segunda-feira, 19 de junho de 2017

PGR em Guerra!


Procuradoria-Geral da República em Guerra



Leiam a matéria da Isto É, que virou capa deste texto, sobre as gravações que estão em posse da equipe da Lava Jato. Em o “Jogo Político de Janot”, ficamos sabendo que Janot pode estar ultrapassando os limites éticos de sua profissão, para evitar que uma adversária venha a ser eleita a nova Procuradora-Geral da República. Segundo reportagem e áudios gravados, muitos procuradores comentam preocupações pelas ações de Janot em relação à eleição de Raquel, preferida do Temer.  Antes de tecer mais comentários, deixo um quadro abaixo explicando como se dá a eleição do Procurador-Geral da República.



CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
TÍTULO IV - Da Organização dos Poderes (Redação da EC 80/2014)
CAPÍTULO IV - DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA (Redação da EC 80/2014)
Seção I - DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Art. 128. O Ministério Público abrange:
II - os Ministérios Públicos dos Estados.
§ 1º - O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução.


No meu texto “E o áudio Foi alterado! Anulo Tudo que escrevi!”, após saber que o áudio de Joesley não tinha passado por perícia na Polícia Federal, apresentando inúmeros sinais de edição, eu apresentei 3 dúvidas minhas sobre o caso e a ação da PGR e do STF. A terceira questão tornou-se evidente após estes áudios. Escrevi: “Qual a intenção de Fachin e Janot  ao aceitarem esta prova falsa contra o Presidente da República, antes mesmo dela passar pela perícia da Polícia Federal e correr como loucos para abrirem inquérito contra o Temer? Que sede é essa que os fez correr para este pote de água suja entregue por Joesley?”.

Minhas perguntas parecem esclarecidas com o que a reportagem da Isto É revela. Tudo parece não passar de jogo político, por interesses próprios do Janot, pois o mesmo não deseja que Raquel se eleja nova Procuradora-Geral da República. Para atingir seus objetivos, segundo reportagem, Janot declarou guerra a todos, incluindo o Presidente da República que parece apoiar Raquel. Desse modo, Janot correu com as denúncias contra seus desafetos.

Conclusão

Caso fique mais comprovado que as ações de Janot são movidas por interesses pessoais, além de responder administrativamente, ele também responderá judicialmente por uso indevido do cargo. Isso ainda afetará ações futuras dele como Procurador-Geral da República podendo tornar nulos também atos passados dele. E isso afasta ainda mais as chances de Temer ser condenado, pois ele pode alegar que Janot usou do cargo para fins pessoais. Apesar de todos os indícios contra o Temer, ele ainda tem ferramentas para se sustentar. Pois é, isso é Brasil. Como Janot foi nomeado ao cargo por Dilma, o petismo deixa, mais uma vez, uma marca suja na história e ainda abala a reputação de uma nobre instituição brasileira e uma que eu respeito muito.