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Antologia do Pequeno Rato

 Não é um exemplo de literatura gótica, apesar de ter animais fantásticos que falam, mas possui o sofrimento da alma da literatura gótica. É um clamor sofrido de um pequeno ser que está preso em um ambiente de experimentos e só tem no seu cientista o seu observador e, quem sabe, seu salvador. É uma metáfora para os sentimentos de traição, perda e dor de ser agredido e não ter a força necessária para reagir. Tudo isso é gótico. 

TOP 3 de séries que merecem remake!

 Existem muitas séries da década de 90, na minha opinião, que mereciam um remake (manter a obra original, apenas contando novamente a história, com a tecnologia atual disponível). Vou citar aqui 3 delas. Estas séries foram escolhidas, pois são séries que ainda mexem comigo, que ainda gosto e que ainda lembro delas como se tivesse as assistido ontem. Esse foi o critério de seleção para esse simples TOP 3, de séries da década de 90, que mereciam um remake. 


Oh My Goddess



A série mesmo começou em 1988, encerrando-se em 2014, contendo um total de 48 volumes. Ela entra na lista por conta do seu primeiro OVA, lançado em 1993, cabendo perfeitamente nessa lista. A animação realizada pelo studio AIC foi uma das mais belas que já vi e promoveu a criação de outras séries, sendo que a última, se não me engano, terminou em 2013, com outro OVA. Já se passaram quase 10 anos desde a sua conclusão. Um remake dessa série, contando-a do começo a o fim, seria uma ótima celebração. O mangá vendeu mais de 45 milhões de cópias. 


Na série, vemos o romance do jovem Keiichi com a deusa Belldandy. Por conta de uma promessa que os ligou no passado, o reencontro deles era inevitável. Certa vez, ao tentar pedir uma pizza por telefone, ele acidentalmente liga para o escritório das deusas e é atendido pela Belldandy. Eles acabam por realizar um pacto e começam uma vida juntos. Na verdade, nada é acidental, pois eles já possuíam um forte destino juntos, como a série vai mostrar mais para frente. 


Eu amo essa série, porque nunca vi, em toda a minha vida, uma personagem feminina tão forte e presente. Além de ser muito doce, calma e serena, ela possui um imenso poder, pois é uma deusa de primeira grandeza. Essa mistura de elementos é muito bem equilibrada, pois ela não deixa de ser uma figura feminina. Hoje em dia, por conta de pressões de grupos minoritários, os personagens femininos estão cada vez mais com presença masculina em suas construções. São monstros cada vez mais agressivos e violentos (Jujutsu Kasen por exemplo), com tanta testosterona na sua construção que são, praticamente, futanaris. Eu sinto falta da presença gentil da Belldandy.





Saber Marionette J




O animê foi lançado em 1996, tendo várias continuações, como Saber J to X, J Again  e alguns OVAs. A série mostra um grupo de cientistas, todos homens, que se acidentam em um planeta desconhecido e, para sobreviverem, criam uma civilização preenchida totalmente por clones. Como não existiam mulheres, a clonagem foi a única solução e, para substituir a figura feminina, eles criaram marionettes, que são robôs com aspecto feminino. Dentre esses robôs, existem seis delas que possuem um sistema de circuitos que imita o coração humano, dando a elas sentimentos. Um jovem chamado Otaru acaba por descobrir três delas: lime, Cherry e Bloodberry. O animê, então, centra-se na relação deles, enquanto descobrem um segredo sinistro por detrás da criação desses circuitos. É uma comédia romântica com profundos toques de drama e ação. Novamente, as figuras femininas aqui, mesmo sendo mais poderosas que os clones humanos, não são cheias de elementos “masculinizantes” em sua construção. Otaru e todas elas se cuidam mutuamente. São uma família e se portam como uma. O maior valor demonstrado por essa série é a de buscar entender sentimentos, crescer como pessoas e aprofundar relacionamentos, sendo família e como família buscar soluções para os problemas que vão surgindo. 





Blue Seed



Foi um mangá que rodou de 1992 a 1996 e que teve, em 1994, uma série de televisão, além de um OVA. Ela trata essencialmente de humanos defendendo uma garota, chamada Momiji, que possui em seu sangue uma condição especial. Através do sangue dela, monstros chamados Aragamis podem ser destruídos. Por esse motivo, os Aragamis precisam matá-la antes que os humanos façam dela um sacrifício. Já os humanos a defendem, pois sabem que o sacrifício dela pode salvar a humanidade desses monstros. Nessa confusão toda, aparece um rapaz que possui sangue Aragami. Ele, no começo, tenta matar a Momiji, mas depois se apaixona por ela e começa a defendê-la dos monstros que a tentam matar, antes que ela se torne um sacrifício. A série, então, gira em torno deles e da equipe humana que tenta descobrir um modo de não matar a garota e usar o poder dela para acabar com os Aragamis. Novamente, uma personagem fascinante, pois ela é uma adolescente romântica, esforçada, meio boba, mas muito corajosa. Ela te envolve com seu carisma, sendo uma garota espetacular.




Conclusão


Todas elas tem algo em comum: mulheres fortes, com poder acima do poder dos homens, mas que preservam suas características femininas. São mulheres acima de tudo. São características femininas a bondade, empatia, sensibilidade, carinho, doçura, compaixão, tolerância, nutrição e deferência, além de outras, e as séries acima apresentam personagens femininas que abrangem todas essas características e me fizeram me envolver com elas e nunca mais as esquecer. É necessário que essa geração venha a conhecer essa construção de personagens, por isso, o remake se faz essencial. Que isso possa servir aos mais jovens, quando forem criar personagens femininas. Se quiserem que seus personagens sejam bem lembrados, não como monstros desumanos, mas como mulheres, estudem essas séries. Eu desejo mais Marin (My Dress-Up Darling) e menos Eris (Mushoku Tensei). Mais Alice (Duke of Death and His Maid) e menos qualquer personagem de Jujutsu Kaisen.   

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