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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

ACNUR

 

Meus bisavós vieram da Síria fugindo de algo que nunca nos contaram. Minha avó nasceu durante a viagem que fora feita de navio. Eu sempre considerei meus bisavós como refugiados, pois vieram a um país sem saber seu idioma e, como disse, fugindo de algo assustador. Algo tão assustador que meu bisavô fez minha mãe prometer nunca deixar o Brasil. Uma coisa tão sombria, que os fez deixar de lado inclusive sua cultura e costumes, não repassando nada para as novas gerações. Eu nunca aprendi nada sobre a Síria com minha bisavó, quando ela era viva. Esse foi o tamanho do terror que eles deixaram para trás. Assim sendo, eu me motivei a ajudar quem precisava deixar sua nação por conta de perseguição. Sei como isso dói. E eu sempre tive um carinho especial e sempre sofri com as constantes guerras na Síria. Por isso, eu comecei a ajudar novamente o ACNUR.

 

O ACNUR- Alto Comissariado das Nações Unidas Para Refugiados- foi criado em 1950 após a Segunda Guerra Mundial e ganhou um prêmio Nobel da Paz quatro anos após sua criação, em 1954. O ACNUR começou a ajudar os refugiados da Síria em 2011, quando iniciou-se a guerra, que fez deslocar mais de cinco milhões de pessoas para longe de seus lares. Hoje o ACNUR possui mais de onze mil trabalhadores, em 128 países, tentando ajudar mais de 78 milhões de pessoas deslocadas por guerras, tragédias e emergências graves. Segundo dados do próprio site: “A Síria foi o país que mais gerou refugiados no mundo. Cerca de 824.400 pessoas foram forçadas a fugir dos conflitos que assolam o país. As crises na África subsaariana também levaram a novos deslocamentos. Quase 737.400 pessoas deixaram o Sudão do Sul para escapar de uma crise humanitária que cresceu consideravelmente em 2016. Burundi, Iraque, Nigéria e Eritréia também geraram grande número de refugiados.”

 


Eu tenho doado regularmente para a agência e criei esse texto para convidá-los também para doarem, ou participarem, com o quiserem das ações dela. Cliquem no link abaixo para fazerem uma doação e lembrem-se que a dor de perder o seu país é constante e persegue a cada um de nós.

 

Doação feita por Pessoa Física (clique)!


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