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Antologia do Pequeno Rato

 Não é um exemplo de literatura gótica, apesar de ter animais fantásticos que falam, mas possui o sofrimento da alma da literatura gótica. É um clamor sofrido de um pequeno ser que está preso em um ambiente de experimentos e só tem no seu cientista o seu observador e, quem sabe, seu salvador. É uma metáfora para os sentimentos de traição, perda e dor de ser agredido e não ter a força necessária para reagir. Tudo isso é gótico. 

Cavaleiros do Zodíaco- Trilha Sonora



Em 11 de setembro deste ano, Cavaleiros retornará aos nossos cinemas pelas mãos da distribuidora Diamond Films que já nos trouxe Dragon Ball Z- Battle of Gods. Cavaleiros tem todo o meu respeito. Através desta série, eu soube o que era um animê. Se um dia eu comecei a honrar o trabalho de dubladores, e admirá-los, foi por meio desta série. Através dela, fui educado nos conceitos de amizade, apesar de falhar muito nesse conceito, e mitologia. Busquei lendas, livros e histórias sobre Zeus, Hades e toda a sorte de informações. Eu quis estudar para aprender mais sobre o universo que inspira Cavaleiros. Aprendi com eles que os vitoriosos não ficam caídos, mas erguem-se em prol de uma ideologia, ou amor. A série tem todo o meu respeito e admiração.





Cavaleiros- CD Japan


Por isso, eu fiquei contente com o regresso da série de inúmeras maneiras. E por causa disso, comprei o cd de músicas do filme. Se não fosse por esse forte laço emocional, eu não teria pago o preço. O cd, depois de pagar imposto, frete e cotação do dólar, passou de 200 reais. Mas é um preço pequeno pelo retorno de conteúdo e crescimento que esta série me proporcionou. E faço questão de agradecer comprando produtos oficiais e fazê-los sempre produzir mais conteúdo (menos Ômega hehehe). Então, vou analisar um pouco a trilha sonora, mas como sou apenas um ouvinte, estarei entrando em um terreno que não domino.


Trilha Sonora


Música no cinema é um estudo interessante. André Baptista escreveu um estudo de mestrado sobre o tema “Funções da Música no Cinema” e descreveu o que acho ser a função básica de uma trilha sonora. Ele afirma: “É fato que certas melodias nos remetem claramente a épocas e situações geográficas bem precisas, como também algumas harmonias insinuam alegria, tristeza, melancolia ou euforia. Sabemos também que certas figurações melódicas - como os intermináveis ostinatos do minimalismo - agregadas a determinadas situações narrativas podem provocar emoções específicas na audiência. E sabemos que esse resultado é diferente se às mesmas situações são incorporadas melodias construídas sobre séries dodecafônicas...”.


Leiam o estudo no link, porque é interessante. A música, então, tem como finalidade transportar a emoção da tela para o coração do espectador. Uma forma de comunicar e ajudar a imagem a transmitir a informação que pretende.


Comprei o cd, coloquei os fones de ouvido e fui analisar as minhas reações ao ouvir a trilha sonora, sendo que já conhecia o background da história clássica. Não tinha como analisar de outra maneira, pois me falta conhecimento musical para uma análise diferente desta. Notei, como mostra a imagem abaixo, que o trabalho está em cadência e ordem narrativa. Facilita a mentalização. Cliquem na imagem para aumentar.





Ela segue a linha cronológica do filme. A primeira sensação foi de grandiosidade. Clarineta, oboé, flauta e cordas dão o toque clássico que diz que esse filme foi bem preparado. O coral de vozes dá um tom imponente. A guitarra dá a urgência nas cenas e nos mostra que algo impactante está sendo mostrado. Chegando em “Stairs to Sanctuary” a música me deu uma sensação de sentimento heroico. De uma jornada que se iniciará, trazendo consigo incertezas sobre a vitória, mas coragem para seguir em frente.  Ao fechar os olhos, tudo isso me veio à mente, até a chegada de “Mr. Deathmask”. Nesse momento eu gelei, e não foi por causa da música em si, mas pelo fato constrangedor que ela representa. Foi como um tropeço. Em seguida, a grandiosidade retorna. As músicas restantes dão a certeza de cenas de grande ação e suspense. Em “Power of Dragon Blood” eu imaginei o “Cólera do Dragão” e consegui ficar arrepiado.


São 41 temas que farão o gerenciamento das emoções e guiarão as cenas de maneira eficiente. A trilha, portanto, aliada ao tema musical (Hero) já dá uma noção de boa construção da direção. O enredo me preocupa um pouco, por causa das críticas que li, mas me parece que não vou me arrepender de ir aos cinemas. A trilha sonora me cativou e a conclusão que eu cheguei é que o filme foi bem elaborado nessa questão.   


Para finalizar, uma obra bastante conhecida no Brasil (Matrix), mas de um jeito diferente. A música adequada e a ambientação sonora correta fazem maravilhas e, quando elas são alteradas, como no vídeo abaixo,  pode ficar cômico! Voltarei com uma análise do filme de Cavaleiros do Zodíaco quando puder fazê-lo.


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