sexta-feira, 20 de julho de 2018

Darling in the Franxx e a mensagem pró-vida!


Darling in the Franxx contra o aborto!

Spoilers!




Em uma análise final, reforço meu pensamento de que esta série é uma das melhores séries de ficção já lançadas este ano. Confiram uma segunda opinião através do vídeo acima.

Algumas pessoas chiaram por causa de um fanservice (pilotagem) que, na verdade, fez parte do enredo. A pilotagem conjunta ocorre porque o robô necessita da junção física dos dois pilotos, mas a junção sexual lhe tira a sincronia. Achei incrível que o roteirista não fez isto para gerar polêmica, mas porque o enredo precisava chegar em um ponto: uma crítica social.

Em um determinado momento, Kokoro engravida. Neste momento, nos é revelado que um dos motivos que forçava um piloto a não ter relações sexuais era justamente porque isto tirava-lhe a capacidade de pilotar um Franxx. Em um momento de crise, com uma guerra em curso, Kokoro teria que escolher entre gerar um vida ou continuar com sua carreira. Eu confesso que fiquei com o coração na mão. Justamente no final da série, veio esta bomba: Kokoro escolheria abortar a criança?  Seria uma reforço da agenda liberal pró-aborto?

Toda vez que a Kokoro olhava para o seu robô, e refletia sobre a vida sendo gerada dentro de si, eu tinha um sobressalto achando que ela escolheria pilotar e eu teria que escrever um texto contando como o roteiro de Darling traiu minhas expectativas.

Ainda bem, o roteiro optou pelo caminho natural e conservador, isto é, da proteção da vida e Kokoro decidiu ter a criança. Como todos sabem, pois já me expressei aqui sobre o tema, a questão do aborto não é apenas a questão da liberdade da mãe, mas da proteção da vida de uma criança. E uma criança é a garantia da continuação da espécie, além de tudo que já foi frisado no meu texto “Carta Contra o Aborto[1]”. O roteiro deixa isto bem claro: Kokoro deveria escolher entre a carreira e o futuro da humanidade (o bebê) e ela escolheu abraçar o futuro da humanidade.  Esta mensagem de Darling in The Franxx[2] foi um alívio em tempos de lacração e do apoio que a agenda pró-liberal possui e me confirmou esta como a melhor ficção lançada este ano, até o momento.

Se alguém estiver ofendendo esta série, pode ter certeza de que é porque a série teve coragem para contrariar a agenda liberal.  E o roteirista ganhou meu respeito! Assista via Crunchyroll! 





[1] Outros Papos: <http://www.outrospapos.com/2018/07/carta-contra-o-aborto.html>
[2] Outros Papos: Darling in The Franxx: <http://www.outrospapos.com/2018/04/darling-in-franxx.html>

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Mulher Irreal


No meu desejo
Não vivo plenamente
Mas o aceito!

Aceito meu eu
Que te deseja muito
Dama irreal

Virtual real
Sentimento sólido
Alma sólida

Este sou eu, sim
Amo a sua ilusão
Mulher em alma!


Que diferente. Juntei a estrutura do haicai (5-7-5) para a criação de versos em modo livre. Não tão livre assim, mas livre de qualquer modo. Nos tempos atuais, o virtual e o real se misturam e suas definições parecem enfraquecer. Melhor AMV para representar este poema é o pessoal de Sword Art Online! Como sabem, Asuna e Kirito adotaram como filha um programa de inteligência virtual. Virtualidade, irrealidade e realidade se misturam bastante nesta obra.



segunda-feira, 16 de julho de 2018

Prevaricação de Favreto!


Prevaricação de Favreto

Para quem não tomou conhecimento de uma lambança petista, no dia 08/07/2018, que deveria ser um domingo de paz, missa, churrasco e futebol, tornou-se em uma guerra jurídica, pois um desembargador plantonista resolveu passar por cima de todo o ordenamento jurídico, de toda a moral, para dar ao réu Lula, um habeas corpus insano.

As ações do desembargador Favreto não podem ser tomadas como um descuido, ou que o desembargador foi levado ao erro, pois ele iniciou uma guerra na qual decidiu pela libertação do réu por três vezes e, por três vezes, teve sua decisão cassada.

Segundo a presidente do STJ, que precisou se manifestar sobre este habeas corpus[1], o ato foi teratológico (absurdo, mal concebido). Alguns pontos relevantes da decisão da presidente do STJ:

 “O acórdão unânime da 8.ª Turma do TRF da 4.ª Região, que determinou a execução provisória da condenação imposta ao Paciente, foi objeto de impugnação perante este Superior Tribunal de Justiça, por meio de habeas corpus. Sobreveio acórdão unânime da 5.ª Turma do STJ, que denegou a ordem de habeas corpus, ratificando o entendimento quanto à possibilidade de se executar provisoriamente a pena imposta em condenação criminal depois de esgotadas as instâncias ordinárias. A questão foi, em seguida, submetida à apreciação do Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, por maioria de votos, decidiu manter o entendimento consagrado pelo mesmo Colegiado em pronunciamento anterior recente. (...) Outrossim, está totalmente fora da competência do Desembargador Federal Plantonista emitir juízo de plausibilidade sobre as teses suscitadas pela Defesa do ora Paciente no Recurso Especial, que será, em tempo oportuno, examinado e decidido pelo Superior Tribunal de Justiça. Causa perplexidade e intolerável insegurança jurídica decisão tomada de inopino, por autoridade manifestamente incompetente, em situação precária de Plantão judiciário, forçando a reabertura de discussão encerrada em instâncias superiores, por meio de insustentável premissa (...) Diante do tumulto processual, sem precedentes na história do direito brasileiro, o Ministério Público Federal, na condição de custos legis, suscitou conflito positivo de competência – de forma incidental, dentro dos próprios autos do habeas corpus em tela –, efetivamente estabelecido entre os dois desembargadores federais: o Plantonista e o Relator da ação penal originária. (...) No mais, reafirmo a absoluta incompetência do Juízo Plantonista para deliberar sobre questão já decidida por este Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, afastando a alegada nulidade arguida. Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de liminar.”

Resolução 71/2009 do CNJ determina os limites de atuação de um juiz plantonista, a saber: “§ 1º. O Plantão Judiciário não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem ou em plantão anterior, nem à sua reconsideração ou reexame ou à apreciação de solicitação de prorrogação de autorização judicial para escuta telefônica”.

O habeas corpus não trouxe fato novo, apresentou matéria já discutida no plenário de 3 casas (TRF, STJ e STF) e apresentou-se viciada, pois Favreto tem ligações com o PT. Desta forma, tornou-se manifestamente ilegal, como tudo o que o PT faz.





A Manifestação do MPF após esta guerra provocada pelo Favreto

E o Ministério Público Federal se manifestou, pedindo a abertura de inquérito judicial contra Favreto pelo crime de prevaricação. Segundo a PGR[2]: “ao agir fora de sua jurisdição e sem competência para conceder e reafirmar decisões liminares para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse solto, o desembargador federal - que estava de plantão no último domingo (8) – cometeu infração disciplinar em um “episódio atípico e inesperado que produziu efeitos nocivos sobre a credibilidade da Justiça e sobre a higidez do princípio da impessoalidade, que a sustenta”. Citou ainda evidências de que o magistrado agiu movido por sentimentos e interesses pessoais, tendo praticado uma sucessão de atos dolosos contrários a regras processuais que ele bem conhecia, com o propósito de “colocar a todo custo o paciente em liberdade, impulsionando sua candidatura a presidente da República.” Por essa conduta, Dodge afirma que Favreto pode ter cometido crime de prevaricação, previsto no artigo 319 do Código Penal.”

Prevaricar, artigo 319: “rt. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

Ainda segundo o site do MPF: “Para Raquel Dodge, Rogério Favreto fez parte de uma ação coordenada para libertar Lula. “Tal conduta apresenta elementos de ato ilícito praticado dolosamente com o objetivo de satisfação de sentimentos e objetivos pessoais, tipificado pela lei penal. Lembra ainda que a conduta afronta a ética e a imparcialidade e incluem os atos formais e as insistentes tentativas de subversão da ordem pública, além de violar frontalmente e a um só tempo, normas regimentais do Conselho Nacional de Justiça sobre plantão judiciário; normas regimentais do TRF4 sobre plantão judiciário; autoridade e competência da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região; autoridade e competência do Superior Tribunal de Justiça; e autoridade e competência do Supremo Tribunal Federal e regras sobre competência absoluta previstas no Código de Processo Civil".

Conclusão

A conclusão a que se chega é que a turminha vermelha tentou um golpe, mas foi impedida pelos olhos atentos do juiz Sérgio Moro que se manifestou contrário a esta ordem ilegal, embasado em decisão do STF que informa:
Se não fosse por um juiz muito capaz, Lula estaria ilegalmente solto por conta de uma máquina pública infestada de militantes. Devemos estar atentos e devemos, novamente, manifestar nossa gratidão a este grande juiz: Sérgio Moro!

Eu desejo que se crie o Dia do Moro!



[1] STJ Habeas Corpus:
<http://www.stj.jus.br/static_files/STJ/Midias/arquivos/Noticias/HABEAS%20CORPUS%20N%C2%BA%20457.922docx.pdf>
[2] PGR: <http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/raquel-dodge-pede-que-stj-e-cnj-investiguem-conduta-de-desembargador-que-concedeu-liberdade-a-ex-presidente-lula>

Plaquetas!

Em um exame de sangue, vi que sumiram 13 mil plaquetas. Resolvi procurar por elas! :)