segunda-feira, 29 de junho de 2020

Filmes indianos!

Filmes indianos





Eu, por curiosidade, fui assistir a filmes indianos. A minha lista de filmes assistidos está abaixo, e vocês poderão acompanhar a todos através da Netflix. E eles possuem mensagens em comum que me fascinaram. São eles:

    • Baahubali
    • Baahubali 2
    • Rocky Handsome
    • Saaho
    • A terceira batalha de Panipat

O meu conhecimento da cultura indiana é tão superficial quanto o número de filmes dessa lista, mas eu achei muito interessante as mensagens que todos eles possuem em comum. Não sei ao certo se todos os filmes traçam esse mesmo conjunto de mensagens, pois, como escrevi, meu conhecimento é muito superficial, porém, estes acima possuem essas mesmas características. Quais são? 

Os filmes possuem uma religiosidade grandiosa. Enquanto no ocidente até escrever “Jesus” tornou-se um tabu, na Índia eles oram aos seus deuses com músicas e muita fé. Eles não negam a sua fé e eles a abraçam com entusiasmo. Em Rocky Handsome existe uma cena lindíssima com um milagre diante de uma cruz. Assista!

Família é um ponto importante nessas obras. O enredo de todas elas se move através de dramas de núcleos familiares, como um filho em busca de vingança, um assassino que se converte em um padrasto protetor, ou casais enfrentando crises nacionais. A família também é o núcleo de muitos conflitos, como irmãos que se invejam, mulheres destruindo seus lares por falta de sabedoria e muito respeito à figura materna. 

A figura feminina possui muita força, mas sem lacração! Aqui vemos mães educando filhos até com golpes de vara e puxões de orelha (Bahubali), enquanto a figura feminina mostra-se muito próxima de como era retratada no período Romântico da era ocidental, antes da era Naturalista e Humanista. Os homens, por sua vez, mostram-se protetores, mas sem um pingo de opressão, em uma forma que eu só tinha visto ser retratada em contos do Romantismo. Existe até uma cena em que um rei permite que sua prometida pise em suas costas para subir em um barco. Pelo menos, nesses filmes, a figura feminina é tratada com respeito e elas são protegidas, não por uma fragilidade, mas por respeito. Elas lutam, comandam países, caçam criminosos, mas sempre sem perder seu lado feminino. E os homens as respeitam e protegem por honra. E elas não são perfeitas, pois muito do que acontece nos filmes é fruto de erros delas.  

O romantismo aqui é extremamente forte. Nunca vi, nem mesmo em filmes românticos do ocidente, tamanha força! Como um guerreiro que se encanta com uma máscara e, através de um molde feito com areia, se apaixona pelo rosto da guerreira que portava tal máscara. Ou um homem que transforma em realidade todos os sonhos desenhados por uma mulher em seu caderno de notas. O amor aqui é um grande motor que move os personagens principais. E não apenas o amor carnal, entre homem e mulher, mas, também, o amor fraterno e materno, entre mãe e filho, pai e filho.  

Os conflitos de origem militar refletem, em quase todas essas obras, o sentimento nacionalista de proteção à sua terra natal. Existe até um diálogo com uma frase que me deixou impactado que dizia, mais ou menos, que um general morreria até por um grão de areia de sua terra, para impedir que conquistadores viessem a saquear seu povo. Esse amor ao que é nacional me deixou muito impressionado. E não é porque o país é uma maravilha, pois os filmes expõe os problemas e conflitos da sociedade, e, também, dramas que envolvem a corrupção do Estado. Eles lutam pelo povo, e para o povo!

Respeito ao poder constituído. Em todas as obras existe o respeito pelo poder monárquico, que é o poder constituído na maioria das obras. Em todas elas, a figura do rei é uma figura piedosa, corajosa e valente, que sempre defenderá o seu povo contra falsos reis e tiranos. O que achei interessante é que eu não vi esse amor pela monarquia nem mesmo no Japão (que possui uma figura monárquica), pois as últimas obras japonesas, em animê, remetem sempre a um poder monárquico tirano. Nos filmes em questão, o rei trabalha com os seus servos e os escravos orgulham-se de serem escravos, pois o rei é justo e piedoso. E como isso me surpreendeu, pois eu vi, na tela, trechos quase Bíblicos de amor a um rei justo. Foi impressionante e impactante! 

Enfim, os filmes possuem mensagens lindas que se aproximam do contexto conservador (amor à família, proteção à mulher, proteção ao país , respeito ao materno e paterno, e respeito ao religioso) e se mostraram lindos. E todos eles, sem exceção, possuem formas de direção bem interessantes e escolhas visuais lindas, com muitos cânticos, danças e cores. Os diálogos, então, te deixam sempre com uma expressão de “Uau” com sua profundidade. Eles são longos, mas são ótimos! Assista-os e terá grandes e boas surpresas! 


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