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Retorno à Netflix!


O retorno à Netflix



Ano passado, encerrei minha conta na Netflix por conta do apoio da empresa a projetos de incentivo ao @borto. Relembre o caso aqui.  


ACI Digital via Rádio Restauração[1]: “No primeiro semestre deste ano, a Netflix declarou apoio público ao @borto ao ameaçar com boicotes o estado norte-americano da Geórgia, que tinha acabado de aprovar uma nova lei em defesa da vida dos nascituros. Mas o boicote que a empresa multinacional experimentou de verdade foi contra si própria: segundo o jornalista espanhol Juanjo Romero, o último balanço trimestral da Netflix apresentou perda de 126 mil assinaturas nos Estados Unidos, contra um planejamento que previa ganhar 352 mil novos assinantes.

Quanto à projeção mundial, a Netflix estimava 4,8 milhões de novos assinantes no período, mas não passou dos 2,8 milhões.”


Fazendo uma analogia com o Código Processual Penal (CPP), salvo os devidos pesos, podemos dizer que houve o cumprimento de uma condenação. No Direito existe um dito jurídico que explica, de maneira bem resumida, o objetivo de uma condenação penal: “Ao mal do crime, o mal da pena”. Lógico que não houve uma condenação de fato. Não houve decisão judicial que fizesse a Netflix perder clientes, mas o maior juiz que existe é a sociedade e, dessa forma, suas ações podem ser consideradas como decisões jurídicas. Talvez até mais graves e poderosas que elas, pois, para uma decisão da sociedade não existe o sistema de “pesos e contrapesos” que equilibra os poderes e evita excessos. O povo é pleno. É tão poderoso que dá origem ao poder constituinte. É tão poderoso que faz impérios ruírem.  Na Constituição Americana: “Nós, o povo (...)”. E o povo não aceitou a conduta da Netflix naquela ocasião, fazendo-a perder clientes, recursos e o bom nome. Houve o erro e houve a resposta da sociedade ao erro, dando à Netflix um puxão de orelha.

Entretanto, passou-se um ano. Como não existe pena perpétua e condenação eterna (salvo os eventos Bíblicos que estão além do natural, ou seja, são eventos sobrenaturais), eu decidi retornar e assinei novamente o serviço de streaming. Acredito que a Netflix sentiu o peso de suas ações e que isso não se repetirá, portanto, apoiado na ideia de que a condenação precisa ter um peso justo, equivalente ao peso do crime cometido, ou seja, fazendo novamente uma analogia com o CPP, eu decidi que já era hora de retornar ao serviço. Assinei a Netflix novamente e, semana que vem, teremos uma recomendação de uma série que assisti via Netflix.

E, finalizando, essa situação deixou claro o conceito de boicote. Boicote é ação conjunta de indivíduos de uma sociedade que, achando que seus direitos foram violados, agem de maneira voluntária para punir as empresas, grupos ou pessoas, que feriram seus direitos. Muitas vezes, instrumentos de boicote são: cancelamento de assinaturas, abaixo-assinados e, poucas vezes, ações judiciais para pedir reparação de danos (morais ou materiais). Já a censura é uma ordem governamental na intenção de calar, ou impedir, a veiculação de informações. Enquanto um boicote não proíbe que algo venha a ser mostrado, a censura o faz.  




Entretanto, estou sempre em alerta, pois a senhora Memória tudo guarda e nada esquece!   




[1] Leia aqui: <https://radiorestauracao.com/noticia/520527/netflix-perde-clientes-por-apoiar-aborto>

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