Pular para o conteúdo principal

Sengoku Youko

Revisão: ChatGPT Sengoku Youko: Yonaoshi Kyoudai-hen (Sengoku Youko) - Pictures - MyAnimeList.net Sengoku Youko: Yonaoshi Kyoudai-hen é um animê que cativa com sua mistura de ação, fantasia e drama. Vamos explorar os aspectos positivos da série: 1. História e Premissa:    - O mundo de Sengoku Youko é dividido em duas facções: humanos e monstros chamados katawara. A protagonista, Tama, é uma katawara que ama os humanos e está disposta a protegê-los do mal, mesmo que isso signifique lutar contra os de sua própria espécie.    - Seu irmão, Jinka, tem uma visão oposta e nutre ódio pelos humanos, apesar de ser um deles. Essa dinâmica entre irmãos cria tensão e profundidade na narrativa.    - Quando o grupo descobre um plano para experimentar em humanos e transformá-los em monstros, eles se unem para enfrentar essa ameaça, mesmo que isso signifique enfrentar um exército inteiro de guerreiros. Sengoku Youko é um daqueles animes que engana, pois apresenta personagens de traços fofos e uma comé

A escrita não é um ato isolado!

Escrita é uma tarefa solitária. Uma ilusão!




                                                



    Quando comecei a me interessar pela escrita, décadas atrás, eu sempre me vi diante de uma frase que dizia que o ofício da escrita é um ofício solitário. Passei a acreditar nisso e me via como um autor isolado. Uma ilusão que se desfez. Sei, hoje, que a escrita não é um ato isolado.



    Um aspecto psicológico que me atraiu nesta profissão se deve à minha infância. Quando criança, eu me via isolado, porque além de tímido, enfrentava problemas com outras crianças que praticavam bullying contra mim. Eu não sabia se estava dentro de uma prisão, ou de uma instituição de ensino. Era normal voltar para casa com um galo na testa, ou as mãos machucadas, por causa da violência das outras crianças.  Eu queria me isolar. Do colégio para casa, eu avistava a banca de jornais, a poucos metros, e já me animava. Era o momento de esquecer as brutalidades da escola e me entregar aos livros e aos quadrinhos. Esse já era o meu ato de isolamento. Inconscientemente, passei a buscar uma profissão que me deixasse neste estado de solidão. Ao escrever os textos, anteriormente editados no livro Despertar do Amor, quando criança, passei a me interessar por esta técnica que permitia expressar-me e, ao mesmo tempo, isolar-me. Meus amigos me influenciaram a publicar os textos. Esta necessidade do isolamento me fez crer que a arte da escrita era uma arte solitária. Um erro!



     É claro, para mim, que só acreditei neste falso aspecto da profissão por causa desta infância doída. Este aspecto já foi diversas vezes escrito e posso resumir toda essa tendência nas palavras da jornalista e fotógrafa Rita Elisa Seda:



 “Escrever é um ato solitário, é colocar-se em palavras. Palavras são como folhas de plátino soltas ao vento... em direção aos novos horizontes. Deixá-las voando irreverentes, sem cordas para serem puxadas e sem lugar determinado para pousarem, sempre a favor do vento. Assim é o ato da escrita, deixar fluirem palavras que, voando devagar, ao cair, adubarão terras distantes.”



     Assim, podemos definir toda uma sensação. Achar que uma pessoa, ao escrever, estaria sozinha, é um erro normal. O fato é que, ao escrevermos algo, estamos dando vida ao interior. Um interior moldado por outras pessoas, ou seja, outras vozes (palavras) que falam através de você. Ao ler um texto, e colocar no papel alguma palavra, você está abraçando aquele autor, dando voz às palavras que saíram do coração dele. Ao citar a Rita, o meu interior abraçou aquelas palavras e tornou-as parte do texto. Para conhecer as palavras dela, passei do ato de isolamento para o ato de busca, então, saí da concha e dei asas a estas palavras em meu interior. Muitos escritores usam-se de experiências de vida para escrever, então, é necessário sair do isolamento para viver, interiorizar esta vivência e, depois, coloca-la no papel.



     Há quem possa alegar que o ato da escrita, ou seja, sentar em uma máquina de escrever, ou em um computador, seja um ato isolado, de uma profissão solitária. Também não concordo com isso. Ao escrever, um autor necessita de toda a sua experiência para formar a ideia central do texto, então, indiretamente, o autor recebe de fora, de outros, a experiência necessária para criar algo.  Novamente, são os outros que ajudam o escritor a exercer a profissão. Não é possível conceber um ato isolado de qualquer profissão, pois ela forma sempre um efeito cascata. O primeiro passo da comunicação é o escritor (emissor) da mensagem que, por sua vez, é o receptor de diversas outras mensagens, de diversos outros emissores. Ao escrever, este emissor realiza uma introspecção de tudo que sua mente vivenciou, então, o escritor torna-se parte do que ele escreve. O isolamento, ou a solidão da profissão, torna-se, mais uma vez, um mito.



     Esse processo de criação difere-se do simples plágio. Uma pessoa difere-se da outra pelo simples fato explicado pela biologia: um animal é a união de seu genótipo (sua cadeia genética) com o fenótipo (o meio em que este animal se criou e desenvolveu). O processo de aprendizado de algo, que aqui me referi como o processo de criação de textos, se dá exatamente aí. Ou seja, o indivíduo vive algo diferente, processa essa informação através de sua formação educacional, social, genética e mental/psíquica (genótipo + fenótipo) e cria algo. Como todo esse sistema complexo é único para cada pessoa, é impossível que duas pessoas cheguem a criar a mesma coisa exatamente igual. Logo, o ato da escrita torna-se único e, novamente, um fator longe de ser um ato isolado.



      Concluo que o exercício do ato de escrever é um exercício de múltiplas vozes aprendidas pelo autor e que contribuem, ao processar a informação mentalmente, para a criação do texto, afinal, o Homem não é uma ilha e, deste modo, está sempre em contato uns com os outros.        

Postagens mais visitadas deste blog

Ghost in the Shell

Máquinas vivas; Um fantasma surge; O homem virtual. Ghost in the Shell está mais próximo do que pensamos! 

Boushoku no Berserk

Berserk of Gluttony: Uma Série Que É Meu "Pecado"! Boushoku no Berserk (Berserk of Gluttony) - Pictures - MyAnimeList.net Fate é um jovem que acreditava ter uma habilidade inútil chamada "Gula", que o mantinha constantemente faminto. Ele era um vassalo em uma casa de cavaleiros sagrados, onde era tratado com desdém, nutrindo uma paixão secreta pela cavaleira Roxy Hart. Ela destaca-se como a única guerreira nobre em um mundo dominado por cavaleiros que abusam de seu poder para oprimir o povo. Quando Fate acidentalmente mata um ladrão enquanto ajuda Roxy, ele descobre que sua habilidade de "Gula" vai além do que parecia. Esse evento o faz perceber os aspectos positivos e negativos de seu "pecado". Comprometido a proteger Roxy, ele decide usar seu poder em prol da casa daquela que sempre o tratou com humanidade e respeito. Baseada em uma novel escrita por Ichika Isshiki , com arte de fame , "Berserk of Gluttony" é serializada desde 2017,

Ciclos de revolução: A Quarta Revolução!

Ciclos de Revolução: A Quarta Revolução Revisão: ChatGPT Estamos vivenciando a quarta revolução industrial/tecnológica, e muito tem sido discutido sobre os potenciais danos que esta revolução pode causar ao tecido social, incluindo desemprego e outras adversidades. Procuro refletir sobre o futuro com base no passado, observando no presente os mesmos receios que nossos antepassados enfrentaram nas três revoluções industriais anteriores. Começo com uma conversa que tive com uma taxista, para então discorrer sobre algumas das revoluções passadas. Durante uma parada em uma lanchonete que estava instalando terminais de autoatendimento no último ano, tive uma conversa: “Taxista: --- Estão instalando essas máquinas para substituir trabalho humano. Muitos caixas estão perdendo seus empregos. Isso é o capitalismo! Eu: --- Por outro lado, a tecnologia, ao eliminar um posto de trabalho (caixa de atendimento), cria outras necessidades. A lanchonete precisará de profissionais para manutenção de sof