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Eleições 2016

Eleições 2016- Uma lição

Agora que a disputa se encerrou, posso retornar ao tema. Uma das ferramentas para depurar um fato, e ver se este fato possui base na mentira ou na verdade, é o tempo. Usei da paciência, então, para apreciar dois fatos que foram veiculados na imprensa ainda no julgamento do impeachment no Senado. O primeiro fato foi uma declaração do senador Requião sobre uma possível guerra civil, caso, à época desta declaração, o impeachment fosse aprovado. O segundo fato foi o uso político do impeachment, chamado de golpe pelos líderes dos movimentos de esquerda, na tentativa de reduzir o poder do PMDB nas eleições de 2016.  


Guerra Civil



A declaração tinha como base a quantidade de votos que a coligação PT-PMDB tinha conseguido nas eleições passadas. Considerando-se que tinham mais de 54 milhões de votos, o senador tentou usar isso para colocar medo no coração dos parlamentares e de apoiadores do processo do impeachment, afinal, quem iria querer ir contra mais de 54 milhões de eleitores?

O tempo passou, o impeachment foi aceito e aprovado, a democracia venceu, mas não houve, até o presente momento, a tão temida guerra civil e por quê? Porque o brasileiro entendeu que houve culpa do governo na crise, porque o povo entendeu que o impeachment estava julgando um crime real, porque o eleitor percebeu que o que fora prometido, durante a campanha, não seria cumprido, logo, aquele número alto que o Requião se apegara para a declaração não passava de um número inflado. O que se tem hoje, lutando pela esquerda, são militantes e pessoas ligadas aos movimentos de esquerda. O povo brasileiro mesmo seguiu em frente, pois entendeu que, para fazer este país andar, vai ser necessário muito trabalho e sacrifício.


Fora, Temer!



Antes de mais nada, não sou coligado partidário e nem simpatizante do Temer. Eu preciso avisar isso sempre, uma vez que muitos acham que toda pessoa Anti-PT é, automaticamente, pró-PMDB ou pró-PSDB. Dito isto, vamos analisar outra falácia do PT. Os membros do PT tentaram enfiar na mente do povo brasileiro a farsa de que o Temer não era um sucessor legítimo e que o impeachment não passava de um golpe (ora do Cunha, ora do Temer). Era uma manipulação que ficou clara quando Freixo afirmou, ao ir para o segundo turno, que a possibilidade da campanha dele ter tido uma continuidade era de que o carioca reconhecia o impeachment como golpe. A falácia estava escancarada! O verdadeiro motivo para o “Fora, Temer” era a tentativa de manipular as eleições em favor da Esquerda.

O resultado das eleições em 2016 mostra um povo brasileiro mais consciente e que sabe de quem é a culpa por toda a crise enfrentada pelo Brasil. Um povo que não tem medo das mudanças e que não deixa a incerteza tomar conta. Andreza Matais e Marcelo de Moraes para o Estadão: “Com sete das 26 capitais conquistadas, o PSDB se consolidou como maior vencedor da eleição municipal. Dois dos sete tucanos foram eleitos ainda no primeiro turno. Em segundo lugar, vem o PMDB, que levou quatro capitais. Em seguida, vêm o PDT, com três, e o PSD e o PSB com duas. O PT chegou ao segundo turno em apenas uma capital, Recife, mas perdeu. A sigla conseguiu eleger apenas um prefeito, assim como PRB, PHS, PMN, PCdoB, DEM e Rede. O PP e o PV não obtiveram vitórias”.

Já a Veja mostra como esse slogan não colou ao divulgar a maior ferida que o PT teve nestas eleições: “No chamado “cinturão vermelho”, o partido também perdeu nas duas cidades em que disputava o segundo turno: Mauá e Santo André. Com isso, não vai comandar nenhuma das cidades — até este ano, tinha seis prefeitos na região, entre eles o de São Bernardo, Luiz Marinho; Lula, que vive lá, não foi nem sequer votar no segundo turno.”

O PT apostou em uma possível má informação do povo brasileiro e de que suas falácias seriam consideradas verdadeiras, mas o eleitor não se deixou enganar. Isso fez o partido encolher. Se formos jogar na mesma moeda que eles, poderia afirmar que o povo brasileiro assinou embaixo o processo de impeachment e que  quem tentou enganar o povo acabou encolhendo. Também sei que o partido não está morto e que outras falácias virão.

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