondem quando é preciso.

Apesar dessas derrapagens, ainda não abandonei a série, pois ela ainda consegue me fazer rir. E eu gosto bastante da abertura. Como uma comédia, ainda consegue ser boa, mas caiu muito em meu conceito. 

Então, autores, pesquisem! Não criem nada sem uma devida pesquisa sobre o tema e não deixem nenhuma abordagem de maneira superficial, ou isso vai ser interpretado como falha de roteiro.  

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Crossing Void


Crossing Void



Crossing Void é um jogo da Dengeki Bunko com personagens de 25 de suas novels  e que conta agora com um servidor internacional em uma grande Open Beta. Segundo o site: “The gate of the Void World is now open for you. When the anime universes intersect, dangers and challenges arise! Our most-loved anime characters from 25 masterpieces stand united and fight together! Are you ready to fight for your love? Crossing Void - Global is Officially Released on Nov.5th!



Eu estava procurando por um novo jogo, pois Otogi (já mencionado aqui no blog) parece que está sendo fechado aos poucos, pois não existe mais nem mesmo atualizações de histórias para ele. Tendo isso em vista, eu fui procurar um novo jogo, mas sem abandonar Otogi. Estarei com ele até o último momento, em agradecimento por toda a diversão que me proporcionou. Assim sendo, vi que o servidor desse jogo estaria aberto já em 05 de novembro e fiz meu download.

Não poderia deixar de jogar um game que une personagens de séries que gosto, como Sword Art Online, Oreimo, A certain..., e outras mais. Baixei meu jogo e gravei os primeiros minutos da minha gameplay. Como estou no começo do jogo, ainda me pergunto como irão equilibrar as forças dos personagens, pois, afinal, teremos uma Kuroneko lutando, ou dando suporte, a um outro personagem como o Kirito. Como isso pode ser possível? É algo que ainda não sei como eles farão.  Muitas séries são apenas comédias românticas, enquanto outras são séries de ação. Provavelmente, mais para frente irão esclarecer esse ponto.  Veja abaixo a minha gameplay.



Como deixei na descrição do vídeo, peço desculpas, pois o som ambiente vazou e quase poluiu a gameplay. Não acho que ficou algo muito ruim, por isso, mantive como está. Também preciso destacar que as cenas de corte estão apresentando alguns pulinhos, e o jogo dá algumas travadinhas, mas não sei se é por conta do peso do jogo, ou se isso ocorre por conta do processador do meu celular que não comporta as funcionalidades dele. Como não sei, não vou colocar isso como ponto negativo do jogo. Ele dá uma travada aqui e acolá, mas ele se mantém estável na maioria das vezes. Sim, o jogo é pesado. Fiz até uma brincadeira no começo, para destacar a espera que se precisa ter para baixar o jogo com mais de 1 Gb de conteúdo. O próprio site comenta: “Recommended Device *Android device with 2GB RAM or higher *Apple device: iPhone 6s or newer”.  O meu Galaxy J8 vem com 4GB de ram.

Fora essa questão, a jogabilidade é interessante. Lutas em turno estão com ótimas animações e vozes límpidas, com direito à dublagem oficial dos personagens. Visualmente, é um prazer ver as animações dos golpes e combos sendo aplicados. E você pode criar diversos combos de ataque. É preciso saber a hora de se defender, curar, ou tirar do adversário o seu buff de ataque. É um jogo de estratégia simples, mas bem divertido. Conta também com personagens de suporte, que atacam junto com seu personagem principal, ou dão a eles suporte como cura.

A história, até aqui, é bastante interessante. Existe uma anomalia que está unindo os universos dos personagens e esta anomalia está deixando a existência desse multiverso em perigo. Algo como “A Crise nas Infinitas Terras” da DC Comics. Obviamente, eles irão ter que resolver isso bem ao estilo animê de combate! O encontros estão repletos de humor e todos os personagens, pelo menos os que eu conheço, estão tendo suas características respeitadas. Como já afirmei, ainda não sei como a Kuroneko conseguiu virar uma garota mágica, mas acredito que irão explicar isso adiante.

O jogo tem uma lojinha, um ambiente para treino, um ambiente no qual você pode alterar características de seus personagens e outro para deixá-los mais fortes. Exatamente como todo jogo para celular. O interessante aqui é que você tem a possibilidade de conseguir uma Asuna, ou qualquer outro personagem das séries que você gosta. Isso é um agrado muito bom aos fãs.

No final, eu gostei muito do jogo e pretendo prosseguir jogando.  Confere mais informações nos links oficiais:

   

domingo, 10 de novembro de 2019

Nota de repúdio!


Minha nota de repúdio

A decisão do STF foi uma facada no ordenamento jurídico do Brasil e coloca em perigo toda a sociedade ao liberar condenados que já cumpriam pena por crimes diversos. É uma vergonha que um tribunal se vergue aos caprichos de um único réu condenado, e que rasgue sua própria história ao aceitar ir contra decisões anteriores e entendimento internacional, para que um único condenado venha a ser colocado em liberdade.



A Constituição Federal nada mais é do que a vontade soberana do povo transcrita em papel. Esse mesmo povo que foi às ruas, de maneira pacífica, pedir por justiça. Não foram pedir pela justiça do STF, mas pela justiça verdadeira, de sua alma transcrita, e que o tribunal parece ter esquecido. Apesar de não ter estado presente, eu apresento aqui meu apoio aos que foram às ruas pedindo a volta da prisão após condenação em segunda instância, e que medidas venham a ser tomadas contra aqueles que colocaram em risco a nossa sociedade, colocando em perigo o povo e o Direito.


Como um juiz já escreveu, e aqui repito, se existe o povo, existe o Direito. O povo é o soberano, com sua vontade transcrita nas palavras da Constituição Federal. Não respeitar o povo, a Constituição, e o próprio Direito, é o caminho para a ruína. E sobre o réu em questão, faço minhas as palavras do ministro Moro.

Não brinquem com ela!

Muuui amiga! :)