Poema: Alegria

ALEGRIA



Alegria que invade meu coração é a certeza de que não estamos sozinhos. A alegria que invade meu coração é a certeza de que esta solidão aparente, que parece real, simplesmente desaparece ao se fechar os olhos e relembrar aqueles dias. A alegria que invade meu coração é saber que a vida não se limita a uma rua de mão única, mas assemelha-se a um grande viaduto, com inúmeras entradas e saídas, retornos e vias. A alegria é a certeza de que somos abraçados, queridos, amados por muitos que, um dia, cruzaram este viaduto conosco. É a certeza de que as escolhas aqui feitas, a escolha de amar e ser amado, de ajudar mais que ser ajudado, de me entregar ao ágape, foram corretas. A alegria de que não estamos sós não vem da presença física, mas da sensação de um abraço, que envolve com um perfume, e nos remete à lembrança de que o amor existe. A alegria é isso, uma lágrima de luz que brota em meio às trevas da solidão irreal e que rega minha vida com o sabor da felicidade.

Comentários

  1. POR QUE NÃO ESCREVE POEMAS COM UM POUCO MAIS DE REALIDADE SOU SUA FÃ MAIS PERCEBO QUE NÃO TEM MUITA COISA DE REAL NOS POEMAS

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  2. SOU SUA FÃ MAIS SEMPRE QUIS DIZER ISSO COMO E FAZER UM POEMA

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  3. Olá! Há uma dose de realidade nos poemas que escrevo, pois são gotas de lembranças e sentimentos que busco para formar o texto. Lógico que deixo um pouco da realidade não exposta, justamente para dar ao leitor a chance de imaginar a cena de forma independente e de tentar entender (buscar) o que aquele sentimento significa para mim. Dando ao texto um elemento subjetivo (interpretativo). O texto "A Alegria", por exemplo, surgiu de dois momentos distintos: estava me sentindo só e esse sentimento gerou o primeiro momento da criação- a solidão. O segundo momento foi lembrar do meu primeiro beijo, e dos beijos subsequentes, e de saber que essas pessoas que cruzaram o meu caminho (daí o momento das vias e estradas) eliminaram a solidão e, ainda hoje, ao fechar meus olhos ao lembrar delas, todo o sentimento do poema surge e o justifica. É também meu entendimento que as pessoas vem e vão, que se afastam e se aproximam.

    Que bom que você gosta dos poemas! Eu fico feliz com isso! Obrigado!

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  4. Na verdade, foram três momentos distintos: o primeiro momento foi no ensino fundamental. A obrigação de escrever um poema, para as aulas de redação, foi massacrante. Nesse período eu odiava escrever. No segundo período foi quando me apaixonei pela primeira vez. Eu necessitava expor o que sentia e passei a escrever. Esse momento foi de timidez e introspecção. O terceiro momento foi o de busca profissional. Nesse momento, de busca profissional, comecei a adorar o texto e comecei a perceber que era bom para mim. No primeiro momento, fazer um poema era essencialmente estrutural. Eu buscava a estrutura nos livros somente para não tirar zero nas redações. No segundo momento, usei a estrutura aprendida para explorar meus sentimentos. Nesse momento, fazer um poema passou a ser uma forma de me apegar a mim mesmo e ao que eu sentia. No terceiro momento, fazer um poema era estética, sentimento e expressão. Para fazer um poema, hoje, eu busco um sentimento, uso a melhor estrutura para expressá-lo (hakais, triolés, ou o simples bloquinho de texto), a melhor linguagem e figuras, e escrevo de maneira a deixar alguma coisa escondida para que o leitor possa usar a sua imaginação!

    Muito obrigado pelos comentários! :)

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