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Antologia do Pequeno Rato

 Não é um exemplo de literatura gótica, apesar de ter animais fantásticos que falam, mas possui o sofrimento da alma da literatura gótica. É um clamor sofrido de um pequeno ser que está preso em um ambiente de experimentos e só tem no seu cientista o seu observador e, quem sabe, seu salvador. É uma metáfora para os sentimentos de traição, perda e dor de ser agredido e não ter a força necessária para reagir. Tudo isso é gótico. 

Komi Can't Communicate!


Komi Can’t Communicate





Aconteceu algo bem curioso comigo. Tomei gosto por assistir a vídeos com memes de animês, para rir um pouco e me distrair, e acabei notando uma personagem que a grande maioria dos fãs tinha uma certa adoração. Fui atrás de informações sobre a personagem e descobri a Komi Shoko.

Quem diria que eu iria comprar um mangá por causa de memes na internet. E foi isso que aconteceu. Descobri e comprei o mangá “Komi can’t communicate” por causa de memes. E gostei da história ao ponto de querer escrever um pouco sobre ela.

Os personagens principais

Komi aparenta ser uma personagem fria, que está ciente de seu apelo feminino e beleza, porém, a tal “frieza” nada mais é que a total falta de habilidade em se comunicar. Até um simples “bom dia” torna-se um grande desafio para ela, que não consegue mesmo falar em público. Ela lembra uma outra personagem (Bocchi), entretanto, se compararmos as duas, a Bocchi é mais habilidosa em se comunicar do que ela. Comparando-as você consegue perceber o tamanho do desafio da Komi. Ela torna-se, então, uma prisioneira dessa incapacidade e isso a aflige muito.

Tadano é um personagem comum, que possui uma habilidade especial que o faz perceber situações. Com essa habilidade, ele consegue “ler” o interior dos demais personagens. Escrevendo assim parece um superpoder, mas é uma habilidade instintiva que a maioria das pessoas normais possui. Não é nada interessante, contudo, é essa habilidade que permite que ele se aproxime da Komi.

A história com um pouquinho de spoiler

Primeiro dia de aula. Nova escola. Tadano está super feliz, achando que sua vida escolar será sem grandes surpresas, até que ele conhece, ainda na entrada do colégio, uma colega de classe. Sim, Komi e ele se encontram imediatamente. Ele tenta ser gentil. Ela... bem... ela age como... Komi-san. Vocês entenderão ao ler a história, e isso faz com que o Tadano pense que ela é uma garota super fria. Aos pouquinhos, o autor vai unindo os dois até que eles são deixados juntos e o Tadano vai ligando as peças desse quebra-cabeça até perceber que Komi não consegue se comunicar. Lembram que eu disse que ele era bom em “sentir” as pessoas? Pois bem, ele sente isso em Komi e acerta em cheio. Nesse momento, com uma construção ótima da narrativa, chega o momento mais lindo da história, no qual os dois se comunicam pelo quadro negro da escola. E ele percebe o sofrimento da Komi e decide ajudá-la a alcançar seu sonho: Komi quer ter 100 amigos!

Esse é o começo da história. O foco principal é a comédia de situações, na qual o autor mostra que é um mestre em deixar seus personagens em situações interessantes, para tirar deles o máximo do riso e da ternura. Komi-san é um anjo de tão querida e o Tadano é um cara simples, tímido, mas de bom coração. O autor explora bem todas as incapacidades de ambos na jornada deles rumo às 99 amizades.

Não sei como o autor cria cada uma das situações que envolve os personagens, mas a inspiração é sempre criativa, mesmo quando usa de clichês que vemos em histórias desse gênero. Ele brinca com as incapacidades de uma forma ora tenra e engraçada, ora um pouco triste. Eu não sei quanto a vocês, mas eu fiquei com um nó na garganta em alguns momentos nos quais a Komi-san tenta superar essa incapacidade e não consegue, bem como dei gargalhadas com outras situações que a Komi enfrenta.

Ela é tão bem construída, como personagem, que consegue cativar. Não é para menos que existem muitos memes sobre ela e sua história. E olha que eu só li o primeiro volume da obra. Vou continuar acompanhando e recomendo.

Qualidade do mangá
Sobre a produção gráfica: o papel é resistente, muito bom ao tato e grosso o suficiente para que os quadros não se misturem de uma página a outra. A cola é firme, fazendo com que o mangá se torne resistente. A capa é normal, com brilho fosco e bem conhecida por aqui. É um trabalho de produção muito bom. Se houve alguma falha de tradução, eu não percebi. Está aprovado!  

  

    

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