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Antologia do Pequeno Rato

 Não é um exemplo de literatura gótica, apesar de ter animais fantásticos que falam, mas possui o sofrimento da alma da literatura gótica. É um clamor sofrido de um pequeno ser que está preso em um ambiente de experimentos e só tem no seu cientista o seu observador e, quem sabe, seu salvador. É uma metáfora para os sentimentos de traição, perda e dor de ser agredido e não ter a força necessária para reagir. Tudo isso é gótico. 

Dungeon Food

Dungeon Food

Revisão: ChatGPT


Dungeon Meshi (Delicious in Dungeon) | Manga - Pictures - MyAnimeList.net


Ryoko Kui, na função de autora da história e arte, nos presenteia com um mangá serializado na revista Harta, voltada para um público seinen, ou seja, destinada a um público mais maduro. "Dungeon Food" (ou "Dungeon Meshi") explora a jornada de um grupo de exploradores em um mundo de fantasia que enfrenta uma tragédia quando seu líder, Laos, vê sua irmã ser devorada por um dragão enquanto tentava salvá-lo. Determinado a resgatar sua irmã, ou ao menos recuperar seus restos, Laos decide penetrar novamente na masmorra. Enfrentando a perda de materiais, recursos e a desistência de membros da equipe, Laos insiste na missão, optando por utilizar o ecossistema da masmorra como fonte de sustento para ele e seu grupo. A série ganha seu título a partir desta premissa.




A equipe, sem conhecimento sobre quais criaturas podem ser comestíveis ou como prepará-las, encontra Senshi, um anão que, após anos vivendo na masmorra, possui vasto conhecimento sobre como cozinhar monstros. Com sua ajuda, Laos e seu grupo se aventuram na esperança de resgatar Falin, a irmã de Laos, do estômago do dragão.


O enredo se destaca pela culinária exótica e pelo uso de humor, às vezes sombrio, para narrar essa fantasia. A série impressiona pela sensação de realismo nas cenas em que Senshi prepara pratos fictícios, como insetos-moeda, de maneira convincente. A autora investe na verossimilhança dos monstros com seres reais e em técnicas autênticas de culinária, tornando crível a ideia de consumir tais criaturas. A ilusão assim funciona bem. 


Além disso, o(a) autor(a) promove uma reflexão contínua ao longo dos capítulos sobre o que pode ou não ser considerado uma fonte de alimento. Utilizando um humor bastante ácido, brinca com conceitos éticos sem jamais transgredi-los. Marcille, a encantadora elfa do grupo, sempre atua como a voz da razão, impedindo que Laos desvie do caminho correto. Laos é retratado como um personagem quase psicótico, obcecado pela ideia de consumir monstros indiscriminadamente. Graças, em grande parte, à Marcille, os personagens navegam por uma linha tênue de ética no consumo de alimentos, sem nunca, até onde pude observar, ultrapassar os limites do bom senso. No entanto, certos aspectos podem ser desconfortáveis para espectadores vegetarianos, pois a narrativa menciona que muitas plantas utilizam restos de animais no solo como fonte de energia e crescimento. Isso pode ser chocante para os mais sensíveis e incita discussões sobre o consumo de alimentos de origem animal. O(a) autor(a) também provoca reflexões entre os carnívoros ao questionar o porquê de comer vacas e não outros animais, como cães. Em determinados momentos, a série aborda a responsabilidade de cuidar do ecossistema, conferindo um aspecto de proteção ambiental, embora adote uma postura mais controversa para os ambientalistas. Um exemplo é quando Senshi questiona o absurdo da pretensão humana de zelar pelo ecossistema, sendo que o próprio homem faz parte da cadeia alimentar. Em resumo, o(a) autor(a) desafia todos, desde vegetarianos a carnívoros, incluindo os defensores do meio ambiente, provocando reflexões em um amplo espectro de temas. Tudo, claro, com muito humor!


A animação

A adaptação para anime, realizada pelo estúdio Trigger e dirigida por Yoshihiro Miyashima, é elogiada por sua animação fluída e detalhada, mantendo-se fiel ao material original, que conta com 14 volumes. A produção promete uma narrativa fechada em 24 episódios, sem deixar questões em aberto.


Contudo, a série enfrenta críticas, especialmente pela perda do senso de urgência na missão de resgate e pela enfadonha repetição temática focada na preparação dos pratos. A representação de consumo de parasitas é apontada como problemática, dada a realística aproximação com a realidade, potencialmente disseminando informações perigosas.


Apesar desses desafios, "Dungeon Food" se mostra uma obra provocativa e humorística, que aborda temas complexos de maneira equilibrada e inovadora. A interação entre os personagens e a abordagem de temas polêmicos fazem da série uma adição interessante à temporada, disponível na Netflix.






Boneco Denji

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