sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quadrinhos: Desvalorização e Alergia Incomum

Neste quadrinho antigo, eu lhes apresento uma desvalorização do profissional. Um diálogo que tive com meu avô, assim que recebi meu primeiro salário como bancário (na época R$1.200,00 com as gratificações já inclusas). Meu avô também foi bancário.




Neste quadrinho novo, uma alergia inspirada em meu gato Hércules! 




Até segunda-feira, pessoal! 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sarau da Onça lança Livro

Geralmente, eu trabalho o release para não ficar um verdadeiro "copia e cola", mas este release está tão bom, conciso e verdadeiro que decidi colocar aqui os principais trechos. Não tive trabalho nenhum na adaptação do texto. Release bom é assim! Leia-o na íntegra no site do Dino (clique).



A antologia "O Diferencial da Favela: poesias quebradas de quebrada", foi organizada pela equipe que realiza o Sarau da Onça e é composta de poemas de 50 autores de Salvador. O lançamento acontece dia 10.05.2014, às 18hs, no Auditório Abdias Nascimento, na Pastoral Afro, no bairro Sussuarana. A obra literária tem ilustração de capa de Zezé Olukemi e faz parte do I Festival de Arte e Cultura que o Sarau da Onça promove e foi selecionado no edital “Arte em Toda Parte”, em 2013, patrocinado pela Fundação Gregório de Matos, ligada à Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura da Cidade do Salvador. 



A noite de autógrafos do livro faz parte do Festival de Arte e Cultura em comemoração aos três anos de atividades do Sarau da Onça. Os demais exemplares serão vendidos ao preço simbólico de R$ 5,00 (cinco reais), com renda revertida para financiar ações culturais do Sarau da Onça. Além da antologia, o festival vai ter atividades em 02 dias, sábado (24/05/2014), das 19:30h as 22:00h e domingo (25/05/2014), das 09h às 20h – com intervalo de uma hora para almoço gratuito (das 12h às 13h) e contará com apresentações de grupos culturais e de hip hop, homenagens a personalidades negras, além de oficinas poesia, grafite, teatro, capoeira, dança e o tradicional sarau poético.


Coordenado pelo estudante de Serviço Social Sandro Ribeiro dos Santos (Sandro Sussuarana), o Sarau da Onça atua em Sussuarana nas dependências do Espaço CENPAH – Centro de Pastoral Afro, pertencente à Paróquia São Daniel Comboni. A cada quinze dias são realizados saraus, apresentações musicais, leituras poéticas e canjas de hip hop e outras atividades culturais. 


Serviço
O que: Lançamento do livro “O diferencial da favela. Poesias quebradas de quebrada”
Quando: 10 de maio de 2014, às 18hs
Onde: Rua Albino Fernandes, 59-C - Centro Pastoral Afro - Novo Horizonte, Sussuarana, Salvador-BA
Fone: 71 9331 5781
Preço: R$ 5,00
Editora: Galinha Pulando
Páginas: 115
ISBN: 978.85.66465.12.9
Assessoria de Imprensa: Valdeck Almeida de Jesus, 71 9345 5255


--------------------------------------------------------

Sobre o Sarau da Onça



A partir do interesse de um grupo de amigos no bairro de Sussuarana que tomou como referencia o Sarau Bem Black e o Sarau da Cooperifa , o Sarau da Onça (filho da nossa terra) foi criado afim de sensibilizar as pessoas da comunidade para com os problemas que esta possui. " A arma utilizada são as palavras da boca dos Poetas e Poetizas das baixadas e vielas do bairro." O grupo tem feito apresentações no bairro onde vem arrastando vários participantes, é uma evento aberto para qualquer pessoa, independente de raça, religião ou segmentação politica, se mostra aberto para os convidados também participarem através de discussões e contribuindo também levando suas poesias.

terça-feira, 22 de abril de 2014

II Bienal Brasil do Livro e da Leitura


 Aconteceu em Brasília, entre os dias 11 a 21 de abril de 2014, a segunda edição da Bienal Brasil do Livro e da Leitura. O evento foi sediado no gramado central da Esplanada dos Ministérios. O primeiro evento obteve uma visitação de 250 mil leitores e venda de 300 mil publicações. Já foi noticiado que o evento, até sexta-feira 18, já havia marcado a presença de 110 mil visitantes.




Como todo grande evento, a Bienal não fugiu do estigma de ser comparada às suas irmãs, como a Bienal do Livro de São Paulo e a do Rio de Janeiro. Com um espírito parecido, decidi verificar três aspectos desta bienal: Programação, Estrutura e Visitação.


A Programação:


Este segundo evento não deixou nada a dever, em relação às suas irmãs, neste quesito. A programação foi bastante diversificada e, posso dizer, equilibrada. O que eu entendo por equilíbrio é um evento que possa discutir elementos adultos, como na palestra “Os conflitos políticos, as guerras e a intolerância religiosa”, mas, também, possa entreter os jovens como no espaço Teatro de Estórias para Jovens. O equilíbrio é a união entre o tema maduro e o tema jovial, com espaço para ambos. Muitas crianças visitaram o evento com os pais.





Na questão musical, o evento também foi diversificado. A abertura do evento foi de responsabilidade da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional (11/04/2014 às 22h00), mas também contou com Plebe Rude, Quarteto em CY e Edu Lobo. Música de variados estilos abrilhantaram o evento, mostrando, também, sua qualidade.


Os temas dos debates foram bem polêmicos, ora voltados para a produção literária e a internet, ora voltados para a ditadura, mas sempre trazidos ao público com informações atuais e relevantes. Vários convidados internacionais, e vários lançamento de livros, com muitos autores de Brasília, provaram que a produção cultural da capital é grande e o interesse pela leitura é permanente. Com isso, acredito que esta bienal não tenha ficado devendo nada aos outros eventos de outras capitais.


Eduardo Galeano



A Estrutura:


A palavra que pode definir a estrutura do evento é: Improviso. Como já escrevi, o evento se deu na área verde da Esplanada dos Ministérios, então, toda a estrutura de palcos, banheiros, estandes, enfim, tudo teve que ser montado do zero. A arquitetura estava bela, como se vê no vídeo ao fim do texto, mas carecia de melhor infraestrutura. Isso causou muitos desconfortos que explico à seguir.


O estacionamento foi feito em um terreno lateral ao espaço da bienal. Um terreno de grama, que se foi com a roda dos carros, e terra. Quem estacionava nos ministérios teria uma caminhada mais longa. Decidi parar no estacionamento de um dos ministérios e andar um pouco mais, do que deixar o carro em chão de solo batido. Imaginem, então, como ficou o evento, em dias de trabalho, com os estacionamentos lotados.





Como a imagem mostra, o chão foi feito de madeira e não estava todo nivelado. conseguia andar e sentir ondulações no chão e eu andei por toda a bienal sentindo o desnível do piso, bem como tropecei três ou quatro vezes. Espero que se possa notar na foto a diferença de nível nesta passarela, e que define bem a sensação de se andar por lá.





Além disso, os banheiros usados na bienal eram banheiro químicos. Cada unidade colada à unidade vizinha. Se vocês achavam, meus leitores, desconfortáveis os banheiros do Anime Friends, posso afirmar que aqui a coisa não estava diferente.





Todos estes problemas seriam resolvidos se houvesse um lugar fixo, um centro de convenções, que pudesse abraçar este evento e dar-lhe as condições que lhe fossem dignas. Afinal, é um evento literário e, portanto, deveria ser preenchido de toda a honra possível.



A Visitação:


Fui ao evento tirar fotos no dia 19/04, ou seja, entre a Sexta-Feira da Paixão e a Páscoa, para ver se a bienal estava atraindo público. Pela experiência que pretendi mostrar com as fotos, posso dizer que sim. O evento estava lotado. Isso foi confirmado pela EBC. Na matéria de Carolina Gonçalves, em 17/04, a informação de que o evento já havia atraído 110 mil pessoas foi veiculada. Na data de ontem (21/04/2014) o Correio informou os números finais de público. Foram 200 mil pessoas visitando o evento. Um pouco menos que a anterior, mas, ainda assim, muito forte e digna de suas irmãs.






Conclusão:



O evento é um brilho da literatura em nosso céu candango e não deixou nada a desejar, nos quesitos Programação e Visitação, à Bienal de SP e RJ, entretanto, deveria ter um centro de convenções que melhor o abrigasse e evitasse o desconforto. Também senti falta de muitas grandes editoras e de editoras tradicionais do DF que não compareceram. Se valeu a visita? Claro que sim! E espero pela próxima bienal, torcendo para que ela melhore sempre. 


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Laçando a Lua

Durante minha visita à Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que está ocorrendo em Brasília, passei no estande do Sindicato de Escritores do DF e conheci um trabalho de requinte e alma. Este trabalho influenciou este texto. Caso queiram adquirir algum exemplar, ainda dá tempo de ir até a bienal e conseguir o seu.





O livro Laçando a Lua, de Kazuco Akamine, é uma definição de trabalho bem elaborado e de conteúdo sensível. O trabalho ainda possui uma alma, pois quem adquirir o livro estará colaborando com o Hospital Erasto Gaertner, portanto, possui uma alma caridosa.


Os poemas falam de sentimentos profundos e da interação da autora com a natureza. Ela afirma: “a vida, de forma clara ou com sutileza, foi me encaminhando ao apostolado do amor”. Este amor é representado pelo objetivo da obra (ajudar um hospital), pela forma como ela escreve, bem como todo o carinho para a criação gráfica do livro. A qualidade gráfica impressiona, com uma capa bem elaborada, miolo em papel especial e todo o cuidado com os poemas sensíveis. Por exemplo, ideogramas em papel de arroz foram digitalizados e conferem, ao miolo do livro, a sensibilidade da alma da artista.


“Ouvi soar, dentro de mim,
Um suspiro de três ondinhas.
Agucei meus sentidos, para melhor auscultar...
Ouvi a seiva, que corre em mim,
Suplantar a pedrinha da saudade,
A pedrinha da solidão,
A pedrinha da espera...” (Kazuco Akamine- Laçando a Lua)




O livro ainda nos traz brindes interessantes. O CD, por exemplo, é a forma cantada dos poemas escritos da autora e pode ser conferido abaixo. Também, na mesma foto, temos o marca página em forma de lua. Estes dois brindes graciosos complementam o tom artístico do livro. O livro está à venda no Estande do sindicato de Escritores do DF, mas corra, pois hoje é o último dia do evento que está acontecendo na Esplanada dos Ministérios.


Pansy II

Esse foi um meme alternativo que fiz sobre uma cena do terceiro episódio de Oresuki. Como já havia mencionado, a Pansy lembra uma personage...