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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

O problema da ocidentalização!

O problema da ocidentalização



O filme Death Note (2017), lançado pela Netflix, foi um fracasso. O ódio do público permitiu que o filme ficasse no TT do Twitter por quase um dia inteiro, na data de seu lançamento.  A culpa disso se resume a esta maldita palavra: ocidentalização. No meio cinematográfico, esta palavra tem um sentido parecido com o que está no dicionário. No dicionário (leia) é “um processo  através do qual sociedades não-ocidentais recaem sob a influência da cultura ocidental em questões tais como indústria, tecnologia, lei, política, economia, estilo de vida, dieta, língua, alfabeto, religião ou valores ocidentais”. Para os cineastas, é um processo pelo qual um produto asiático deve passar para entrar em acordo com padrões e normas ocidentais.


Ocidentalização

Alguns cineastas acreditam que, se uma história não passar por este processo de ocidentalização, a obra não terá empatia do público e o mesmo não entenderá as nuances da narrativa e sua problemática. Esta forma de pensar odiosa criou Dragon Ball Evolution, Ghost In The Shell e, mais recentemente, Death Note (2017). O primeiro equívoco, do processo de ocidentalização, é acreditar que não haveria empatia do público ocidental por um Light Yagami japonês, ou uma Motoko Kusanagi japonesa. E eles estão enganados! Não existe um motivo para transformar a nacionalidade/raça/gênero/idade de personagens. Eles também afirmam, com isso, que os EUA não possuem uma qualificada equipe de atores asiáticos, que pudesse representar estes personagens. Estão errados! Quantos atores asiáticos existem nos EUA e que poderiam interpretar um Light melhor que este ator? Vários! E o público possui empatia por eles.


Roteiro- White Washing


A empatia do público não depende de nacionalidade, mas da qualidade do roteiro. E o roteiro deste Death Note foi horrível do começo ao fim. E por qual razão não contrataram, ao menos, atores asiáticos para o papel? A explicação está em outro termo horrível, que está explicado na manchete abaixo.


Whitewashing em Ghost in The Shell (leia)

Este processo acima pode ser equiparado ao preconceito de raça. Que eu, como ocidental sul-americano, vou gostar mais de um filme se transformarem um personagem tipicamente asiático em um ocidental. É um processo tão maligno quanto o nazismo, ao defender a raça ariana como predominante. Que o público gostará mais do filme se ele for estrelado por um branco quando, na verdade, o papel pede um ator asiático. É quase um discurso nazista da supremacia de raças. Asqueroso! E ainda tentaram desviar um pouco, ao colocar um L negro, mas o conceito se aplica integralmente. 


O Roteiro- Adaptação

O roteiro ainda errou ao não se preocupar nem mesmo com a construção interna dos personagens. Eu não posso pegar duas fatias de pão, colocar queijo, carne, alface e maionese e chamar isso de SUSHI! Da mesma forma, eu não posso pegar um personagem EMO, fútil e banal e chama-lo de Light. Se o personagem é o Light Yagami de Death Note, ao menos, ele tinha que ser um frio e calculista estrategista, que antecipa todos os passos de seus adversários como um mestre do xadrez faria. Um cara com estilo, que é respeitado por todos. Se queriam apenas se basear minimamente em DN, não usassem os personagens que amamos tanto. Que usassem unicamente o caderno, em uma história original, com personagens originais.


Tem tantas falhas, que deixo um vídeo aqui, pois não tem como escrever sem xingar essa coisa. Assistam. 







Enfim, se eu fosse um produtor e o diretor convidado viesse dizer que o roteiro precisa de ocidentalização, eu chutaria o cara para fora do projeto e de forma forte para ele nunca mais voltar! A ocidentalização, muitas vezes, serve apenas para ridicularizar o público, a história e os autores originais. Quem o faz, na verdade, nunca entendeu a obra original.

O melhor mesmo é rir para não chorar, então, aqui vai uma ocidentalização à baiana!






DEATH NOTE 2017 É UM FRACASSO PIOR QUE DB EVOLUTION !






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