quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Nezuko!



Na sombra da morte iminente;
Ela buscou forças para viver;
Zelosa, o amor é presente;
Um laço só para sobreviver;
Kyrie! Vamos, cante o anjo!
O mal está em um desarranjo.



segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Alterações no blog!

Olá! Como já perceberam, eu alterei o blog. Inseri minha lista de músicas de animês, que possui mais de sete horas de melodias das músicas que eu mais gosto. Robôs, bom proveito da minha lista de música.



Uma resolução minha: irei verificar diariamente a possibilidade de ter comentários no blog. Quando mudei o layout, para esse novo que vocês estão vendo, é que percebi que existiam comentários esperando aprovação. Antigamente, ficava um alerta em vermelho, no painel do blog, mostrando que existiam comentários para análise. Parece que isso não funciona mais assim. Quando fui perceber, já possuía comentários pendentes de aprovação. Minhas mais sinceras desculpas a todos que comentaram. Esse erro não vai mais ocorrer. Irei verificar diariamente os comentários.  


Histórias do Ratinho: Caranguejo!


Conto do Ratinho: Histórias do caranguejo
Esse conto se passa antes do ratinho escrever a carta para a sua mãe

Fonte: Gadoo https://www.gadoo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/910.jpg


O inverno é sempre forte nessa nova baia, mas é um inverno próspero e alegre. Desde a minha mudança para esse novo lar, ainda temporário, tenho aprendido muito sobre o cientista e a vida. Muitos problemas que aconteceram, como a invasão de meu lar, fizeram com que eu refletisse sobre a mutabilidade da vida, a instabilidade dos valores e da minha própria falta de fé no cientista e em suas ações.

Aprendi que o cientista é dono de toda a luz e de todas as trevas. Que ele tem o domínio de todas as circunstâncias e que nossas ações, apesar de serem livres, nos trarão sempre consequências e, através delas, seremos julgados. Ainda em vida, nós, ratinhos, somos avaliados pelo olhar cuidadoso e zeloso de nosso cientista.

Certa vez, li em um livro que:
“Como as aves dão proteção aos filhotes
com suas asas,
o Senhor dos Exércitos
protegerá Jerusalém;
ele a protegerá e a livrará;
ele a poupará e a salvará".
Isaías 31:5

Eu não conheço mesmo o autor desse livro, mas sinto que o cientista é assim. Ele vê o mal que está sendo armado e protege os seus pequeninos. E, enquanto refletia sobre o cientista, não percebi a presença de um vulto que se aproximava de mim.

--- Meu jovem, retornei com novidades!

Era o velho caranguejo! Eu corri para o cumprimentar e ele bateu carinhosamente na minha cabeça com sua garra maior.

--- O cientista me explicou os detalhes do que estava acontecendo, como você bem o sabe. --- ele explica, ao andar de lado erguendo suas garras ao alto.

--- Sim, ele me disse que tinha comandado o senhor e alguns Mangustos para expulsarem as cobras! --- respondi com confiança.

--- Não terminou por aí, meu jovem! --- sorri o velho caranguejo observando minha reação. Eu arregalei os olhos esperando uma resposta. Ele continuou sua explicação:

--- Era noite quando decidi que deveria fazer mais do que expulsar as cobras de sua baia. Eu me reuni com os mangustos e decidimos que iríamos atrás das cobras. Elas pagariam pela invasão! Os mangustos me apresentaram uma companheira que me ajudaria: a aranha Viúva Negra. Eles guardariam a baia, e a aranha me ajudaria na invasão e negociação.

Caranguejo: “As cobras ficam menos ativas à noite, então, começamos a invasão de madrugada. Ao entrarmos na baia delas, não fomos notados. Era uma baia tão boa quanto a sua e eu fiquei realmente furioso ao ver que não havia sentido em querer a sua, uma vez que a delas também era grande. Além de grande, ela era nova e bem cuidada. Com minha técnica especial para andar (de ladinho) eu não fui notado até conseguir achar o covil delas, em uma área central da baia. A aranha estava em minhas costas preparando teia. Estava frio, sem iluminação e o cheiro da pele de cobra me dava náusea. Apesar da baia ser excelente, a presença das cobras fazia o lugar feder. A viúva negra e eu entramos no covil. As cobras estavam dormindo como era esperado.

Eram três cobras. Duas fêmeas horrendas e um macho fedorento e gordo. Quando nos notaram já era tarde. A aranha lançou uma rede de teias no macho, que não conseguiu desviar e ficou enrolado, lutando contra os fios. Quanto mais lutava, mais amarrado ficava. Era tão gordo que logo se cansou e parou de se debater. Imediatamente, ela pulou nas costas da mais jovem e laçou-lhe a boca para evitar ser mordida. Então, a pequena e ágil aranha agarrou a cauda dela, subiu pela parede, deixando-a amordaçada, imobilizada pelo rabo e pendurada de ponta-cabeça. Ela até se esforçou para se libertar, mas a aranha desceu por seu corpo e ameaçou morder-lhe o pescoço. Sentindo a presença das presas da aranha em sua pele, logo ela amansou e parou. A mais velha e horrível de todas tentou me morder, mas suas presas quebraram ao tocarem em minha armadura vermelha. Antes que ela tentasse se enrolar em mim, eu lhe imobilizei a cauda e lhe segurei pela cabeça. Ficamos olho no olho.

Nesse instante, comecei a negociar com elas. A aranha olhava fixo para a serpente que ela havia dominado, deixando transparecer sua sede de sangue pela vítima capturada. Eu olhava bem nos olhos da minha cobra capturada, apertando-lhe o pescoço com minha garra maior. Um barulho intencional veio de fora do covil. Um mangusto apareceu e olhava com ódio para a serpente macho enredada. Todos perceberam que falávamos sério e que a vida deles dependia de uma boa negociação.

Dei um sermão em todas. E a negociação até que foi rápida. Como eu tinha o domínio do fato, a força da lei, e a ajuda do cientista, minhas exigências foram aceitas sem questionamentos. Com isso, houve a promessa de que não invadiriam mais a sua baia e, em punição, eu tirei delas metade da baia que pertencia a elas. O macho ficou calado. Nós saímos da baia com a promessa feita em sangue.” --- Concluiu a história e fez uma breve pausa esperando por algo. Eu notei e imediatamente respondi:

--- Como eu posso agradecer uma ajuda tão grandiosa?

Ele sorriu:

--- Não precisa agradecer! Basta continuar sendo você mesmo. Já recebi do cientista o meu agradecimento. --- Disse ele estufando o peito e erguendo suas garras em comemoração.

Eu sorri e, olhando para cima, vi o cientista me observando. Eu o agradeci! Continuamos conversando nós dois até que o dia terminou.        



Esteve só!

Esteve bem só, Nessa noite sem vento, Sou seu alento!