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O escritor-editor

    O texto que se segue é um complemento ao texto que lancei para o site e que, posteriormente, lancei em livro pela editora Perse. É mais um aprofundamento da minha experiência como escritor e a nova tecnologia. Você deve perguntar: porque quero lançar este livro por uma editora? É para pegar uma capa legal? Conseguir um ISBN e uma Ficha Catalográfica? Pela distribuição e divulgação? Sabia que você pode fazer tudo isso sem necessitar de uma editora? Sai mais barato se você possuir o conhecimento e puder realizar o trabalho de forma independente. Eu mostro as ferramentas, mas cabe a cada um decidir se está apto a realizar este trabalho de forma profissional e com qualidade. Não será fácil. É mais fácil pegar uma editora independente e começar a pagar pelos serviços deles, mas, se você é curioso e investigativo, leia estas palavras. Vamos começar:




1- ISBN e Ficha Catalográfica.

    É sempre bom começar com a história do que se pede. O ISBN, segundo a Biblioteca Nacional, foi “criado em 1967 e oficializado como norma internacional em 1972, o ISBN - International Standard Book Number - é um sistema que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a editora, individualizando-os inclusive por edição. O sistema é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta e delega poderes às agências nacionais. No Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional representa a Agência Brasileira desde 1978, com a função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país”.  

    Para se ter um ISBN é necessário cadastro junto à Agência Brasileira de ISBN. Na página “Cadastro de Editor” existe o cadastramento de pessoa física. Clique aqui para ter acesso às normas de edição. Leia tudo atentamente e preencha o cadastro corretamente. É necessário ser o autor da obra, ou ter direito de publicação, caso seja obra de terceiros. Está tudo explicado na página.  Leia atentamente sempre e obedeça as regras.

    A Ficha Catalográfica é uma forma de identificar e localizar livros em uma biblioteca. Ela possui informações sobre o autor, número de páginas, editor, ano de publicação, temas e gêneros literários e reúne tudo isso em um código para que a biblioteca possa guardá-lo no lugar adequado. Você pode estar pensando: “mas meu livro é digital! Porque devo usar estes códigos?” Porque é lei no Brasil! A Câmara Brasileira do Livro assim descreve a catalogação: “Todos os livros publicados no Brasil devem conter a Catalogação na Publicação, de acordo com o padrão internacional estabelecido em 1976 (Cataloging in Publication – CIP) e com o artigo 6 do Capítulo 3 da “Lei do Livro”. A Catalogação na Publicação reúne num único lugar, geralmente no verso da página de rosto, dados pertinentes à obra, como nome do autor, editora, ano de publicação, ISBN e assunto. A CIP auxilia as bibliotecas na seleção e compra de livros, facilitando sua divulgação entre usuários; permite às editoras a organização de seus próprios arquivos, catálogos comerciais e matérias promocionais dentro de padrões uniformes e, por fim, proporciona aos livreiros informações concisas sobre as matérias abordadas nas obras, facilitando seu agrupamento por assunto e favorecendo sua veiculação. Todo o processo de produção da Ficha Catalográfica pela CBL é informatizado”.

    Como a obter? Fale com um bibliotecário, pois são eles que podem formular esta ficha e ajuda-lo. A Câmara Brasileira do Livro possui uma área para a criação de Fichas catalográficas (clique aqui). Converse com o bibliotecário mais próximo de sua casa e veja o que se pode fazer.

2- Capa e Diagramação

    A capa pode ser feita com programas gratuitos de edição de imagens, ou pelo Adobe. Aqui entra o bom senso. Não é fácil mexer com o Indesign ou o Pagemaker, muito menos com o Photoshop, mas são ferramentas úteis para a criação do livro em si, com sua diagramação, bem como a capa. Todas as ferramentas da Adobe, agora, estão em nuvem e este sistema ajudou a difundir os programas, pois reduziu bastante o preço de cada um deles. Conheça aqui o Creative Cloud.

    Você mesmo, nesse momento, se for se aplicar ao estudo destas ferramentas, nunca mais ficará escravo do trabalho de um capista e nem de um diagramador. Poderá realizar os trabalhos, com um custo mínimo. Não há mistério, apenas dedicação e compromisso com a qualidade. Lembre-se sempre da qualidade.

3- Distribuição.

    Não fique refém das editoras por causa da distribuição. Os livros eletrônicos rompem barreiras e chegam a diversos territórios. Com a loja Amazon, você pode publicar diretamente com eles e alcançar leitores em diversos países. Com o KindleDirect Publishing sua obra estará na rede em questão de poucas horas. É necessário prestar atenção às regras de edição, para que seu livro saia corretamente. Leia sempre as regras (aqui).

    Além disso, eles possuem a Página do Autor que é um espaço direcionado a integrar o autor em rede. Com ela, você pode descrever sua biografia, integrar seu site, e seu twitter, e fazer upload de vídeos para book trailers. É uma página excelente para venda e divulgação. Conheça a minha clicandoaqui. Existe, também o rival Kobo (clique) mas não o conheço profundamente para poder dar uma opinião à respeito.


4- Divulgação

     Com conhecimento prévio, pode-se usar uma ferramenta bastante interessante de divulgação: Dino! O site explica o serviço deste modo: “O DINO é uma ferramenta que permite aos profissionais e não profissionais da área de comunicação, alavancar um release ou comunicado de imprensa para interagir com o seu público-alvo, com o objetivo de dar uma maior VISIBILIDADE ONLINE a informação”.  Clique econheça o serviço! Clique para ampliar!



    Para que não fique perdido, o press release é uma ferramenta da comunicação essencial. O que é exatamente: Segundo o site Press ReleaseBrasil: “Press Releases consiste de um documento divulgado pela assessoria de imprensa informando , respondendo a mídia sobre algum fato , positivo ou não ,muitas vezes também  servindo para esclarecer. Os press releases são muitos usados para  anunciar  lançamentos ,novidades onde a assessoria quer que virem  notícia .Também é conhecido como Comunicados de Imprensa deverá conter informações jornalísticas com objetivo promocional para o assessorado,conter materiais informativos distribuído aos jornalistas para servir de pauta ou ser veiculado completa ou parcialmente de maneira  gratuita.

    O site Dino fornece a estrutura básica, em forma de um formulário online, para que o autor possa construir um release profissional e que siga os padrões estabelecidos para os releases jornalísticos. É uma ferramenta incrível que divulga suas informações de maneira hábil. Ao lançar um livro, usar um release como primeira forma de divulgação, já estabelece um nível mais profissional ao assunto.


Conclusão

    Aposto que o leitor mais inseguro vai continuar preferindo usar os serviços de uma editora independente, mas aquele que se propuser a estudar estes passos, e a conhecer e aplicar estas ferramentas, deixará de ser apenas um escritor, mas será um editor também. Alguém capaz de ajudar a si, e ao escritor iniciante, na tarefa de editar um livro de maneira independente. Tenha ânimo, pois, ao vencer estes quesitos, tornar-se-á um autor melhor e um editor seguro. Leia mais em meu livro e compre o que puder para me ajudar a manter minha página e minha carreira!




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