segunda-feira, 13 de março de 2017

Reforma Política- A Figura do Vice


Reforma Política



Como mostra a imagem acima, até o momento, 5 partidos foram identificados como partidos que receberam dinheiro de caixa 2. Assim nos informa a reportagem assinada por Rafael Moraes Moura e Beatriz Bulla, Delator da Odebrecht diz que empresa pagou total de R$ 21 mi a PROS, PCdoB..., “os pagamentos foram feitos via caixa 2 para garantir o apoio político dessas siglas à chapa que unia PT e PMDB na campanha presidencial de 2014 (...)  a ação que pode levar à cassação do mandato de Temer apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014”.  

Esta delação bombástica me fornece dois pontos evidentes, um positivo e um negativo. O ponto negativo é que o julgamento da chapa PT-PMDB, que aconteceria neste semestre, por conta destas novas informações, ficará adiado para data posterior. Acredito, com isso, que, quando o processo estiver transitado em julgado, já estaremos em um novo governo e só nos restará olhar para a história e dizer (caso a cassação se efetue) que tivemos de fato um governo ilegítimo. Este adiamento é o ponto negativo, pois poderíamos ter uma sentença este ano ainda e nos livrarmos mais cedo de quem arruinou a Nação.

O ponto positivo se dará com a divulgação da sentença. Saindo a sentença, provavelmente, teremos 5 partidos cassados, e que não poderão mais existir, dentre eles o PMDB que, atualmente, é o maior em número de prefeituras. Essa extinção, de um partido tão grande, fará uma verdadeira corrida pela Reforma Política que tanto Brasil necessita. Disse, em seminário, o ministro Gilmar Mendes, que esta reforma é difícil de se lidar, pois é como consertar um avião com ele em pleno voo. Com a cassação do PMDB e do PT, então, conseguiremos consertar este avião, pois ele estará em queda livre. Infelizmente, o nosso Congresso só se move com rapidez quando se faz urgente sua própria necessidade.

A Reforma Política (acompanhe aqui) tem muitos pontos interessantes, como a diminuição do número de partidos, mas uma em especial me chamou a atenção. O relator da reforma, que é petista, quer acabar com o cargo de vice. Tenho certeza que é birra ainda por causa do “gorpí” (rs).

Ao meu ver, o vice deveria ser mantido, porém, que tal cargo seja ocupado pelo candidato que terminar em segundo lugar na corrida eleitoral. Nada de coligação. Por exemplo, que o Presidente da República seja o candidato com maior número de votos e que seu Vice-Presidente possa ser o segundo candidato com o maior número de votos. Desta forma, tenho certeza que o Presidente da República pensará duas vezes antes de fazer ou entrar em algum processo de corrupção, pois o Vice-Presidente, que não possui ligação partidária para com ele, ficará como um vigilante esperando um deslize para ocupar o cargo. Seria como se forçássemos o Presidente da República a trabalhar de maneira decente, ou ter que lidar com um vice querendo seu cargo. Esta seria, para mim, a maior reforma política a ser realizada.    

Obs.- Para mim, de fato, seria melhor um Poder Moderador entre os três Poderes da República e que não fosse submisso a estes.