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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Estado, Educação e Moralidade!

Janaína Paschoal, em sua conta no Twitter, demonstra preocupação com as propostas de candidatos à Presidência da República. Ao ler as 11 mensagens intercaladas, nota-se que a preocupação é muito pertinente. Em síntese, ela se preocupa com o lado moral da nossa sociedade. Ela afirma que reformas e economia são importantes, mas de nada adiantariam sem segurança, incluindo a jurídica. Corretíssimo, principalmente ao apontar que os principais corruptores eram empresas privadas.

Isso pode reforçar um pedido por mais Estado, embora seja exatamente o contrário. Vamos bem devagar aqui. Fazendo uma comparação com uma complicação de uma fratura que tive, podemos definir o seguinte. Meu pé inchou de tal modo que cortou a circulação de sangue para a área, e o risco de amputação era alto, se não conseguisse reduzir o inchaço e voltar a circular sangue para ele. O inchaço impediu até mesmo a consolidação da fratura. O Brasil, hoje, está como meu pé estava (rs). Se não reduzirmos o inchaço dele, ele sofrerá uma gangrena. O inchaço impede que a fratura (questão moral) se consolide. Antes de tratarmos a fratura, precisamos reduzir o inchaço.

O princípio moral

O princípio da construção moral[1] se dá no seio familiar e no convívio em sociedade. Como é um conjunto de regras relativo aos costumes, é da família a importante missão de ensinar tais regras. A economia afeta diretamente a base familiar. O Estado precisa equilibrar suas finanças e reforçar a economia para dar ao povo segurança. Segundo a pirâmide de Maslow[2] , existe uma hierarquia das necessidades de um ser humano, na qual as necessidades primárias devem ser atendidas para que ele tenha a necessidade de satisfazer outras necessidades. Veja na figura abaixo.


Fonte: https://endeavor.org.br/piramide-de-maslow/


Antes da realização pessoal, na qual se insere a moralidade, estão as necessidades fisiológicas, de segurança, amor e estima. A família só vai conseguir se inserir adequadamente, em uma conduta moral, quando o Estado ajudar a suprir suas outras necessidades. E como o Estado conseguirá ajudar a suprir tais necessidades? Quando parar de alterar a economia com suas ações de intervenção, ou seja, para que o indivíduo alcance a necessidade moral, ele precisa, antes de mais nada, comer. Para comer bem, o indivíduo precisa de preços justos em uma economia livre. Somente na economia livre, os preços serão justos. O professor Anderson explica, em uma aula sobre Mises, porque um Estado inchado prejudica a economia e, portanto, a vida do cidadão.




Reduzir o tamanho do Estado é o primeiro passo para a igualdade e o desenvolvimento do país, então, alguns presidenciáveis estão corretos ao tratarem inicialmente desta questão. Segundo a Fundação Heritage[3], o Brasil está na posição de número 140 em liberdade econômica, de um total de 180 países analisados, ou seja, somos mais fechados que a China, por exemplo.

E é justamente um mercado fechado que cria deformidades econômicas que possibilitam o surgimento de empresas como Odebrecht e outras usadas como forma de perpetuar políticos no poder. Assim sendo, estamos chegando ao ponto descrito pela professora Janaína.  No texto “Os Reais Beneficiados por um Capitalismo Regulado” de Hans F. Sennholz, traduzido por Leandro Roque para o site Mises[4], “Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, seja por meio da burocracia que desestimula todo o processo de formalização de empresas, seja por meio da imposição de altas tarifas de importação que encarecem artificialmente a aquisição de produtos importados (pense nas fabricantes de automóveis).” Esta economia cria “mamutes”, ou seja, empresas gigantescas, sem concorrência real, que servem apenas para desvios. Tais “mamutes” utilizam-se do governo, e são utilizados por ele, para perpetuar uma ideologia. Enquanto o Estado for grande, os corruptos terão forças para corromper. Em uma economia de livre mercado verdadeiro, estes “mamutes” não durariam.

Desta forma, acertam os presidenciáveis que desejam reduzir o Estado, pois eles aumentam a liberdade do indivíduo, proporcionam melhor condição de vida ao cidadão, fazendo com que ele tenha mais qualidade de vida, impedem a corrupção do Estado e ajudam na estruturação familiar. Chegando nesse ponto, já poderemos construir a moralidade, de acordo com a estrutura de Maslow.


Moralidade

A moralidade passa pela educação principalmente, e não apenas pela segurança jurídica. A família bem estruturada é a sede da moralidade, pois é o baluarte da educação. Resguardando a família, não permitindo que seja atacada por ideologias, que não foram comprovadas, já começa uma boa formação moral. A partir da criação e estruturação da família, o próximo passo para uma boa moral é uma boa educação escolar. Neste ponto, anseio que  próximo presidente venha a desconsiderar Paulo Freire e adote outro sistema de ensino. Um sistema como o mostrado pelo blog Reflexo Cultural, no texto “Professor Pier e o aumento da Inteligência” de Alexandre Nagado[5]. É importante que se leia este texto. Cliquem lá.

Resguardando a família e modelando corretamente o ensino escolar, já avançaremos na construção de uma moral eficiente e digna para os brasileiros, mas sei que a professora Janaína também preocupa-se com a segurança jurídica. O STF tem realizado decisões que estão deixando o nosso ambiente jurídico instável. Com isso, acredito que o próximo presidente precise alterar a forma como são feitas as indicações para a corte suprema. Eu acredito que o melhor seria um concurso de provas e títulos, pois, deste modo, o Estado não influenciaria nas decisões do tribunal.


Conclusão

Desta forma, precisamos reduzir o inchaço do Estado, resguardar a família, reformar a educação escolar e alterar a forma como são indicados os ministros ao STF. Sobre a questão da unificação do país, infelizmente, para isso, não há resposta. Acredito que estaremos divididos em esquerda/direita por, no mínimo, um século, ou mais, não havendo solução para tal ruptura.




[1] Significados, acessado em 23/11/2017 https://www.significados.com.br/moral/
[2] Significados, acessado em 23/11/2017 https://www.significados.com.br/piramide-de-maslow/
[3] Heritage Fundation, acessado em 23/11/2017 http://www.heritage.org/index/country/brazil
[4] MIses lido em 23/11/2017 http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1876
[5] Reflexo Cultural relido novamente em 23/11/017
https://reflexocultural.blogspot.com.br/2017/11/prof-pier-e-o-aumento-da-inteligencia.html

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