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Congresso Brasileiro de Escritores- 2011- debaterá a profissão!

CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES



A União Brasileira de Escritores (UBE), com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional e Orquestra Sinfônica de Ribeirão preto, promoverá, entre os dias 12 a 15 de novembro, o Congresso Brasileiro de Escritores, na cidade de Ribeirão Preto. Com o lema “a escrita é um ato isolado, mas o escritor não precisa estar isolado”, a UBE debaterá questões importantes referentes ao trabalho do escritor.

 

O Congresso realizará palestras, mesa redonda, oficinas, debates, conferências e atividades culturais importantes para difundir a arte da escrita em nosso país, além de tentar fomentar uma discussão sobre a regulamentação da profissão de escritor. Também teremos a entrega do prestigiado troféu Juca Pato- o intelectual do ano.

 

Com palestrantes de peso, como Frei Betto que versará sobre o tema “os escritores e as ditaduras”; Betty Milan, escritora e colunista da revista Veja; Gabriel Chalita (Deputado Federal, escritor e professor) que comandará a palestra sobre “a regulamentação da profissão de escritor”; além de Antonieta Cunha, secretária-executiva do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), entre outros, o evento trará uma contribuição ao processo social da escrita e a inserção do escritor como peça fundamental da criação de livros e ideias.

 

Como escreveu Luis Avelima, sobre o segundo Congresso de Escritores, “o compromisso era, além de defender as liberdades democráticas e a manifestação do pensamento, exigir a elaboração de uma nova política cultural, democrática e aberta, pela qual o estado incentive e apoie a criação”, acredito, então, que este novo congresso, além de fortalecer as bandeiras já clamadas, terá, como novo brado, a missão de iniciar a concretização de um sonho de todo escritor: tornar a paixão pela escrita uma profissão regulamentada.

 

Para conhecer mais sobre o Congresso (inclusive os escritores de peso que não citei na matéria), acesse a página aqui!

Congresso Nacional de Escritores

UniSEB - Centro Universitário - Unidade I

Rua Abrahão Issa Halack, 980 - Ribeirânia

CEP 14096-160

Ribeirão Preto / SP

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OFF: Enviei minhas respostas ao questionário da UBE sobre a regulamentação da profissão de escritores e deixo-as aqui de maneira a incentivar o debate sobre esta questão.

 

1.            Quem deve ser considerado escritor, pela lei?

 

R: Todo aquele que exerce a função comprovada de produção de textos, para qualquer meio. Autor, publicado ou não, é escritor. Jornalista é escritor. Ou seja, todos que promovem, de maneira frequente, a produção de textos, impressos ou on-line, devem ser caracterizados como “escritor”.

 

2.            Quais critérios deveriam ser adotados para considerar uma pessoa como escritor?

 

R:  Produção de textos de maneira periódica e comprovada por documentação legítima, quer seja contrato com editora, carta de registro de direito autoral pela Biblioteca Nacional, ou equivalente, ou registro virtual. Não se deve diferenciar escritor por número de livros, ou páginas publicadas, mas se o autor possui produção frequente de textos e de maneira comprovada.

 

3.            Quanto tempo seria necessário alguém estar na atividade para que fosse considerado escritor, pela lei?

 

R: Creio que comprovação por tempo, para início de carreira, não se faça necessária, basta documentação legítima que comprove que o autor é um escritor. Após ser reconhecido como escritor, creio que deve-se ter uma produção frequente de textos.

 

4.            Só deveriam valer publicações em livro ou poderiam ser consideradas publicações eletrônicas, para efeito de comprovação da atividade de escritor?

 

R: Todos os meios devem ser aprovados, bastando comprovação legítima. No caso de um livro, ou publicação impressa em geral, há o contrato com a editora, o ISBN, o ISNN e os documentos emitidos pelo Escritório de Direitos Autorias da Biblioteca Nacional (EDA). Para o caso de produção em mídia on-line (virtual), que se faça necessária comprovação de que o texto é legítimo, que a produção é frequente e que o autor é o escritor fidedigno.

 

5.            Como tratar o escritor inédito, ainda não publicado? O contrato com a editora não pode ser o único instrumento comprobatório da atividade. Qual outra comprovação seria plausível?

 

R: Pode-se usar os documentos do EDA. Há de se criar, também, um meio para emitir declaração de autoria para documentos (textos) criados para a mídia on-line.

Comentários

  1. Minha mãe analfabeta me ensinou a ler e escrever

    Por: Valdeck Almeida de Jesus
    No Congresso da União Brasileira de Escritores-UBE, ocorrido em Ribeirão Preto-SP, de 12 a 15 de novembro de 2011, tive a grata oportunidade de assistir uma palestra de Affonso Romano de Sant’Ana sobre livro e leitura, bibliotecas e afins. Cheguei meio no meio do bate-papo, pois eu estava ouvindo outra palestra sobre a história da UBE, mas consegui acompanhar a explanação de um homem que tem um profundo conhecimento do assunto. Fiquei em silêncio ouvindo e degustando cada frase, cada palavra, cada letra. O Affonso tem um apurado senso de humor e uma excelente memória, além de ter a experiência e dedicação que poucos brasileiros possuem.

    Toda a conversa me fez relembrar meus anos de infância e juventude, época em que a literatura entrou em minha vida. Primeiro, através das estórias que minha mãe, Paula Almeida de Jesus, contava para mim e meus irmãos, na hora de dormir. Ao invés de acelerar o processo do sono, aqueles relatos de seres fantásticos, lutas entre dragões e nuvens, raptos de princesas e viagens a outros mundos me faziam viajar, literalmente, numa fantasia que me roubava o descanso da noite. Às vezes eu corria para o quarto dela, com medo dos seres que entravam em meu quarto e se apresentavam vivos e reais.

    Da fantasia à realidade e vice-versa o limite não está muito claro na cabeça de uma criança, e aquilo tudo forjou o meu gosto por outras realidades, outros mundos. Após mudar de Jequié para uma fazenda nas imediações de Itagibá, conheci revistas em quadrinhos que lotavam estantes no gabinete da casa da patroa de minha mãe. Como Luci Valverde, a dona da residência, morava, também, em Salvador, e passava temporadas na capital, eu ficava com a biblioteca inteira para mim. Eu entrava por uma janela que tinha defeito e não fechava direito, “roubava” pilhas de revistinhas e levava pra casa, onde devorava em poucos dias. E assim eu li dezenas e dezenas de revistas durante seis anos.

    Voltando para Jequié, eu já estava contaminado e viciado pelo gosto pela leitura. Não deu outra e logo procurei onde encontrar livros. A Biblioteca Municipal foi meu refúgio e, ali, eu tomava de empréstimo livros de contos, poesia, literatura infanto-juvenil, jornais etc. A fome de leitura era tanta que, muitas vezes, eu pegava um livro cuja capa me atraía, separava pra levar e logo me decepcionava: já tinha lido aquela obra. Dizem que todo leitor vira escritor. Não sei se isso é previsão ou profecia, mas acabei criando um prêmio literário em 2005, aos 39 anos de idade, cujo objetivo é dar chance a autores novatos, iniciantes na arte da escrita. Desde então já foram mais de mil textos publicados e espalhados pelo mundo todo. Nesse mesmo ano publiquei dois livros de minha autoria e não parei mais de escrever.

    Minha mãe, analfabeta de pai e mãe, é quem foi a precursora da literatura em minha família. Após eu aprender a ler e escrever, incentivei pra ela aprender também, o que consegui com muita paciência, ficando orgulhoso quando via ela fazendo o próprio nome e lendo “soletrando” os textos meus e de outros autores. Se a vida não me proporcionar mais nenhuma vitória ou prêmio daqui por diante, já me sinto uma pessoa premiada e feliz por isso.

    Ribeirão Preto-SP, 14 de novembro de 2011

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  2. Olá! Muito linda a sua história de vida e me lembrou a de meu avô. Ele também se fez na vida pela leitura, estudo e amor pelos livros. Muito obrigado por compartilhar conosco seu exemplo! Retorne sempre para comentar, se assim o desejar! :)

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