sexta-feira, 18 de maio de 2018

Revista Crusoé!


Revista Crusoé




Eu sou seguidor da conta do Twitter do pessoal do site O Antagonista e fiquei sabendo da nova proposta: Revista Crusoé. Segundo o site da revista, Crusoé nasceu para ser uma ilha no jornalismo brasileiro, sem agenda ideológica. Um meio de comunicação totalmente digital. Apesar de informarem que não existe uma agenda ideológica, eu vejo nesta revista um posicionamento mais à direita, pois eles pregam:

1-    Defesa da democracia representativa;
2-    Defesa do capitalismo da meritocracia;
3-    Não aceitam publicidade de governos e ou estatais;
4-    Liberdade.

A defesa da democracia e do capitalismo por mérito já levam a revista para o quadrante da direita brasileira e, além disso, ao não aceitarem publicidade do governo, eles almejam alcançar uma liberdade para conseguirem trabalhar com o jornalismo investigativo com o qual tanto desejam libertar o Brasil da escravidão da corrupção e de outros males.

A equipe conta com Rodrigo Rangel, Filipe Coutinho, Caio Junqueira e Eduardo Barreto. É uma equipe interessante e que promete ótimos textos para esta revista virtual. Já nesta primeira edição, temos uma investigação de patrocínios ocultos para o instituto do ministro Gilmar Mendes, conhecido como IDP.


Se desejar assinar a esta revista, clique no link abaixo. Eu já assinei.

Assinatura: https://crusoe.com.br/assine/

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PL 6299/2002


O projeto de lei 6299[1] de 2002

Está em pauta a discussão do projeto de lei 6299 de 2002, que visa alterar a lei Nº 7.802[2], DE 11 DE JULHO DE 1989 que “dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências”.

Em 24/04/2018 houve o “parecer[3] do relator, Dep. Luiz Nishimori (PR-PR), pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa; pela adequação financeira e orçamentária; e, no mérito, pela aprovação deste e dos PL's nºs 2.495/2000, 3.125/2000, 5.852/2001, 5.884/2005, 6.189/2005, 1.567/2011, 1.779/2011, 4.166/2012, 3.200/2015, 3.649/2015, 6.042/2016 e 8.892/2017, apensados, com Substitutivo; e pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa; pela adequação financeira e orçamentária; e, no mérito, pela rejeição dos PL's nºs 713/1999, 1.388/1999, 7.564/2006, 3.063/2011, 4.412/2012, 49/2015, 371/2015, 461/2015, 958/2015, 1.687/2015, 2.129/2015, 4.933/2016, 5.218/2016, 5.131/2016, 7.710/2017, 8.026/2017 e 9.217/2017”.

O projeto e seus apensos dispõem de certas características que devo frisar em texto. O projeto original prevê acrescentar ao artigo 3, um novo parágrafo (7º) que informa que o registro prévio será pelo princípio ativo. Já o artigo 9º recebe um acréscimo em seu texto original, a saber "a destruição de embalagens".  Veja na imagem abaixo.




Resume-se parte dos apensos na página 71 do projeto de lei:

“O projeto de lei em análise propõe modificação no sistema de registro de agrotóxicos, seus componentes e afins. Sugere que seja necessário registrar apenas os seus princípios ativos, reconhecendo-se a similaridade de produtos equivalentes em termos físicos, químicos e toxicológicos. Propõe, ainda, que a legislação acerca da destruição de embalagens de agrotóxicos, seus componentes e afins torne-se de competência apenas da União.

A ele foram apensados, por tratarem de matéria similar, os Projetos de Lei nº 2.495, de 2000, nº 3.125, de 2000, nº 5.852, de 2001, nº 5.884, de 2005 e nº 6.189, de 2005.

O Projeto de Lei nº 2.495, de 2000, de autoria do Deputado Fernando Coruja, propõe a simplificação dos procedimentos de registro de agrotóxico no caso de produto similar a outro já registrado. Propõe também que a aquisição de produtos fitossanitários pelo Poder Público deve considerar o princípio ativo do produto, e não seu nome comercial.

O Projeto de Lei nº 3.125, de 2000, de autoria do Deputado Luís Carlos Heinze, tem objetivo e justificação similares, propondo, ainda que o registro de agrotóxico para uso na área agrícola, ambiental ou da saúde fique a cargo exclusivo dos respectivos Ministérios, sem a audiência obrigatória dos demais. Além disso, limita o poder dos Estados para solicitar testes em produto registrado.

O Projeto de Lei nº 5.852, de 2001, do Deputado Rubens Bueno, embora de redação mais simples, mantém o mesmo objeto dos outros dois apensos, definindo paralelo entre os agrotóxicos e os medicamentos ditos genéricos.

O Projeto de Lei nº 5.884, de 2005, do Deputado Lino Rossi, introduz no texto da lei diversas definições relativas ao tema. Trata ainda do registro de produtos equivalentes, bem como da criação de um registro especial temporário para eles.

O Projeto de Lei nº 6.189, de 2005, de autoria da Deputada Kátia Abreu, trata do registro simplificado de agrotóxicos equivalentes ou genéricos, tornando-o de competência exclusiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.

Como bem apontou a página da Associação Mato-Grossense de Municípios: “O substitutivo do deputado Luiz Nishimori (PR-PR) ao projeto que altera a legislação do uso dos pesticidas no Brasil (PL 6299/02 e apensados) impede que os estados, o Distrito Federal e os municípios restrinjam distribuição, comercialização e uso de produtos devidamente registrados ou autorizados. Pela proposta os demais entes podem legislar supletivamente sobre o uso, o comércio e o armazenamento sobre os pesticidas e fiscalizar o setor. O substitutivo também extinguiu a competência suplementar de municípios definirem sobre o armazenamento local dos pesticidas, prevista na Lei dos Agrotóxicos.”

E continua o texto: “A proposta em discussão cria o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa) para unificar a avaliação dos requerimentos de registros e de alterações de registros de produtos fitossanitário. O sistema também detalhará o andamento dos processos; e facilitará o manuseio de dados. Um cadastro informatizado de estabelecimentos produtores, manipuladores, importadores, exportadores e instituições dedicadas à pesquisa e experimentação também está sendo sugerido. O cadastro deverá conter, por exemplo, relação de estoque de pesticida, com nome comercial e quantidades produzida e comercializada”.


Resumindo em dois pontos

O projeto, então, possui dois pontos importantes: a criação de registro para produtos genéricos e alteração nas competências dos órgãos que regulamentam a indústria.


O primeiro ponto

O primeiro ponto faz analogia aos medicamentos genéricos. Com o uso do princípio ativo, espera-se reduzir o tempo de registro de um agrotóxico, e reduzir despesas com testes. Na página 20: “É injusto e incorreto exigir testes e ensaios toxicológicos e ambientais de produtos similares, como se fossem produtos novos. (...) O registro por similaridade, onde se compara o perfil químico do produto candidato a similar com o perfil do produto referência (anteriormente avaliado e registrado) incluindo neste perfil o conhecimento pleno das impurezas do produto, é a regra mais justa encontrada pelos toxicologistas, químicos, agrônomos e ambientalistas das principais nações do mundo.”

É algo como acontece com medicamentos humanos. Registra-se o produto pelo seu princípio como, por exemplo, prednisona a 20 mg. Deste fato, temos o genérico Predisona e o Meticorten. O projeto informa nas páginas 31 e 32 como serão definidos os genéricos. Já nas páginas 41 a 43, o PL estabelece definições importantes, que retiram da lei atual qualquer dúvida de interpretação, ipsis litteris:


“III - aditivo: substância ou produto adicionado a agrotóxicos, componentes e afins, para melhorar sua ação, função, durabilidade, estabilidade e detecção ou para facilitar o processo de produção;

IV - adjuvante: produto utilizado em mistura com produtos formulados para melhorar a sua aplicação;

V - ingrediente ativo ou princípio ativo: agente químico, físico ou biológico que confere eficácia aos agrotóxicos e afins;

VI - ingrediente inerte ou outro ingrediente: substância ou produto não ativo em relação à eficácia dos agrotóxicos e afins, usado apenas como veículo, diluente ou para conferir características próprias às formulações;

VII - matéria-prima: substância, produto ou organismo utilizado na obtenção de um ingrediente ativo, ou de um produto que o contenha, por processo químico, físico ou biológico;

VIII - novo produto: produto técnico, pré-mistura ou produto formulado contendo ingrediente ativo ainda não registrado no Brasil;

IX - pré-mistura: produto obtido a partir de produto técnico, por intermédio de processos químicos, físicos ou biológicos, destinado exclusivamente à preparação de produtos formulados;

X - produto formulado: agrotóxico ou afim obtido a partir de produto técnico ou de, pré-mistura, por intermédio de processo físico, ou diretamente de matérias-primas por meio de processos físicos, químicos ou biológicos;

XI - produto formulado equivalente: produto que, se comparado com outro produto formulado já registrado, possui a mesma indicação de uso, produtos técnicos equivalentes entre si e a mesma composição qualitativa, admitindo-se a ocorrência de variação quantitativa de componentes, desde que esta não leve o produto equivalente a expressar diferença no perfil toxicológico e ecotoxicológico frente ao do produto em referência;

XII - produto técnico: produto obtido diretamente de matérias primas por processo químico, físico ou biológico, destinado à obtenção de produtos formulados ou de pré-misturas e cuja composição contenha teor definido de ingrediente ativo e impurezas, podendo conter estabilizantes e produtos relacionados, tais como isômeros;

XIII - produto técnico equivalente: produto que tem o mesmo ingrediente ativo de outro produto técnico já registrado, cujo teor, bem como o conteúdo de impurezas presentes, não variem a ponto de alterar seu perfil toxicológico e ecotoxicológico.” (NR)

“Art. 3º .......................................................................................

O registro de produto equivalente será realizado com observância dos critérios de equivalência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO, sem prejuízo do atendimento a normas complementares estabelecidas pelos órgãos responsáveis pelos setores de agricultura, saúde e meio ambiente.

§ 8º Fica criado o registro especial temporário de produto equivalente, com as seguintes características:

Coordenação de Comissões Permanentes - DECOM - P_5369
CONFERE COM O ORIGINAL AUTENTICADO
PL-6299-A/02


I – permitirá, durante a sua vigência, a produção, a exportação, a importação, a comercialização e a utilização dos produtos assim registrados;

II – vigerá por cento e oitenta dias, podendo ser sucessivamente renovado até que se conclua a análise, pelos órgãos competentes, do processo de equivalência, observado o disposto no § 7º deste artigo;

III – será imediatamente cancelado, caso a análise do processo referido no inciso II deste parágrafo conclua pela não-equivalência do produto;

IV – será concedido pelo órgão registrante, mediante a apresentação, pelo requerente, de documentos que atestem que o produto em questão:

a) em se tratando de produto técnico equivalente: tem o mesmo ingrediente ativo de outro produto técnico já registrado, cujo teor, bem como o conteúdo de impurezas presentes, não variem a ponto de alterar seu perfil toxicológico e ecotoxicológico;

b) em se tratando de produto formulado equivalente: possui, em comparação a outro produto formulado já registrado, a mesma indicação de uso, produtos técnicos equivalentes entre si e a mesma composição qualitativa, admitindo-se a ocorrência de variação quantitativa de componentes, desde que esta não leve o produto equivalente a expressar diferença no perfil toxicológico e ecotoxicológico frente ao do produto em referência.” (NR)

O que assimilei deste primeiro ponto é que teremos duas formas de registro. Um registro para produto novo, que respeitará a lei vigente, e o registro de produto equivalente, no qual se deseja agilizar o processo de registro, tendo como base material semelhante já registrado no Brasil. Deste modo, respeitando-se as regras, acredito que não há novo risco para a saúde humana ou animal.

O segundo ponto

Este ponto é polêmico e não me agradou. A lei em vigor afirma: “Art. 3º Os agrotóxicos, seus componentes e afins, de acordo com definição do art. 2º desta Lei, só poderão ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados, se previamente registrados em órgão federal, de acordo com as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores da saúde, do meio ambiente e da agricultura.” Já o projeto de lei deseja alterar este artigo para ficar assim: “Art. 3º Os agrotóxicos, seus componentes e afins, de acordo com definição do art. 2º desta Lei, só poderão ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados, se previamente registrados em órgão federal, de acordo com as diretrizes e exigências do Ministério da Agricultura”.

A justificativa da supressão de outras entidades é dar agilidade ao processo de estudo e registro de produto, porém, concentrando a responsabilidade nas mãos de uma única entidade (Ministério da Agricultura) coloca-se em risco a segurança do processo de avaliação e, portanto, a segurança de uso do produto.

E, como bem observou a Associação Mato-Grossense, a proposta retira dos estados, do DF, e municípios, a capacidade de fiscalização e regulação quanto a inúmeros aspectos do uso e registro dos produtos. Isto pode sobrecarregar o ministério e ter um efeito contrário, isto é, de retardar registros por conta de falta de pessoal para tanta atividade.  


Conclusão

Pelo primeiro ponto, não vislumbro maiores riscos à população, além dos que já se apresentam de costume, visto que, para ter o registro de produto genérico, vai ser necessário atender a critérios estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, além de ter sua fórmula igual a produto já registrado no Brasil. Para produtos novos, os procedimentos permanecem sem alteração.

O segundo ponto que pude observar na minha leitura é a concentração de poderes nas mãos do Ministério da Agricultura. Disto não gostei, pois vai resultar em atrasos, péssima fiscalização e controle do registro, manutenção e guarda dos produtos.

Como o projeto ainda está em debate, alguns pontos podem sofrer alterações e precisamos ficar atentos para que não incorra em erro, em prejuízo, para a nossa saúde. Como está agora, este projeto de lei promove muitas discordâncias e duvido que ele vá avançar. Teremos, com certeza, mais alterações.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Lute com honra!


Punhos cerrados;
Mão de ferro em guerra;
Honra na luta!

Um haicai simples descrevendo como imagino o punho de um herói. Um herói precisa ser determinado, por isto uso o termo “mão de ferro”. Um herói precisa lutar dentro de um limite ético. Caso este limite seja ultrapassado, precisa justificar a ação, por isso usei o termo “honra na luta”. Com determinação e honra se ergue a bandeira de um herói verdadeiro.

E como o texto da segunda-feira me deu um pouquinho de trabalho e ficou extenso, eu decidi realizar um poema menor. (rs)




segunda-feira, 14 de maio de 2018

Hegemonia da Esquerda no Norte e Nordeste!



Diferenças sociais

No dia de hoje, 07/05/2018, no momento em que pensei em escrever um texto, eu li a mensagem abaixo. A imagem em questão nos informa a grande diferença social entre classes no Norte e Nordeste do Brasil. Resolvi divulgar esta questão interessante, interligando alguns outros dados.




Estas duas regiões são redutos eleitorais fortes da esquerda brasileira. Maria Lima escreveu, em reportagem de 2012, para o jornal O Globo[1], que: “Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2006 foi reeleito com 60,8% dos votos de seus conterrâneos nordestinos, e em 2010 ajudou a presidente Dilma Rousseff a fazer 70,5% dos votos na região, nestas eleições não teve forças para impedir que o Nordeste se transformasse no novo bunker do bloco PSDB/DEM”. (...) “O mesmo fenômeno se repetiu no Norte, onde Lula teve 65,5% dos votos em 2006, e Dilma obteve 57,4% em 2010.”

Se pegarmos o quadro de comparação de votos por região que a Dilma teve, nas eleições de 2010 e 2014, perceberemos que este fato é verdadeiro. Veja abaixo em quais estados ela ganhou nas duas eleições em que concorreu.





Em uma primeira análise, concluímos que de 2002 para cá, ou seja, já se foram 16 anos de controle do eleitorado pela esquerda brasileira, estas regiões se apresentam como as mais pobres do país. E existe uma relação forte entre a pobreza e o socialismo. Hans-Hermann Hope[2] escreve: “O sistema socialista tenta solucionar o problema da propriedade de uma maneira completamente diferente.  Assim como no capitalismo, as pessoas podem ser donas de bens de consumo.  Mas no socialismo, diferentemente do capitalismo, as propriedades que servem como meios de produção são coletivizadas, não possuindo proprietários.  Nenhuma pessoa pode ser dona das máquinas e dos outros recursos utilizados na produção de bens de consumo.  É a humanidade, por assim dizer, a dona desses recursos.” (...) “O socialismo resulta em escassez, ineficiências e desperdícios assombrosos.  Essa foi a grande constatação de Ludwig von Mises, que ainda em 1920 já havia descoberto que o cálculo econômico racional é impossível sob o socialismo.  Ele mostrou que, em um sistema coletivista, os bens de capital serão, na melhor das hipóteses, utilizados na produção de bens de segunda categoria; na pior, na produção de coisas que não satisfazem absolutamente nenhuma necessidade.” 

Desta forma percebemos que o eleitorado, enganado pela agenda que promete igualdade entre as pessoas, acaba por votar em partidos de esquerda que desejam ainda mais a luta de classes. É a maldade do discurso que promete algo que em sua prática não alcançará, dando ao eleitor uma ilusão.

Em uma segunda análise, estes dados mostram que o eleitorado está preso a estas agendas da esquerda por causa justamente da pobreza. É um ciclo vicioso mantido pelo socialismo. João Marques de Almeida para o Observador[3], escreveu: “Se viajarmos para sul onde as ideias liberais têm pouco impacto, encontramos países com uma forte tradição socialista. França, Espanha, Portugal, Itália e Grécia, países endividados, pobres, com o Estado a meter-se em tudo o que mexe. Se o liberalismo e a prosperidade andam juntos, o socialismo e a pobreza andam de mãos dadas. E esqueçam a retórica socialista. Os partidos socialistas não querem, nem nunca quiseram, acabar com a pobreza. Querem uma sociedade de cidadãos remediados e dependentes do Estado, e isso só se consegue com pobreza e pouco desenvolvimento económico. Daí vem a sua força e os seus votos. Nos países desenvolvidos, os partidos socialistas perdem força e, para ganhar eleições, precisam de adoptar algumas propostas mais liberais, como fazem os partidos sociais democratas do norte da Europa”. Então, não esperem que um candidato de um partido socialista venha a conseguir eliminar algo que dá força ao discurso do partido.


Longa Conclusão

Para se combater a esquerda e a pobreza, o recado da conta do Twitter, no início do texto, é muito claro: votem melhor! E como se vota melhor? Vota-se melhor em um candidato que interprete a economia com livre mercado e costumes morais. Temos que pensar como Reagan que, enquanto presidente dos EUA, mudou o mundo de forma rápida e forte. Os elementos do segredo do sucesso dele estão em negrito no texto “O Legado Reagan[4]”: “Reagan, que havia sido um ator mediano de filmes de faroeste, obteve tamanho sucesso na condução da economia que até emprestou o nome a uma nova doutrina: a reaganomics, também conhecida como supply-side economics. A teoria consistia em aplicar ao pé da letra a frase que marcou seu discurso de posse, em 1981. ‘O Estado não é a solução, é o problema’, disse Reagan. Foi pensando assim que ele reduziu os impostos das empresas, diminuiu as alíquotas cobradas dos ricos, cortou os gastos com programas sociais e, ao lado da britânica Margareth Thatcher, lançou uma onda conservadora que se espalhou pelo mundo. O resultado, nos Estados Unidos, foi uma taxa média de expansão de 3,2% do PIB e a queda drástica dos índices de desemprego. ‘Com o choque liberal, ele livrou seu país da esclerose numa época em que todos diziam que os Estados Unidos estavam prestes a perder a hegemonia para os japoneses ou os soviéticos’, disse à DINHEIRO o economista e banqueiro Paulo Guedes, formado na escola de Chicago”.

Parece ilógico, se pensarmos com a mente socialista, que as ações que ele tomou tenham resultados tão positivos. A grande questão é a redução do tamanho do Estado. É como afirma Amoedo: “Quanto menor o Estado, maior é o indivíduo”.

Podemos acrescentar e traçar dados com outro nome da política conservadora: Margaret Thatcher. Diogo Schroeder Horn[5] aponta as alterações econômicas e sociais implementadas pela “Dama de Ferro”:

Tornou as leis trabalhistas mais flexíveis;
Privatizou inúmeras estatais;
Estimulou ao máximo a competitividade entre as indústrias, mesmo sabendo que as menos eficientes quebrariam.
Protagonizou inúmeras reformas positivas para o setor privado poder trabalhar e expandir.
Mantinha a convicção de que o Reino Unido não deveria participar de uma unificação com os demais países da Europa.
Após 10 anos de governo, o país crescia 5% ao ano e a inflação era inferior a 5%.

Se ainda não está convencido que as ideias conservadoras, com liberalismo econômico, são a saída para acabar de vez com a pobreza, dou-lhes mais um dado. Ilisp[6]: “Segundo as informações da Organização das Nações Unidas (ONU), os 20 primeiros países que lideram o ranking são países com economia muito livre, todos possuem nota acima de 70 em grau de liberdade econômica do Instituto Heritage Foundation (Com exceção do Japão, que regrediu 3pts no último ano)”.



Outros dados são importantes para manter este argumento, então, vamos ver alguns dos países mais ricos do mundo e como eles estão estruturados politicamente?

A) Os Estados Unidos da América são um povo comandado pelo republicano Donald Trump[7] que, através de sua política de corte dos juros, reduziu o desemprego e aumentou a produtividade de seu país. O PIB, em 2017, ficou em 2,9%. O corte de juros foi tão proveitoso ao povo que muitas empresas estão dando aumentos e bônus para seus funcionários.

B) A Noruega é uma monarquia cuja primeira-ministra, Erna Solberg[8], é do partido conservador. Atualmente, segundo reportagem da Infomoney, a Noruega é o país mais rico do mundo.

C) A Finlândia está em terceiro lugar na lista dos países mas ricos do mundo. Seu atual presidente é Sauli Niniistö[9] que é do partido da Coligação Nacional (conservador).

Nova Zelândia[10] está nas mãos de uma social-democrata com visão liberal de mercado. Apesar de estar em segundo lugar no ranking dos países mais ricos do mundo, acredito que ele cairá algumas posições, por isso o coloco aqui em destaque para que acompanhemos esta situação.

Desta forma, vejo que o único jeito de acabar com a pobreza no Brasil é eleger candidatos de direita que sejam conservadores, com visão liberal para a economia. Desta forma, peço que votem direito e votem na Direita! E o PSDB NÃO é Direita! (rs)

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Leia mais:

Infomoney: Os 20 países mais ricos do mundo em 
<http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/turismo/noticia/7271145/paises-mais-ricos-desenvolvidos-mundo>

Infomoney: Não confunda Modelo Nórdico com Socialista em 
<http://www.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica/economia-com-renata-barreto/post/5311741/nao-confunda-modelo-nordico-com-socialista>






[1] O Globo: < https://oglobo.globo.com/brasil/reduto-de-lula-norte-nordeste-fortalece-oposicao-6581625>

[2] Mises: <https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=459>

[3] O Observador: <https://observador.pt/opiniao/os-paises-liberais-sao-ricos-os-socialistas-sao-pobres/>

[4] IstoÉ: <https://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20040615/legado-reagan/18716>

[5] Administradores: <http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/o-legado-de-margaret-thatcher/70182/>

[6] ILISP: “http://www.ilisp.org/noticias/paises-liberais-lideram-novo-ranking-de-idh-da-onu/>

[7] G1: <https://g1.globo.com/economia/noticia/pib-dos-eua-cresce-29-em-2017.ghtml>

[8] Forbes: <https://www.forbes.com/profile/erna-solberg/>

[9] EBC: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2018-01/sauli-niinisto-e-reeleito-presidente-da-finlandia-no-primeiro-turno>

[10] G 1: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/primeira-ministra-eleita-da-nova-zelandia-anuncia-governo-com-28-membros.ghtml>

Recado aos Raymundo!

Aos Raymundo de Porto Alegre; Eu não quero saber de suas mentiras e nem de seus venenos. Estou vivendo em paz com minha mãe. Deixem-nos ...