sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Drops Rabugento: Kino & Black Clover!

Drops: Kino & Black Clover

Cuidado, tem spoilers de episódios aqui. Spoilers!
Pela primeira vez, é um drops rabugento, ou seja, vou criticar estas séries. Spoilers!

Kino



Kino trata das aventuras de uma jovem garota (que o diretor faz questão de alterar a cor dos olhos. Ainda não sei se eles mudam de cor pela incidência de luz, ou se tem um plot twist escondido nisso, ou se o diretor fumou) que viaja por diversos países, conhece sua história e parte após três dias. Acontece que tem muita coisa me incomodando aqui, além da cor dos olhos dela.

Primeiro, o enredo descreve que ela visita diversos países. Acho que o correto seria dizer que ela visita as capitais dos países, pois, se forem países, com uma única cidade, são países minúsculos! A segunda coisa, eles forçam uma barra para o drama. No último capítulo que vi, um “país” iria ser destruído por um vulcão. Os moradores sabiam disso. E eles preferiram esperar a morte certa pelo vulcão. Pelo amor de Deus, por que não foram acampar? Ficavam acampando ali perto, depois que o vulcão destruísse a cidade, eles voltariam e a reconstruiriam. Que bando de malucos suicidas! Preferiram morrer junto com a cidade, que eles poderiam reconstruir se optassem por se afastar um pouco. Acho isso forçar uma barra para o lado do drama. Isto é, drama sem necessidade.

Um ponto comum na nossa história real é a determinação de sobrevivência dos povos. Os povos lutam por sua sobrevivência Veja o caso de Israel, no vídeo abaixo, e compare com a decisão dos cidadãos deste país imaginário, visitado na série pela Kino. Com certeza, vai perceber que o enredo foi patife!




Bom, o que eu quero de uma série que tem uma moto que fala, e ninguém se espanta com isso? Mesmo assim, vou continuar acompanhando!



Black Clover




Um rei mago derrotou um rei demônio que destruiria o mundo. Depois desse dia, todos querem o título de rei mago. Esse é o contexto geral do enredo. E o enredo incomoda. Em um capítulo, duas semanas atrás, uma personagem adquiriu um poder para resolver uma contenda. O problema é que isso não foi explicado antes, então, foi um “deus ex machina” que o roteirista usou para resolver o problema. No capítulo seguinte, resolveram explicar porque ela adquiriu aqueles poderes. Isso é jogo sujo com a audiência. Simplesmente deram a ela um poder, de uma forma que não fora explicada anteriormente. Sim, é preciso explicar, dar as regras, mesmo que seja para quebrá-las depois. As cartas devem estar na mesa sempre.

 Fora que o personagem principal passa pelas fases da jornada do herói de forma rápida demais como, por exemplo, a aceitação dele pelos integrantes dos Touros. Bastou um desafio e todo mundo foi bater nas costas dele. Ele não precisou conquistar a confiança dos integrantes de maneira gradual, um por um. A série  prometia ser a sucessora de Naruto, mas está muito atrás dela e de Fairy Tail, que é outra obra que influencia Black Clover.  Sem contar como o personagem inicial torna-se irritante com seus gritos constantes.

Quem sabe a série mude e se desenvolva. Quero ser otimista e acreditar que a série irá melhorar com o tempo.  

Caso decida, pode assistí-los no Crunchyroll!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Moriko Morioka

Moriko Morioka (Net-juu no Susume pode ser visto no Crunchyroll)



Em seu trabalho ela sofreu;
Assédio moral que trouxe infelicidade;
Tornou-se "neet" com 30 anos de idade;
Em seu apartamento ela se escondeu.

Sua única janela para o mundo era um jogo virtual;
Ali passava seu tempo, gastava seu dinheiro,
Era assim que ela se mantinha de alto astral,
Até Sakurai conhecer, seu companheiro.

Uma comédia romântica se formou;
Eles estavam prometidos desde o começo;
Um casal que superou cada tropeço;
Um casal que o deus do mangá abençoou.

Torci por eles com o coração;
Eu me comovi com cada declaração;
Ri com cada situação;
E me alegrei com  sua devoção.

Net-juu no Susume terminou seu arco principal. Eu ia recomendar esta série, pois, para mim, alcançou nota 10 em roteiro, mas o diretor resolveu juntar dois curtas e criar, com eles, um 11º episódio. Vou ter que esperar antes de recomendar, pois os diretores tem a mania de arrebentar com as suas séries nos capítulos finais. Espero que esta maldição não atinja este casal tão magnífico! Cara, com a Moriko-san eu casava! :)




Neste outro amv temos mais dela interagindo dentro do jogo. Prevejo que ela integrará muitas listinhas de casamento de otaku! :)


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Estado é necessário!

Estado
Os libertários mais radicais defendem a extinção do Estado como estrutura organizacional. Diferente dos liberais moderados e conservadores, que defendem um Estado mínimo, os libertários entendem o Estado quase como um ser opressor das vontades e liberdades individuais. O núcleo de seu pensamento é a liberdade.

Infelizmente, não vejo como possível a extinção do Estado, pois ele é apenas uma consequência da união de diversas pessoas em volta de símbolos comuns, como língua, costumes, moral e território. Themistocles Cavalcante: “Mannhein considera a estrutura como a mais perfeita expressão de uma realidade social, econômica, política, mas nenhuma parte da sociedade, qualquer que seja ela, pode ter uma estrutura própria, particular, sem levar em conta a estrutura total” (Teoria do Estado; 1958), ou seja, a estrutura nacional é reflexo da estrutura das pequenas partes, mas não somente isso, pois é necessário também analisar a estrutura econômica, política, além da social.

No momento em que duas ou mais famílias decidiram se unir em tribos, e as tribos começaram a se comunicar com outras tribos, formando cidades, e estas cidades começar a se expandir e se relacionar com outras cidades, criaram-se diversas estruturas nacionais- nações. Eles precisavam da unidade para se desenvolverem e sobreviverem contras outras nações. Não havia outro jeito, ou se uniam, ou eram englobadas por estruturas maiores.

Para Sahid Maluf, no livro Teoria Geral do Estado, de 2009: “O Estado é uma organização destinada a manter, pela aplicação do Direito, as condições universais de ordem social. E o Direito é o conjunto das condições existenciais da sociedade, que ao Estado cumpre assegurar.” Podemos citar alguns direitos assegurados pelo Estado como direito à vida, à liberdade, à propriedade privada, à saúde e ao livre culto religioso.

Imaginemos que o Estado brasileiro acabasse. O que aconteceria seria uma reorganização social baseada, senão pelo mais forte, pelo mais numeroso grupo. Aqueles conexos com a mesma meta, ideologia ou doutrina se organizariam de modo a construir bases para sua sobrevivência. Haveria, de certo, ligações comerciais entre os grupos mais fortes. Os grupos mais fortes se uniriam e envolveriam os grupos menores, pelo simples fato de que os grupos menores pudessem possuir algo de interesse dos grupos maiores. Em algum tempo, teríamos novamente uma estrutura nacional, com nova base ideológica, política e cultural. Como eu sei disso? Pois é história da formação das cidades e nações. A liberdade individual plena nunca foi admitida na organização de grupos, quaisquer que sejam, portanto, a estrutura do Estado, que limitaria as liberdades individuais, se formaria novamente.

Continuando com o jogo de imaginação, suponhamos que nossa sociedade se dividisse em grupos que negassem o Estado, em prol da liberdade plena, logo, não existiriam as Forças Armadas para a defesa do território. A Venezuela, como um país que sofre atualmente uma ditadura socialista, com fome e miséria a nível de crise humanitária, olharia para o nosso imenso território, agora desprotegido, e, possivelmente, invadiria para garantir recursos mínimos para a sobrevivência do Estado da Venezuela. Foi assim no passado e seria assim agora.

Mises, ouso brincar, foi um liberal conservador, pois ele aceitava a estrutura do Estado até um certo ponto que a visão liberal permitia. Ele escreveu (Liberalismo: 2010) que “a tarefa do Estado consiste, única e exclusivamente, em garantir a proteção da vida, a saúde, a liberdade e a propriedade privada contra ataques violentos”, segundo ele “o liberalismo nem mesmo deseja ou pode negar que o poder coercitivo do Estado e a punição legal de criminosos são instituições que a sociedade não poderia, em quaisquer circunstâncias, delas prescindir”.

Como se defende a vida e a saúde? Com poder de polícia, com poder coercitivo, com uma estrutura de saúde decente, logo, com hospitais, com as Forças Armadas e com as polícias. E isso gera atrito com a questão da liberdade plena, pois, de fato, não existe liberdade plena, uma vez que se admite o poder de coerção. Até em um Estado liberal, se você matar uma pessoa, você será preso. Sua liberdade termina quando começa a liberdade de outro indivíduo. Veja o vídeo abaixo sobre o problema da liberdade. Como Sahid Maluf escreve, no livro já citado, o Estado Liberal, como defendido por libertários e liberais mais radicais, só seria possível em uma comunidade de deuses.





Finalizo com Hobbes[1] que afirmava que o Estado seria um mal necessário para que, com suas ferramentas, pudesse manter a ordem e a estabilidade entre os indivíduos. Ele acreditava que o “homem é o lobo do homem” e, portanto, a livre escolha do indivíduo deveria ser entregue ao Estado para garantir o bem comum.


Sobre a minha posição de conservador liberal, devo fazer um ajuste necessário. Anteriormente, eu me descrevia como um liberal para assuntos do Estado. Refleti que, com isso, eu estava autorizando o Estado a defender liberdades contrárias às que eu acredito como conservador. O ajuste ideal é que sou conservador, com visão liberal para a economia. Como escrevi, o liberalismo de Mises é essencialmente materialista, não tocando em esferas espirituais, por isso, posso ser liberal para a economia e manter minha alma conservadora. Mesmo assim, lerei mais economistas conservadores.




[1] Rainer Souza, Mundo Educação, lido em 09/12/2017 no link:
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/thomas-hobbes.htm

Pansy II

Esse foi um meme alternativo que fiz sobre uma cena do terceiro episódio de Oresuki. Como já havia mencionado, a Pansy lembra uma personage...