segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Crossing Void


Crossing Void



Crossing Void é um jogo da Dengeki Bunko com personagens de 25 de suas novels  e que conta agora com um servidor internacional em uma grande Open Beta. Segundo o site: “The gate of the Void World is now open for you. When the anime universes intersect, dangers and challenges arise! Our most-loved anime characters from 25 masterpieces stand united and fight together! Are you ready to fight for your love? Crossing Void - Global is Officially Released on Nov.5th!



Eu estava procurando por um novo jogo, pois Otogi (já mencionado aqui no blog) parece que está sendo fechado aos poucos, pois não existe mais nem mesmo atualizações de histórias para ele. Tendo isso em vista, eu fui procurar um novo jogo, mas sem abandonar Otogi. Estarei com ele até o último momento, em agradecimento por toda a diversão que me proporcionou. Assim sendo, vi que o servidor desse jogo estaria aberto já em 05 de novembro e fiz meu download.

Não poderia deixar de jogar um game que une personagens de séries que gosto, como Sword Art Online, Oreimo, A certain..., e outras mais. Baixei meu jogo e gravei os primeiros minutos da minha gameplay. Como estou no começo do jogo, ainda me pergunto como irão equilibrar as forças dos personagens, pois, afinal, teremos uma Kuroneko lutando, ou dando suporte, a um outro personagem como o Kirito. Como isso pode ser possível? É algo que ainda não sei como eles farão.  Muitas séries são apenas comédias românticas, enquanto outras são séries de ação. Provavelmente, mais para frente irão esclarecer esse ponto.  Veja abaixo a minha gameplay.



Como deixei na descrição do vídeo, peço desculpas, pois o som ambiente vazou e quase poluiu a gameplay. Não acho que ficou algo muito ruim, por isso, mantive como está. Também preciso destacar que as cenas de corte estão apresentando alguns pulinhos, e o jogo dá algumas travadinhas, mas não sei se é por conta do peso do jogo, ou se isso ocorre por conta do processador do meu celular que não comporta as funcionalidades dele. Como não sei, não vou colocar isso como ponto negativo do jogo. Ele dá uma travada aqui e acolá, mas ele se mantém estável na maioria das vezes. Sim, o jogo é pesado. Fiz até uma brincadeira no começo, para destacar a espera que se precisa ter para baixar o jogo com mais de 1 Gb de conteúdo. O próprio site comenta: “Recommended Device *Android device with 2GB RAM or higher *Apple device: iPhone 6s or newer”.  O meu Galaxy J8 vem com 4GB de ram.

Fora essa questão, a jogabilidade é interessante. Lutas em turno estão com ótimas animações e vozes límpidas, com direito à dublagem oficial dos personagens. Visualmente, é um prazer ver as animações dos golpes e combos sendo aplicados. E você pode criar diversos combos de ataque. É preciso saber a hora de se defender, curar, ou tirar do adversário o seu buff de ataque. É um jogo de estratégia simples, mas bem divertido. Conta também com personagens de suporte, que atacam junto com seu personagem principal, ou dão a eles suporte como cura.

A história, até aqui, é bastante interessante. Existe uma anomalia que está unindo os universos dos personagens e esta anomalia está deixando a existência desse multiverso em perigo. Algo como “A Crise nas Infinitas Terras” da DC Comics. Obviamente, eles irão ter que resolver isso bem ao estilo animê de combate! O encontros estão repletos de humor e todos os personagens, pelo menos os que eu conheço, estão tendo suas características respeitadas. Como já afirmei, ainda não sei como a Kuroneko conseguiu virar uma garota mágica, mas acredito que irão explicar isso adiante.

O jogo tem uma lojinha, um ambiente para treino, um ambiente no qual você pode alterar características de seus personagens e outro para deixá-los mais fortes. Exatamente como todo jogo para celular. O interessante aqui é que você tem a possibilidade de conseguir uma Asuna, ou qualquer outro personagem das séries que você gosta. Isso é um agrado muito bom aos fãs.

No final, eu gostei muito do jogo e pretendo prosseguir jogando.  Confere mais informações nos links oficiais:

   

domingo, 10 de novembro de 2019

Nota de repúdio!


Minha nota de repúdio

A decisão do STF foi uma facada no ordenamento jurídico do Brasil e coloca em perigo toda a sociedade ao liberar condenados que já cumpriam pena por crimes diversos. É uma vergonha que um tribunal se vergue aos caprichos de um único réu condenado, e que rasgue sua própria história ao aceitar ir contra decisões anteriores e entendimento internacional, para que um único condenado venha a ser colocado em liberdade.



A Constituição Federal nada mais é do que a vontade soberana do povo transcrita em papel. Esse mesmo povo que foi às ruas, de maneira pacífica, pedir por justiça. Não foram pedir pela justiça do STF, mas pela justiça verdadeira, de sua alma transcrita, e que o tribunal parece ter esquecido. Apesar de não ter estado presente, eu apresento aqui meu apoio aos que foram às ruas pedindo a volta da prisão após condenação em segunda instância, e que medidas venham a ser tomadas contra aqueles que colocaram em risco a nossa sociedade, colocando em perigo o povo e o Direito.


Como um juiz já escreveu, e aqui repito, se existe o povo, existe o Direito. O povo é o soberano, com sua vontade transcrita nas palavras da Constituição Federal. Não respeitar o povo, a Constituição, e o próprio Direito, é o caminho para a ruína. E sobre o réu em questão, faço minhas as palavras do ministro Moro.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Direita Celular!


Direita XYZ

Vamos tratar da seguinte forma: quando um corpo está acometido por uma infecção, começa uma reação de medidas do organismo para manter o equilíbrio do sistema e a saúde do indivíduo. Uma dessas medidas é a criação de anticorpos que combaterão a infecção. Caso a infecção seja bacteriana, por vezes, é preciso um tratamento com antibióticos. Os antibióticos não fazem distinção entre células sadias, células do corpo, ou células invasoras e acabam com tudo. É uma tragédia!

Um país é exatamente como um organismo e nós somos as células. A política destrutiva que corrompe é a infecção e a corrupção é um sintoma, como a febre. A reação do organismo é a criação de células que possam combater essa política destrutiva. Podemos considerar, dada a situação anterior do país, que os anticorpos são células da Direita. O povo migrou suas esperanças no espectro político mais à Direita dada as investigações que revelaram um espectro político mais à Esquerda tomado pela corrupção. No entanto, um fato curioso está ocorrendo, pois os anticorpos começaram a atacar uns aos outros em uma resposta que pode ser interpretada como muita agressiva.

Dessa forma, temos glóbulos brancos atacando linfócitos, que atacam macrócitos, que atacam mastócitos, que atacam células T. A Direita começou a se comportar assim e começou a se dividir. E os termos genéricos começaram a aparecer, com uns chamando outros de “Direita Jujuba”, ou “Direita Isentona”, ou “Direita Nutela”, enfim, a babaquice se generalizou. Todos alegam que são a verdadeira Direita, enquanto o outro é um tipo de  “fake”. Todos os youtubers de Direita estão insuportáveis, pois carregam esse modelo agressivo e estão lutando uns contra os outros. E não está adiantando apelar para que eles parem. Já vi muitos tentando, mas sem resultado.

A situação parece piorar, pois um grupo está organizando uma defesa ao presidente, exatamente como um grupo que a esquerda está acostumada a organizar, para defender seu espectro político. Acho até que é uma reação muito natural, dada às pressões que o combate ideológico exige e, sim, acredito que seja importante no estágio atual da infecção. Todo grupo precisa de um comandante e de subordinados fiéis que o sigam. Mesmo que o comandante erre, o grupo estará lá para controlar os prejuízos e evitar dano à imagem do seu líder.  Entretanto, como iniciei o parágrafo, é uma situação que tende a piorar, pois demonstra uma visão intransigente de mundo, que impede que se veja a realidade como um todo. O líder sempre estará certo (será?)! Exatamente o que eu odeio no espectro político à Esquerda. Para a Esquerda, Lula é inocente e Bolsonaro quer vender a Amazônia para os Marcianos! É a ausência do livre pensamento que incomoda nesse cenário de cegueira.

É como um amigo já descreveu, “é a esquerda com os fios trocados”.  Por esse motivo, essa célula aqui vai deixar sua posição no campo de batalha, para assumir uma posição mais na retaguarda no batalhão. Observar antes de agir será meu objetivo.

E que venha o antibiótico!  





sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Notas rápidas! High School Prodigies Have It Easy Even In Another World


Notas rápidas

Estruturas de enredo: mudei meu gosto pessoal.

Uma estrutura de enredo que eu gostava muito era a escala de cinza na criação de personagens. Na escala de cinza, ninguém é totalmente bom e nem totalmente mau, ou seja, ela nega o maniqueísmo. Dessa forma, os personagens migravam de uma conduta para outra a depender de sua motivação e interesse do autor. Eu adorava, pois colocava os personagens em conflitos éticos interessantes. Entretanto, essa estrutura em cinza foi sendo usada demais para quebrar a imagem dos heróis e a tentar justificar a conduta dos vilões, fazendo uma espécie de justificativa para a disseminação de ideias muito erradas. Quais ideias? Algo como uma “bandidolatria” na qual o agressor torna-se a vítima. Um assassino torna-se vítima de uma sociedade que o reprimiu. Essas ideias que nos fizeram sofrer com a disseminação dos ideais bem vermelhos de proteção à bandidos e nos fizeram chegar a mais de 60 mil homicídios/ano. Números que, graças ao ministro Moro, estão em queda. Comecei a retomar meu gosto pelo maniqueísmo já em Goblin Slayer, pois existe o mal e ele não é fruto da sociedade. Existe o mal e isso deve ser sempre lembrado.

 Doutrina religiosa propagada por Maniqueu (Mani ou Manes) que, na Pérsia, durante o século III, concebia o mundo como uma fusão dualista do espírito e da matéria, respectivamente do bem (luz) e do mal (trevas).

High School Prodigies Have It Easy Even In Another World
DROPADO!

Eu sei que é apenas uma série, mas o enredo provocou em mim uma certa revolta. No episódio dessa semana, os personagens iniciaram um culto religioso para destruir uma sociedade, com a criação de um deus. Por que não falaram em nome de um deus existente daquela dimensão existencial? Por que a construção desse deus se pareceu muito com uma crítica ao cristianismo? O enredo ficou babaca e com furos. Provavelmente, o ambiente possuía uma divindade local. Não havia necessidade de se criar um deus. Foi aquele velho clichê que pode ser resumido na pergunta: "Deus criou o homem, ou o homem criou Deus?". Um clichê antigo e ultrapassado, que já era velho na época de Neon Gênesis Evangelion. Uma resposta simples para a pergunta acima está nesse vídeo. Segundo o entrevistado,  o "criador deixa suas marcas em sua criação".



Usar a fé religiosa para justificar uma revolução é não entender o que é uma religião e não entender o que é uma revolução. Toda as formas de revolução tiveram um ponto em comum: acabar com os pilares de uma sociedade, dentre eles a Igreja, a família, a educação e a cultura. O autor tenta se espelhar bastante na revolução Francesa mas, mesmo ela, não escapa da crítica acima. Veja esse vídeo abaixo. Religião é um religar com um ser superior, ela é baseada em ensinamentos como o amor e o perdão. Não se pode fazer uma revolução ao se perdoar seu inimigo e ao amar aquele que te fere.




Além disso, a criação desse deus foi a mais fajuta possível, pois o autor confundiu milagres com ilusão mágica e fez com que os fiéis fossem uns bobos, que não sabem distinguir um show de mágica de um milagre verdadeiro. Além disso, toda a religião que baseia-se em ensinamentos que te elevam e te fazem refletir é uma forma de evolução. Não se cria uma religião baseada na mentira. Isso não funciona! Quer dizer que, para o autor da série, as religiões não passam de mentiras? Foi o que deu para perceber em uma mensagem secundária nas letras do roteiro.





Um roteiro péssimo, que fere a nossa inteligência com uma argumentação rasa! Apesar de ser apenas uma animação, ela realmente me deixou irritado.

Nota ZERO!







quarta-feira, 30 de outubro de 2019

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Lei é lei?


Lei é lei?



Durante o conflito com a queda dos vetos do presidente, sobre a lei de abuso de autoridade, Bolsonaro disse que não levaria o caso para o STF e, segundo suas palavras: “lei é lei”. Isso me incomodou muito. Vou dar um exemplo ridículo e, depois, um exemplo mais sério.

O Congresso decide que todo homem, acima dos 18 anos, deve tatuar “My Little Pony” no traseiro. E toda mulher acima dos 18 anos deve raspar o cabelo. O presidente veta. O Congresso derruba os vetos. O presidente precisa sancionar. E agora? Vai tatuar? Vai raspar? Então, vamos para um exemplo mais sério. O Congresso torna o aborto, em qualquer momento da gestação, por qualquer desculpa, legal. O presidente, que já disse ser contrário ao aborto, tenta vetar. Derrubam os seus vetos. E agora? Lei é lei?

Oton Lustosa[1], em A Lei, o costume, o Direito: “Porém, algo inusitado chama-nos a atenção: feita a lei, ela é imposta à obediência geral. Pois bem: e se se cuida de uma lei má, que não espelha a realidade social e não busca os objetivos verdadeiros do povo? O julgador, aquele indivíduo a quem o povo incumbiu a missão de aplicar a lei, e, por conseguinte, aplicar o Direito, e restabelecer a paz e a harmonia, é que viverá esse grande dilema. Afinal, tal lei representa ou não representa o Direito? Para solucionar o conflito que se lhe apresenta à frente, capaz de abalar a harmonia entre os homens e comprometer os objetivos de todo o povo, um juiz - que não pode ir além do que lhe foi confiado, felizmente, ao seu dispor, não tem apenas a lei, que é a meta. Tem todo o plano, que é o Direito. Por isso que o juiz cumprirá a sua parte nessa melindrosa operação de promover o restabelecimento da paz social e da harmonia sobre a Terra, aplicando o Direito como um todo, que é o mesmo que aplicar a Justiça. Pois: "O Direito é mais que um agregado de leis. É o que torna as leis instrumentos vivos da Justiça".(4)

Se você se revoltou com qualquer um dos exemplos acima é porque eles bateram em um importante elemento de seu interior, que é a sua moral. O Direito é mais amplo do que um agregado de leis, pois ele está embasado em algo ainda mais antigo: os costumes morais de um povo e sua tradição. Antes mesmo da primeira lei ser redigida, os povos já se organizavam de acordo com seus costumes e sua moral. Portanto, o Direito também obedece a essa “mão invisível” de condutas não escritas.

[2]A moral não só orienta a conduta dos indivíduos em sociedade, como também a sociedade utiliza-se das regras morais para julgar os indivíduos, aprovando ou reprovando suas ações segundo seus imperativos morais (Dimoulis, 2003:97)

A moral do povo brasileiro, de maioria cristã, não aceitaria a concepção de uma lei que fosse contra seu costume primordial, amparado pelo respeito às leis divinas, portanto, a moral do povo brasileiro é contra o aborto, contra a impunidade, contra toda a forma de crime. Então, e se existir um conflito entre a moral do povo brasileiro e uma lei? Estamos presenciando, através do julgamento do STF, da prisão em segunda instância, o perigo de termos soltos inúmeros criminosos, por conta de um único ladrão, que um partido deseja ver livre. Lei continua sendo lei? Acredito que não, pois o Direito é, acima de tudo, a busca pela justiça. Ao meu ver, o povo precisa se posicionar contra as situações que coloquem em risco seu ordenamento social. Infelizmente, não vejo, no caso acima, uma forma serena de resolver essa questão. Não existe mais a possibilidade da estrutura do Estado, hoje corrompida, se mover positivamente pela manifestação popular pacífica.  É uma situação drástica! É uma situação lamentável! Se preciso for, apenas as Forças Armadas poderão fazer algo. É esperar e ver o que o STF decidirá: rasgar a CF mais uma vez, ou salvar o que resta de sua reputação.

Concluo com as palavras do juiz Oton Lustosa, já citado nesse texto: “Bem, leis corroídas pelo tempo ou leis novas elaboradas à revelia da vontade geral do povo não são leis boas; não representam o bom Direito e, portanto, não bastam, por si sós, para a realização da Justiça. (...) Se existe o Povo, existe o Direito!... Que está nas regras escritas ou nas regras não-escritas. O julgador, indivíduo a quem o povo confia a melindrosa tarefa de solucionar o conflito e restabelecer ou garantir a harmonia entre os homens, deve, antes de tudo, ter a capacidade de buscar na fonte o Direito. Bem, aplicá-lo ao caso concreto... é julgar com Justiça.


O Estado Brasileiro não pode estar, ou continuar, refém de uma quadrilha!




[1] Jus, lido em 26/10/2019, em : <https://jus.com.br/artigos/2113/a-lei-o-costume-o-direito>
[2] Jus, lido em 26/10/2019, em:
<https://adeilsonfilosofo.jusbrasil.com.br/artigos/236659547/direito-e-moral>

Crossing Void

Crossing Void Crossing Void é um jogo da Dengeki Bunko com personagens de 25 de suas novels   e que conta agora com um servidor ...