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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Phoenix Wright Ace Attorney: o animê!


Phoenix Wright Ace Attorney- a animação



Ainda não sei porque essa série tem o “ace attorney” no seu nome, pois ela não apresenta nenhuma brilhante ação do protagonista como advogado, embora ele seja um ótimo investigador. Aliás, o jogo fica devendo, em muito, ações processuais mais verídicas. Advogado bom usa o código processual à seu favor e o Phoenix sequer sabia as principais leis de seu país. Um péssimo aluno de Direito. (😊) O correto mesmo seria “Phoenix Wright: Ace Detective”.




Como dediquei a semana passada ao jogo, essa semana vou dedicar ao animê. Realizado pela equipe do A1-Picture, a série de 24 episódios está disponível para o Brasil via Crunchyroll e foi ao ar, no Japão, em 2016, ou seja, ela já tem um tempinho que está rodando por aqui. A animação em si é mediana, sem nenhum momento de maior brilho. Esse é um problema do estúdio, pois ele é conhecido por assumir a produção de vários títulos por temporada e alguns deles acabam caindo nas mãos de profissionais de menor qualidade. O diretor Ayumu Watanabe não é um dos meus preferidos, sendo responsável por alguns filmes do Doraemon e por uma única série que eu realmente gostei (My Girlfriend X). Ele não se arrisca muito e faz um trabalho sempre morno.

A equipe também optou por algumas decisões de produção um tanto quanto questionáveis como, por exemplo, a opção por uma música lenta para a abertura da segunda temporada. Ela era tão lenta que parecia ser o encerramento da série. Além disso, optaram por manter a caracterização visual de alguns personagens e isso ficou tão infantil que dava vergonha de assistir. Outro ponto estranho da produção foi ter corrido com algumas deduções (jogue o último capítulo da trilogia e depois vá assistir ao capítulo referente da série de televisão)  e você vai ver que o roteirista da série parece ter ficado de saco cheio e decidiu correr com certas deduções, atropelando até a lógica. Alguns capítulos do jogo também não chegaram a ter uma produção para o animê. Não existe o uso da magatama no animê e isso causa uma ausência de lógica para algumas questões. A magatama permite que o Wright veja cadeados que simbolizam segredos e permite quebrar os cadeados forçando, assim, que o personagem revele o segredo escondido. No animê isso não acontece e  muito da lógica do jogo se perde.

E algumas decisões da equipe de licenciadores ficaram esquisitas, como a adaptação de nomes. Aqui no ocidente resolveram manter os nomes japoneses para o animê e os nomes ocidentais para o jogo, o que causa uma certa confusão. Naruhodo (animê) é o Wright (jogo), Maya (jogo) é a Mayoi (animê) e a pequena Pearl (jogo) é a Harumi (animê). Uma bagunça. Alguém pode alegar que isso se justifica pelo significado dos nomes, isto é, Naruhodo pode ser entendido como “certo”, ou seja, Wright- certo- em inglês. Não considero assim. Apesar do significado, o símbolo (significado + significante) precisava ser mantido, para que a identidade fosse preservada ao máximo. Essa mudança só causou estranheza para quem começou o jogo e depois foi assistir à animação. Além disso, o prato predileto da Maya no jogo é hamburguer, mas, na série animada, é lámen. Acho até que dá para dizer que são dimensões paralelas. Uma “Crise nas Infinitas terras” nipônica.   

O que salva o jogo e, também, a animação:  a  Maya  e a Pearl, que  são adoráveis! A história trágica da família mediúnica delas é convincente e te faz querer proteger as duas. Você sente um elo com o jogo e com o animê por conta do carisma dessas duas. Elas carregam nas costas tanto o jogo como a série animada. A forma como elas se comportam, as ações de molequinha da Maya e a visão romântica da Pearl (que acredita que tem um romance no ar entre a Maya e o Wright); é tudo muito cativante. Elas salvam a animação e o jogo. Aliás, no jogo, durante um diálogo, eu precisei chamar a Maya (que estava vestida de garçonete) para atrair uma testemunha, mas o velho tarado não se importou com ela. Ela é pequena e sem um apelo sexual forte. Em seguida, ela invoca sua falecida irmã (Mia no jogo e Chihiro no animê)  e suas características físicas se alteram (a invocação mediúnica altera a forma física do médium no jogo e a Mia, que tem um corpão, ao ser invocada altera o corpo da Maya). O velho ao olhar para a Mia de garçonete fica doido. Eu caí na gargalhada. Abaixo uma cena da Mia invocada no tribunal, no animê, e vejam porque o velho ficou babando!



Enfim, tanto o jogo, como a série animada possuem um lado forte: as primas Maya e Pearl.  São elas que salvam a franquia nessa trilogia e nessa série animada.    

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