sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Nota 5


Nota 5

Alguns roteiros assustam. Estava assistindo a algumas séries pelo Crunchyroll e fiquei gelado com algumas argumentações. Em “Somali and the forest spirit”, os humanos foram destruídos porque eram inflexíveis com as diferenças entre espécies. Foram devorados, e escravizados, porque acharam os monstros diferentes deles. É uma argumentação bizarra. Em resumo, os monstros fizeram mais ou menos isso: se você não concorda comigo e não me aceita, eu te mato, e te devoro. Parece familiar? Sim, é algo parecido com o famoso “menos ódio e mais amor” das redes sociais que, na verdade, revela mais ódio que amor. Os humanos, então, foram culpados mesmo pela própria extinção, como o roteiro tentou transmitir? Ou foram extintos por revelarem a verdadeira face dos monstros? Ficou a dúvida aqui.

Além disso, a série mostra a humanidade unidimensional, bem diferente do que o conservadorismo acredita. É uma visão muito próxima do que pregava Marx, então, aproveito para deixar esse vídeo abaixo como instrução e contraponto a essa visão. Impossível que toda a humanidade tenha seguido pelo mesmo caminho de destruição, uma vez que cada indivíduo que forma a sociedade é único e um ser racional.



Já em “The Case Files of Jeweler Richard” temos a famosa passada de pano para bandido. O roteiro tentou transmitir uma sensação de pena pela avó de um personagem que, por não encontrar emprego, virou trombadinha. Vamos colocar a situação de uma forma horrível: imaginem um personagem que ficou 42 anos sem uma namorada, porque o bicho é feio e casca grossa, então, ele resolve sequestrar uma garota para se satisfazer. Dá para dizer que ele é um coitadinho? Nunca! São situações parecidas. Não é a falta de oportunidade que leva uma pessoa para o crime, mas sua índole. A avó do personagem tinha uma índole propensa para o crime, então, desculpe, mas não senti pena de sua história de vida. O tempo que ela gastou aprendendo a roubar carteira, ela poderia ter investido em algum trabalho manual.



Apesar dessas derrapadas dos roteiristas que quiseram transmitir uma mensagem, mas revelaram outra, eu ainda continuo querendo assistir ao animê da pequena Somali. Já o outro, eu desisti e já larguei, porque farejei uma tentativa de lacrar. Não caia nessa de achar que bandido é vítima da sociedade!



quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A sociedade quer integridade!

A sociedade quer integridade;
Não têm condições da agenda a forçar;
O poder reside na sociedade;
Que possui poder para a rejeitar.

Essa mudança precisa ser natural;
Mudança lenta, pacífica, gradual;
A que tenta isso mudar, fracassará;
Agenda que rejeitada sempre será.

Nunca venha a forçar essa mudança;
Ela nunca atingirá a bonança;
Somente a dor a agenda alcança.

A sociedade sempre se conserva;
A sociedade sempre se preserva;
A sociedade sempre a observa.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Agenda X Lucro


Causas sociais X Lucro

Em Administração, existe uma preocupação com o bem-estar dos funcionários, clientes e da própria região na qual a empresa está situada. Dessa forma, muitas empresas desenvolveram instrumentos organizacionais para impactar positivamente seu meio. Aulas de ginástica para operários, creches para que mães e pais deixem seus filhos, programas de replantio de árvores, respeito aos preceitos religiosos de seus funcionários são exemplos de ferramentas empresariais que permitem um impacto positivo da empresa no meio em que ela se encontra. A isso dá-se o nome de “função social da empresa”. Horácio Eduardo Gomes Vale[1]: “A função social da sociedade empresária é atingida quando ela atende aos princípios da liberdade, igualdade, dignidade, solidariedade, democracia, reduz ou procura reduzir as desigualdades sociais e cumpre os valores ambientais.”

Eu sempre prego que para tudo deve existir um equilíbrio. Quando não atingidos os valores que permitem um equilíbrio, existe uma deformidade na questão. Isso vale também para a função social da empresa. A função social da empresa precisa estar em equilíbrio com seu objetivo principal: lucro. Sem um lucro, empresas não se sustentam e, por óbvio, são fechadas ou vendidas.

Estamos vendo um certo desequilíbrio em muitas empresas e isso me preocupa. Empresas, por conta de uma procura cega por questões sociais, estão empregando em seus projetos uma agenda destrutiva, que não alcança nem mesmo a justiça social, ou o lucro. Lembro-me que a Gillette fez uma propaganda contra a masculinidade tóxica, que caiu muito mal aos olhos dos clientes. Nessa ocasião, os clientes reagiram e a empresa teve um decréscimo em suas vendas. O Washington Examiner[2] escreveu sobre a questão: “Gary Coombe called the loss of revenue from those customers a "price worth paying" in a Monday interview with Marketing Week. Procter & Gamble, the parent company of Gillette, announced Tuesday they had taken over $5 billion in losses for the quarter, after Gillette had an $8 billion noncash writedown after its market share for razors fell over the last three years.”.

Para mim, isso é uma burrice sem tamanho. É uma situação que afeta negativamente a empresa e inibe o lucro. Pior ainda é a resposta de um grande CEO da empresa, pois ele não protegeu a imagem da companhia quando teve a chance e, de forma até infantil, permaneceu no erro. Eu mesmo não uso mais produtos da Gillette.

Marvel também está incorrendo no mesmo erro. Segundo o The Guardian[3]: “Marvel’s vice president of sales has blamed declining comic-book sales on the studio’s efforts to increase diversity and female characters, saying that readers “were turning their noses up” at diversity and “didn’t want female characters out there”.” Netflix está caminhando para o mesmo caminho. Não cito a recente polêmica com Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o que está sendo percebido pelo público norte-americano. Vigilant Citizen[4]: “Each year, Netflix dedicates over $12 billion to create exclusive, original content. This strategy is meant to attract new customers while keeping existing ones loyal to the brand. However, there’s a major problem: Almost all Netflix original content is heavily tainted by a clear, obvious and annoying agenda. And this irritates lots of people.”, resultado: “Netflix’s 2019 second-quarter results were nothing less than disastrous. The streaming company saw its first major loss of US subscribers (over 130,000 cancellations) while the number of international subscriptions barely reached 50% of what was forecast (2.7 million new paid customers). Stocks dropped by more than 10% immediately after the release of the report.”.

Com apenas esses três exemplos, Netflix, Gillette e Marvel, estamos conseguindo projetar que existe um desequilíbrio entre a agenda ideológica traçada pelas empresas e o lucro. A função social está sequestrada por uma agenda duvidosa. A posição ideológica adotada está indo contra a posição ideológica do público consumidor e isso está afetando a renda. Apesar de estarmos falando em empresas com aportes bilionários, essa postura terá consequências mais para frente. Nenhuma empresa resiste sem vendas e as empresas são essenciais para a democracia, pois são elas que mantêm a riqueza de uma nação e ajudam na manutenção do regime político. Horácio Gomes: “A empresa, ou sociedade empresária, enquanto agente econômico é fonte que produz riqueza, possibilita a contratação de pessoas, ocorrem fatos geradores de imposição tributária, desempenha forte papel ambiental, político, estratégico, nascendo daí a necessidade de sua manutenção para o bem social.”.

A agenda visa uma transformação social forçada, não natural, que a sociedade está lutando contra, e essa agenda está embasada em conceitos não científicos, com consequências ruins para a sociedade que a rejeita.  De tal forma, é preciso que os grandes investidores percebam que esse erro custará caro não somente para o bem econômico dos países, mas também para o bem social e político das sociedades. Prevejo, então, três finais para essa situação: o primeiro final é uma reação dos investidores e acionistas que farão uma mudança na agenda de suas empresas, em prol do lucro e pelo bem da sociedade que não deseja ter uma agenda forçada garganta abaixo. O segundo final é a constante queda de vendas, até que as empresas passem por alguma crise. Não esperemos pelo terceiro final, no qual as empresas conseguem oprimir a sociedade ocidental e lhe impor suas vontades. Que os investidores nos garantam um final feliz, isto é, o primeiro final.




[1] https://jus.com.br/artigos/56478/principio-da-funcao-social-da-empresa
[2] https://www.washingtonexaminer.com/news/gillette-ceo-losing-customers-over-metoo-campaign-is-price-worth-paying
[3] https://www.theguardian.com/books/2017/apr/03/marvel-executive-says-emphasis-on-diversity-may-have-alienated-readers
[4] https://vigilantcitizen.com/latestnews/netflix-is-losing-subscribers-in-the-us-the-untold-reason/

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Minha Vida [1] : “O estresse pode causar diabetes ou seria a doença que aumentaria a ansiedade? De acordo com o presidente da Socied...