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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Era dos covardes! Desabafo!

Que covardia

Enlameia a honra

Heróis em dia?



O haicai acima foi feito na indignação após assistir ao capítulo 04 da série Fate/Grand Order. Quando escrevi minha crítica a "Didn't I say to make my abilities average in the next life" eu me perguntei se estávamos na era dos covardes! Após assistir a esse capítulo, eu acredito que sim. Provavelmente, o problema está relacionado com o tema que irei abordar na segunda-feira que vem, e que continuo na  segunda-feira seguinte: crise da masculinidade. Pode ser bobagem, mas estou percebendo um problema quanto a imagem da figura masculina retratada em algumas obras. Os atos heroicos estão relacionados com o símbolo da masculinidade. Não interpretem isso como se fosse uma homenagem ao machismo: a masculinidade verdadeira nada tem a ver com a opressão da figura feminina. 

Nas duas próximas segundas, eu vou abordar o tema com mais calma. Agora, basta dizer que a imagem heroica está em crise. Heróis recuando porque estão enfrentando seres divinos, heróis evitando resgatar uma criança em perigo (Boku no Hero Academia), enfim, não se portam como heróis, ou seja, símbolos. Hoje em dia, herói está mais para personagem principal de uma aventura, a  ser aquele que se destaca por seus feitos, "Aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias, principalmente por feitos brilhantes durante a guerra." (Dicionário online)



Quando um Seiya de Pégasus iria recuar somente porque um adversário é um ser divino? Ele tratava de conseguir um milagre a cada episódio. Assim como o  Shirou (da mesma franquia Fate) quando enfrentou o rei dos reis! Imagina se ele fosse recuar ao ver o maldito Gilgamesh chegando? Não ia dar certo. E é isso que dá ao roteiro o brilho e que nos faz assistir! 



Enfim, espero que as empresas acordem para esse erro que empobrece a figura do herói e, por esse motivo, também retira do roteiro o brilho que teria. Um herói é aquele em quem podemos confiar, pois ele realiza milagres e não se consegue um milagre fugindo com a cueca suja. 



  Ainda bem que eu cresci com esse tipo de ensinamento, e não com os heróis de hoje! Desculpem o desabafo!

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