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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Exemplos de Áreas Cinzas

Acredito que em poucas semanas eu já tenha definido os indicados para o meu "TOP 5º a 10º lugar".  Nessa temporada, todas as séries estão emboladas nesse setor. Umas estão subindo e outras caindo. Tem séries que estão como verdadeiras “montanhas-russas”, ora com capítulos fracos, ora com capítulos fortes. Está difícil montar um TOP com tanta instabilidade, por isso, vou escrever um texto sobre “áreas cinzas” para essa semana.




Como afirmei no texto “Temporada de Verão 2014”, as áreas cinzas são elementos não revelados do roteiro, ou elementos de um roteiro mal realizado, que possui furos em sua história (as áreas cinzentas). Se não for um furo no enredo, a "área cinzenta" é um elemento surpresa do roteiro, que será revelado no final e vai mudar a dinâmica dele. Complementando, uma área cinza tem o intuito de revelar uma surpresa, ou seja, como nos livros de suspense, nos quais o detetive descobre o assassino no instante final, por causa de um detalhe. O detalhe que sempre incrimina o mordomo.  A área cinza é este detalhe oculto que muda a história completamente.


Expliquei abaixo, neste simples desenho, duas “áreas cinzas” comuns em animação e mangás. O último exemplo pode parecer Cowboy Bebop, mas não o é. É uma série da década de 80, mas não me lembro o nome dela. A "área cinza” neste último exemplo é que a pessoa amada já estava morta nas cenas iniciais. Caso prefira, pode exemplificar ali também com o “O Sexto Sentido”, pois o enredo é bem semelhante. Clique na imagem para ampliar e ler!




Para concluir, este tipo de estrutura se tornou norma. Todos os roteiros querem ter uma “área cinza”, talvez para aumentar o ego do escritor que se acha mais prestigiado se a usar. Nem todos a usam de maneira adequada também. Tony Gilroy (Ultimato Bourne e Advogado do Diabo) dá dicas sobre roteiros quando afirma:


 “As grandes ideias não funcionam. Comece com uma ideia pequena que possa ser expandida. Com a saga dos filmes Bourne, eu nunca li os livros (uma trilogia de Robert Ludlum), preferi começar do zero. A premissa simples do personagem Jason Bourne é: ‘eu não sei quem sou, nem de onde venho, mas talvez eu possa me definir através do que sei fazer’.
Construímos todo um universo a partir desta pequena ideia. Isso começa modestamente e vai sendo construindo passo a passo. É assim que se escreve um filme para Hollywood”.




Existem livros maravilhosos sem a “área cinza”, com roteiro simples e direto. Vou deixar como lição de casa que procure estes livros e roteiros, pois nem tudo na vida pode ser demonstrado, mas tudo deve ser investigado e procurado. 

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