sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Notas rápidas! High School Prodigies Have It Easy Even In Another World


Notas rápidas

Estruturas de enredo: mudei meu gosto pessoal.

Uma estrutura de enredo que eu gostava muito era a escala de cinza na criação de personagens. Na escala de cinza, ninguém é totalmente bom e nem totalmente mau, ou seja, ela nega o maniqueísmo. Dessa forma, os personagens migravam de uma conduta para outra a depender de sua motivação e interesse do autor. Eu adorava, pois colocava os personagens em conflitos éticos interessantes. Entretanto, essa estrutura em cinza foi sendo usada demais para quebrar a imagem dos heróis e a tentar justificar a conduta dos vilões, fazendo uma espécie de justificativa para a disseminação de ideias muito erradas. Quais ideias? Algo como uma “bandidolatria” na qual o agressor torna-se a vítima. Um assassino torna-se vítima de uma sociedade que o reprimiu. Essas ideias que nos fizeram sofrer com a disseminação dos ideais bem vermelhos de proteção à bandidos e nos fizeram chegar a mais de 60 mil homicídios/ano. Números que, graças ao ministro Moro, estão em queda. Comecei a retomar meu gosto pelo maniqueísmo já em Goblin Slayer, pois existe o mal e ele não é fruto da sociedade. Existe o mal e isso deve ser sempre lembrado.

 Doutrina religiosa propagada por Maniqueu (Mani ou Manes) que, na Pérsia, durante o século III, concebia o mundo como uma fusão dualista do espírito e da matéria, respectivamente do bem (luz) e do mal (trevas).

High School Prodigies Have It Easy Even In Another World
DROPADO!

Eu sei que é apenas uma série, mas o enredo provocou em mim uma certa revolta. No episódio dessa semana, os personagens iniciaram um culto religioso para destruir uma sociedade, com a criação de um deus. Por que não falaram em nome de um deus existente daquela dimensão existencial? Por que a construção desse deus se pareceu muito com uma crítica ao cristianismo? O enredo ficou babaca e com furos. Provavelmente, o ambiente possuía uma divindade local. Não havia necessidade de se criar um deus. Foi aquele velho clichê que pode ser resumido na pergunta: "Deus criou o homem, ou o homem criou Deus?". Um clichê antigo e ultrapassado, que já era velho na época de Neon Gênesis Evangelion. Uma resposta simples para a pergunta acima está nesse vídeo. Segundo o entrevistado,  o "criador deixa suas marcas em sua criação".



Usar a fé religiosa para justificar uma revolução é não entender o que é uma religião e não entender o que é uma revolução. Toda as formas de revolução tiveram um ponto em comum: acabar com os pilares de uma sociedade, dentre eles a Igreja, a família, a educação e a cultura. O autor tenta se espelhar bastante na revolução Francesa mas, mesmo ela, não escapa da crítica acima. Veja esse vídeo abaixo. Religião é um religar com um ser superior, ela é baseada em ensinamentos como o amor e o perdão. Não se pode fazer uma revolução ao se perdoar seu inimigo e ao amar aquele que te fere.




Além disso, a criação desse deus foi a mais fajuta possível, pois o autor confundiu milagres com ilusão mágica e fez com que os fiéis fossem uns bobos, que não sabem distinguir um show de mágica de um milagre verdadeiro. Além disso, toda a religião que baseia-se em ensinamentos que te elevam e te fazem refletir é uma forma de evolução. Não se cria uma religião baseada na mentira. Isso não funciona! Quer dizer que, para o autor da série, as religiões não passam de mentiras? Foi o que deu para perceber em uma mensagem secundária nas letras do roteiro.





Um roteiro péssimo, que fere a nossa inteligência com uma argumentação rasa! Apesar de ser apenas uma animação, ela realmente me deixou irritado.

Nota ZERO!







Verão alegre!

Verão alegre Seu sorriso é vida Minha querida ***** Divulgando séries através de suas aberturas. O nome da série está inserido no...