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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

E Tudo Se Encaixa- Seca, Einstein e Misericórdia!



Albert Einstein: “O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.” (UOL- Pensador)


Entre os anos de 2010 e 2011, a África enfrentou uma grave crise hídrica que culminou em uma crise alimentar severa. Naquela ocasião, o Met Office (serviço de meteorologia britânico) começou um aprofundado estudo sobre as causas que levaram àquela situação calamitosa. Para os pesquisadores, a conclusão ficou evidente: “há evidencias substanciais de que a influência humana contribuiu, pelo menos em parte, para o aumento no risco das condições secas vistas durante a temporada de chuvas em 2011. O quanto contribuiu é que segue difícil de determinar. Os pesquisadores afirmam que foi algo entre 24% e 99%, mas que ainda estão trabalhando para chegar a um percentual mais preciso.” Leia o texto na íntegra aqui (Envolverde- matéria de Fernanda B. Muller em 25/02/2013)


O Brasil passa por situação semelhante. Segundo pesquisadores, a ação humana no meio ambiente do sudeste brasileiro tem agravado a seca que atinge, principalmente, a grande cidade de São Paulo. Segundo matéria do Estado de São Paulo, apesar da diminuição do volume de chuvas, a ação humana retirou do solo a forma de reter mais água: “Choveu menos no último ano, mas, se a mata nativa ainda estivesse lá, os reservatórios poderiam ter mais água- e de melhor qualidade”.  Segundo explicações dos técnicos da Embrapa, a mata nativa serviria para deixar o solo pronto para o recebimento de água, impedindo a evaporação de água e, também, em regiões elevadas, serviria para a captura de orvalho, através das folhas, e que desceria até as nascentes, aumentando o volume de água. Sem a mata ao redor do Cantareira, a situação se agravou.






A solução encontrada pelos pesquisadores é o plantio de 30 milhões de árvores, entretanto, existe nesse plano uma espera pelo enraizamento das novas árvores adultas replantadas, o crescimento das mudas para que elas possam promover o auxílio esperado, e a acomodação do solo. É, sem dúvida, uma solução para o longo prazo. Todavia, é uma iniciativa emergencial necessária. Infelizmente, para se destruir a natureza é um ato rápido, mas a reconstrução do ecossistema é lento. Corta-se uma árvore em questão de minutos, mas uma árvore leva anos para crescer.


Assusta-me ver o número de árvores que devem ser replantadas, pois mostra como a ação humana foi devastadora. Plantar 30 milhões de novas árvores é um número difícil de se mentalizar. Como Einstein afirmou, o homem raciocina como se suas ações não fossem afetar o ambiente que o cerca (universo), entretanto, afeta. Essa ilusão promove sempre uma grande tragédia, principalmente quando várias pessoas, com o mesmo pensamento ilusório, unem-se em torno de algo, acreditando que o que elas fazem não afeta o todo. É a típica mentalidade egoísta de cuidar do que é meu e somente isso.  Mas existe solução, que é o agir em amor. Einstein afirmou e eu repito novamente: “Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza”.



A solução passa pela educação do povo, para que eles percebam o erro, pelo procedimento de restauração do ambiente e pelo ato de misericórdia para com o próximo. O ato de misericórdia indica que sua visão não está centrada apenas em sua pessoa, mas em seu semelhante também, portanto, você torna-se capaz de enxergar os efeitos de seus atos em seu ambiente, em seu próximo e pode ser capaz de conduzir tudo de maneira a não ferir ninguém. Como afirmei em meu texto “Faces de Deus”, “O caminho, então, é amar ao próximo. E quem é o seu próximo? Seu pai, sua mãe e aquele no qual seus olhos repousam o olhar. Quando o Cristo diz que ninguém chega ao Pai senão por ele, ele afirma, deste modo, que ninguém chega ao Pai sem o agir, mas o agir em amor. Se você quer realmente chegar-se a Deus, o caminho não é apenas orar e louvar, mas é agir em amor. É mostrar em ações que seu coração está cheio de renovação, de amor”. 

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