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A verdade!



Não se enganem, não existe apenas uma verdade.
O coração é bondoso,
E aprende o caminho com sinceridade,
Caminho que pode ser duro, por vezes doloroso.

Verdade, basta a sua devoção,
Creia nela, respeitando o coração de cada um,
Não se desvie dessa orientação,
A sua verdade vale, e isso não é incomum.

Tentam converter a outros de caminhos diferentes,
Caminhos diferentes de sua ideologia,
E isso é um erro. Cabe, a cada um, a sua vertente,
Cabe, a cada um, a sua filosofia.

Não há o temor do mal, se o coração escolheu bem,
Ninguém, então, poderá condenar!  Ninguém!
As verdades convergem todas para uma finalidade,
A finalidade do bem. Corações unidos em caridade!


O coração sabe decidir pelo bem. E é bom agouro!
E essa decisão é uma verdade,
Não se desvie do que te falo com sinceridade,
A verdade de um coração é seu tesouro!


COTIDIANO


Após cada poema, eu uso o subtópico “Cotidiano” para explicar a origem do pensamento exposto em forma de poema. A minha avó, na sua determinação de fé, e em seu leito de morte, ensinou-me que cada coração possui uma verdade valiosa e que não deve ser oprimida.  Se esta verdade for boa, e gerar sentimentos e decisões nobres, deve ser preservada. Por isso, não deixe que ninguém repreenda a verdade boa de seu coração. Não existe UMA verdade absoluta, mas pequenas percepções e interpretações de sua verdade cotidiana. E essa verdade, gerada pela sua vivência, é tão valiosa quanto o mais caro diamante. Essa verdade deve ser respeitada. 


Poema retirado do livro "Papos que Ficaram Na Memória", página 49. Livro impresso em julho de 2012, no Rio de Janeiro, de minha autoria. 

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