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Adeus

 Carta de Despedida Queridos leitores,   Escrevo estas linhas com o coração apertado, mas com a necessidade de ser transparente com todos vocês que me acompanharam ao longo desta jornada.   Nos últimos anos, venho enfrentando uma série de problemas de saúde que exigem atenção integral e cuidados constantes. Entre eles estão o diabetes com componente autoimune, hipotireoidismo, hipercolesterolemia, imunodeficiência e osteoporose grave, que já resultou em fraturas. Esses desafios têm impactado profundamente minha rotina e minha capacidade de manter o ritmo de produção de conteúdo que sempre busquei oferecer aqui.   Por isso, tomei a difícil decisão de dar uma pausa no blog. Não posso garantir quando — ou se — retornarei. Neste momento, minha prioridade precisa ser cuidar da minha saúde e buscar qualidade de vida dentro das limitações que enfrento.   Quero agradecer imensamente a cada um de vocês que esteve comigo, que leu, comentou, compartilho...

Vendas, internet e animês

Serei breve no texto de hoje. Será um texto para a indagação de muitos. Daniel Gouveia Costa, em seu livro “Comunicações Multimídia na Internet” já aponta para o que venho observando, e ele relata: “Internet consolidou-se como a principal rede de comunicação de dados. Nessa rede, aplicações como transferência de arquivos, envio de mensagens eletrônicas e navegação web são amplamente utilizados. A influência que tais aplicações têm nos usuários dessa rede faz com que muitos enxerguem esses serviços como sendo a própria Internet. A evolução da rede mundial de computadores, tanto em termos operacionais como no número de usuários, possibilitou que novas aplicações surgissem. Entre essas novas aplicações estão às comunicações multimídia na Internet”.


O crescente fluxo de pessoas na rede, bem como o avanço tecnológico que permite conexões mais rápidas, estáveis e populares, começou a me fazer indagar porque diabos as empresas japonesas ainda precisam de distribuidores de seus produtos para o ocidente? Ainda hoje, uma empresa japonesa lança um produto em seu mercado e o distribui somente por lá. Cabe a uma empresa estrangeira, como a Diamond Films (no caso dos filmes de Dragon Ball Z e Cavaleiros do Zodíaco) negociar com as empresas japonesas e conseguir acordos de distribuição. Até para conseguir animês para o Crunchyroll, o usuário precisa esperar a boa vontade de distribuidores que, vez ou outra, decidem não liberar títulos para a região X ou Y.




Ora, a internet criou o que chamamos de comunicações multimídia, ou seja, ferramentas usadas para a interação entre usuários e comunidades, tais como os vídeos em streaming e sites como o Daisuki, Netflix e o Crunchyroll. A entrada em uma região não depende mais de rigorosas regras empresariais e jurídicas, pois a internet, hoje, é um meio livre e com regras próprias de expansão e vendas. Não existe lei que impeça uma empresa japonesa de vender seus produtos para outras partes do mundo, então, porque elas não criam um setor de vendas para o mundo através do comitê? É esta a indagação que gostaria de deixar com este texto. Por exemplo, somente o Crunchyroll já ultrapassou o número de 400 mil assinantes em todo o mundo. É uma grande comunidade e local de vendas.




Explicando 


Para se criar uma animação, como exemplo, as empresas não necessitam mais de uma aceitação de um comitê (empresas reunidas e dispostas a liberar dinheiro para uma série ou filme). The Little Witch Academia 2 alcançou, através da internet,  uma campanha para a criação de uma nova animação que será distribuída internacionalmente. O mesmo ocorreu com Under The Dog, que também alcançou o financiamento coletivo para a criação de uma animação. Mostro isso para dizer que os tempos gerenciais passados são, de fato, passado. Atualmente, o dinheiro corre livre pela rede mundial de computadores e se a empresa ficar restrita à formas gerenciais antigas somente vai fazer dela um alvo para concorrentes que, porventura, tiverem êxito nessa empreitada. Vejam o que aconteceu com a Blockbuster. Foi engolida pelas empresas que investiram em streaming, como a Netflix.


A solução que encontro para isso é simples. A empresa japonesa cria uma animação (com ou sem comitê), e um setor de vendas, que lançará o produto em diversos territórios, negociando elas próprias com os portais aqui já citados. Para a venda em disco (blu-ray e dvds) a empresa lança material nas línguas de países que mais aceitaram os produtos. Ou seja, eles criam uma animação, lançam ela em um portal de streaming, verificam em que região ela foi mais bem aceita e cria discos com base nessa aceitação, com legendas na língua e material promocional destinado àquelas regiões. Tudo isso sem precisar sair do Japão, através da internet. Sem a necessidade de distribuidores locais. Sei que para o cinema a regra é diferente, mas para séries de televisão essa regra se aplica muito bem. Para elas é um ganho com o aumento na possibilidade de vendas e, para nós, um ganho no aumento de produtos lançados em com preços mais baixos pela ausência do distribuidor local (intermediário).



Então, fica aqui essa indagação e a minha resposta.