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A Flexibilidade do cérebro e a felicidade!

Ao assistir uma entrevista, semana passada, na Record News, com um neurocirurgião, pude verificar que a ciência e a filosofia começam a andar lado a lado nas questões da percepção do funcionamento cerebral. Foi dito, por este neurologista, que há diferença no conceito de mente e cérebro. Foi a primeira vez que vi um cientista admitir algo que já faz parte da filosofia oriental há milênios. Como não encontrei o vídeo no portal, passo a descrever a ligação entre mente e cérebro, para a ciência e para a filosofia, através da entrevista que a jornalista Sharon Begley (50) deu à revista Época para a divulgação do lançamento de seu livro: Train Your Mind, Change Your Brain. Sharon é jornalista especializada em neurociência e trabalha para a Newsweek.


 


Para orientar este texto irei resumir o que assisti pela Record News. Segundo o médico ali entrevistado, o cérebro é o conjunto de tecidos neurais, uma rede de neurônios que promove o funcionamento (aqui entenda também como o equilíbrio e manutenção) das atividades orgânicas. Já a mente seria o funcionamento cerebral. O médico salientou que apesar de poder ser registrado o funcionamento do cérebro, como a ciência ainda não decodificou o código mental, não é possível ainda dizer se o cérebro produz (e como ele produz) ou se apenas responde à interferência da mente.


 


Sharon assim responde a esta questão: “O cérebro é a estrutura física, o pouco mais de 1 quilo de tecido biológico dentro da cabeça. A mente é o resultado do funcionamento do cérebro: os pensamentos, os sentimentos e as emoções. A mente pode modelar o cérebro porque os pensamentos e as emoções, produzidos por ele, são capazes de agir de volta sobre o cérebro e afetar suas conexões, funções e estrutura”.    Ora, se a mente é capaz de modelar a estrutura cerebral, podemos nos aproximar do que fora recitado, em 1936, pelo mestre Masaharu Taniguchi, no texto Chuva de Néctar da Verdade. Neste texto, o mestre assim escreve sobre a mente: “O Deus da criação transcende os cinco sentidos e também o sexto sentido; Sagrado, Supremo, Infinito, Mente que permeia o Universo (...) a Mente é o criador de tudo, a Mente é a substância que preenche o Universo, a Mente é Deus onipotente e onipresente (...)”. A mente, segundo a filosofia oriental, aqui representada pelas palavras do mestre Masaharu, confirma a descoberta recente da ciência de que o cérebro é um veículo para a função da mente e é modificado por ela. A mente, portanto, cria e o cérebro executa.


 


O Budismo prega que a mente deve ser serena e que a meditação promove uma evolução interior. Sharon concorda com isso, pois ela defende, segundo os estudos que acompanhou, “o que já se sabe, a partir de estudos com monges budistas, é que a meditação parece aumentar a atividade do lado esquerdo do cérebro (associado ao bem-estar e à felicidade) e das áreas associadas à empatia e ao altruísmo. Também já se constatou que a espessura de áreas envolvidas na meditação aumenta, reflexo de que, quanto mais você usa determinada parte do cérebro, mais ela se expande”.  Agora deixo uma reflexão no ar, baseada em meus estudos científicos (Medicina Veterinária 98 a 2000), o tecido nervoso não possui a capacidade de expansão idêntica ao tecido muscular (fibras musculares aumentam de tamanho, ou de número, se passarem por estresse físico- atividade física) e nem tão pouco pode se multiplicar, então como se dá o aumento do volume cerebral devido a atividade? Ainda é um mistério.


 


A Seicho-no-ie, o Budismo e outras religiões milenares orientais promovem a prática da repetição de orações e mantras diariamente. Pois a repetição grava no subconsciente a mensagem que se quer e o esforço repetitivo, como explicado no parágrafo anterior, aumenta a atividade daquela região cerebral. Então, fica claro que a vida íntima da pessoa é resultado da sua atividade pessoal/intelectual. E isso é ótimo, porque podemos atingir a felicidade e ter uma vida maravilhosa se assim desejarmos, pois podemos moldar o cérebro através da atividade mental. Assim explica melhor a jornalista, “se descobriu que, quanto mais horas de meditação a pessoa pratica, maior é a atividade cerebral nas áreas ligadas à sensação de bem-estar. Também já se sabe que a estrutura do cérebro é modificada quando aprendemos a tocar um instrumento ou aprendemos uma língua. Por isso, não é uma ousadia tão grande dizer que treinamento mental tenha o mesmo tipo de efeito”. Já Kamino Kusumoto escreve com convicção, em seu livro A Humanidade é Isenta de Pecado, que lendo repetidas vezes A verdade da Vida (série de livros do mestre Masaharu) a pessoa se libertará de todos os tipos de carmas maléficos, pois ficará gravado no âmago de sua mente a verdade (...) em consequência, a felicidade se instalará em seu lar. E é este o efeito que quis ao escrever o meu livro Sob a Luz dos Ensinamentos Bíblicos, isto é, promover no leitor uma resposta benéfica de que as mensagens bíblicas, ao serem lidas, também colaboram para aumentar a segurança e o sentimento de felicidade.


 


E a felicidade? Segundo Sharon “estudos recentes revelaram que pelo menos um terço das pessoas muda seu limiar de felicidade. Senão permanentemente, pelo menos de forma duradoura. E elas não estavam meditando, estavam apenas levando sua vida. Os experimentos com os monges budistas sugerem que é possível mudar intencionalmente esse nível de felicidade, e os cientistas estão tentando verificar se é possível fazer isso com treinamento mental”. Então convido, vamos todos buscar uma vida melhor e mais feliz, porque é cientificamente possível! Cliquem nos nomes dos livros para conhecerem melhor os trabalhos aqui citados!

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