Verso 1 Ele andava só, entre sombras e silêncio Com olhos que evitavam o mundo lá fora Carregava o peso de um rosto fechado Mas por dentro, havia um coração que implorava por agora Pré-refrão E então ela chegou com um sorriso doce Feito aroma de primavera em meio ao frio Com palavras simples, ela abriu janelas E ele viu que o mundo não era só vazio Refrão Flores no inverno , brotam devagar Com cada gesto, ele aprende a amar Entre muros e medos, ele se desfaz E descobre que crescer é deixar pra trás Verso 2 Os amigos vieram, como raios de sol Mostrando que laços podem ser reais Ele que nunca ousou confiar Agora ri, tropeça, e quer tentar mais Pré-refrão Ela não o salvou, só o enxergou E isso bastou pra ele florescer ...
O “não existir” não é cruel;
Cruel é deixar de existir;
Se estivermos falando de um ser vivo, intensifica-se esse
fel;
Algo que devemos excluir.
Pois aquele que não existe, não sente, não pensa e não
deixar marcas.
Aquele que deixou de existir, sentiu, pensou e marcou;
Não se toma conhecimento do que não existe, não deixa
pegadas;
Mas aquilo que já existiu, deixou pegadas, e amou.
As diferenças entre eles são essas marcas, pegadas,
lembranças e amor.
Condenar à não existência aquilo, ou aquele, que já existiu
é tormento;
Tormento aos que vivem, principalmente, com ele naquele
momento;
Marcados pelo que já existiu, aumenta-se a dor.
Inspiração
Esse curto poema foi pensado ao assistir Plastic Memories.
Nesse enredo existem dois pontos desagradáveis, que são furos horríveis de
roteiro, e circunstâncias que amplificam o meu sentimento de desagravo. Se a
série terminar como penso que terminará, será a pior série da temporada que
assisti. Escreverei mais sobre isso depois, pois existem mais alguns capítulos
até o fim e esses dois pontos podem ser resolvidos nesse meio tempo. De qualquer
forma, acho que foi o pior roteiro dessa temporada, mas, ao menos, me deixou
contemplativo ao ponto de escrever esse curto poema.