sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O problema da ocidentalização!

O problema da ocidentalização



O filme Death Note (2017), lançado pela Netflix, foi um fracasso. O ódio do público permitiu que o filme ficasse no TT do Twitter por quase um dia inteiro, na data de seu lançamento.  A culpa disso se resume a esta maldita palavra: ocidentalização. No meio cinematográfico, esta palavra tem um sentido parecido com o que está no dicionário. No dicionário (leia) é “um processo  através do qual sociedades não-ocidentais recaem sob a influência da cultura ocidental em questões tais como indústria, tecnologia, lei, política, economia, estilo de vida, dieta, língua, alfabeto, religião ou valores ocidentais”. Para os cineastas, é um processo pelo qual um produto asiático deve passar para entrar em acordo com padrões e normas ocidentais.


Ocidentalização

Alguns cineastas acreditam que, se uma história não passar por este processo de ocidentalização, a obra não terá empatia do público e o mesmo não entenderá as nuances da narrativa e sua problemática. Esta forma de pensar odiosa criou Dragon Ball Evolution, Ghost In The Shell e, mais recentemente, Death Note (2017). O primeiro equívoco, do processo de ocidentalização, é acreditar que não haveria empatia do público ocidental por um Light Yagami japonês, ou uma Motoko Kusanagi japonesa. E eles estão enganados! Não existe um motivo para transformar a nacionalidade/raça/gênero/idade de personagens. Eles também afirmam, com isso, que os EUA não possuem uma qualificada equipe de atores asiáticos, que pudesse representar estes personagens. Estão errados! Quantos atores asiáticos existem nos EUA e que poderiam interpretar um Light melhor que este ator? Vários! E o público possui empatia por eles.


Roteiro- White Washing


A empatia do público não depende de nacionalidade, mas da qualidade do roteiro. E o roteiro deste Death Note foi horrível do começo ao fim. E por qual razão não contrataram, ao menos, atores asiáticos para o papel? A explicação está em outro termo horrível, que está explicado na manchete abaixo.


Whitewashing em Ghost in The Shell (leia)

Este processo acima pode ser equiparado ao preconceito de raça. Que eu, como ocidental sul-americano, vou gostar mais de um filme se transformarem um personagem tipicamente asiático em um ocidental. É um processo tão maligno quanto o nazismo, ao defender a raça ariana como predominante. Que o público gostará mais do filme se ele for estrelado por um branco quando, na verdade, o papel pede um ator asiático. É quase um discurso nazista da supremacia de raças. Asqueroso! E ainda tentaram desviar um pouco, ao colocar um L negro, mas o conceito se aplica integralmente. 


O Roteiro- Adaptação

O roteiro ainda errou ao não se preocupar nem mesmo com a construção interna dos personagens. Eu não posso pegar duas fatias de pão, colocar queijo, carne, alface e maionese e chamar isso de SUSHI! Da mesma forma, eu não posso pegar um personagem EMO, fútil e banal e chama-lo de Light. Se o personagem é o Light Yagami de Death Note, ao menos, ele tinha que ser um frio e calculista estrategista, que antecipa todos os passos de seus adversários como um mestre do xadrez faria. Um cara com estilo, que é respeitado por todos. Se queriam apenas se basear minimamente em DN, não usassem os personagens que amamos tanto. Que usassem unicamente o caderno, em uma história original, com personagens originais.


Tem tantas falhas, que deixo um vídeo aqui, pois não tem como escrever sem xingar essa coisa. Assistam. 







Enfim, se eu fosse um produtor e o diretor convidado viesse dizer que o roteiro precisa de ocidentalização, eu chutaria o cara para fora do projeto e de forma forte para ele nunca mais voltar! A ocidentalização, muitas vezes, serve apenas para ridicularizar o público, a história e os autores originais. Quem o faz, na verdade, nunca entendeu a obra original.

O melhor mesmo é rir para não chorar, então, aqui vai uma ocidentalização à baiana!






DEATH NOTE 2017 É UM FRACASSO PIOR QUE DB EVOLUTION !






quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Reflexão sobre o Estado!

Quanto menor o Estado, mais o Estado pode fazer pelo que lhe resta de obrigação.

O Estado mais gordo, ou seja, um Estado que eu já considero obeso, deve cuidar apenas de:

1)    Segurança- Forças Armadas, Polícias (Militar, Civil, Federal), Tribunais de Justiça, ABIN e MP;
2)    Educação- Biblioteca Nacional, escolas e universidades (com co-participação do mercado);
3)    Saúde- Hospitais, Farmácia Popular e controle de remédios.


Imagina, um orçamento de 1,7 trilhão de reais (PIB de 2016) concentrado em apenas estes itens! O orçamento da União está diluído em muitos projetos e que não somam em nada para o desenvolvimento do país. Se reduzir a participação do Estado, ele pode se dedicar a fazer melhor o que se destina a realizar. Na segunda-feira, nós vimos o quão benéfico é para o país um mercado livre da interferência do Estado. Todos os grandes nomes da economia mundial tem seus mercados livres, portanto, são países que concentram sorrisos. Pense também que um Estado menor tem menos chances de corrupção e que um Estado menor influência menos negativamente na inflação, taxa de preço e valores. Um Estado menor consome menos, por isso, precisa de menos impostos. Com menos impostos, a produção cresce e a arrecadação do Estado cresce (clique). Menos pobreza, mais educação. Menos pobreza, mais felicidade! São muitos benefícios que me fazem acreditar na minha frase acima.



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Liberdade Econômica X Prosperidade

Países ricos e liberdade econômica!

Vou deixar dois links aqui e vou relacionar bem rápido as duas listas.

Liberdade Econômica – Heritage Institute
Ranking da Prosperidade – Legatum Institute

Na primeira lista, temos os países com maior liberdade econômica, ou seja, com menor interferência do Estado. Veja abaixo a imagem, mas recomendo entrar em ambos os sites para ver mais informações. Os dois primeiros países merecem destaque, pois podem dar uma indevida ideia sobre a atuação do Estado, por isso, escrevo em especial sobre eles.



Hong Kong (clique) tem apenas 3,3% da população ativa desempregada e 56 mil dólares de renda per capta. Como foi colônia do Reino Unido, ele segue um sistema chamado “um país, dois sistemas”, após ter sido devolvido para a China. Segue: “Hong Kong became part of the People’s Republic of China (PRC) in 1997. Under the “one country, two systems” agreement, China promised not to impose its socialist policies on Hong Kong and to allow Hong Kong a high degree of autonomy in all matters except foreign and defense policy for 50 years.”

Singapore (clique) é uma democracia com sistema republicano parlamentarista unicameral. Foi colônia do Japão e do Reino Unido, tornando-se independente de fato em 1965. Segue: “Singapore is a democratic state that has been ruled by only one party, the People’s Action Party (PAP), since independence in 1965. In the September 2015 election, the PAP won 83 of the 89 parliamentary seats and 69.9 percent of the vote. Prime Minister Lee Hsien Loong has led the government since 2004. Certain civil liberties, such as freedom of assembly and freedom of speech, remain restricted, but the PAP has embraced economic liberalization and international trade. Singapore is one of the world’s most prosperous nations. Its economy is dominated by services, but the country is also a major manufacturer of electronics and chemicals.”

Como veem em ambos os exemplos, quando o Estado coloca a mão em algo, existe uma retração, até na liberdade de expressão. Quando o Estado deixa a economia livre, ela prospera como nação. Ambos os países tem IDHs ótimos e, portanto, são países também bem relacionados na lista dos mais ricos. Singapore em 19º lugar e Hong Kong em 23º lugar no ranking. Caso tenha dúvidas sobre o governo de algum país, entre no site e veja os fatos clicando no país que desejar.


Aqui a lista dos 15 mais ricos países do mundo!





E chegamos na lista para a comparação. Percebam que na lista dos países mais ricos do mundo estão quase todos os países com maior liberdade econômica? Dos 15 países na lista, 10 estão no ranking de maiores liberdades econômicas. Vejam os dois quadros lado a lado e perceberão que falo a verdade. Quanto mais o Estado tenta interferir na economia, menos próspera é a nação. Adam Smith já havia dito que “o que vai gerar a riqueza das nações é o fato de cada indivíduo procurar o seu desenvolvimento e crescimento econômico pessoal", então, quando o Estado machuca o equilíbrio econômico com alguma interferência, tira do povo a capacidade de procurar seu desenvolvimento pessoal e, logo, empobrece o país. A relação entre Liberdade Econômica X Prosperidade torna-se verdadeira. Possivelmente, você pode ter ouvido sobre o mito do socialismo da Suécia. Deixo aqui um texto com vídeo e um vídeo para te esclarecer sobre o tema.

Gazeta do Povo: Sueco derruba o mito do socialismo que deu certo em um minuto




Continuando, os países mais ricos e com maior liberdade econômica são, por óbvio, os países com excelentes níveis de IDH. É o capitalismo “malvadão” que faz o povo sorrir, pois estes mesmos países aparecem em uma lista peculiar. Veja-a abaixo.


Conclusão




Crossing Void

Crossing Void Crossing Void é um jogo da Dengeki Bunko com personagens de 25 de suas novels   e que conta agora com um servidor ...