Pular para o conteúdo principal

Ajude os refugiados!


Crise na Venezuela

Vou deixar dois vídeos no blog, ao final do texto, para que saibam o que aconteceu com este país, que era o mais rico da América do Sul na década de 1990. O objetivo deste texto não é mais levantar as causas do sofrimento dos venezuelanos, mas mostrar o que estão fazendo para ajudar aos que saem de sua nação, em busca de comida e liberdade.

Segundo matéria que saiu em O Globo[1], em 25/02/2018, segundo levantamento feito pela ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), de 2014 a 2017, mais de um milhão de venezuelanos saíram do seu país. Destes, 70 mil tentaram entrar no Brasil em 2017, sendo que, em 2018, 18 mil pessoas já pediram asilo. O infográfico da matéria mostra que, somando-se dois itens,  93% dos refugiados saíram da Venezuela por causa das questões política e econômica.


Foto: Victoria Servilhano/ MSF no link: https://www.msf.org.br/noticias/msf-distribui-kits-de-higiene-para-venezuelanos-em-roraima



Uma matéria do Médicos Sem Fronteiras (MSF[2]), nos mostra um relatório e um testemunho de como a situação deles, em solo brasileiro, está grave:

“Em Pacaraima, os venezuelanos, entre crianças de colo, mulheres e idosos, não têm abrigo. Estão espalhados pelas ruas da cidade, expostos a doenças e algumas vezes à discriminação. Não há profissionais, equipamentos e suprimentos médicos suficientes no único hospital da cidade, e o centro de saúde local, com estoque limitado, teve que se adaptar ao influxo de migrantes e refugiados. Os casos mais graves precisam ser encaminhados para Boa Vista. MSF doou ao centro medicamentos para três meses de uso, incluindo antibióticos e remédios para pressão alta, diabetes e leishmaniose.
 Grávida de cinco meses, Helidi Medina, de 33 anos, vive com o marido e outros seis filhos na rua em Pacaraima. Ela sofreu um aborto quando estava na Venezuela. Desde que chegou ao Brasil, não buscou atendimento obstétrico. “Aqui é difícil, mas pelo menos é melhor que em Tucupita. Se voltarmos para lá, vamos morrer”, disse Helidi, que tinha sinais de anemia e desnutrição.”

 O governo brasileiro já iniciou procedimentos para acolher e ajudar os venezuelanos que estão chegando em massa em nosso país. Segundo o site do Planalto[3]: “Primeiro, os venezuelanos serão cadastrados e terão cuidados de saúde. Somente após esse passo, eles serão levados para outros estados – processo que pode levar 15 dias. A partir daí, os imigrantes que concordarem terão como destino inicial os estados de São Paulo e Amazonas, onde ganharão condições de moradia e trabalho. “Temos previsão de São Paulo e Manaus de aceitação de trabalhadores dessa região e desafogar um pouco a fronteira”, afirmou a subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Natália Marcassa”.

Ajude também

Isto não é o bastante, por isso, venho pedir que também ajudem como sociedade civil organizada. Ajudem com doações de roupas, alimentos, e apoio financeiro às organizações que estão lutando ao lado deles, para evitar o pior destino possível. Não vou sugerir nenhuma organização em específico, pois a ajuda precisa ser diversificada. Cada um pode fazer a sua parte e tentar diminuir a dor e o sofrimento deles. Converse com sua igreja, com o gerente do seu banco, com o síndico de seu prédio e movimente pessoas para arrecadarem fundos e doações. Eles precisam, neste momento, de muita ajuda.


Vídeo do Idéias Radicais





Vídeo do Mamãe Falei.







[3] Planalto: http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-planalto/noticias/2018/02/brasil-define-plano-para-levar-imigrantes-da-venezuela-para-o-interior-do-pais

Postagens mais visitadas deste blog

Outros Papos Indica: O Cérebro que se Transforma

Norman Doidge é psiquiatra, psicanalista e pesquisador da Columbia University Center of Psychoanlytic Training and Research, em New York, e também psiquiatra da Universidade de Toronto (Canadá). Ele é o autor deste livro que indico a leitura. O livro, segundo o próprio editor, “reúne casos que detalham o progresso surpreendente de pacientes” que demonstram como o cérebro consegue ser plástico e mutável. Pacientes como Bárbara que, apesar da assimetria cerebral grave, na qual existia retardo em algumas funções e avanço em outras, conseguiu se graduar e pós-graduar. Um espanto para quem promove a teoria de que o cérebro humano é um órgão estático, com pouca ou nenhuma capacidade de se adaptar. “ Creio que a ideia de que o cérebro pode mudar sua própria estrutura e função por intermédio do pensamento e da atividade é a mais importante alteração em nossa visão desse órgão desde que sua anatomia fundamental e o funcionamento de seu componente básico, o neurônio, foram esboçados pela p

TOP 3 de séries que merecem remake!

 Existem muitas séries da década de 90, na minha opinião, que mereciam um remake (manter a obra original, apenas contando novamente a história, com a tecnologia atual disponível). Vou citar aqui 3 delas. Estas séries foram escolhidas, pois são séries que ainda mexem comigo, que ainda gosto e que ainda lembro delas como se tivesse as assistido ontem. Esse foi o critério de seleção para esse simples TOP 3, de séries da década de 90, que mereciam um remake.  Oh My Goddess A série mesmo começou em 1988, encerrando-se em 2014, contendo um total de 48 volumes. Ela entra na lista por conta do seu primeiro OVA, lançado em 1993, cabendo perfeitamente nessa lista. A animação realizada pelo studio AIC foi uma das mais belas que já vi e promoveu a criação de outras séries, sendo que a última, se não me engano, terminou em 2013, com outro OVA. Já se passaram quase 10 anos desde a sua conclusão. Um remake dessa série, contando-a do começo a o fim, seria uma ótima celebração. O mangá vendeu mais de 4

Antologia Scortecci 40 Anos!

Antologia para edição especial de aniversário de 40 anos da Scortecci editora, para a 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (2022) e, enfim, para ser a edição comemorativa dos 100 anos da Semana de Arte Moderna. Como as poesias já fazem parte desse blog, não faria sentido reescrevê-las, então, deixo aqui cópias das páginas da minha colaboração. Foi uma honra poder ter participado de tão nobre edição comemorativa. Obrigado pela oportunidade.     Primeira parte: Segunda parte: