quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Death Note- Another Note

Dica de Leitura: Death Note- Another Note!






Geralmente, mangás e livros estão intimamente ligados. Muitas séries se iniciam como "novels" (caso de Read or Die) e terminam como mangás ou animês. E alguns mangás são transportados para o mundo dos livros, em histórias inéditas, que complementam a narrativa dos mangás, como é o caso de Samurai X e Death Note. Será minha leitura para o próximo mês!


 


Sobre o livro: “O livro publicado originalmente em 2006, explica aos fãs da série um pouco mais sobre o passado do detetive L e sua conexão com a agente Naomi Misora. A obra também foi lançada nos Estados Unidos pela editora Viz, em 2008.




Em Death Note – Another Note: O Caso dos Assassinatos em Los Angeles, o maior detetive do mundo está de volta para desvendar uma série de mortes ocorridas em uma das maiores cidades dos Estados Unidos. O genial detetive está no encalço de um serial killer frio e calculista, que aterroriza Los Angeles com violentos assassinatos, que a polícia local se mostra incapaz de solucionar.




Para decifrar as misteriosas pistas deixadas pelo criminoso, L conta com a ajuda da agente do FBI Naomi Misora, travando um sofisticado combate intelectual com o assassino. Porém, em meio às investigações, uma estranha conexão do assassino com o próprio L vem à tona, tornando o caso ainda mais complexo e imprevisível.”


 


Minha interpretação de Death Note pode ser baseada nas imagens das deusas que representam a Justiça. Quando estudei Direito, fiquei intimamente ligado à trama de Death Note e essa ligação com as deusas. Kira e L, para mim, representam, na história do mangá, as deusas romana e grega da justiça. Explicando melhor:






1)    Dice, ou Diké (deusa grega), empunhava uma espada representando a imposição da justiça pela força (iudicare). Ou seja, é a representação da justiça imposta pela espada. Hiering, 2004, cita assim esta definição simbólica: “Ambas se completam e o verdadeiro estado de direito só existe onde a força, com a qual a Justiça empunha a espada, usa a mesma destreza com que maneja a balança”. Kira é isso. É a manipulação da justiça pela força. Kira é a justiça com a espada em mãos. Mas é uma justiça em que a balança, ao meu ver, está enfraquecida e baixada. Enfraquecida pela brutalidade dos atos da espada. Não é uma Dice saudável, mas uma deusa sem o devido equilíbrio entre a balança e a espada.





 


2)    Ferraz Júnior cita Iustitia (deusa romana) da seguinte maneira: “Apresenta-se com os olhos vendados, segurando a balança com as duas mãos, os pratos alinhados e o fiel bem no meio, às vezes sentada. Ela ficava de pé e declarava o direito (jus, significando o que a deusa diz) quando o fiel estava completamente vertical, direito (rectum), ou seja, perfeitamente reto, de cima para baixo (de+rectum)”. (FERRAZ JÚNIOR, 2003, p. 32-33). O L representa a justiça das Leis, pois deseja evitar os assassinatos e prender Kira. É a representação da lei no mangá, ou seja, é a representação de Iustitia. Mas, como Iustitia não possui uma espada, simbolicamente é como dizer que não há força para aquela decisão da balança, por isso, L acaba morto por Kira. Near, por sua vez, representa uma Dice que possui equilíbrio entre a balança e a espada, representando a devida justiça no mangá e, por isso, hábil para prender e matar Kira.