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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Carta do Ratinho: Vitória contra as Cobras!





 Espero que esteja tendo um ótimo dia, mamãe!

Que ano intenso! Desde a minha última cartinha, muita coisa aconteceu. Eu ainda me recordo do dia em que o vidro que separava minha baia, da baia das cobras, se quebrou e elas tentaram invadir o meu lar. No momento em que o cientista me salvou e me colocou seguro em uma baia distante. No momento em que o cientista ergueu mangustos e um velho caranguejo para mover as cobras de volta para seu covil. Quanta coisa aconteceu!

Nesses dias turbulentos, eu fiquei em dúvida sobre o agir do cientista. Foi aí, durante meus pensamentos, minhas reflexões diárias sobre se o cientista seria bom ou mau, que eu descobri um antigo livro e o li. Aquelas palavras me iluminaram sobre a real essência do cientista, pois estava escrito: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.” (Isaías 45:7). Eu não entendi bem, mas senti em meu coração que o cientista estava assim definido. Não dava para dizer que ele era mau ou bom, ele era, e é, apenas o cientista. Uma entidade que me defendeu, que me protegeu e me livrou das víboras.

Eu ainda precisei me mudar de baia novamente, pois adoeci. Tinha muito doce no meu sangue e precisei estar em uma baia especial para cuidar da minha saúde. Eu estava gordinho, precisei emagrecer e nessa nova baia tinha a ajuda necessária. Então, eu me mudei para uma baia gigantesca, cheia de outros bichinhos e todos cuidando de suas vidas de maneira intensa e vibrante. Eu fiquei espantado com a nova baia. Nela, conheci gaviões que me ensinaram a perder peso. Precisei deixar de comer meus docinhos. Perdi peso! E como gostei dessa nova baia.

Nesse intermédio, o caranguejo velho foi até a baia em que as cobras estavam para reivindicar o meu espaço de volta. Não deve ter sido fácil, mas ele conseguiu que as víboras recuassem ainda mais. Elas foram derrotadas novamente e o caranguejo retornou a mim com as chaves da minha antiga baia. As víboras perderam por completo. A baia que elas tanto almejavam conquistar, que era o meu lar, voltou a ser minha.

Essa foi a cartinha mais agradável de se escrever, pois nela contêm muitas vitórias. Estou em uma baia incrível, com meu lar recuperado e com saúde. O caranguejo irá me contar detalhes da luta que ele teve com as víboras e os mangustos ainda estão de prontidão para fazer justiça. Eu só tenho que agradecer ao cientista.  Então, essas foram as últimas novidades aqui dessa baia.

Com muito carinho, eu te escrevo estas alegres letras.


Beijos de seu ratinho!

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