sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Black Clover (49) Subjetivo!


Black Clover episódio 49
Tem spoiler do final do capítulo 49, então, não leia se ainda não assistiu.



Black Clover não é uma série com uma qualidade muito consistente. Um dos motivos pode ter sido a falência de uma empresa auxiliar de produção, chamada amo que saiu de mercado deixando muitas dívidas[1]. Apesar disso, a série apresenta alguns bons capítulos em questão de animação e roteiro. É o caso do episódio 49 que se sobressaiu aos demais por conta, provavelmente, desta instabilidade.

E eu gostei desse capítulo! Neste capítulo, vemos nossos heróis lutando com suas últimas forças contra o “desespero”, enquanto seu capitão permanecia preso, sem conseguir prestar auxílio à sua tropa. O interessante é uma questão subjetiva que meu inconsciente relacionou a este capítulo: o fim do desespero, com a derrota do maligno, quando tudo parecia perdido, graças ao capitão. Não tem relação nenhuma, mas, sim, eu relacionei esta cena ao nosso capitão Jair Bolsonaro. Enquanto ele está acamado, se recuperando, seus eleitores estão lutando por ele e tomando às ruas, assim como a tropa dos Touros Negros lutou contra o adversário de seu capitão, pelo fim do desespero. Quando o capitão dos Touros conseguiu sair de seu cativeiro, minha mente fez uma relação esperançosa com a saída do nosso capitão do hospital e, portanto, com o fim do desespero que tomou conta do país após este atentado. Eu não deveria relacionar isto com política, mas acabou acontecendo e foi uma ligação tão forte que me motivou até a escrever sobre isso. 

Não existe relação nenhuma entre os dois fatos, apenas uma ligação emocional que minha mente abraçou ao relacionar os dois capitães. E, por causa disso, eu gostei muito deste capítulo em especial. Como é algo muito particular, duvido que outra pessoa venha a gostar deste capítulo da mesma forma que eu gostei; todavia, eu deixo aqui como recomendação.

Aqui uma prévia para exemplificar a qualidade da animação.  





[1] Crunchyroll: <http://www.crunchyroll.com/anime-news/2018/08/16-1/anime-production-studio-amo-files-for-bankruptcy>

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Mãos


Após o atentando contra a vida do presidenciável Jair Bolsonaro, eu gostaria de deixar aqui um poema sobre as mãos que salvam. Um poema antigo que versa sobre as qualidades de uma mão amiga. Ao vê-lo sendo carregado nos braços, com o apoio de inúmeras mãos que o ampararam em um momento tão difícil, eu me lembrei deste poema antigo. Antologia Internacional "Haiti Aqui Estamos" da Real Academia de Letras, lançada em 2010.  





O poder das mãos!

Todo o poder está na alma e no coração;
Ela, a alma, canaliza-o para as mãos;
Pode ser a origem de uma salvação;
Pode ser o início de uma danação.

A escolha é sempre sua. Seu bom avaliar;
A mão aberta para ajudar;
A mão estendida para abraçar;
A mão pronta para carregar.

Atos de suas mãos sempre serão reflexos de seu coração;
Mão que distribui solidariedade;
Mão que ajuda na necessidade;
Tudo será contado para a sua redenção. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Jornalismo está morto!


Jornalismo possui um conjunto de técnicas com as quais o profissional aprende a manusear a informação, garantindo a transmissão da mesma através dos meios. A perfeita comunicação usa ferramentas que evitam ruídos/interferências que impeçam a boa absorção da informação pelo receptor. Em síntese, jornalismo é o estudo que permite que um receptor (jornalista/repórter) interaja com o receptor (público) para informa-lo sobre algo, através dos meios necessários (rádio, televisão, internet) e usando das melhores técnicas para isso. Basicamente, “O jornalismo[1] é uma atividade cujo principal objetivo é dar informação ao povo. O jornalista é aquele que exerce essa profissão através de diversos meios de comunicação: imprensa, rádio e televisão”.

A natureza do jornalismo é amoral (não possui em si mesma, em sua atividade, a representação da moral), apartidária (não deveria tomar partido) e neutra. Esta natureza tem como fundamento o princípio da neutralidade científica, no qual o jornalista, assim como o cientista, deve se colocar neutro de valores para assumir a tarefa de interpretar a realidade e transmiti-la sem preconceitos.

Infelizmente, não é isto que se vê hoje em dia. Ao que parece, e faço aqui esta crítica, o jornalismo não está mais preocupado em transmitir uma realidade, mas construir uma realidade através de sua narrativa e domínio dos fatos. Como o profissional é um ser imperfeito, cheio de paixões e com um vasto conhecimento vivido e experimentado, é impossível que ele não coloque seus valores, seu olhar, sob um determinado fato, sem colocar nele seu próprio conhecimento adquirido. O jornalismo presencia em suas fileiras o mito da neutralidade científica, com profissionais dedicados em alterar o meio através de sua mensagem.

Como exemplo, vemos aqui uma manipulação grosseira que virou piada. Um jornalista parece enfrentar a fúria dos ventos para levar informação para o público, que está seguro em suas casas. Infelizmente, faltou combinar com dois transeuntes que passavam tranquilamente atrás do profissional. Profissional este que virou motivo de deboche. Ele tentou criar, aumentar, uma realidade que não existia, através da manipulação de sua narrativa.





E isso é o que mais se vê hoje. Dependendo da afinidade do jornalista, teremos diferentes tipos de resultados de um mesmo evento. Se o repórter quiser que um evento fracassado, de apenas 200 pessoas, pareça maior do que é, basta usar ângulos fechados de imagem. A farsa aparece quando as mesmas 200 pessoas são fotografadas em um ângulo mais aberto, que evidencie quão reduzido é o número de participantes frente ao local no qual elas estão inseridas.


A afinidade do jornalista interfere em muito no resultado da matéria a ser transmitida. Ou ele arrebenta com o objeto da matéria, ou ele tenta salvar o objeto da matéria. E, então, aparece a questão da ideologia política. Todos os brasileiros parecem ter notado que os meios de comunicação tradicionais são fortes atrativos para um jornalismo vermelho, que adora um socialismo. E, portanto, vemos com frequência grandes jornais a defender políticos que estão afinados com suas bases ideológicas. Como mostra o vídeo do Danilo, até um soco pode virar um “leve empurrão” dependendo de quem agrediu.




Veja que nem a mídia cultural, de entretenimento, consegue se salvar disso.






Conclusão

E o jornalismo atual parece ter se reduzido a isso: uma tentativa de construção da realidade através do discurso midiático e da narrativa. Ainda bem que o monopólio da comunicação não está mais nas mãos da grande mídia. Um cidadão com uma câmera na mão, no lugar certo, já consegue desmascarar a tentativa de adulterar uma informação para prejudicar/beneficiar alguém. A tecnologia, ainda bem, transformou o povo, até então uma massa sem rosto, em um ser capaz de externar seus sentimentos e perceber a intenção . O povo, agora, possui olhos, ouvidos e não se deixa enganar pelos meios de comunicação tradicionais.






[1] Conceitos: < https://conceitos.com/jornalismo/>

Esteve só!

Esteve bem só, Nessa noite sem vento, Sou seu alento!