quarta-feira, 16 de abril de 2014

Poema: Como andei errando!




Ao olhar para trás vejo minhas pegadas;
Para frente e para trás andei;
Como se tivesse um dos pés contrário, pelo tanto que errei;
E envergonhado com isso andei pelas estradas.


Queria alcançar certos patamares;
Nunca consegui chegar a estes lugares;
Mas nada impedia o pensamento;
De chegar lá, alcançar aquele sentimento.


Livre na imaginação, eu consegui ser;
Na realidade, meus passos levavam à fadiga;
Mais lento e mais devagar eu percebi, pude ver;
Pensava como gigante, em passos de formiga.


Devo adaptar o pensamento e a passada;
Unir a ambos para concluir esta jornada;
Entretanto, é difícil! Pois a mente tem uma aliada;
A alma (coração) que quer tanto chegar lá ao fim da estrada.


Minha sina é continuar errando;
Afinal, ao não unir projeção e realidade, acabo pecando;
É o meu erro, essa maldição;
De pensar uma coisa e não alcançar. É a minha frustração.


Pensar menos é a solução;
Diminuir o ritmo e a imaginação;
Infelizmente, a alma continua atrapalhando;
Ela quer voar alto, continuar amando.


Não tenho solução; andarei para frente! Reto!
Continuarei olhando minhas pegadas;
E tentarei me alegrar com os passos certos. Correto?
Espero que sim! Quero fazer isso e chegar em minha enseada.