terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

E Tudo Se Encaixa- Seca, Einstein e Misericórdia!



Albert Einstein: “O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.” (UOL- Pensador)


Entre os anos de 2010 e 2011, a África enfrentou uma grave crise hídrica que culminou em uma crise alimentar severa. Naquela ocasião, o Met Office (serviço de meteorologia britânico) começou um aprofundado estudo sobre as causas que levaram àquela situação calamitosa. Para os pesquisadores, a conclusão ficou evidente: “há evidencias substanciais de que a influência humana contribuiu, pelo menos em parte, para o aumento no risco das condições secas vistas durante a temporada de chuvas em 2011. O quanto contribuiu é que segue difícil de determinar. Os pesquisadores afirmam que foi algo entre 24% e 99%, mas que ainda estão trabalhando para chegar a um percentual mais preciso.” Leia o texto na íntegra aqui (Envolverde- matéria de Fernanda B. Muller em 25/02/2013)


O Brasil passa por situação semelhante. Segundo pesquisadores, a ação humana no meio ambiente do sudeste brasileiro tem agravado a seca que atinge, principalmente, a grande cidade de São Paulo. Segundo matéria do Estado de São Paulo, apesar da diminuição do volume de chuvas, a ação humana retirou do solo a forma de reter mais água: “Choveu menos no último ano, mas, se a mata nativa ainda estivesse lá, os reservatórios poderiam ter mais água- e de melhor qualidade”.  Segundo explicações dos técnicos da Embrapa, a mata nativa serviria para deixar o solo pronto para o recebimento de água, impedindo a evaporação de água e, também, em regiões elevadas, serviria para a captura de orvalho, através das folhas, e que desceria até as nascentes, aumentando o volume de água. Sem a mata ao redor do Cantareira, a situação se agravou.






A solução encontrada pelos pesquisadores é o plantio de 30 milhões de árvores, entretanto, existe nesse plano uma espera pelo enraizamento das novas árvores adultas replantadas, o crescimento das mudas para que elas possam promover o auxílio esperado, e a acomodação do solo. É, sem dúvida, uma solução para o longo prazo. Todavia, é uma iniciativa emergencial necessária. Infelizmente, para se destruir a natureza é um ato rápido, mas a reconstrução do ecossistema é lento. Corta-se uma árvore em questão de minutos, mas uma árvore leva anos para crescer.


Assusta-me ver o número de árvores que devem ser replantadas, pois mostra como a ação humana foi devastadora. Plantar 30 milhões de novas árvores é um número difícil de se mentalizar. Como Einstein afirmou, o homem raciocina como se suas ações não fossem afetar o ambiente que o cerca (universo), entretanto, afeta. Essa ilusão promove sempre uma grande tragédia, principalmente quando várias pessoas, com o mesmo pensamento ilusório, unem-se em torno de algo, acreditando que o que elas fazem não afeta o todo. É a típica mentalidade egoísta de cuidar do que é meu e somente isso.  Mas existe solução, que é o agir em amor. Einstein afirmou e eu repito novamente: “Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza”.



A solução passa pela educação do povo, para que eles percebam o erro, pelo procedimento de restauração do ambiente e pelo ato de misericórdia para com o próximo. O ato de misericórdia indica que sua visão não está centrada apenas em sua pessoa, mas em seu semelhante também, portanto, você torna-se capaz de enxergar os efeitos de seus atos em seu ambiente, em seu próximo e pode ser capaz de conduzir tudo de maneira a não ferir ninguém. Como afirmei em meu texto “Faces de Deus”, “O caminho, então, é amar ao próximo. E quem é o seu próximo? Seu pai, sua mãe e aquele no qual seus olhos repousam o olhar. Quando o Cristo diz que ninguém chega ao Pai senão por ele, ele afirma, deste modo, que ninguém chega ao Pai sem o agir, mas o agir em amor. Se você quer realmente chegar-se a Deus, o caminho não é apenas orar e louvar, mas é agir em amor. É mostrar em ações que seu coração está cheio de renovação, de amor”. 

Autores, pesquisem!

Pesquisem! Autores, pesquisem! Estou percebendo um erro recorrente nos autores japoneses. Coisa que me espanta. Nessa temporada,...