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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Jornalismo está morto!


Jornalismo possui um conjunto de técnicas com as quais o profissional aprende a manusear a informação, garantindo a transmissão da mesma através dos meios. A perfeita comunicação usa ferramentas que evitam ruídos/interferências que impeçam a boa absorção da informação pelo receptor. Em síntese, jornalismo é o estudo que permite que um receptor (jornalista/repórter) interaja com o receptor (público) para informa-lo sobre algo, através dos meios necessários (rádio, televisão, internet) e usando das melhores técnicas para isso. Basicamente, “O jornalismo[1] é uma atividade cujo principal objetivo é dar informação ao povo. O jornalista é aquele que exerce essa profissão através de diversos meios de comunicação: imprensa, rádio e televisão”.

A natureza do jornalismo é amoral (não possui em si mesma, em sua atividade, a representação da moral), apartidária (não deveria tomar partido) e neutra. Esta natureza tem como fundamento o princípio da neutralidade científica, no qual o jornalista, assim como o cientista, deve se colocar neutro de valores para assumir a tarefa de interpretar a realidade e transmiti-la sem preconceitos.

Infelizmente, não é isto que se vê hoje em dia. Ao que parece, e faço aqui esta crítica, o jornalismo não está mais preocupado em transmitir uma realidade, mas construir uma realidade através de sua narrativa e domínio dos fatos. Como o profissional é um ser imperfeito, cheio de paixões e com um vasto conhecimento vivido e experimentado, é impossível que ele não coloque seus valores, seu olhar, sob um determinado fato, sem colocar nele seu próprio conhecimento adquirido. O jornalismo presencia em suas fileiras o mito da neutralidade científica, com profissionais dedicados em alterar o meio através de sua mensagem.

Como exemplo, vemos aqui uma manipulação grosseira que virou piada. Um jornalista parece enfrentar a fúria dos ventos para levar informação para o público, que está seguro em suas casas. Infelizmente, faltou combinar com dois transeuntes que passavam tranquilamente atrás do profissional. Profissional este que virou motivo de deboche. Ele tentou criar, aumentar, uma realidade que não existia, através da manipulação de sua narrativa.





E isso é o que mais se vê hoje. Dependendo da afinidade do jornalista, teremos diferentes tipos de resultados de um mesmo evento. Se o repórter quiser que um evento fracassado, de apenas 200 pessoas, pareça maior do que é, basta usar ângulos fechados de imagem. A farsa aparece quando as mesmas 200 pessoas são fotografadas em um ângulo mais aberto, que evidencie quão reduzido é o número de participantes frente ao local no qual elas estão inseridas.


A afinidade do jornalista interfere em muito no resultado da matéria a ser transmitida. Ou ele arrebenta com o objeto da matéria, ou ele tenta salvar o objeto da matéria. E, então, aparece a questão da ideologia política. Todos os brasileiros parecem ter notado que os meios de comunicação tradicionais são fortes atrativos para um jornalismo vermelho, que adora um socialismo. E, portanto, vemos com frequência grandes jornais a defender políticos que estão afinados com suas bases ideológicas. Como mostra o vídeo do Danilo, até um soco pode virar um “leve empurrão” dependendo de quem agrediu.




Veja que nem a mídia cultural, de entretenimento, consegue se salvar disso.






Conclusão

E o jornalismo atual parece ter se reduzido a isso: uma tentativa de construção da realidade através do discurso midiático e da narrativa. Ainda bem que o monopólio da comunicação não está mais nas mãos da grande mídia. Um cidadão com uma câmera na mão, no lugar certo, já consegue desmascarar a tentativa de adulterar uma informação para prejudicar/beneficiar alguém. A tecnologia, ainda bem, transformou o povo, até então uma massa sem rosto, em um ser capaz de externar seus sentimentos e perceber a intenção . O povo, agora, possui olhos, ouvidos e não se deixa enganar pelos meios de comunicação tradicionais.






[1] Conceitos: < https://conceitos.com/jornalismo/>

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