sexta-feira, 25 de maio de 2018

Educando com o Terror!


Gegege no Kitaro 07
http://www.crunchyroll.com/gegege-no-kitaro





As histórias de terror possuem um forte potencial educador que pode ser explorado. Em muitos casos, ensina-se ética e moral através de contos sobrenaturais, de terror ou fantasia. O site da prefeitura de Curitiba escreveu uma matéria sobre o tema. Na matéria “Professora usa contos de terror para debater a cultura da paz[1]achamos um ponto importante do aprendizado: “A estratégia da professora de Língua Portuguesa, Tatiane Lima Jimenes, foi usar a literatura de terror como chamariz para as discussões em sala de aula. Com narrativas envoltas em uma aura de mistério, criaturas assustadoras e o uso eficaz de um dos sentimentos mais antigos - o medo – a professora conquistou a atenção dos estudantes para falar sobre o assunto”.

Gegege no Kitaro é uma obra que facilmente pode ser levada para dentro de sala, para debate sobre cultura, folclore e moral. Em especial, o capítulo 7, intitulado Trem Fantasma, nos repassa uma importante lição que pode ser debatida com alunos. O tema: assédio moral. Um empresário rico, porém violento, agredia verbalmente e fisicamente os seus funcionários. Como cresceu contra ele o ódio dos que morreram, um carma se sobressaiu e a morte lhe veio buscar. Em resumo, neste capítulo, podemos traçar o problema do assédio moral, do carma que se estabelece com o pecado e ensinar, através da metáfora do trem fantasma, o quão errado pode vir a se tronar esta prática bem parecida com o bullying colegial.

Na ocasião, pode-se abrir discussão em sala sobre uma personagem coadjuvante que é impactada diretamente pela história central e pedir que escrevam como ela poderia se desculpar com quem ela magoou, para que este carma não viesse a recair sobre ela.





Esta é minha indicação para educadores.   

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Gegege no Kitaro foi criado em 1690, e o trabalho original se encerrou após 09 volumes, em 1969. Foi escrito e desenhado por Shigeru Mizuki. Segundo a sinopse do Crunchyroll: 

"Simulcast on Sábados 11:30pm -03Após quase duas décadas de século XXI, as pessoas começaram a esquecer da existência dos yokai. Quando uma variedade de fenômenos inexplicáveis passam a afligir os adultos do mundo humano com confusão e caos, uma garota de 13 anos chamada Mana escreve uma carta pro Correio Yokai em busca de respostas, e acaba sendo visitada por GeGeGe no Kitaro..



[1] Prefeitura de Curitiba: <http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/professora-usa-contos-de-terror-para-debater-a-cultura-da-paz/43963>

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Apocalipse: Brasília! impresso nos EUA


Apocalipse: Brasília impresso nos EUA
Rápido unboxing de Fairy Tail Dragon Cry




Novamente, testei a impressão de outro livro. Enquanto o “Mangá Tropical- um estudo de caso” preocupava-me pela quantidade e pela qualidade das imagens que fazem parte de seu miolo, o Apocalipse: Brasília me preocupava por ser um livro mais grosso, com maior número de páginas. Na verdade, a palavra preocupação é forçada, pois eu sabia que a qualidade da impressão nos EUA poderia ser melhor e eu só queria registrar o evento em vídeo para ter fatos para mostrar.

Procurei aproximar as duas versões na questão técnica e nos valores que recebo como autor. Desta forma, ambas as versões possuem as seguintes características técnicas:

Categoria(s): Esoterismo, Religião, Literatura Nacional
Idioma: Português
Edição/Ano: primeira edição/ 2013
Numero de paginas: 136
Peso: 188
Tipo de Capa: Capa cartão
Acabamento: Brochura sem orelha
Papel: Offset 75g
Formato: 14 x 21 cm
Miolo: Preto e branco

Na Perse, o valor do livro está saindo por R$ 31,48 o impresso sob demanda, e o digital está saindo por R$ 7,30. Sim, consegui reduzir o preço do livro na Perse. O impresso nos EUA ficou a US$ 6,00 e com a versão digital em US$ 2,01.

Para enviar ao Brasil, eu escolhi que a Amazon usasse a entrega no valor de US$ 14,00, dando um total de US$ 20,00. Cambiando o dólar a R$ 3,70, a compra deu R$ 74,00. Vi na página de ajuda da Amazon que eles possuem uma remessa standard a três dólares pelo envio, ou quatro dólares por item. Se tivesse escolhido esta forma de entrega, o total seria de apenas 10 dólares, ou seja, R$ 37,00.

Como vimos na análise do “Mangá Tropical, um estudo de caso”, a Perse envia o livro com uma taxa de R$ 25,00 o que totaliza algo próximo a R$ 56,00.

Descobri, desta forma, que apesar da alta do dólar, é bem possível comprar nos EUA e ter uma economia, bastando, para isso, usar uma forma mais econômica de envio. Por isto, ainda vou apostar nesta oportunidade de usar os serviços de edição sob demanda da Amazon.


Sobre o vídeo abaixo, ele mostra que o livro foi impresso com boa qualidade. Apesar da pressão, as folhas não descolaram, o papel é forte e a capa possui um excelente brilho. De quebra, deixei um rápido unboxing do filme Dragon Cry da série Fariy Tail. Aproveitem!




quarta-feira, 23 de maio de 2018

Pouco...pouco...Pouco


Um pouco para muito!


Na minha idade não restou muito
Poucos amigos, poucos bens e poucos objetivos
Olho no espelho e vejo fios brancos de cabelo, também poucos
A minha vida é de pouco em pouco obscurecida.

Pouco falta para meu entardecer,
Que deve ser pouco proveitoso,
Pouco imagino como será,
Pois pouco considero conseguir chegar lá.

Coloco minhas realizações nas palmas da minha mão
Meus livros, meus filhos e meu pouco sonhar
E é este “um pouco de tudo” que me fez ser quem sou
Nada desejo mudar, nada me arrependo, pois meu pouco para mim é tudo!


Acima tento esboçar um poema moderno. Camila Faria[1] versa sobre as obras do período moderno: “na literatura há a criação de uma forma de linguagem, que rompe com o tradicional, transformando a forma como até então se escrevia; algumas dessas mudanças são: a Liberdade Formal (utilização do verso livre, quase abandono das formas fixas – como o soneto, a fala coloquial, ausência de pontuação, etc.), a valorização do cotidiano, a reescritura de textos do passado, e diversas outras; este período caracteriza-se também pela formação de grupos do movimento modernista: Pau-Brasil, Antropófago, Verde-Amarelo, Grupo de Porto Alegre e Grupo Modernista-Regionalista de Recife.”

O que se aproxima da poesia moderna é a abertura de Cowboy Bebop, pois ela se apresenta com ângulos e retas, sombras e luz que fazem identidade com o pós-modernismo, com o futurismo e com a liberdade que o jazz proporciona.






[1] Infoescola: <https://www.infoescola.com/literatura/modernismo/>

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Mangá Tropical impresso nos EUA!


Mangá Tropical- um estudo de caso impresso nos EUA.

Como sabem, estou repensando a forma como vendo meus livros. A edição dos livros no Brasil está ficando cara pelo sistema que uso com frequência: impressão sob demanda. O Mangá Tropical- um estudo de caso, pelo sistema da Perse, está saindo por R$27,28 sem a taxa de entrega. Já o mesmo livro, impresso nos EUA, está saindo por cinco dólares apenas, mais a taxa do serviço postal. O livro sai, nos EUA, a um preço médio de 18 reais, com a cotação atual.

Quando descobri que podia colocar meu livro impresso à venda, via Amazon, eu o fiz imediatamente. Configurei da melhor maneira possível, uma vez que o sistema era novo para mim. Em 04 de maio de 2018, fiz o pedido de um exemplar para verificar a qualidade da edição. Com a taxa de envio, paguei cerca de 17 dólares, ou seja, cerca de 62 reais, com a cotação do dólar em R$ 3,60. Não se paga o imposto de importação sobre livros e periódicos, como mostra o site da Receita Federal.





Já via Perse, sairia por 52 reais a edição e envio da obra pelos correios. Sim, no print abaixo desconsideraram, na hora de fechar a conta, o meu lucro como autor. Fazendo as contas com o valor integral, o livro sairia pelo valor acima mencionado.





A grande questão que prejudicou este serviço foi a variação do dólar. Em tempos de crise, com dólar a quase 4 reais, o material externo fica mais caro. Se o dólar caísse para um valor próximo a três reais, o serviço de impressão sob demanda, editado em São Bernardino, CA, traria maior compensação. De qualquer modo, vou deixar o livro disponível para venda sob demanda, apostando na queda do dólar depois das eleições de 2018. Sim, estou sendo muito otimista.


A qualidade do material

Fiz um vídeo para mostrar a qualidade do impresso que me chegou em mãos. Atentei para verificar a qualidade da capa, do papel, da impressão e das imagens.





A capa ficou bem enquadrada, apenas com um erro meu de posicionamento, mas que a deixou com maior peso na base da imagem, o que não considerei grave. Ficou até bom por dar a sensação de peso para a imagem e seu equilíbrio. O papel tem uma gramatura boa, é resistente e forte. Além disso, possui um brilho agradável para a leitura e transmite boa sensação ao toque dos dedos. É diferente do papel usado no Brasil. Eu achei.

O projeto de impressão é muito bom. Fiz questão de abrir o livro e pressionar a cola para ver se ela descolava, mas aguentou bem a pressão. A cola e o sistema de impressão contribuíram para um livro que não solta as páginas. As imagens estão nítidas e, como o papel é forte, elas não passam para a página de trás, ou seja, não fica aquela mancha tão visível na página seguinte.

Em um aspecto geral, eu gostei muito do material impresso nos EUA e torço pela queda do dólar, para que vocês possam comprá-lo de maneira mais justa.



sexta-feira, 18 de maio de 2018

Revista Crusoé!


Revista Crusoé




Eu sou seguidor da conta do Twitter do pessoal do site O Antagonista e fiquei sabendo da nova proposta: Revista Crusoé. Segundo o site da revista, Crusoé nasceu para ser uma ilha no jornalismo brasileiro, sem agenda ideológica. Um meio de comunicação totalmente digital. Apesar de informarem que não existe uma agenda ideológica, eu vejo nesta revista um posicionamento mais à direita, pois eles pregam:

1-    Defesa da democracia representativa;
2-    Defesa do capitalismo da meritocracia;
3-    Não aceitam publicidade de governos e ou estatais;
4-    Liberdade.

A defesa da democracia e do capitalismo por mérito já levam a revista para o quadrante da direita brasileira e, além disso, ao não aceitarem publicidade do governo, eles almejam alcançar uma liberdade para conseguirem trabalhar com o jornalismo investigativo com o qual tanto desejam libertar o Brasil da escravidão da corrupção e de outros males.

A equipe conta com Rodrigo Rangel, Filipe Coutinho, Caio Junqueira e Eduardo Barreto. É uma equipe interessante e que promete ótimos textos para esta revista virtual. Já nesta primeira edição, temos uma investigação de patrocínios ocultos para o instituto do ministro Gilmar Mendes, conhecido como IDP.


Se desejar assinar a esta revista, clique no link abaixo. Eu já assinei.

Assinatura: https://crusoe.com.br/assine/

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PL 6299/2002


O projeto de lei 6299[1] de 2002

Está em pauta a discussão do projeto de lei 6299 de 2002, que visa alterar a lei Nº 7.802[2], DE 11 DE JULHO DE 1989 que “dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências”.

Em 24/04/2018 houve o “parecer[3] do relator, Dep. Luiz Nishimori (PR-PR), pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa; pela adequação financeira e orçamentária; e, no mérito, pela aprovação deste e dos PL's nºs 2.495/2000, 3.125/2000, 5.852/2001, 5.884/2005, 6.189/2005, 1.567/2011, 1.779/2011, 4.166/2012, 3.200/2015, 3.649/2015, 6.042/2016 e 8.892/2017, apensados, com Substitutivo; e pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa; pela adequação financeira e orçamentária; e, no mérito, pela rejeição dos PL's nºs 713/1999, 1.388/1999, 7.564/2006, 3.063/2011, 4.412/2012, 49/2015, 371/2015, 461/2015, 958/2015, 1.687/2015, 2.129/2015, 4.933/2016, 5.218/2016, 5.131/2016, 7.710/2017, 8.026/2017 e 9.217/2017”.

O projeto e seus apensos dispõem de certas características que devo frisar em texto. O projeto original prevê acrescentar ao artigo 3, um novo parágrafo (7º) que informa que o registro prévio será pelo princípio ativo. Já o artigo 9º recebe um acréscimo em seu texto original, a saber "a destruição de embalagens".  Veja na imagem abaixo.




Resume-se parte dos apensos na página 71 do projeto de lei:

“O projeto de lei em análise propõe modificação no sistema de registro de agrotóxicos, seus componentes e afins. Sugere que seja necessário registrar apenas os seus princípios ativos, reconhecendo-se a similaridade de produtos equivalentes em termos físicos, químicos e toxicológicos. Propõe, ainda, que a legislação acerca da destruição de embalagens de agrotóxicos, seus componentes e afins torne-se de competência apenas da União.

A ele foram apensados, por tratarem de matéria similar, os Projetos de Lei nº 2.495, de 2000, nº 3.125, de 2000, nº 5.852, de 2001, nº 5.884, de 2005 e nº 6.189, de 2005.

O Projeto de Lei nº 2.495, de 2000, de autoria do Deputado Fernando Coruja, propõe a simplificação dos procedimentos de registro de agrotóxico no caso de produto similar a outro já registrado. Propõe também que a aquisição de produtos fitossanitários pelo Poder Público deve considerar o princípio ativo do produto, e não seu nome comercial.

O Projeto de Lei nº 3.125, de 2000, de autoria do Deputado Luís Carlos Heinze, tem objetivo e justificação similares, propondo, ainda que o registro de agrotóxico para uso na área agrícola, ambiental ou da saúde fique a cargo exclusivo dos respectivos Ministérios, sem a audiência obrigatória dos demais. Além disso, limita o poder dos Estados para solicitar testes em produto registrado.

O Projeto de Lei nº 5.852, de 2001, do Deputado Rubens Bueno, embora de redação mais simples, mantém o mesmo objeto dos outros dois apensos, definindo paralelo entre os agrotóxicos e os medicamentos ditos genéricos.

O Projeto de Lei nº 5.884, de 2005, do Deputado Lino Rossi, introduz no texto da lei diversas definições relativas ao tema. Trata ainda do registro de produtos equivalentes, bem como da criação de um registro especial temporário para eles.

O Projeto de Lei nº 6.189, de 2005, de autoria da Deputada Kátia Abreu, trata do registro simplificado de agrotóxicos equivalentes ou genéricos, tornando-o de competência exclusiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.

Como bem apontou a página da Associação Mato-Grossense de Municípios: “O substitutivo do deputado Luiz Nishimori (PR-PR) ao projeto que altera a legislação do uso dos pesticidas no Brasil (PL 6299/02 e apensados) impede que os estados, o Distrito Federal e os municípios restrinjam distribuição, comercialização e uso de produtos devidamente registrados ou autorizados. Pela proposta os demais entes podem legislar supletivamente sobre o uso, o comércio e o armazenamento sobre os pesticidas e fiscalizar o setor. O substitutivo também extinguiu a competência suplementar de municípios definirem sobre o armazenamento local dos pesticidas, prevista na Lei dos Agrotóxicos.”

E continua o texto: “A proposta em discussão cria o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa) para unificar a avaliação dos requerimentos de registros e de alterações de registros de produtos fitossanitário. O sistema também detalhará o andamento dos processos; e facilitará o manuseio de dados. Um cadastro informatizado de estabelecimentos produtores, manipuladores, importadores, exportadores e instituições dedicadas à pesquisa e experimentação também está sendo sugerido. O cadastro deverá conter, por exemplo, relação de estoque de pesticida, com nome comercial e quantidades produzida e comercializada”.


Resumindo em dois pontos

O projeto, então, possui dois pontos importantes: a criação de registro para produtos genéricos e alteração nas competências dos órgãos que regulamentam a indústria.


O primeiro ponto

O primeiro ponto faz analogia aos medicamentos genéricos. Com o uso do princípio ativo, espera-se reduzir o tempo de registro de um agrotóxico, e reduzir despesas com testes. Na página 20: “É injusto e incorreto exigir testes e ensaios toxicológicos e ambientais de produtos similares, como se fossem produtos novos. (...) O registro por similaridade, onde se compara o perfil químico do produto candidato a similar com o perfil do produto referência (anteriormente avaliado e registrado) incluindo neste perfil o conhecimento pleno das impurezas do produto, é a regra mais justa encontrada pelos toxicologistas, químicos, agrônomos e ambientalistas das principais nações do mundo.”

É algo como acontece com medicamentos humanos. Registra-se o produto pelo seu princípio como, por exemplo, prednisona a 20 mg. Deste fato, temos o genérico Predisona e o Meticorten. O projeto informa nas páginas 31 e 32 como serão definidos os genéricos. Já nas páginas 41 a 43, o PL estabelece definições importantes, que retiram da lei atual qualquer dúvida de interpretação, ipsis litteris:


“III - aditivo: substância ou produto adicionado a agrotóxicos, componentes e afins, para melhorar sua ação, função, durabilidade, estabilidade e detecção ou para facilitar o processo de produção;

IV - adjuvante: produto utilizado em mistura com produtos formulados para melhorar a sua aplicação;

V - ingrediente ativo ou princípio ativo: agente químico, físico ou biológico que confere eficácia aos agrotóxicos e afins;

VI - ingrediente inerte ou outro ingrediente: substância ou produto não ativo em relação à eficácia dos agrotóxicos e afins, usado apenas como veículo, diluente ou para conferir características próprias às formulações;

VII - matéria-prima: substância, produto ou organismo utilizado na obtenção de um ingrediente ativo, ou de um produto que o contenha, por processo químico, físico ou biológico;

VIII - novo produto: produto técnico, pré-mistura ou produto formulado contendo ingrediente ativo ainda não registrado no Brasil;

IX - pré-mistura: produto obtido a partir de produto técnico, por intermédio de processos químicos, físicos ou biológicos, destinado exclusivamente à preparação de produtos formulados;

X - produto formulado: agrotóxico ou afim obtido a partir de produto técnico ou de, pré-mistura, por intermédio de processo físico, ou diretamente de matérias-primas por meio de processos físicos, químicos ou biológicos;

XI - produto formulado equivalente: produto que, se comparado com outro produto formulado já registrado, possui a mesma indicação de uso, produtos técnicos equivalentes entre si e a mesma composição qualitativa, admitindo-se a ocorrência de variação quantitativa de componentes, desde que esta não leve o produto equivalente a expressar diferença no perfil toxicológico e ecotoxicológico frente ao do produto em referência;

XII - produto técnico: produto obtido diretamente de matérias primas por processo químico, físico ou biológico, destinado à obtenção de produtos formulados ou de pré-misturas e cuja composição contenha teor definido de ingrediente ativo e impurezas, podendo conter estabilizantes e produtos relacionados, tais como isômeros;

XIII - produto técnico equivalente: produto que tem o mesmo ingrediente ativo de outro produto técnico já registrado, cujo teor, bem como o conteúdo de impurezas presentes, não variem a ponto de alterar seu perfil toxicológico e ecotoxicológico.” (NR)

“Art. 3º .......................................................................................

O registro de produto equivalente será realizado com observância dos critérios de equivalência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO, sem prejuízo do atendimento a normas complementares estabelecidas pelos órgãos responsáveis pelos setores de agricultura, saúde e meio ambiente.

§ 8º Fica criado o registro especial temporário de produto equivalente, com as seguintes características:

Coordenação de Comissões Permanentes - DECOM - P_5369
CONFERE COM O ORIGINAL AUTENTICADO
PL-6299-A/02


I – permitirá, durante a sua vigência, a produção, a exportação, a importação, a comercialização e a utilização dos produtos assim registrados;

II – vigerá por cento e oitenta dias, podendo ser sucessivamente renovado até que se conclua a análise, pelos órgãos competentes, do processo de equivalência, observado o disposto no § 7º deste artigo;

III – será imediatamente cancelado, caso a análise do processo referido no inciso II deste parágrafo conclua pela não-equivalência do produto;

IV – será concedido pelo órgão registrante, mediante a apresentação, pelo requerente, de documentos que atestem que o produto em questão:

a) em se tratando de produto técnico equivalente: tem o mesmo ingrediente ativo de outro produto técnico já registrado, cujo teor, bem como o conteúdo de impurezas presentes, não variem a ponto de alterar seu perfil toxicológico e ecotoxicológico;

b) em se tratando de produto formulado equivalente: possui, em comparação a outro produto formulado já registrado, a mesma indicação de uso, produtos técnicos equivalentes entre si e a mesma composição qualitativa, admitindo-se a ocorrência de variação quantitativa de componentes, desde que esta não leve o produto equivalente a expressar diferença no perfil toxicológico e ecotoxicológico frente ao do produto em referência.” (NR)

O que assimilei deste primeiro ponto é que teremos duas formas de registro. Um registro para produto novo, que respeitará a lei vigente, e o registro de produto equivalente, no qual se deseja agilizar o processo de registro, tendo como base material semelhante já registrado no Brasil. Deste modo, respeitando-se as regras, acredito que não há novo risco para a saúde humana ou animal.

O segundo ponto

Este ponto é polêmico e não me agradou. A lei em vigor afirma: “Art. 3º Os agrotóxicos, seus componentes e afins, de acordo com definição do art. 2º desta Lei, só poderão ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados, se previamente registrados em órgão federal, de acordo com as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores da saúde, do meio ambiente e da agricultura.” Já o projeto de lei deseja alterar este artigo para ficar assim: “Art. 3º Os agrotóxicos, seus componentes e afins, de acordo com definição do art. 2º desta Lei, só poderão ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados, se previamente registrados em órgão federal, de acordo com as diretrizes e exigências do Ministério da Agricultura”.

A justificativa da supressão de outras entidades é dar agilidade ao processo de estudo e registro de produto, porém, concentrando a responsabilidade nas mãos de uma única entidade (Ministério da Agricultura) coloca-se em risco a segurança do processo de avaliação e, portanto, a segurança de uso do produto.

E, como bem observou a Associação Mato-Grossense, a proposta retira dos estados, do DF, e municípios, a capacidade de fiscalização e regulação quanto a inúmeros aspectos do uso e registro dos produtos. Isto pode sobrecarregar o ministério e ter um efeito contrário, isto é, de retardar registros por conta de falta de pessoal para tanta atividade.  


Conclusão

Pelo primeiro ponto, não vislumbro maiores riscos à população, além dos que já se apresentam de costume, visto que, para ter o registro de produto genérico, vai ser necessário atender a critérios estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, além de ter sua fórmula igual a produto já registrado no Brasil. Para produtos novos, os procedimentos permanecem sem alteração.

O segundo ponto que pude observar na minha leitura é a concentração de poderes nas mãos do Ministério da Agricultura. Disto não gostei, pois vai resultar em atrasos, péssima fiscalização e controle do registro, manutenção e guarda dos produtos.

Como o projeto ainda está em debate, alguns pontos podem sofrer alterações e precisamos ficar atentos para que não incorra em erro, em prejuízo, para a nossa saúde. Como está agora, este projeto de lei promove muitas discordâncias e duvido que ele vá avançar. Teremos, com certeza, mais alterações.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Lute com honra!


Punhos cerrados;
Mão de ferro em guerra;
Honra na luta!

Um haicai simples descrevendo como imagino o punho de um herói. Um herói precisa ser determinado, por isto uso o termo “mão de ferro”. Um herói precisa lutar dentro de um limite ético. Caso este limite seja ultrapassado, precisa justificar a ação, por isso usei o termo “honra na luta”. Com determinação e honra se ergue a bandeira de um herói verdadeiro.

E como o texto da segunda-feira me deu um pouquinho de trabalho e ficou extenso, eu decidi realizar um poema menor. (rs)




segunda-feira, 14 de maio de 2018

Hegemonia da Esquerda no Norte e Nordeste!



Diferenças sociais

No dia de hoje, 07/05/2018, no momento em que pensei em escrever um texto, eu li a mensagem abaixo. A imagem em questão nos informa a grande diferença social entre classes no Norte e Nordeste do Brasil. Resolvi divulgar esta questão interessante, interligando alguns outros dados.




Estas duas regiões são redutos eleitorais fortes da esquerda brasileira. Maria Lima escreveu, em reportagem de 2012, para o jornal O Globo[1], que: “Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2006 foi reeleito com 60,8% dos votos de seus conterrâneos nordestinos, e em 2010 ajudou a presidente Dilma Rousseff a fazer 70,5% dos votos na região, nestas eleições não teve forças para impedir que o Nordeste se transformasse no novo bunker do bloco PSDB/DEM”. (...) “O mesmo fenômeno se repetiu no Norte, onde Lula teve 65,5% dos votos em 2006, e Dilma obteve 57,4% em 2010.”

Se pegarmos o quadro de comparação de votos por região que a Dilma teve, nas eleições de 2010 e 2014, perceberemos que este fato é verdadeiro. Veja abaixo em quais estados ela ganhou nas duas eleições em que concorreu.





Em uma primeira análise, concluímos que de 2002 para cá, ou seja, já se foram 16 anos de controle do eleitorado pela esquerda brasileira, estas regiões se apresentam como as mais pobres do país. E existe uma relação forte entre a pobreza e o socialismo. Hans-Hermann Hope[2] escreve: “O sistema socialista tenta solucionar o problema da propriedade de uma maneira completamente diferente.  Assim como no capitalismo, as pessoas podem ser donas de bens de consumo.  Mas no socialismo, diferentemente do capitalismo, as propriedades que servem como meios de produção são coletivizadas, não possuindo proprietários.  Nenhuma pessoa pode ser dona das máquinas e dos outros recursos utilizados na produção de bens de consumo.  É a humanidade, por assim dizer, a dona desses recursos.” (...) “O socialismo resulta em escassez, ineficiências e desperdícios assombrosos.  Essa foi a grande constatação de Ludwig von Mises, que ainda em 1920 já havia descoberto que o cálculo econômico racional é impossível sob o socialismo.  Ele mostrou que, em um sistema coletivista, os bens de capital serão, na melhor das hipóteses, utilizados na produção de bens de segunda categoria; na pior, na produção de coisas que não satisfazem absolutamente nenhuma necessidade.” 

Desta forma percebemos que o eleitorado, enganado pela agenda que promete igualdade entre as pessoas, acaba por votar em partidos de esquerda que desejam ainda mais a luta de classes. É a maldade do discurso que promete algo que em sua prática não alcançará, dando ao eleitor uma ilusão.

Em uma segunda análise, estes dados mostram que o eleitorado está preso a estas agendas da esquerda por causa justamente da pobreza. É um ciclo vicioso mantido pelo socialismo. João Marques de Almeida para o Observador[3], escreveu: “Se viajarmos para sul onde as ideias liberais têm pouco impacto, encontramos países com uma forte tradição socialista. França, Espanha, Portugal, Itália e Grécia, países endividados, pobres, com o Estado a meter-se em tudo o que mexe. Se o liberalismo e a prosperidade andam juntos, o socialismo e a pobreza andam de mãos dadas. E esqueçam a retórica socialista. Os partidos socialistas não querem, nem nunca quiseram, acabar com a pobreza. Querem uma sociedade de cidadãos remediados e dependentes do Estado, e isso só se consegue com pobreza e pouco desenvolvimento económico. Daí vem a sua força e os seus votos. Nos países desenvolvidos, os partidos socialistas perdem força e, para ganhar eleições, precisam de adoptar algumas propostas mais liberais, como fazem os partidos sociais democratas do norte da Europa”. Então, não esperem que um candidato de um partido socialista venha a conseguir eliminar algo que dá força ao discurso do partido.


Longa Conclusão

Para se combater a esquerda e a pobreza, o recado da conta do Twitter, no início do texto, é muito claro: votem melhor! E como se vota melhor? Vota-se melhor em um candidato que interprete a economia com livre mercado e costumes morais. Temos que pensar como Reagan que, enquanto presidente dos EUA, mudou o mundo de forma rápida e forte. Os elementos do segredo do sucesso dele estão em negrito no texto “O Legado Reagan[4]”: “Reagan, que havia sido um ator mediano de filmes de faroeste, obteve tamanho sucesso na condução da economia que até emprestou o nome a uma nova doutrina: a reaganomics, também conhecida como supply-side economics. A teoria consistia em aplicar ao pé da letra a frase que marcou seu discurso de posse, em 1981. ‘O Estado não é a solução, é o problema’, disse Reagan. Foi pensando assim que ele reduziu os impostos das empresas, diminuiu as alíquotas cobradas dos ricos, cortou os gastos com programas sociais e, ao lado da britânica Margareth Thatcher, lançou uma onda conservadora que se espalhou pelo mundo. O resultado, nos Estados Unidos, foi uma taxa média de expansão de 3,2% do PIB e a queda drástica dos índices de desemprego. ‘Com o choque liberal, ele livrou seu país da esclerose numa época em que todos diziam que os Estados Unidos estavam prestes a perder a hegemonia para os japoneses ou os soviéticos’, disse à DINHEIRO o economista e banqueiro Paulo Guedes, formado na escola de Chicago”.

Parece ilógico, se pensarmos com a mente socialista, que as ações que ele tomou tenham resultados tão positivos. A grande questão é a redução do tamanho do Estado. É como afirma Amoedo: “Quanto menor o Estado, maior é o indivíduo”.

Podemos acrescentar e traçar dados com outro nome da política conservadora: Margaret Thatcher. Diogo Schroeder Horn[5] aponta as alterações econômicas e sociais implementadas pela “Dama de Ferro”:

Tornou as leis trabalhistas mais flexíveis;
Privatizou inúmeras estatais;
Estimulou ao máximo a competitividade entre as indústrias, mesmo sabendo que as menos eficientes quebrariam.
Protagonizou inúmeras reformas positivas para o setor privado poder trabalhar e expandir.
Mantinha a convicção de que o Reino Unido não deveria participar de uma unificação com os demais países da Europa.
Após 10 anos de governo, o país crescia 5% ao ano e a inflação era inferior a 5%.

Se ainda não está convencido que as ideias conservadoras, com liberalismo econômico, são a saída para acabar de vez com a pobreza, dou-lhes mais um dado. Ilisp[6]: “Segundo as informações da Organização das Nações Unidas (ONU), os 20 primeiros países que lideram o ranking são países com economia muito livre, todos possuem nota acima de 70 em grau de liberdade econômica do Instituto Heritage Foundation (Com exceção do Japão, que regrediu 3pts no último ano)”.



Outros dados são importantes para manter este argumento, então, vamos ver alguns dos países mais ricos do mundo e como eles estão estruturados politicamente?

A) Os Estados Unidos da América são um povo comandado pelo republicano Donald Trump[7] que, através de sua política de corte dos juros, reduziu o desemprego e aumentou a produtividade de seu país. O PIB, em 2017, ficou em 2,9%. O corte de juros foi tão proveitoso ao povo que muitas empresas estão dando aumentos e bônus para seus funcionários.

B) A Noruega é uma monarquia cuja primeira-ministra, Erna Solberg[8], é do partido conservador. Atualmente, segundo reportagem da Infomoney, a Noruega é o país mais rico do mundo.

C) A Finlândia está em terceiro lugar na lista dos países mas ricos do mundo. Seu atual presidente é Sauli Niniistö[9] que é do partido da Coligação Nacional (conservador).

Nova Zelândia[10] está nas mãos de uma social-democrata com visão liberal de mercado. Apesar de estar em segundo lugar no ranking dos países mais ricos do mundo, acredito que ele cairá algumas posições, por isso o coloco aqui em destaque para que acompanhemos esta situação.

Desta forma, vejo que o único jeito de acabar com a pobreza no Brasil é eleger candidatos de direita que sejam conservadores, com visão liberal para a economia. Desta forma, peço que votem direito e votem na Direita! E o PSDB NÃO é Direita! (rs)

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Leia mais:

Infomoney: Os 20 países mais ricos do mundo em 
<http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/turismo/noticia/7271145/paises-mais-ricos-desenvolvidos-mundo>

Infomoney: Não confunda Modelo Nórdico com Socialista em 
<http://www.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica/economia-com-renata-barreto/post/5311741/nao-confunda-modelo-nordico-com-socialista>






[1] O Globo: < https://oglobo.globo.com/brasil/reduto-de-lula-norte-nordeste-fortalece-oposicao-6581625>

[2] Mises: <https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=459>

[3] O Observador: <https://observador.pt/opiniao/os-paises-liberais-sao-ricos-os-socialistas-sao-pobres/>

[4] IstoÉ: <https://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20040615/legado-reagan/18716>

[5] Administradores: <http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/o-legado-de-margaret-thatcher/70182/>

[6] ILISP: “http://www.ilisp.org/noticias/paises-liberais-lideram-novo-ranking-de-idh-da-onu/>

[7] G1: <https://g1.globo.com/economia/noticia/pib-dos-eua-cresce-29-em-2017.ghtml>

[8] Forbes: <https://www.forbes.com/profile/erna-solberg/>

[9] EBC: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2018-01/sauli-niinisto-e-reeleito-presidente-da-finlandia-no-primeiro-turno>

[10] G 1: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/primeira-ministra-eleita-da-nova-zelandia-anuncia-governo-com-28-membros.ghtml>

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Record Of Grancrest War 17- Identidades e referências!


Record of Gancrest War 17- Dois Heróis!
Identidades e referências




Este texto terá spoilers do capítulo 17 que estreou na semana passada. Se não desejar ler, pare por aqui! E a recente temporada não possui animações com o mesmo efeito que a anterior, então, não teremos mais textos como os textos das semanas passadas.






Identidade e Referências

A identidade é a representação de valores, signos e significados que entendemos como particular de algo, alguém ou sociedade. Muitas obras fazem referências a diversas identidades para que a audiência venha a abraçar o tema central com mais facilidade. Uma das finalidades é envolver o público, que ficaria mais sensível às questões tratadas na obra. Estas identidades são construídas, em sua grande maioria, pela linguagem.

Vânia Maria do Nascimento Duarte[1]: “Utilizamos dois elementos principais para que a comunicação se materialize de forma plena: a linguagem, que representa todo o sistema de sinais convencionais, sejam estes de natureza verbal ou não verbal, e a língua, a qual representa um sistema de signos convencionais (de natureza gramatical) usados pelos membros de uma determinada comunidade, no nosso caso, a Língua Portuguesa. Partindo desse pressuposto, temos que o signo linguístico é concebido como um elemento representativo, constituindo-se de dois aspectos básicos: o significante e o significado, os quais formam um todo indissolúvel.”

O capítulo 17 de Grancrest War está repleto de representações de diversas culturas, usando signos linguísticos. Tanto na linguagem usada, como na seleção de imagens, ângulos e formas, cria-se uma identidade clara de referências ao nosso mundo. Vamos explorar o que consegui achar? Comecemos pelos personagens e suas representações.


Milza

Neste capítulo, tivemos a ação de dois grandes personagens que decidiram o destino de suas nações através da guerra. Como já leram na minha análise de Grancrest, como a melhor animação do gênero Fantasia, a série possui um dos maiores vilões da temporada. Um genocida, traidor, estuprador e assassino conhecido como Milza. Seus feitos em guerra o fizeram ser temido. Ele consegue decidir batalhas somente com sua lâmina, ódio e poder. Ele é uma verdadeira representação do deus da guerra selvagem: Ares. Ares é o ser conhecido por ser o deus da guerra selvagem. Milza traz consigo esta representação em suas estratégias de batalha. Quase sempre, suas tropas agem como um grande "bate-estaca", destruindo tudo em seu caminho. Milza também, com diálogo, mostra desprezo pelo poder do povo, que está surgindo na figura do líder Theo. Aqui, Milza também figura como o autoritarismo de uma ditadura, pois também faz seu povo sofrer.

Ele está por avançar contra Theo, que o havia cercado com seu exército dentro do castelo que outrora pertencia a um antigo aliado dos dois, chamado Villar. O orgulho do Milza o impede de esperar pelo resgate. Com grande ódio no coração, ele avança contra as tropas de Theo e de diversos nobres, que vão caindo um a um pela fúria de sua lâmina. Um deus selvagem é guiado por ódio, então, a representação aqui está adequada também. 


Theo Cornaro

O jovem que comparei a Arthur, pois nascera pobre, mas se tornara um grande rei,  através da influência do destino e da magia, possui as qualidades nobres do cristão Arthur de Camelot. Ponderado, justo e calmo, Theo é o exemplo de um grande nobre que comanda pelo carisma. Ele também representa o líder que envolve as massas através do já citado carisma. Assim como o David bíblico, Theo passou por inúmeras provações até alcançar o poder dos nobres. Um homem, um líder que está fazendo surgir a era do reinado do povo, ou seja, ele aqui também representa a democracia. O que os outros personagens confirmam em seus diálogos durante o episódio. Theo é o líder carismático e bondoso, que representa o ideal de liderança e o advento da democracia.




Acredito que a base para a criação do Theo, além de Arthur da Távola Redonda, poderia ser também bíblica: Jeremias 31 “33-“Eis, no entanto, a Aliança que celebrarei com a comunidade de Israel passados aqueles dias”, afirma o SENHOR: “Registrarei o conteúdo da minha Torá, Lei, na mente deles e a escreverei no mais íntimo dos seus sentimentos: seus corações. O símbolo gráfico do poder do nobre Theo me remeteu imediatamente a este versículo bíblico. Uma bandeira que é tecida nos céus, cujo símbolo parece ser uma asa de um anjo, que recai sobre seu povo. Uma representação das leis de Deus que, vindo do alto, encobrem e protegem seu povo, fazendo-se presente em seus corações. 


A Luta

É a luta de dois pontos divinos: o combate da guerra em fúria e o combate da guerra sábia. De um lado, um exemplo de Ares[2] (Deus da Guerra Selvagem) e, do outro, um representante de Jeová: “Salmos 24:8 Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra”.







Milza avança contra todas as tropas de nobres, aniquilando como a um furacão a todos que se aproximavam dele. Seu desejo é eliminar Theo. Siluca e os demais tentam evitar esta aproximação, pois temem pela vida de Theo. A fidelidade ao Theo é tanta que um dos personagens afirma que não permitira que Milza encostasse um dedo em seu futuro senhor. Porém, Theo, com serenidade e estratégia, vai eliminando as forças de Milza, reduzindo seus números. Milza avança com suas tropas, como se fosse um grande martelo a arrebentar tudo que se volte contra ele. Theo usa isto a seu favor e vai reduzindo o número de soldados do Milza com pontuais armadilhas contra as tropas adversárias. 

Para o desespero dos servos do Theo, que não conseguem parar Milza, ele se aproxima do personagem que representa o deus da guerra sábia. O combate, como mostra o AMV, se reduz a um duelo entre Milza e Theo. “O grau mais elevado da sabedoria humana é saber adaptar o seu caráter às circunstâncias e ficar interiormente calmo apesar das tempestades exteriores”. (Daniel Defoe). Milza é a tempestade. Theo é a calmaria.

O duelo deles repete a mesma representação estratégica das tropas. Milza ataca com fúria. Theo se defende e espera brechas para o contra-ataque. Exausto, ao final, o personagem que representa a guerra selvagem perde para a guerra sólida e com estratégias bem definidas. Milza perde para Theo, por não considerar de forma adequada seus ataques. Ele cansa por desperdiçar movimentos. Theo não.

Após o fim do duelo, e da execução de Milza, eis que surge uma representação que fortalece as minhas deduções anteriores, pois Theo, por alguns segundos, ora aos céus. Seus soldados repetem seu gesto. David orava a Deus antes e depois das batalhas, bem como a figura do rei Arthur. A gratidão pela vitória que lavou o sangue de seu amigo, reconquistando o que antes era dele (Villar).


Conclusão

Record of Grancrest War nos deixa um grande episódio que faz paralelos claros com a guerra, a estratégia e a calma. Com a democracia e a ditadura. Com a fé e a bravura. Os dois personagens estão delimitados por suas características: Milza (ódio e força bruta), assim como Theo (calma e frieza). E a luta entre eles nos garante metáforas e comparações (Ares e Jeová) que fazem com que o enredo se enriqueça com os símbolos usados. Isto também faz com que nos identifiquemos com eles, pois vemos neles representações de elementos que são importantes para nós. E esta emoção é benéfica para a série. Quando Theo aceitou o desafio de Milza, meu coração ficou na garganta. É o resultado de captar e aceitar os símbolos e referências propostos pelo autor para a construção do enredo e dos personagens. Um excelente trabalho! Isto, sim, é uma história bem construída!







 Dois grandes heróis: Theo e Villar, este agora em paz!
Homenagem ao casal Villar e Margaret! Esta vitória foi para vocês!








[1] O Signo Linguístico: <https://portugues.uol.com.br/redacao/o-signo-linguistico.html>
[2] Ares: <https://www.infoescola.com/mitologia-grega/ares/>