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 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Análise- Young Justice

Young Justice


Quando um enredo é levado a sério!


 


Eu não costumo realizar análises de materiais americanos, pois raramente estes materiais trazem algo de meu interesse. Entretanto, nos últimos anos a terra do Tio Sam nos tem brindado com produções sérias e enredos envolventes baseados, muitas vezes, em quadrinhos. Foi o caso de filmes em animação como “Hulk Vs.” ou Batman contra o Capuz Vermelho. Na maioria das vezes, as animações são bobas e beiram ao rabisco, mas há um material de ótima qualidade que chegou ao Brasil- Young Justice.  E analiso a série até onde consegui assistir. Nem preciso dizer que a parte técnica é um cartoon de ótima produção e não possui elementos significativos da animação japonesa, ou seja, posso afirmar que é cartoon puro! Como sempre, textos meus de análise possuem SPOILERS, então, se desejar, deixe de ler aqui. Caso contrário, seja bem-vindo e vamos juntos!


 


Sinopse e elementos da trama:


 


A premissa é muito simples e poderia levar a série a se tornar boba, ou cômica, como Teen Titans, mas foi conduzida de maneira a deixar a trama intrigante e os personagens carismáticos. Os ajudantes (leia-se Kid Flash, Robin, Aqualad e Ricardito) conseguiram sua admissão ao panteão da Liga da Justiça. Um imprevisto cancela a ocasião, levando os heróis integrantes da Liga a uma missão. Foi ordenado que os “ajudantes” ficassem na Sala da Justiça (depois eu explico), todavia eles não obedecem e partem em busca de respostas para uma pergunta lançada durante a admissão deles ao panteão. Com exceção de Ricardito, Robin, Kid Flash e Aqualad partem para o Cadmus e investigam a organização por dentro, descobrindo um plano de clonagem de seres e, em especial, do próprio Homem de Aço. O clone do Super-Homem acaba por se juntar ao grupo (SuperBoy), após a destruição parcial do complexo do Cadmus. A Liga da Justiça decide por treinar e monitorar a nova equipe chamada Young Justice. Mas há um mistério, pois Cadmus, assim como todos os vilões apresentados até agora, estão ligados a uma organização secreta que interfere inclusive no destino de nações inteiras. É, o pessoal é poderoso!


 


A trama segue mais a fundo, mostrando a interação dos personagens, uma paixão entre Miss Marte (sobrinha do Ajax que aparece nos episódios seguintes) e o Super-Boy, a atividade deste grupo misterioso e a interação do Young Justice com membros da Liga da Justiça, como a Canário Negro que os treina e o Batman que distribui as missões. Mostra, também, com muita habilidade, um possível traidor entre os membros da Young Justice e um interesse do misterioso grupo em um dos guardiões dos jovens heróis- Tornado Vermelho. E isso ainda não é suficiente para resumir a trama. Há ainda elementos de ajuste, isto é, os integrantes da equipe vão ganhando experiência, se conhecendo e mostrando receios e atitudes.


 


Personagens e suas interações:


 


O Super-Homem rejeita o seu clone (SuperBoy) que sofre muito por causa da rejeição. O personagem não sabe interagir socialmente, tornando-se o Wolverine da equipe, isto é, aquele elemento rebelde e com grande poder de destruição. Ele passou anos dentro de um tubo de clonagem, sem sequer ver a luz da lua, então, justifica-se a falta de habilidade social. O interesse da Miss Marte por ele é evidente no primeiro encontro de ambos. Incrivelmente, ambos acabam se atraindo rapidamente e, diferentemente de animês, que demoram anos para mostrar uma interação sentimental, ambos se enlaçam durante uma missão e isso gera conflitos posteriores.


 


Miss Marte é sobrinha do Caçador de Marte e é uma personagem que deveria ser meiga, algo como a mulher idealizada da década de 50 ou 60, inclusive nos trejeitos, falas e hábitos e isso causa um certo choque em mim (afinal, ainda existem mulheres assim?) Eu a achei destoante do resto do grupo, mas após estudar a interação dela com o clone do Super, comecei a entender porque ela foi feita assim. Deixo que vocês mesmos retirem suas conclusões.


   


Robin ainda não possui a experiência para ser líder de equipe, fracassando na primeira missão como líder e passando a tocha para o Aqualad. Ele é recomendado pelo Batman a não revelar sua identidade aos outros. Um habilidoso hacker que não revela muito de si. Péssimo piadista, com trocadilhos estranhos, o garoto é frio na hora do quebra pau. A falta de experiência dele arruína alguns planos que ele elabora, mas no geral ele se dá bem.  


 


Aqualad (Kaldur) está dividido entre a superfície e seu papel como líder da Young Justice. Muito calmo e cordial, foi eleito como líder! Possui receios de não dar conta da posição dele no grupo, mas é firme em cada decisão que toma. Sim, este Aqualad não é o Garth. É um personagem tão sereno e sincero em suas emoções, sempre aberto, que passa a impressão que foi criado na época de ouro dos heróis DC, uma época em que heróis eram heróis e vilões eram vilões, ou seja, uma era em que os personagens não cruzavam esta linha que separava a ambas as classes. 


 


Kid Flash é um personagem que achei estranho. Porque não usar o Impulso? Quando foi revelado que ele era o Wally West, eu me indaguei quem poderia ser o Flash? Um cientista de primeira, Wally rejeita a Fé e acredita apenas na interação e comprovação científica. Um verdadeiro ateu que, mesmo colocado sob pressão, não rejeitou suas convicções. Consegue ser cabeça-dura. Um geek de primeira!


 


E o Ricardito? Ele se recusa a fazer parte da equipe e abandona inclusive seu mentor- Arqueiro Verde. Se fosse um animê, ele seria algo como o Ikki de Fênix- muito revoltado. Um personagem com muita ira e esta raiva o afasta de todos. Não faz parte da equipe, mas sempre aparece para dar uma mão. 


 


Artemis- desta personagem prefiro não escrever muito, afinal ela é um mistério e gostaria de deixar assim. Não me crucifiquem! J


 


Cronologia:


 


Acredito que Young Justice se passa em uma realidade alternativa pré “Crise nas Infinitas Terras”. Eu explico esse raciocínio. Personagens que estavam mortos retornam em seus papéis originais, como Barry (Flash original), além do Wally West ainda ser um adolescente e do Dick Grayson ser o Robin original, com a idade adequada para esta cronologia. Como o Garth não é o Aqualad, presumo que seja realmente uma realidade alternativa e anterior a Crise nas Infinitas Terras. Bruce Wayne ainda não é um herói atormentado e sisudo, sendo um pai bacana para o seu protegido. E ainda tem a Sala da Justiça (Super-Amigos) como uma sede fictícia para o grupo, com direito a referências ao Monte da Justiça que foi sede da primeira Liga da Justiça. Young Justice faz homenagens a toda a cronologia dos heróis da DC Comics.








 


  

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