segunda-feira, 12 de novembro de 2018

ABTA e os dados de 2018!


ABTA  e dados de 2018

O setor vinha decaindo desde 2014, com uma súbita melhora em 2017 (18,9 milhões de assinantes). Dados que me fizeram escrever um texto sobre o assunto em “ABTA- Dados de 2017”[1]. Os dados deram um certo alívio às empresas que acreditavam que o pior já tinha passado.

No texto, através da leitura de uma pesquisa do site Omelete (leia na matéria passada), acreditei que a queda de assinantes seria irreversível. Escrevi, e repasso novamente, que:

 Um alívio que pode ser mal interpretado, pois uma pesquisa do Omelete joga, no setor, uma nova preocupação. Existe um grupo que não consome a televisão por assinatura.

Na pesquisa Geek Power[3], o consumo de serviços de streaming, dentro do grupo  chamado geek, ultrapassou o uso da tv por assinatura já em 2014. O mais interessante é notar a queda constante do uso do serviço que chegou, em 2017, ao seu pior patamar (68% dos entrevistados dizem usar o serviço). Segundo Marcelo Forlani, diretor de marketing do Omelete, este quadro é irreversível, pois o grupo é exigente e deseja conteúdo de qualidade com bom preço.  

E o ano de 2018 veio para reforçar esta análise, pois o setor está fechando o ano com 17,8 milhões de assinantes. Ele encolheu para números próximos aos de 2012. Um retrocesso de 6 anos. Veja no quadro abaixo:





Além do problema de estar competindo com tecnologias mais dinâmicas, a televisão por assinatura também enfrenta uma questão simples da economia em crise, que é o corte de gastos supérfluos. Toda família, quando precisa equilibrar as finanças da casa, corta gastos desnecessários e as famílias parecem ter decidido que televisão por assinatura não é essencial. Deste modo, muitos abandonaram o serviço.

Ramiro Gomes Ferreira, gestor no Clube do Valor[2]: “Planejar e colocar em prática um orçamento familiar pode ser bastante complicado se alguns membros não estiverem dispostos a fazer concessões. Às vezes é preciso abrir mão de itens supérfluos. Refeições fora de casa (saiba como – e quanto – eu economizei por não fazer refeições mais fora de casa neste artigo), idas a shows, ao cinema ou ao shopping center são apenas alguns exemplos de atividades que geram gastos. Gastos estes que, frequentemente, precisam ser revisados”.

Problema pelo qual a banda larga não está passando. Ao que tudo indica, as famílias estão mantendo o serviço de internet por acreditarem que o serviço é essencial. Hoje, não se vive sem internet. É o que mostra o gráfica abaixo, com a evolução constante do serviço que, em 2017, chegou a 10,7 milhões de assinantes.





Conclusão

Em poucos anos teremos mais assinantes de banda larga do que de televisão por assinatura. Muitos canais já estão prevendo isso e estão migrando para a banda larga (HBO GO, por exemplo). Algumas corporações, como a Google, estão investindo em trazer para sua plataforma alguns canais, por exemplo, para o Youtube, então, reforço minha análise anterior. Um dia, não teremos mais decodificadores ligados à televisão, mas apenas modens e sistemas de interação (Chrome Cast) e os canais de televisão por assinatura  serão engolidos pela internet e serão plataformas, como Crunchyroll ou HIDIVE.


[1] Outros Papos: <http://www.outrospapos.com/2018/02/abta-dados-de-2017.html?q=abta>
[2] Clube do Valor: <https://clubedovalor.com.br/orcamento-familiar/>

Zillis

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