sexta-feira, 29 de maio de 2020

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Amar é sadomasoquismo


Sua força eu quero esgotar;
Seus braços quero imobilizar;
Seus pulsos eu desejo amarrar;
Suas pernas quero entrelaçar;

E seus tornozelos agrilhoar.
Sua linda boca amordaçar;
Seus gemidos ouvir até amar;
Eu vou, nesse instante, te vendar;

Sentir seu ofegante respirar;
E em meu ouvido o seu arfar;
Quero, sim, muito me apaixonar;

Sentir sua frágil pele corar;
Meu toque lento a ti despertar;
Bondage é o mais belo amar!



O soneto decassilábico foi inspirado em uma personagem do jogo analisado na segunda-feira. É um fetiche que respeito. O AMV abaixo não tem relação nem com o jogo e nem com o poema, mas é de uma sensualidade que faz uma certa ligação com as palavras desse poema.



segunda-feira, 25 de maio de 2020

Phoenix Wright Ace Attorney Trilogy


Phoenix Wright Ace Attorney Trilogy

Gamertag: Paray BR
Joguei esse jogo antes da quarentena iniciar e já o encerrei. Não completei 1000 G porque me recusei a receber uma conquista.

Fonte: CAPCOM: http://www.ace-attorney.com/trilogy/us/about/


Disponível para o XBOX, ele é uma reunião dos três primeiros jogos da franquia que se iniciou em 2001, para o Gameboy, com o título Phoenix Wright: Ace Attorney (Gyakuten Saiban). CAPCOM[1]: “Fourteen thrilling cases across three titles! High-resolution graphics optimized for PlayStation®4, Nintendo Switch™, Xbox One, and Steam (PC)! Courtroom battles never looked this beautiful!”.

No jogo, nós controlamos, na maioria dos casos, um advogado chamado Phoenix Wright, que precisa defender seus clientes contra acusações em crimes que vão de assassinato até sequestro e roubo. O jogo gira em torno de descobrir contradições nos testemunhos e nas provas que são enviadas ao tribunal. Na maioria das vezes, esses testemunhos não somente levam à contradição, mas, também, à pistas para esclarecimentos do que, de fato, estaria ocorrendo no momento do crime.

O jogador possui algumas tarefas básicas no jogo, como o de investigar a cena do crime, conversar com testemunhas, policiais e promotores e, defender seus clientes em tribunal. Algumas ferramentas são apresentadas ao jogador, como levantar uma objeção, forçar um questionamento, revelar uma contradição e mostrar equívocos (por vezes intencionais) nos testemunhos em tribunal.  Durante o evoluir do jogo, outras ferramentas são inseridas na história, como uma magatama que permite ao jogador ver se o personagem está mentindo. Apesar de ser um conjunto limitado de ferramentas, o seu uso pode se tornar ilimitado pelas condições de “probabilidade e erro” de seus usos e de seu estilo de jogo, formando uma história bem trabalhosa para se completar. Se você não usar um roteiro pré-estabelecido, o jogo pode se tornar muito longo. Se você não perceber de imediato a contradição, o jogo se transforma em um ciclo de tentativas, até que se encontre o caminho correto.  

O jogo possui 14 capítulos divididos em 3 jogos e que se complementam em uma história mais bem elaborada, formando um conjunto coeso de narrativas e histórias. Muitas das histórias vão se ligando e formando um caso maior, até culminar no último capítulo em uma jogada bem inteligente de roteiro.
Os personagens principais são carismáticos e seus diálogos são interessantes. Interagir com eles é de extrema importância e você se sente próximo a eles e aos seus sofrimentos. O jogo se constrói com esses diálogos e sua relação com seus amigos, clientes e auxiliares. Alguns personagens são tão bem construídos psicologicamente que você até deseja os livrar da cadeia. Foi dessa forma que me recusei a receber uma conquista, pois eu deveria mandar à prisão uma cliente da qual eu acabei gostando bastante (uma conquista que motivaria uma BAD END), dessa forma, optei por não receber essa conquista. Quando chegarem nessa parte do jogo vão entender melhor essa questão ética, pois envolve também nosso sentimento sobre o que significa a justiça para nós.

Pontos Negativos
Obviamente, o jogo possui falhas. Apesar de algumas contradições serem interessantes, algumas deixam furos no roteiro. Muitos personagens ficam indo e voltando, se repetindo, e isso irrita. Mais frustrante ainda é ver um personagem irritante voltar. Tudo é muito cartunesco também. O desenho poderia ter mais movimentação e alguns personagens poderiam ter um traço melhor trabalhado. Existe superficialidade em vários personagens.

Se você espera ver algum respeito pelo código processual, esqueça. Nada é seguido no jogo. O jogo é muito simples aqui e até tenta brincar com situações, como uma promotora dominatrix (inspiração para o poema de quarta-feira) que usa um chicote até no coitado do juiz, e um promotor que fica jogando xícaras de café no nosso personagem, quando ele perde o domínio do argumento.

Conclusão
Apesar de muitas falhas, eu vejo o jogo como um livro de investigação infantil, no qual você pode interagir com o personagem e isso te dá uma certa distração. Como o jogo é longo, e os personagens principais são interessantes, o esquema de descobrir contradições se transforma em um prazeroso quebra-cabeça. E o destino de personagens como a Mia e a Maya dá uma boa profundidade à história e te faz querer seguir em frente para ver o que acontecerá nos capítulos seguintes. Elas são carismáticas assim.  O humor funciona bem na maioria dos casos.

Jogo aprovado!   


[1] Veja em: < http://www.ace-attorney.com/trilogy/us/about/>

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