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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Guarulhos!

Na madrugada do dia 13 de novembro, eu recebi um SMS da empresa aérea informando lamentar o cancelamento de meu voo. Eu iria de Porto Alegre a São Paulo via Congonhas. Fui um dos prejudicados pela “brincadeira” do drone, que atrapalhou o cotidiano do aeroporto. Por causa desta "brincadeira", resolvi alterar meu trajeto para Guarulhos e resolvi, também, pesquisar sobre o aeroporto e o nível de satisfação dos usuários.

Guarulhos, Viracopos, Natal e Brasília foram alguns dos aeroportos privatizados a partir de 2012. Segundo o que li[1], houve um aumento no valor do que foi investido para melhorar a estrutura do aeroporto. Guarulhos passou de 79 vagas destinadas a aviões, para 123. Também aumentou o número de pontes para embarque, de 25 para 45. A empresa que gerencia o aeroporto já investiu R$4 bilhões, aumentando sua capacidade para receber mais de 50 milhões de passageiros. Aponta-se que o investimento privado possui maior capacidade de giro e, por isso, é mais rápido que o investimento das concessões ainda em posse do Estado.





No ranking de satisfação dos clientes, os aeroportos privatizados apresentam-se no TOP 15, sendo que Guarulhos está na décima posição. Clientes estão satisfeitos, em Guarulhos, com os seguintes itens[2]: facilidade de desembarque no meio-fio, tempo de fila na inspeção, sinalização, disponibilidade das informações nos painéis, tomadas, wi-fi, sanitários, assentos na sala de embarque, sensação de segurança nas áreas públicas, limpeza, conforto térmico, conforto acústico.




Resultado Financeiro

As empresas que controlam Guarulhos, principalmente a Invepar, têm registrado prejuízo, referente à administração do aeroporto este ano, devido a alguns fatores. O primeiro é a tentativa de antecipar o pagamento da outorga[3] fixa de 2018, em 450 milhões, para, deste modo, ter apenas um resíduo a ser pago. As empresas também estão investindo na construção de terminais e melhorias. Isso impacta da contabilidade geral, como já apresentei acima. A retração econômica é outro fator importante.

Com isso, a Invepar analisa que Guarulhos é uma atividade recente, em crescimento, isto é, como é um investimento novo, vai precisar de tempo para amadurecer. Apesar disso, a Invepar possui fôlego contábil, pois fechou o ano de 2016 com lucro de mais de 400 milhões, ou seja, ela tem como manter a atividade.

E, diferente do que acontece com os aeroportos controlados pela Infraero, um eventual prejuízo não impacta diretamente nas contas da União, ou seja, nós não pagamos, com nossos impostos, um eventual prejuízo. E falando nisso... 

Infraero

Com menos aeroportos para administrar, a Infraero[4] conseguiu otimizar seus esforços e se beneficiou da livre concorrência, ficando com 8 aeroportos no ranking acima. A concorrência livre, com mercado competitivo, e menos poder nas mãos do Estado, foram elementos que fizeram a empresa se beneficiar pelo simples fato de não ter o controle total em suas mãos. O comércio, quanto mais livre, melhor opera em benefício do cliente.

Infelizmente, ainda não é o suficiente, pois dos 59 aeroportos controlados por ela, apenas 23 deram lucro e a empresa ficou com prejuízo líquido de R$276 milhões no primeiro semestre deste ano. O que tem salvo a empresa são os aportes do Tesouro Nacional[5], ou seja, a empresa depende do governo e desequilibra as finanças públicas, fazendo urgir a necessidade de se privatizar mais aeroportos.

E isso é bom, porque ao se privatizar mais aeroportos, o resultado das privatizações pode ser usado para cobrir o prejuízo e realizar investimentos nos aeroportos que ainda ficarem sob o domínio do estado e, claro, aliviar o bolso do governo e os nossos pescoços.



E sobre Guarulhos, acredito que eu vá usá-lo com maior frequência ao necessitar embarcar com destino a São Paulo e de lá retornar.






[1] Todos a Bordo, lido em 13/11/2017 no link:
https://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/08/31/aeroporto-privatizacao-concessao-guarulhos-confins-galeao-brasilia/
[2] Guarulhos Hoje, acessado em 13/11/2017 no link:
https://www.guarulhoshoje.com.br/2017/05/12/aeroporto-de-guarulhos-e-10o-em-satisfacao-do-cliente-diz-secretaria/
[3] Valor Econômico, visto em 20/11/2017 no link:
http://www.valor.com.br/empresas/5069786/guarulhos-tenta-repactuar-pagamento-de-outorga
[4] Infraero lido em 13/11/2017 no link: http://www4.infraero.gov.br/imprensa/noticias/aeroportos-da-infraero-superam-a-meta-de-satisfacao-dos-passageiros/
[5] Valor, lido em 13/11/2017 no link: http://www.valor.com.br/empresas/5074596/infraero-fica-no-prejuizo-em-2017

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