segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Estado é necessário!

Estado
Os libertários mais radicais defendem a extinção do Estado como estrutura organizacional. Diferente dos liberais moderados e conservadores, que defendem um Estado mínimo, os libertários entendem o Estado quase como um ser opressor das vontades e liberdades individuais. O núcleo de seu pensamento é a liberdade.

Infelizmente, não vejo como possível a extinção do Estado, pois ele é apenas uma consequência da união de diversas pessoas em volta de símbolos comuns, como língua, costumes, moral e território. Themistocles Cavalcante: “Mannhein considera a estrutura como a mais perfeita expressão de uma realidade social, econômica, política, mas nenhuma parte da sociedade, qualquer que seja ela, pode ter uma estrutura própria, particular, sem levar em conta a estrutura total” (Teoria do Estado; 1958), ou seja, a estrutura nacional é reflexo da estrutura das pequenas partes, mas não somente isso, pois é necessário também analisar a estrutura econômica, política, além da social.

No momento em que duas ou mais famílias decidiram se unir em tribos, e as tribos começaram a se comunicar com outras tribos, formando cidades, e estas cidades começar a se expandir e se relacionar com outras cidades, criaram-se diversas estruturas nacionais- nações. Eles precisavam da unidade para se desenvolverem e sobreviverem contras outras nações. Não havia outro jeito, ou se uniam, ou eram englobadas por estruturas maiores.

Para Sahid Maluf, no livro Teoria Geral do Estado, de 2009: “O Estado é uma organização destinada a manter, pela aplicação do Direito, as condições universais de ordem social. E o Direito é o conjunto das condições existenciais da sociedade, que ao Estado cumpre assegurar.” Podemos citar alguns direitos assegurados pelo Estado como direito à vida, à liberdade, à propriedade privada, à saúde e ao livre culto religioso.

Imaginemos que o Estado brasileiro acabasse. O que aconteceria seria uma reorganização social baseada, senão pelo mais forte, pelo mais numeroso grupo. Aqueles conexos com a mesma meta, ideologia ou doutrina se organizariam de modo a construir bases para sua sobrevivência. Haveria, de certo, ligações comerciais entre os grupos mais fortes. Os grupos mais fortes se uniriam e envolveriam os grupos menores, pelo simples fato de que os grupos menores pudessem possuir algo de interesse dos grupos maiores. Em algum tempo, teríamos novamente uma estrutura nacional, com nova base ideológica, política e cultural. Como eu sei disso? Pois é história da formação das cidades e nações. A liberdade individual plena nunca foi admitida na organização de grupos, quaisquer que sejam, portanto, a estrutura do Estado, que limitaria as liberdades individuais, se formaria novamente.

Continuando com o jogo de imaginação, suponhamos que nossa sociedade se dividisse em grupos que negassem o Estado, em prol da liberdade plena, logo, não existiriam as Forças Armadas para a defesa do território. A Venezuela, como um país que sofre atualmente uma ditadura socialista, com fome e miséria a nível de crise humanitária, olharia para o nosso imenso território, agora desprotegido, e, possivelmente, invadiria para garantir recursos mínimos para a sobrevivência do Estado da Venezuela. Foi assim no passado e seria assim agora.

Mises, ouso brincar, foi um liberal conservador, pois ele aceitava a estrutura do Estado até um certo ponto que a visão liberal permitia. Ele escreveu (Liberalismo: 2010) que “a tarefa do Estado consiste, única e exclusivamente, em garantir a proteção da vida, a saúde, a liberdade e a propriedade privada contra ataques violentos”, segundo ele “o liberalismo nem mesmo deseja ou pode negar que o poder coercitivo do Estado e a punição legal de criminosos são instituições que a sociedade não poderia, em quaisquer circunstâncias, delas prescindir”.

Como se defende a vida e a saúde? Com poder de polícia, com poder coercitivo, com uma estrutura de saúde decente, logo, com hospitais, com as Forças Armadas e com as polícias. E isso gera atrito com a questão da liberdade plena, pois, de fato, não existe liberdade plena, uma vez que se admite o poder de coerção. Até em um Estado liberal, se você matar uma pessoa, você será preso. Sua liberdade termina quando começa a liberdade de outro indivíduo. Veja o vídeo abaixo sobre o problema da liberdade. Como Sahid Maluf escreve, no livro já citado, o Estado Liberal, como defendido por libertários e liberais mais radicais, só seria possível em uma comunidade de deuses.





Finalizo com Hobbes[1] que afirmava que o Estado seria um mal necessário para que, com suas ferramentas, pudesse manter a ordem e a estabilidade entre os indivíduos. Ele acreditava que o “homem é o lobo do homem” e, portanto, a livre escolha do indivíduo deveria ser entregue ao Estado para garantir o bem comum.


Sobre a minha posição de conservador liberal, devo fazer um ajuste necessário. Anteriormente, eu me descrevia como um liberal para assuntos do Estado. Refleti que, com isso, eu estava autorizando o Estado a defender liberdades contrárias às que eu acredito como conservador. O ajuste ideal é que sou conservador, com visão liberal para a economia. Como escrevi, o liberalismo de Mises é essencialmente materialista, não tocando em esferas espirituais, por isso, posso ser liberal para a economia e manter minha alma conservadora. Mesmo assim, lerei mais economistas conservadores.




[1] Rainer Souza, Mundo Educação, lido em 09/12/2017 no link:
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/thomas-hobbes.htm

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Drops: Fábio Lima & Blend S

Drops: Fabio Lima & Blend S

Fábio Lima

Eu o conheci através do canal do Nando Moura. Imediatamente, eu me inscrevi. Um talento dedicado, com diversos prêmios e musicalidade incrível. Quem sou eu, um inculto nas artes da música, para descrever o talento dele? Acessem o site pessoal e vejam o que Fábio Lima[1] faz. No vídeo abaixo, ele toca 5 canções da série Naruto, no violão.  Assistam e se inscrevam.



Blend-S

Uma comédia que acompanha personagens trabalhando em um café. E não é um café comum. Nem poderia ser (rs). É um café temático, no qual as atendentes devem representar papéis para os clientes. Até agora, tenho gostado de quase 90% das piadas. Uma animação adulta, com boas piadas. E o que me chama a atenção é um trecho da abertura, no qual vemos os personagens entrando em seus papéis e se “transformando”: sádica, tsundere, sister, surprise...Achei incrível. Destaque para a personagem principal, pois é um anjo de pessoa, com coração gentil mas, quando força um sorriso, fica com a cara de uma sádica assassina e, por causa disto, acaba contratada para trabalhar neste café. É muito engraçado. Assistam no Crunchyroll.





[1] http://www.fabiolimamusic.com/?p=quemsou

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Rory Mercury

Rory Mercury

A semideusa da guerra e violência;
Choca com sua aparência;
Apesar do visual;
É uma guerreira letal.

Outros deuses a querem para si;
Como o deus do submundo que quis prender este colibri;
Mas ela é livre e quer assim continuar;
Ninguém a irá subjugar.

Apesar do medo que envolve sua imagem;
Ela é delicada;
Forte e dedicada;
E, por isso, digna de homenagem.

Rory é personagem da série Gate. Série que pode ser vista no Hidive ou Crunchyroll.  Uma semideusa com mais de 900 anos. Para ascender e se tornar plena, ela precisa chegar aos 1000 anos. Deste modo, deixará de ser apóstola de Emroy e se tornará, ela mesma, uma deusa completa. Cuidado com os minotauros, Rory! (rs)

 O vídeo abaixo não é para menores de idade! Conteúdo violento!




Aqui um discurso impressionante, pois ela defende a ação dos militares de Defesa do Japão. Em tempos de duros discursos contra a ação militar, principalmente discursos da esquerda, quando aparece um personagem que defende a ação militar, eu acho incrível. É engraçado também, pois ela trata aquela que a interroga como criança/jovem, pela idade, e a outra não entende até que revelam quem Rory é. 


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Boletim concluso de 2017!



Hoje farei um breve relato sobre os meus livros durante o ano de 2017. Pela plataforma da Amazon, como mostra a imagem abaixo, os livros alcançaram boa média e uma representatividade forte na plataforma de vendas. Com exceção do Faces de Deus, que ainda não registrou vendas, todos os outros 4 livros estão bem no ranking de vendas. Aumente a imagem para ver os números. Basta clicar na imagem e ela abrirá.



Recebi minha medalha e exemplares da minha colaboração no Prêmio Cultura Nacional. O prêmio foi entregue na Câmara Municipal de São Paulo[1], com homenagem na página da Câmara. Como não pude ir, tive a honra de receber a minha contribuição, em mãos, pelo ilustre presidente da Real Academia de Letras, o poeta e escritor Mário Scherer e sua digna esposa e escritora Hertha Costa Scherer.  O clipe abaixo foi um slide show criado pela minha mãe durante a entrega da premiação na qual ela também foi agraciada com medalha e livros.



Ainda estou participando de uma última antologia que será enviada a Portugal e, com a qual, receberei selos especiais, além de livros referentes às nossas contribuições. Neste ponto específico, acredito que meu trabalho, neste ano de 2017, foi e está sendo proveitoso.  



[1] http://www.camara.sp.gov.br/blog/escritores-e-poetas-recebem-homenagem-na-camara/

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Drops: March Comes In Like a Lion & Konohana Kitan!


 March Comes In Like a Lion- Crunchyroll



É um animê que conta a história de um garoto que joga shogi profissionalmente. Apesar de ter sido “engolido” por este mundo, não sendo uma escolha livre, ele tinha muitos momentos de alegria ao interagir com três irmãs que o acolheram. Era assim antes. O arco no qual a série se encontra mostra que uma das irmãs está enfrentado um problema real e grave: bullying. Para profissionais da área de educação, eu aconselho acompanharem esta série e suas implicações. Pode ser um bom material para trabalharem este problema em classe. Aconselho, também, que esperem até o final do arco, para um julgamento melhor de como usar este material para tratar o tema. Veja vídeo abaixo:





Konohana Kitan- Crunchyroll




Imaginem uma hospedaria na qual trabalham raposas. Esta hospedaria fica no limiar do mundo material e do mundo espiritual. Não é o Paraíso e nem o Inferno. Um lugar que deve estar próximo do que o espiritismo chama de Umbral. As histórias aqui contadas são divinas (desculpem o trocadilho), com direito a mensagens sobre perdão, amizade, encontros & reencontros, maldição & benção e muito mais. É a única comédia desta temporada que está me fazendo refletir sobre questões de fé e bondade. Aliás, a bondade de coração aqui é tão intensa que cria milagres. Querem se divertir? Querem entender como uma parte dos japoneses pensa sobre o mundo espiritual? Então, vejam esta série! 


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Veena!

Veena



Guerreira com coração materno;
Mãe-guerreira que sua família protege;
Seu escudo é caloroso e terno;
Sua mão a tudo rege.

Com seus olhos a tudo vê;
Seu amor a todos provê;
Mas se precisar lutar;
Sua espada irá o mal alcançar.

Deusa da Guerra é de fato;
Sua força é respeitada até pelo Yato;
Vencerá o mal, com sua armadura e poder;
Pois sua justiça é fiel e sua palavra é poder!



Veena é a Deusa da Guerra na série animada Noragami. Você pode assistir pelo Amazon Prime no Brasil, em legendas em inglês! O primeiro AMV não passa essa impressão, mas destaca outros pontos da personalidade dela. É um bom complemento. Já o segundo AMV a mostra mais como a Deusa da Guerra.  



Se ela fosse uma deusa real, teria muitos seguidores! :)


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Estado, Educação e Moralidade!

Janaína Paschoal, em sua conta no Twitter, demonstra preocupação com as propostas de candidatos à Presidência da República. Ao ler as 11 mensagens intercaladas, nota-se que a preocupação é muito pertinente. Em síntese, ela se preocupa com o lado moral da nossa sociedade. Ela afirma que reformas e economia são importantes, mas de nada adiantariam sem segurança, incluindo a jurídica. Corretíssimo, principalmente ao apontar que os principais corruptores eram empresas privadas.

Isso pode reforçar um pedido por mais Estado, embora seja exatamente o contrário. Vamos bem devagar aqui. Fazendo uma comparação com uma complicação de uma fratura que tive, podemos definir o seguinte. Meu pé inchou de tal modo que cortou a circulação de sangue para a área, e o risco de amputação era alto, se não conseguisse reduzir o inchaço e voltar a circular sangue para ele. O inchaço impediu até mesmo a consolidação da fratura. O Brasil, hoje, está como meu pé estava (rs). Se não reduzirmos o inchaço dele, ele sofrerá uma gangrena. O inchaço impede que a fratura (questão moral) se consolide. Antes de tratarmos a fratura, precisamos reduzir o inchaço.

O princípio moral

O princípio da construção moral[1] se dá no seio familiar e no convívio em sociedade. Como é um conjunto de regras relativo aos costumes, é da família a importante missão de ensinar tais regras. A economia afeta diretamente a base familiar. O Estado precisa equilibrar suas finanças e reforçar a economia para dar ao povo segurança. Segundo a pirâmide de Maslow[2] , existe uma hierarquia das necessidades de um ser humano, na qual as necessidades primárias devem ser atendidas para que ele tenha a necessidade de satisfazer outras necessidades. Veja na figura abaixo.


Fonte: https://endeavor.org.br/piramide-de-maslow/


Antes da realização pessoal, na qual se insere a moralidade, estão as necessidades fisiológicas, de segurança, amor e estima. A família só vai conseguir se inserir adequadamente, em uma conduta moral, quando o Estado ajudar a suprir suas outras necessidades. E como o Estado conseguirá ajudar a suprir tais necessidades? Quando parar de alterar a economia com suas ações de intervenção, ou seja, para que o indivíduo alcance a necessidade moral, ele precisa, antes de mais nada, comer. Para comer bem, o indivíduo precisa de preços justos em uma economia livre. Somente na economia livre, os preços serão justos. O professor Anderson explica, em uma aula sobre Mises, porque um Estado inchado prejudica a economia e, portanto, a vida do cidadão.




Reduzir o tamanho do Estado é o primeiro passo para a igualdade e o desenvolvimento do país, então, alguns presidenciáveis estão corretos ao tratarem inicialmente desta questão. Segundo a Fundação Heritage[3], o Brasil está na posição de número 140 em liberdade econômica, de um total de 180 países analisados, ou seja, somos mais fechados que a China, por exemplo.

E é justamente um mercado fechado que cria deformidades econômicas que possibilitam o surgimento de empresas como Odebrecht e outras usadas como forma de perpetuar políticos no poder. Assim sendo, estamos chegando ao ponto descrito pela professora Janaína.  No texto “Os Reais Beneficiados por um Capitalismo Regulado” de Hans F. Sennholz, traduzido por Leandro Roque para o site Mises[4], “Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, seja por meio da burocracia que desestimula todo o processo de formalização de empresas, seja por meio da imposição de altas tarifas de importação que encarecem artificialmente a aquisição de produtos importados (pense nas fabricantes de automóveis).” Esta economia cria “mamutes”, ou seja, empresas gigantescas, sem concorrência real, que servem apenas para desvios. Tais “mamutes” utilizam-se do governo, e são utilizados por ele, para perpetuar uma ideologia. Enquanto o Estado for grande, os corruptos terão forças para corromper. Em uma economia de livre mercado verdadeiro, estes “mamutes” não durariam.

Desta forma, acertam os presidenciáveis que desejam reduzir o Estado, pois eles aumentam a liberdade do indivíduo, proporcionam melhor condição de vida ao cidadão, fazendo com que ele tenha mais qualidade de vida, impedem a corrupção do Estado e ajudam na estruturação familiar. Chegando nesse ponto, já poderemos construir a moralidade, de acordo com a estrutura de Maslow.


Moralidade

A moralidade passa pela educação principalmente, e não apenas pela segurança jurídica. A família bem estruturada é a sede da moralidade, pois é o baluarte da educação. Resguardando a família, não permitindo que seja atacada por ideologias, que não foram comprovadas, já começa uma boa formação moral. A partir da criação e estruturação da família, o próximo passo para uma boa moral é uma boa educação escolar. Neste ponto, anseio que  próximo presidente venha a desconsiderar Paulo Freire e adote outro sistema de ensino. Um sistema como o mostrado pelo blog Reflexo Cultural, no texto “Professor Pier e o aumento da Inteligência” de Alexandre Nagado[5]. É importante que se leia este texto. Cliquem lá.

Resguardando a família e modelando corretamente o ensino escolar, já avançaremos na construção de uma moral eficiente e digna para os brasileiros, mas sei que a professora Janaína também preocupa-se com a segurança jurídica. O STF tem realizado decisões que estão deixando o nosso ambiente jurídico instável. Com isso, acredito que o próximo presidente precise alterar a forma como são feitas as indicações para a corte suprema. Eu acredito que o melhor seria um concurso de provas e títulos, pois, deste modo, o Estado não influenciaria nas decisões do tribunal.


Conclusão

Desta forma, precisamos reduzir o inchaço do Estado, resguardar a família, reformar a educação escolar e alterar a forma como são indicados os ministros ao STF. Sobre a questão da unificação do país, infelizmente, para isso, não há resposta. Acredito que estaremos divididos em esquerda/direita por, no mínimo, um século, ou mais, não havendo solução para tal ruptura.




[1] Significados, acessado em 23/11/2017 https://www.significados.com.br/moral/
[2] Significados, acessado em 23/11/2017 https://www.significados.com.br/piramide-de-maslow/
[3] Heritage Fundation, acessado em 23/11/2017 http://www.heritage.org/index/country/brazil
[4] MIses lido em 23/11/2017 http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1876
[5] Reflexo Cultural relido novamente em 23/11/017
https://reflexocultural.blogspot.com.br/2017/11/prof-pier-e-o-aumento-da-inteligencia.html

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Drops: Aho Girl & Animes dublados no CR!

Drops: Aho Girl & Rokka Dublado

Aho Girl

Esta série não é desta temporada e eu não fui muito fã de algumas piadas do animê, mas achei interessante um debate sobre uma coisa relacionada a ela. “Aho” é idiota em japonês, então, o animê se baseia em uma garota idiota. Ao terminar a série, eu me perguntei se ela era realmente idiota. Ela possui uma inteligência emocional muito forte, pois ela manipula os outros e faz com que todos, ou quase todos, sigam seus conselhos ou ideias; por exemplo, ela consegue até manipular uma professora. Isso me colocou em dúvida de quem seria o verdadeiro "aho". Olhem o exemplo abaixo. 




Animes dublados no Crunchyroll!


O Crunchyroll começou a dublar as séries em português. Veja um trailer antes do texto. 



Tem muitas maneiras de se julgar uma dublagem. Eu escolhi julgar baseado na interpretação e na harmonia. Interpretação é o fator que emite uma sensação através do tom da voz, transmitindo ao ouvinte as emoções do personagem dublado. Harmonia possui três fatores importantes: 1- A voz coincide com o personagem; 2- A voz é agradável; 3- O conjunto ocasiona equilíbrio.

Eu assisti um capítulo de Yamada (primeiro capítulo) e um capítulo de Rokka (último capítulo), sendo que posso afirmar que nestes dois quesitos, harmonia e interpretação, o trabalho passou com média. A interpretação está bacana e a harmonia está regular. Ainda destoa, pois o trabalho conjunto precisava engrenar melhor, isto é, o diretor-geral da dublagem deveria ter equilibrado um pouco melhor, por exemplo, os tons. No entanto, não percebi, nestes quesitos, nada grave. Tudo bem elaborado.

Como foi um trabalho inicial, existe um processo de “ajuste fino” pelo qual os problemas serão resolvidos. Dever-se-á colher dados sobre o que se errou e acertou e ajustar para futuras dublagens. Entretanto, espero que a dublagem continue, pois eles estão no caminho certo.  Abaixo mais detalhes segundo o IntoxiAnime:



Dados técnicos:
Estúdio Dubbing Company (Campinas)

Rokka



Adlet Mayer: Roberto Rodrigues
Nashetania Loei Piena Augustra: Gabriela Pellegrino
Fremy Speeddraw: Jessica Cardia
Hans Humpty: Gustavo Martinez
Goldov Auora: Renan Alonso
Chamot Rosso: Amanda Tavares
Maura Chester: Amanda Moreira


Yamada-kun to 7-nin no Majo



Ryu Yamada: Renan Alonso
Urara Shiraishi: Raissa Bueno
Toranosuke Miyamura: Renan Villela
Nene Odagiri: Jessica Cardia
Ushio Igarashi: Gustavo Martinez
Leona Miyamura: Amanda Moreira
Noa Takigawa: Beta Cinalli
Mikoto Asuka: Viviane Munuera


E aqui, para os jovens, deixo um exemplo da pior dublagem já realizada. E não é só minha opinião, é um consenso geral. Somente este gemido inicial já colocará vocês em agonia!




quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Apoia.se Lilo, Spider e Sushi Pop!

Drops: Apoia.se

Nesta plataforma podemos ajudar artistas, pesquisadores e todos que necessitarem de financiamento e tiverem uma boa ideia nas mãos. Manifesto do Apoia.se: “Acreditamos que qualquer um é um criador em potencial e queremos que aqueles que se sentem chamados a criar possam se entregar a essa atividade de forma constante e tranquila, contando com o respaldo financeiro de pessoas dispostas a valorizar essa produção”.

Desta forma, venho apresentar três grandes profissionais. 

Sushi Pop- Cultura Pop Japonesa (contribua)

Descrição: “Olá. Meu nome é Alexandre Nagado. Em 1993 comecei a escrever sobre cultura pop japonesa e não parei mais. Escrevi na revista SET, depois participei ativamente da revista HERÓI, marco editorial dos anos 1990. Participei do portal Omelete em seus primeiros anos e colaborei com diversos veículos. Também já rodei o país proferindo palestras, algumas a convite do Consulado Geral do Japão, órgão oficial do Governo Japonês. (...) Atualmente, o Sushi POP é um veículo de referência em vários assuntos ligados à cultura pop japonesa, apostando na diversidade de assuntos e na necessidade de tornar acessível a informação ao maior número possível de leitores. E para ter esse trabalho valorizado e poder me dedicar mais a ele, estou buscando apoio de financiadores para a continuidade e manutenção do blog.”

Lilovlog (contribua)

Lilo faz vlog para o Youtube. Ele é um conservador, com posicionamento político à Direita. Uma pessoa calma, ponderada e serena, e com uma argumentação bem construída. Com tantos canais de esquerda no Youtube, a voz dele se faz necessária para que se alcance um equilíbrio de ideologias naquela plataforma. Apoiá-lo é dar reforço à voz da direita brasileira e isso é benéfico.  



Spider Consense (contribua)

Descrição: “A importância do apoia.se é de grande ajuda para a dedicação aos vídeos, aos canais das redes sociais. O trabalho de contracultura deve ser feito principalmente no momento em que o país vive e viverá. O humor ainda é uma das armas que temos para fazer críticas, sátiras e imitações de personalidades e fatos que influenciam a sociedade.”






Sim, admiro o trabalho dos três e venho divulgar estas campanhas para que estes grandes professores continuem nos educando, divertindo e informando. Sei que este blog é muito pequeno, mas espero que, ao menos, eu tenha contribuído para divulgar estas vozes.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Guarulhos!

Na madrugada do dia 13 de novembro, eu recebi um SMS da empresa aérea informando lamentar o cancelamento de meu voo. Eu iria de Porto Alegre a São Paulo via Congonhas. Fui um dos prejudicados pela “brincadeira” do drone, que atrapalhou o cotidiano do aeroporto. Por causa desta "brincadeira", resolvi alterar meu trajeto para Guarulhos e resolvi, também, pesquisar sobre o aeroporto e o nível de satisfação dos usuários.

Guarulhos, Viracopos, Natal e Brasília foram alguns dos aeroportos privatizados a partir de 2012. Segundo o que li[1], houve um aumento no valor do que foi investido para melhorar a estrutura do aeroporto. Guarulhos passou de 79 vagas destinadas a aviões, para 123. Também aumentou o número de pontes para embarque, de 25 para 45. A empresa que gerencia o aeroporto já investiu R$4 bilhões, aumentando sua capacidade para receber mais de 50 milhões de passageiros. Aponta-se que o investimento privado possui maior capacidade de giro e, por isso, é mais rápido que o investimento das concessões ainda em posse do Estado.





No ranking de satisfação dos clientes, os aeroportos privatizados apresentam-se no TOP 15, sendo que Guarulhos está na décima posição. Clientes estão satisfeitos, em Guarulhos, com os seguintes itens[2]: facilidade de desembarque no meio-fio, tempo de fila na inspeção, sinalização, disponibilidade das informações nos painéis, tomadas, wi-fi, sanitários, assentos na sala de embarque, sensação de segurança nas áreas públicas, limpeza, conforto térmico, conforto acústico.




Resultado Financeiro

As empresas que controlam Guarulhos, principalmente a Invepar, têm registrado prejuízo, referente à administração do aeroporto este ano, devido a alguns fatores. O primeiro é a tentativa de antecipar o pagamento da outorga[3] fixa de 2018, em 450 milhões, para, deste modo, ter apenas um resíduo a ser pago. As empresas também estão investindo na construção de terminais e melhorias. Isso impacta da contabilidade geral, como já apresentei acima. A retração econômica é outro fator importante.

Com isso, a Invepar analisa que Guarulhos é uma atividade recente, em crescimento, isto é, como é um investimento novo, vai precisar de tempo para amadurecer. Apesar disso, a Invepar possui fôlego contábil, pois fechou o ano de 2016 com lucro de mais de 400 milhões, ou seja, ela tem como manter a atividade.

E, diferente do que acontece com os aeroportos controlados pela Infraero, um eventual prejuízo não impacta diretamente nas contas da União, ou seja, nós não pagamos, com nossos impostos, um eventual prejuízo. E falando nisso... 

Infraero

Com menos aeroportos para administrar, a Infraero[4] conseguiu otimizar seus esforços e se beneficiou da livre concorrência, ficando com 8 aeroportos no ranking acima. A concorrência livre, com mercado competitivo, e menos poder nas mãos do Estado, foram elementos que fizeram a empresa se beneficiar pelo simples fato de não ter o controle total em suas mãos. O comércio, quanto mais livre, melhor opera em benefício do cliente.

Infelizmente, ainda não é o suficiente, pois dos 59 aeroportos controlados por ela, apenas 23 deram lucro e a empresa ficou com prejuízo líquido de R$276 milhões no primeiro semestre deste ano. O que tem salvo a empresa são os aportes do Tesouro Nacional[5], ou seja, a empresa depende do governo e desequilibra as finanças públicas, fazendo urgir a necessidade de se privatizar mais aeroportos.

E isso é bom, porque ao se privatizar mais aeroportos, o resultado das privatizações pode ser usado para cobrir o prejuízo e realizar investimentos nos aeroportos que ainda ficarem sob o domínio do estado e, claro, aliviar o bolso do governo e os nossos pescoços.



E sobre Guarulhos, acredito que eu vá usá-lo com maior frequência ao necessitar embarcar com destino a São Paulo e de lá retornar.






[1] Todos a Bordo, lido em 13/11/2017 no link:
https://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/08/31/aeroporto-privatizacao-concessao-guarulhos-confins-galeao-brasilia/
[2] Guarulhos Hoje, acessado em 13/11/2017 no link:
https://www.guarulhoshoje.com.br/2017/05/12/aeroporto-de-guarulhos-e-10o-em-satisfacao-do-cliente-diz-secretaria/
[3] Valor Econômico, visto em 20/11/2017 no link:
http://www.valor.com.br/empresas/5069786/guarulhos-tenta-repactuar-pagamento-de-outorga
[4] Infraero lido em 13/11/2017 no link: http://www4.infraero.gov.br/imprensa/noticias/aeroportos-da-infraero-superam-a-meta-de-satisfacao-dos-passageiros/
[5] Valor, lido em 13/11/2017 no link: http://www.valor.com.br/empresas/5074596/infraero-fica-no-prejuizo-em-2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Transformações e personagem transformador!

Estava lendo no Anime News Network uma das matérias sobre resultado de votações no quesito “transformação”. Foram votadas as mais belas transformações de heróis e heroínas. O belo destas transformações, para mim, é o contexto no qual elas se inserem, pois, em muitos casos, simboliza o fim de uma tirania. Quando o herói/heroína decide lutar, ele, ou ela, se transforma e isso simboliza, em grande parte dos roteiros, o fim do terror. Com a música adequada, é uma das coisas mais lindas de se ver em uma animação. Veja um exemplo clássico abaixo e clique para ver a lista completa no site Intoxianime:



E eu queria complementar com outra proposta. Sabiam que nem sempre esta transformação é visível? Existem casos em que esta transformação se dá no interior do personagem. Não existem relâmpagos, raios ou luzes, mas apenas uma mudança de postura, uma mudança de pensamento. Quando muda-se o pensamento, um herói surge! Em Magi, vemos isso claramente. A primeira série está disponível na Netflix.




Outro ponto importante é a ação do que eu chamo de “personagem transformador” (Outros Papos, Uol Blog, em 22/08/2011). Ele é aquele, como defini, capaz, por diálogo ou ação, de transformar o ambiente e mudar a trama para um final positivo ou negativo e, por consequência, mudar o destino de outros personagens. No vídeo acima, Alibabá teve o reforço positivo do Aladin para sua transformação. No clipe abaixo, da série The Idolm@ster, uma cantora é impedida de cantar por um trauma que a atormenta. A carreira está perto do fim, quando vários personagens se unem para mover o destino dela. Uma das cenas mais lindas que vi em 2011.   





Bônus! E antes que digam que animê é machista, a Morgiana retribui a ajuda e mostra aqui uma das mais belas cenas de ação desta série.







quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Vida eterna!



Eu acho que peguei pesado com esta mensagem. Peço desculpas! Para aquele que acredita, a vida é especial. E ela continua infinitamente. Almejar a morte é um erro. Poderia alterar essa frase e dizer que "A maior alegria, para quem almeja a morte, é perceber que a vida é eterna"!

O AMV abaixo é do seriado Noragami. Através de sua ficção podemos criar paralelos da vida e da morte. Disponível via Amazon Prime Video, com legendas em inglês.