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O ineditismo do dia 15


O ineditismo do dia 15

Porto Alegre/ RS Fonte: Twitter do presidente Bolsonaro


Ocorreu, no dia 15 de março de 2020, uma manifestação popular em defesa do presidente Bolsonaro. A manifestação, inicialmente, foi organizada por grupos como o Nas Ruas e o Movimento Avança Brasil, porém, com o avançar de uma pandemia de covid-19 no nosso país, tais organizações resolveram adiar a manifestação para um momento mais oportuno, como relatei em um texto mais abaixo- “Dia 15 e o coronavírus” (clique). O que aconteceu? O povo foi às ruas mesmo assim!!




Isso me lembrou, com muito orgulho, de uma parte do hino brasileiro que diz: “Verás que um filho teu não foge à luta”. Sim, eles não fugiram do dever de cobrar uma postura ética dos políticos, que teimam em implementar o parlamentarismo branco no Brasil. E isso foi inédito em nosso país por um motivo: foi a primeira manifestação popular a não ter um comando central e a desobedecer àqueles que estavam organizando o evento. Foi a vontade popular, plena e verdadeira, que impulsionou os manifestantes a irem às ruas, mesmo com o perigo apresentado pelo covid-19. Isso, meus caros, é a manifestação da verdadeira democracia, isto é, da vontade do povo. Pois é, esquerdinhas, aqui não tem gado, mas lobo!


Óbvio que eu devo puxar a orelha de quem deve, por direito, receber um puxão de orelha. Afinal, houve um movimento de pessoas em um momento de proliferação de um vírus, porém, como reclamar disso ao ver a imagem abaixo? Olhem o tuíte abaixo. A imagem foi tirada no metrô de São Paulo, no dia posterior à manifestação. Apesar de um erro não corrigir outro, uma aglomeração em ambientes públicos fechados é muito pior do que uma aglomeração em ambientes abertos. 

Metro de São Paulo hoje.

O que aconteceu ontem, eu considero como uma situação análoga a uma situação de autodefesa. Em uma situação de autodefesa, o agredido pode usar de força justa para enfrentar o agressor e sair da situação de risco. O agredido: o povo; o agressor: o jogo político.  Quando uma pessoa está em risco de vida, ela pode tentar se salvar usando os meios suficientes para evitar a agressão. É como uma pessoa que precisa enfrentar a neve para salvar um ente querido sendo atacado por lobos. Ele não escolhe o dia, precisa sair, mesmo na neve, para defender os que ele ama.  Mesmo que, com isso, ele se resfrie. Os políticos enfureceram tanto a população, que eles decidiram enfrentar uma pandemia a colocar em risco a soberania do povo, o respeito ao voto e o futuro do Brasil. Foram os políticos, com o jogo de sempre, que revoltaram a população a esse ponto. A população, cansada disso, resolveu se arriscar e enfrentar esses desmandos, mesmo aumentando as chances de contágio pelo covid-19. O povo resolveu, então, se defender da melhor maneira possível para aquela ocasião.

E a lição ficou clara: o povo soberano apoia o governo e não deseja ver mais a política sendo feita de maneira tão baixa. Mas será que os políticos entenderam isso, ou vão insistir no erro de isolar o presidente? Se insistirem no erro, que vejam que nem mesmo uma pandemia afastou o povo do seu presidente. Pensem nisso.




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