Pular para o conteúdo principal

Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

O Corvo e a Mitologia!

CORVO E MITOLOGIA


 


“Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,


Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.


Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,


Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,


Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,”


 


(O Corvo de Edgar Allan Poe)


 


O corvo, em muitos países europeus, é sinônimo de tragédia e mau agouro. Para muitos é símbolo de poder e magia, assim como recitou Edgar Allan Poe. Em sites como Culto da Vida, assim ele é representado:


 


“O Corvo é prenúncio de mudança de consciência, que pode, inclusive, significar uma viagem pelo Grande Mistério ou por alguma senda situada à margem do tempo. A cor do Corvo é a cor do Vazio - o buraco negro do espaço sideral que congrega todas as energias criadoras. Significa que você conquistou por seus próprios méritos o direito de vislumbrar um pouco mais da magia da vida”.


 


E é um animal que carrega em si um mistério que influi, inclusive, em animês. Na mitologia japonesa, o poder desta ave é representado por dois seres mitológicos aqui citados:


 


TENGU


 


Tengu (Tien-Kou) ou “Cão Celestial” incialmente, eles eram considerados “demônios das montanhas” que matavam e perseguiam viajantes. A Sociedade Brasileira de Bugei assim os descreve:


 


“No Japão, ao invés do bicho-papão, são contadas às crianças estórias de tengu, que as perseguiriam. Estão presentes em várias manifestações culturais, como esculturas, máscaras, estórias infantis, lendas e, mais recentemente, nos mangás”.


 


E o site Shinobi assim complementa a descrição deste ser mitológico:


 


“Tengu é o nome dado no Japão a seres místicos semi-humanos com cabeças de aves que vivem nas montanhas isolados do resto do mundo. As lendas contam que os Tengu possuem muita sabedoria e grandes conhecimentos no manuseio da espada e outras técnicas de lutas”.


 


 


YATAGARASU


 


 


O outro ser mitológico, representado por um corvo de três patas, é o Yatagarasu. O site Japão Filia comenta sobre ele da seguinte maneira:


 


“No Leste Asiático, a mitologia da avê de três patas é o mais freqüentemente associado com sol. Na mitologia japonesa este corvo simboliza a ave do sol, mensageiro da deusa Amaterasu. O nome Yatagarasu consiste em duas palavras, sendo a primeira Yata que significa de grande tamanho e a segunda que vem de Karasu que por sua vez significa corvo em japonês. Segundo estudos, Yata é uma unidade que equivale aproximadamente a 1 metro e que era o tamanho estimado que alcançava esta lendária ave”.


 


De qualquer maneira, o corvo sempre apareceu em animações japonesas das mais diversas, pois, assim como no ocidente, na ásia ele é sinônimo de misticismo e poder. 


[youtube=http://www.youtube.com/watch?hl=en&v=ShzmzcJM7QI&gl=US]

Postagens mais visitadas deste blog

O Processo de Produção de Animes: Um Olhar Sobre os Comitês e o Caso da Bandai Namco, com um Toque de Ironia Leve!

O Processo de Produção de Animes: Um Olhar Sobre os Comitês e o Caso da Bandai Namco, com um Toque de Ironia Leve No mundo dos animes, onde heróis salvam o dia com robôs gigantes ou idols dançando em sincronia perfeita, por trás das telas há uma máquina burocrática que faz tudo funcionar — ou pelo menos tenta, sem derrubar o orçamento no processo. Os comitês de produção , esses consórcios empresariais japoneses, operam como um time de futebol onde todos querem chutar a bola, mas ninguém quer pagar pelo estádio inteiro. Este artigo explora o passo a passo dessa engrenagem, com foco em orçamentos e prazos que parecem saídos de uma comédia de erros, e destaca a Bandai Namco Filmworks , uma veterana que transforma ideias em impérios de mercadorias. Afinal, em um setor onde 70% das séries mal se pagam no curto prazo, o humor está em sobreviver para contar a história. O modelo de comitê surgiu nos anos 1980 e 1990, após a bolha econômica japonesa ensinar uma lição dura: dividir riscos é mel...

Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Yokais-Aranha: nem todo yokai é fofinho!

  Descrição do vídeo Prepare-se para conhecer o yokai que não quer ser seu amigo — o Tsuchigumo , a aranha demoníaca do folclore japonês que dá arrepios e risadas nervosas. Neste vídeo, mergulhamos nas lendas clássicas do Nihon Shoki , nos bestiários de Toriyama Sekien e nas aparições bizarras em animes como Nura: Rise of the Yokai Clan e GeGeGe no Kitarō. Com humor ácido e uma dose de sarcasmo, mostramos por que o Tsuchigumo é o oposto da Jorōgumo sedutora: ele não finge ser charmoso — ele só quer te devorar. Você vai rir, se assustar e talvez repensar sua próxima caminhada nas montanhas japonesas. 👉 Inscreva-se para mais vídeos sobre yokais, mitologia japonesa e criaturas que não foram feitas para virar pelúcia.