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 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Azur Lane e o poder das palavras (+18)

 **Azur Lane e a Semiótica** (+18)

Revisão: ChatGPT 4o


Não é de hoje que a semiótica se transforma em um poderoso recurso utilizado em séries japonesas. A primeira vez que percebi isso foi na série *Campione*, que analisei algum tempo atrás. Acho isso muito interessante. *Azur Lane* (jogo) começou a trilhar esse caminho em algumas campanhas anteriores e está expandindo esse conceito com a atual campanha.


**Light Of The Martyrium**


*Spoilers*




As Sirens são a principal ameaça à nossa dimensão, que elas chamam de "site test beta", mas um novo pano de fundo está se desdobrando e uma nova ameaça está surgindo. Algo muito pior que as Sirens está se aproximando. Em resumo, as Sirens são máquinas construídas com o intuito de defender a humanidade contra uma ameaça chamada X. Elas eram chamadas inicialmente de “Antiochus” (anti-x, usando uma tradução simples), mas, por algum motivo, se voltaram contra nós. As shipgirls, então, passaram a ser nossa única defesa contra elas. As Sirens já destruíram uma dimensão, aniquilando a humanidade. As shipgirls que sobreviveram tiveram uma mudança radical no núcleo de seus cubos (tecnologia que permitiu aos navios se transformarem em seres inteligentes e lindas mulheres). Essa mudança, promovida certamente pela dor, foi chamada de Metamorfose, e as shipgirls que passaram por isso se transformaram em METAs (de metamorfose). Pelo que estou entendendo, as METAs estão divididas em dois grupos. Um grupo quer destruir o site beta (dimensão protegida pelo Comandante), e outro grupo almeja destruir as Sirens e se autodenominam Ashes (cinzas), pois surgiram do fogo e da destruição, ou seja, são as cinzas, ou o que sobrou de sua dimensão destruída. Por isso, as Ashes são “lobos solitários”, mas como temos um inimigo em comum, muitas vezes elas são aliadas fortes e importantes. Tristes e melancólicas, elas sofrem ao ver nossa dimensão passar pelos mesmos ataques que levaram a dimensão delas ao extermínio. São shipgirls bem sofridas.


E o X, ameaça que fez com que a humanidade construísse as máquinas chamadas “Antiochus”, está chegando ao site beta, forçando-nos a nos aliar a algumas Sirens. Não a grupos completos, mas a um ou outro ser desgarrado. Nesse sentido, *Light of The Martyrium* começa com uma jornada do Comandante a um “mirror sea” (uma dimensão paralela que se anexa à nossa dimensão. Organizada, criada e administrada pelas Sirens, mas não unicamente por elas. A Royal Navy, por exemplo, já possui um instrumento que permite acessar e navegar pelo mirror sea chamado de Camelot). O mirror sea possui regras próprias e pode ultrapassar os limites do que consideramos natural.


O Comandante embarca nessa viagem com a finalidade de fortalecer uma Siren, inicialmente chamada de Miss D, que procura por um objeto que ela perdeu, chamado de “baleia”. As Sirens usam uma organização que lembra cartas de tarô, por isso, o D da Miss D faz referência a Death (a carta da morte do baralho cigano). E o mirror sea dela respeita os conceitos de morte. Tentar fortalecer a Miss D é importante para o Comandante, que também busca por suas memórias perdidas e pela sua própria origem. Existe aqui uma espécie de viagem no tempo, mas está cedo para falar sobre isso. Digamos que o Comandante é uma espécie de viajante do tempo também. Se a Miss D pegar a baleia de volta (uma arma em forma de baleia, que possui mais de um quilômetro de comprimento), ela terá suas memórias restauradas e poderá dizer ao Comandante o que ele deseja saber sobre si mesmo. Assim, o Comandante parte em busca da baleia junto com uma das Ashes mais importantes (a Rainha Elizabeth). Um Comandante caçando uma baleia é uma referência a um antigo livro muito querido (Moby Dick).


**Semiótica**


A semiótica é o estudo dos **signos**, que são elementos fundamentais na comunicação. Vamos entender cada um desses termos:


1. **Signo**: O signo é a unidade básica de significação. Ele pode ser qualquer coisa que comunica algo, seja na linguagem verbal ou não verbal. Um signo tem um **significante** (a forma perceptível, como uma palavra, imagem ou gesto) e um **significado** (a ideia ou conceito associado ao signo).


2. **Significante**: O significante é o material do signo, ou seja, o elemento tangível e perceptível que nos mostra a forma escrita ou falada do signo. Por exemplo, quando pensamos nas letras que formam uma palavra ou nos fonemas que compõem a manifestação fônica, estamos considerando o significante.


3. **Significado**: O significado é o conceito abstrato associado ao signo. É por meio do significado que formamos uma representação mental do que sabemos sobre o assunto. Por exemplo, quando visualizamos o signo "casa", incluímos aspectos físicos e detalhes, como uma construção com paredes, telhas, portas, janelas e cômodos.


Em resumo, a semiótica nos ajuda a entender como interpretamos os signos e aprimorar os processos comunicativos. Vale lembrar que a relação entre os signos linguísticos (significante e significado) é arbitrária, variando de língua para língua, conforme as convenções da comunidade de falantes.


Referências:

1. [Signo, significante e significado: qual a diferença? - Clube do Português](https://www.clubedoportugues.com.br/signo-significante-significado/).

2. [Semiótica - Wikiwand](https://www.wikiwand.com/pt/Semi%C3%B3tica).

3. [O que é: Semiótica na Filosofia - SÓ ESCOLA] (https://www.soescola.com/glossario/o-que-e-semiotica-na-filosofia).

4. [Semiótica: o que é, para que serve, origem, resumo - Brasil Escola](https://brasilescola.uol.com.br/redacao/semiotica.htm).



Alsace, nova shipgirl UR (Ultra Rara)


Uma vez explicado isso, voltemos ao jogo. O mirror sea se baseia muito no conceito de significado e tudo dentro dele alcança uma proporção equivalente ao que o significado de algo possui para a pessoa em questão. Uma das shipgirls que se junta a essa expedição se chama Alsace. É dela que sai originalmente o conceito sobre morte que cria as regras daquele mirror sea. O conceito dela ficou interessante. Como é um navio, a morte para ela simboliza uma cidade vazia, um porto vazio. É triste até. Dessa forma, através do conceito de morte para ela, uma cidade inteira é criada dentro daquele mirror sea.


E esse evento teve um ponto alto importante. O Comandante é uma pessoa comum, um militar da marinha, ou seja, sem nenhuma qualidade externa a isso. Porém, durante o evento, ao ver suas shipgirls encurraladas em um ponto distante do mirror sea, ele conseguiu alcançar o significado completo da palavra "Comandante" e se tornou um ser totalmente diferente e poderoso, capaz de enxergar o campo de batalha como se fosse um tabuleiro de xadrez. E tudo isso porque o Comandante conseguiu reunir todo o significado da palavra “Comandante” em seu ser. Sim, agora as palavras possuem poder dentro do jogo. E a melhor forma de estudar as palavras é através da semiótica.


Penso como seria bacana se a Yostar resolvesse seguir o exemplo da Nexon em *Blue Archive* e criar um animê dando ao Comandante um rosto. Agora que o Comandante está aprendendo o poder real da palavra que lhe concede o título, penso que seria a hora de criar um animê mais próximo do jogo, com a possibilidade de o Comandante poder usar o poder da palavra para ajudar as garotas que ele tanto protege e gosta. Seria incrível se fosse bem realizado. E sobre o jogo, que continue nessa rota, dando ao Comandante poder para ajudar as shipgirls de maneira mais eficiente, tendo um poder único que só ele pode usar: o conceito, o significado, o significante do signo COMANDANTE. Fico até arrepiado!


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